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Instituição

Questões: Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) — com gabarito

1.402 questões de Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), de 2008 a 2023. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 1.402 questões
  • 15 provas

Resultados: 533 questões

Página 2 de 27

  • Linguagens

    Português

    Há dias conheci uma mulher do interior da Zambézia. Tem cinco filhos, já crescidos. O primeiro, um mulato esbelto, é dos portugueses que a violaram durante a guerra colonial. O segundo, um preto, elegante e forte como um guerreiro, é fruto de outra violação dos guerrilheiros de libertação da mesma guerra colonial. O terceiro, outro mulato, mimoso como um gato, é dos comandos rodesianos brancos, que arrasaram esta terra para aniquilar as bases dos guerrilheiros do Zimbabwe. O quarto é dos rebeldes que fizeram a guerra civil no interior do país. A primeira e a segunda vez foi violada, mas à terceira e à quarta entregou-se de livre vontade, porque se sentia especializada em violação sexual. O quinto é de um homem com quem se deitou por amor pela primeira vez.

    Essa mulher carregou a história de todas as guerras do país num só ventre. (cap. 37)

    O sentido de “humanidade”, criticado no texto de Ailton Krenak, é chave para a compreensão de um contexto de extrema violência, como o narrado no fragmento.

    Nesse contexto de colonização, o corpo feminino está associado à imagem de:
    Escolha uma alternativa para a questão 7b0f5f0b-7a
  • Linguagens

    Português

    As mulheres de Tony pertencem a diferentes grupos étnicos: Rami é ronga; Ju é changana; Lu é sena; Saly é maconde; Mauá é macua.

    Em relação a essa diversidade, na representação cultural de Moçambique, cada uma dessas mulheres pode ser compreendida pela seguinte figura de linguagem:
    Escolha uma alternativa para a questão 7b09458e-7a
  • Linguagens

    Português

    O romance apresenta uma narrativa em primeira pessoa, mas contém passagens nas quais se identifica a presença de outros tipos textuais.

    O fragmento do capítulo 4 que exemplifica apenas o tipo textual narrativo é:
    Escolha uma alternativa para a questão 7b02f7fb-7a
  • Linguagens

    Português

    Ideias para adiar o fim do mundo


    Figura 1 de 2 da questão de Português, UERJ 2022, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, UERJ 2022, Interpretação de Textos

    Em Ideias para adiar o fim do mundo, Ailton Krenak questiona o que se convencionou chamar “humanidade”, em especial a partir do século XVI.

    Esse questionamento deve-se principalmente ao fato de o sentido dessa palavra poder ser associado, na perspectiva de Krenak, à ideia de:
    Escolha uma alternativa para a questão 7ae9b033-7a
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, UERJ 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension

    PAUL SIMON and ART GARFUNKEL

    Adaptado de genius.com.

    An example of paradox can be found in the following statement:
    Escolha uma alternativa para a questão 6aab8e6b-e9
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, UERJ 2021, Sinônimos | Synonyms

    PAUL SIMON and ART GARFUNKEL

    Adaptado de genius.com.

    I was no more than a boy (l. 5)
    The underlined expression may be substituted, without significant change in meaning, by the word below:
    Escolha uma alternativa para a questão 6aa30c27-e9
  • Linguagens

    Literatura

    E, bem pensado, mesmo na sua pureza, o que vinha a ser a Pátria? Não teria levado toda a sua vida norteado por uma ilusão, por uma ideia a menos, sem base, sem apoio, por um Deus ou uma deusa cujo império se esvaía? Não sabia que essa ideia nascera da amplificação da crendice dos povos greco-romanos de que os ancestrais mortos continuariam a viver como sombras e era preciso alimentá-las para que eles não perseguissem os descendentes? (...)
    Reviu a história; viu as mutilações, os acréscimos em todos os países históricos e perguntou de si para si: como um homem que vivesse quatro séculos, sendo francês, inglês, italiano, alemão, podia sentir a Pátria?
    Uma hora, para o francês, o Franco-Condado era terra dos seus avós, outra não era; num dado momento, a Alsácia não era, depois era e afinal não vinha a ser. Nós mesmos [brasileiros] não tivemos a Cisplatina e não a perdemos?
    (...) Certamente era uma noção sem consistência racional e precisava ser revista.
    Lima Barreto
    Triste Fim de Policarpo Quaresma, parte III, capítulo V.
     
    A questão refere-se ao romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.


    Saiu e andou. Olhou o céu, os ares, as árvores de Santa Teresa, e se lembrou que, por estas terras, já tinham errado tribos selvagens, das quais um dos chefes se orgulhava de ter no sangue o sangue de dez mil inimigos. Fora há quatro séculos. Olhou de novo o céu, os ares, as árvores de Santa Teresa, as casas, as igrejas; viu os bondes passarem; uma locomotiva apitou; um carro, puxado por uma linda parelha, atravessou-lhe na frente, quando já a entrar do campo... Tinha havido grandes e inúmeras modificações. Que fora aquele parque? Talvez um charco. Tinha havido grandes modificações nos aspectos, na fisionomia da terra, talvez no clima... Esperemos mais, pensou ela; e seguiu serenamente ao encontro de Ricardo Coração dos Outros.
    TERCEIRA PARTE
    V - A Afilhada

    Com base no fragmento, o final do romance, apesar de triste, como anuncia o próprio título, contém uma mensagem de otimismo, expressa nos pensamentos da personagem Olga, afilhada de Policarpo.
    O otimismo se justifica pela expectativa de:
    Escolha uma alternativa para a questão 6a9a6ab7-e9
  • Linguagens

    Literatura

    E, bem pensado, mesmo na sua pureza, o que vinha a ser a Pátria? Não teria levado toda a sua vida norteado por uma ilusão, por uma ideia a menos, sem base, sem apoio, por um Deus ou uma deusa cujo império se esvaía? Não sabia que essa ideia nascera da amplificação da crendice dos povos greco-romanos de que os ancestrais mortos continuariam a viver como sombras e era preciso alimentá-las para que eles não perseguissem os descendentes? (...)
    Reviu a história; viu as mutilações, os acréscimos em todos os países históricos e perguntou de si para si: como um homem que vivesse quatro séculos, sendo francês, inglês, italiano, alemão, podia sentir a Pátria?
    Uma hora, para o francês, o Franco-Condado era terra dos seus avós, outra não era; num dado momento, a Alsácia não era, depois era e afinal não vinha a ser. Nós mesmos [brasileiros] não tivemos a Cisplatina e não a perdemos?
    (...) Certamente era uma noção sem consistência racional e precisava ser revista.
    Lima Barreto
    Triste Fim de Policarpo Quaresma, parte III, capítulo V.
     
    A questão refere-se ao romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.

    Policarpo Quaresma, cidadão brasileiro, funcionário público, certo de que a língua portuguesa é emprestada ao Brasil; certo também de que, por esse fato, o falar e o escrever em geral, sobretudo no campo das letras, se veem na humilhante contingência de sofrer continuamente censuras ásperas dos proprietários da língua; sabendo, além, que, dentro do nosso país, os autores e os escritores, com especialidade os gramáticos, não se entendem no tocante à correção gramatical, vendo-se, diariamente, surgir azedas polêmicas entre os mais profundos estudiosos do nosso idioma — usando do direito que lhe confere a Constituição, vem pedir que o Congresso Nacional decrete o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro.
    O suplicante, deixando de parte os argumentos históricos que militam em favor de sua ideia, pede vênia para lembrar que a língua é a mais alta manifestação da inteligência de um povo, é a sua criação mais viva e original; e, portanto, a emancipação política do país requer como complemento e consequência a sua emancipação idiomática.
    PRIMEIRA PARTE
    IV - Desastrosas Consequências de um Requerimento

    O teor da solicitação de Policarpo Quaresma expressa uma ironia ao deixar implícita uma crítica histórica. O alvo dessa crítica é:
    Escolha uma alternativa para a questão 6a8c42cc-e9
  • Linguagens

    Literatura

    E, bem pensado, mesmo na sua pureza, o que vinha a ser a Pátria? Não teria levado toda a sua vida norteado por uma ilusão, por uma ideia a menos, sem base, sem apoio, por um Deus ou uma deusa cujo império se esvaía? Não sabia que essa ideia nascera da amplificação da crendice dos povos greco-romanos de que os ancestrais mortos continuariam a viver como sombras e era preciso alimentá-las para que eles não perseguissem os descendentes? (...)
    Reviu a história; viu as mutilações, os acréscimos em todos os países históricos e perguntou de si para si: como um homem que vivesse quatro séculos, sendo francês, inglês, italiano, alemão, podia sentir a Pátria?
    Uma hora, para o francês, o Franco-Condado era terra dos seus avós, outra não era; num dado momento, a Alsácia não era, depois era e afinal não vinha a ser. Nós mesmos [brasileiros] não tivemos a Cisplatina e não a perdemos?
    (...) Certamente era uma noção sem consistência racional e precisava ser revista.
    Lima Barreto
    Triste Fim de Policarpo Quaresma, parte III, capítulo V.
     
    A questão refere-se ao romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.

    Marechal Floriano Peixoto, segundo presidente do Brasil, é também personagem de Triste Fim de Policarpo Quaresma.
    O conceito que melhor sustenta a construção desse personagem ficcional, baseado numa figura histórica, é o da:
    Escolha uma alternativa para a questão 6a88e15d-e9
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UERJ 2021, Interpretação de Textos
    LILIA MORITZ SCHWARCZ
    Adaptado de nexojornal.com.br, 31/07/2017.
    Ao final do texto, a autora expõe um posicionamento de Alberto da Costa e Silva.
    Segundo esse especialista, entre Brasil e países da África construiu-se uma relação cultural de:
    Escolha uma alternativa para a questão 6a81a293-e9
  • Linguagens

    Português

             Morro velho

    Imagem da questão de Português, UERJ 2021, Interpretação de Textos

    MILTON NASCIMENTO

    Adaptado de miltonnascimento.com.br.

    A história da casa-grande é íntima de quase todo brasileiro: de sua vida doméstica, conjugal, sob o patriarcalismo escravocrata e polígamo; da sua vida de menino. Nas casas-grandes foi até hoje onde melhor se exprimiu o caráter brasileiro, a nossa continuidade social.
    Adaptado de Freyre, G. Casa-grande & senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. Rio de Janeiro: Record, 1995.

    Publicado em 1933, Casa-grande & senzala tornou-se livro de referência nas análises sobre patriarcalismo na sociedade brasileira.
    Na letra da canção Morro velho, aspectos das relações patriarcais são abordados, entre eles a “continuidade social”, presente na seguinte passagem:
    Escolha uma alternativa para a questão 6a744608-e9
  • Linguagens

    Português

             Morro velho

    Imagem da questão de Português, UERJ 2021, Interpretação de Textos

    MILTON NASCIMENTO

    Adaptado de miltonnascimento.com.br.

    fazenda é o camarada que ao chão se deu. (l. 2)
    No verso da canção de Milton Nascimento, o poeta apresenta uma definição da palavra “fazenda”. Com base na primeira estrofe, essa definição destaca o seguinte elemento do contexto descrito:
    Escolha uma alternativa para a questão 6a6ff518-e9
  • Linguagens

    Português

    JASÃO:


    Eu só não gosto

    de deixar este fim de mundo sem levar

    tudo o que sempre foi pra mim a vida inteira

    Uma alegria ou outra, um pouco de saudade,

    meus filhos, minha carteira de identidade,

    cada bagulho, meu calção, minha chuteira,

    a mesa do boteco, o time de botão,

    tanto amigo, tanto fumo, tanta birita,

    que dava pra botar na sala de visita

    mas ia atrapalhar toda a decoração...

    (...)


    As recordações de Jasão atrapalhariam a decoração da casa nova pois representam o seguinte elemento de sua vida:

    Escolha uma alternativa para a questão abd28129-f9
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UERJ 2019, Figuras de Linguagem

    Para expor um ponto de vista, o autor se vale de ironia no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão abcc0976-f9
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UERJ 2019, Figuras de Linguagem

    Metáforas são um perigo. (ℓ. 1)

    No primeiro parágrafo do texto Com a lama na alma, o autor dá um tratamento metafórico à própria metáfora.

    Esse procedimento é exemplificado pelo seguinte trecho:

    Escolha uma alternativa para a questão abc9123a-f9
  • Linguagens

    Português

    O conto a seguir foi retirado do livro Hora de Alimentar Serpentes, de Marina Colasanti.

    Imagem da questão de Português, UERJ 2019, Coesão e coerência

    Ausente para os outros, continuava docemente presente para si mesmo. (l. 7)

    Uma reformulação que mantém sentido equivalente ao da frase acima é:

    Escolha uma alternativa para a questão dabf71f0-8c
  • Linguagens

    Português

    O conto a seguir foi retirado do livro Hora de Alimentar Serpentes, de Marina Colasanti.

    Imagem da questão de Português, UERJ 2019, Interpretação de Textos

    Falas e pensamentos de personagens podem ser incorporados pelo narrador, em discurso indireto livre, como se observa em:
    Escolha uma alternativa para a questão dabb4b57-8c
  • Linguagens

    Português

    O conto a seguir foi retirado do livro Hora de Alimentar Serpentes, de Marina Colasanti.

    Imagem da questão de Português, UERJ 2019, Figuras de Linguagem

    O conto constrói um paradoxo, que está formulado em:
    Escolha uma alternativa para a questão dab6b0aa-8c
  • Linguagens

    Português

    O conto a seguir foi retirado do livro Hora de Alimentar Serpentes, de Marina Colasanti.

    Imagem da questão de Português, UERJ 2019, Interpretação de Textos

    O conto inteiro pode ser compreendido como um eufemismo, que procura atenuar o sentido do seguinte tema abordado na narrativa:
    Escolha uma alternativa para a questão dab25381-8c