Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2017
- UNEMAT
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 804DB539-B0
Instituição
310 questões de Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), de 2010 a 2018. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.
CUNHATÃ
Vinha do Pará
Chamava Siquê.
Quatro anos. Escurinha. O riso gutural da raça.
Piá branca nenhuma corria mais do que ela.
Tinha uma cicatriz no meio da testa:
- Que foi isto, Siquê?
Com voz de detrás da garganta, a boquinha tuíra:
- Minha mãe (a madrasta) estava costurando
Disse vai ver se tem fogo
Eu soprei eu soprei eu soprei não vi fogo
Aí ela se levantou e esfregou com minha cabeça na brasa
Rui, riu, riu
Uêrêquitáua.
O ventilador era a coisa que roda.
Quando se machucava, dizia: Ai Zizus!
BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. 20.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993, p. 138.
O poema de Bandeira foi publicado em 1930 e traz algumas palavras da língua indígena misturadas ao português. Já em seu título comparece uma palavra de origem da língua tupi, cunhatã, que significa “menina, moça, mulher adolescente”.
Ao fazer o uso de
uma língua indígena nesse poema, observa-se que o
autor:


Disponível em: https://www.google.com.br /search?q=charges&espv
=2&biw=1366&bih=25252Fcharges%25252Fpage%25252F8%25252
F&source=iu&pf=m&fir=CBth0t-ae Acesso em fev. 2016.
O emprego do verbo “sair” permite duas leituras: uma, dada pelo falante no quadro 1, e outra, compreendida pela personagem no quadro 2, o que se confirma na fala final do quadro 4.
Assinale a alternativa em que acontece o mesmo no emprego dos verbos.




[...]
Capitulo IX
Passaram-se semanas. Jerônimo tomava agora, todas as manhãs, uma xícara de café bem grosso, à moda da Ritinha, e trabalhava dedos dois de parati “pr'a cortar a friagem”.
Uma transformação, lenta e profunda, operava-se nele, dia a dia, hora a hora, reviscerando-lhe o corpo e alando-lhe os sentidos, num trabalho misterioso e surdo de crisálida. A sua energia afrouxava lentamente: fazer-se contemplativo e amoroso. A vida americana e a natureza do Brasil patenteavam agora os aspectos imprevistos e sedutores que o comoviam; esquecia-se dos seus primitivos sonhos de ambição, para idealizar felicidades novas, picantes e violentas; tornava-se liberal, imprevidente e franco, mais amigo de gastar que de guardar. [...]
(AZEVEDO, Aluísio. O Cortiço. 3ª ed. São Paulo: Martin Claret, 2010, p.90)
No romance O Cortiço, o personagem português Jerônimo vai, segundo o narrador, aos poucos, “abrasileirando-se”, afrouxando seus trajes, o que confirma a filiação da obra a corrente filosófica em voga no mundo ocidental, na época (século XIX ), a qual defendia que o ser humano:
“No entanto, essa pena alternativa só é aplicável a pessoas acusadas de crimes leves, como desacato e calúnia, por exemplo, e condenadas a até 2 anos de prisão”.
Esse enunciado não terá prejuízo de sentido, no texto, se substituir o “no entanto” em negrito por:
A conjunção, do ponto de vista semântico, estabelece relações de vários sentidos entre as orações que liga.
Relacione as duas colunas de acordo com as relações estabelecidas pelas conjunções destacadas nas frases.
Coluna I
A) Relação de adição.
B) Relação de oposição.
C) Relação de alternância.
D) Relação de causa.
E) Relação de consequência.
Coluna II
1) Não veio à escola nem justificou a falta. ( )
2) Ou compra um carro, ou anda a pé. ( )
3) Estamos cansados porque andamos bastante na mata. ( )
4) O solo é seco, mas conseguimos uma boa safra este ano. ( )
5) Havia tanta gente no Sambódromo, que não dava para caminhar. ( )
Assinale a alternativa correta.

A obra Sagarana, de Guimarães Rosa, cinde uma das mais belas coletâneas de contos/novelas da Literatura contemporânea do Brasil, segundo a crítica. Uma de suas narrativas mais densas tem com enredo a vida de um valentão arrependido que, depois de ter sido deixado quase morto pelos capangas do adversário, levou anos a restaurar a saúde do corpo e amansar o espírito sedento de vingança.
Assinale a alternativa que indica o título a que se refere o texto.