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Instituição

Questões: Universidade Estadual do Piauí (UESPI) — com gabarito

361 questões de Universidade Estadual do Piauí (UESPI), de 2010 a 2011. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 361 questões
  • 2 provas

Resultados: 110 questões

Página 1 de 6

  • Linguagens

    Português

    TEXTO 2 

    A revolução digital

    Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro.

    Disse “pareciam”, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação.

    Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde.

    O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose.

    Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons.

    A mudança conduz a veredas ainda não exploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita.

    Isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma.

    Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de ideias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente, arriscar textos próprios.

    Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: “Mando-te uma carta qualquer dia destes”.

    Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico.

    O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla “enter”.

    Josias de Souza. A revolução digital. Folha de São Paulo. 6/05/96.

    Caderno Brasil, p. 2). 

    Analise o segmento: “O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro”. Nesse trecho, é evidente o propósito do autor de reforçar sua argumentação:
    Escolha uma alternativa para a questão c4096d74-b5
  • Linguagens

    Português

    TEXTO II 

    Imagem da questão de Português, UESPI 2011, Concordância verbal, Concordância nominal

    Observe o trecho abaixo, para responder a questão.

    Segundo um estudo recém-concluído na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, pessoas que se queixam de uma vida reclusa possuem genes menos ativos na proteção contra vírus. “Os sociáveis estão naturalmente mais propensos a contrair viroses porque estão em maior contato com outros indivíduos”, raciocina o psicólogo Steve Cole, que liderou o trabalho. (l. 07-11).

    Observe o trecho: “... pessoas que se queixam de uma vida reclusa possuem genes menos ativos na proteção contra vírus. “Os sociáveis estão naturalmente mais propensos a contrair viroses ...”. Alterando-se a forma verbal “queixam” para “queixassem”, a correção gramatical estará mantida se alterarmos, também, as formas verbais “possuem” e “estão”.

    Assinale a alternativa em que a alteração dessas formas verbais garante essa correção.
    Escolha uma alternativa para a questão 73153a69-b5
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre São Bernardo, de Graciliano Ramos, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão c42049aa-b5
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1 

    O que é escrita?

    Se houve um tempo em que era comum a existência de comunidades ágrafas, se houve um tempo em que a escrita era de difícil acesso ou uma atividade destinada a poucos privilegiados, na atualidade, a escrita faz parte da nossa vida cotidiana, seja porque somos constantemente solicitados a produzir textos escritos (bilhete, e-mail, listas de compras etc.), seja porque somos solicitados a ler textos escritos em diversas situações do dia a dia (placas, letreiros, anúncios, embalagens, e-mail, etc., etc.).


    Alguém afirmou que “hoje a escrita não é mais domínio exclusivo dos escrivães e dos eruditos. [...] A prática da escrita, de fato, se generalizou: além dos trabalhos escolares ou eruditos, é utilizada para o trabalho, a comunicação, a gestão da vida pessoal e doméstica”.


    Que a escrita é onipresente em nossa vida já o sabemos. Mas, afinal, “o que é escrita?” Responder a essa questão é uma tarefa difícil porque a atividade de escrita envolve aspectos de natureza variada (linguística, cognitiva, pragmática, sócio-histórica e cultural).


    Como é de nosso conhecimento, há muitos estudos sobre a escrita, sob diversas perspectivas, que nos propiciam diferentes modos de responder a questão em foco. Basta pensarmos, por exemplo, nas investigações existentes, segundo as quais a escrita ao longo do tempo foi e vem-se constituindo como um produto sócio-histórico-cultural, em diferentes suportes (livros, jornais, revistas) e demandando diferentes modos de leitura. Basta pensarmos no modo pelo qual ocorre o processo de aquisição da escrita. Basta pensarmos no modo pelo qual a escrita é concebida como uma atividade cuja realização demanda a ativação de conhecimento e o uso de várias estratégias no curso mesmo da produção do texto.


    Apesar da complexidade que envolve a questão não é raro, quer em sala de aula, quer em outras situações do dia a dia, nos depararmos com definições de escrita, tais como: “escrita é inspiração”; “escrita é uma atividade para alguns poucos privilegiados (aqueles que nascem com esse dom e se transformam em escritores renomados)”; “escrita é expressão do pensamento” no papel ou em outro suporte; “escrita é domínio de regras da língua”; “escrita é trabalho” que requer a utilização de diversas estratégias da parte do produtor.


    Essa pluralidade de resposta nos faz pensar que o modo pelo qual concebemos a escrita não se encontra dissociado do modo pelo qual entendemos a linguagem, o texto e o sujeito que escreve. Em outras palavras, subjaz uma concepção de linguagem, de texto e de sujeito escritor ao modo pelo qual entendemos, praticamos e ensinamos a escrita, ainda que não tenhamos consciência disso.


    (Ingedore Villaça Koch. Vanda Maria Elias. Ler e escrever:estratégias de produção textual. São Paulo: Editora Contexto,2009. p. 31-32. Adaptado.)

    Observe o seguinte fragmento: “Que a escrita é onipresente em nossa vida já o sabemos”. Nesse fragmento, o pronome sublinhado:


    1) é adequado a um texto de nível formal.

    2) funciona como um elemento de coesão.

    3) retoma toda a afirmação anterior.

    4) poderia também estar no plural.


    Estão corretas: 

    Escolha uma alternativa para a questão c3d46406-b5
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1 

    O que é escrita?

    Se houve um tempo em que era comum a existência de comunidades ágrafas, se houve um tempo em que a escrita era de difícil acesso ou uma atividade destinada a poucos privilegiados, na atualidade, a escrita faz parte da nossa vida cotidiana, seja porque somos constantemente solicitados a produzir textos escritos (bilhete, e-mail, listas de compras etc.), seja porque somos solicitados a ler textos escritos em diversas situações do dia a dia (placas, letreiros, anúncios, embalagens, e-mail, etc., etc.).


    Alguém afirmou que “hoje a escrita não é mais domínio exclusivo dos escrivães e dos eruditos. [...] A prática da escrita, de fato, se generalizou: além dos trabalhos escolares ou eruditos, é utilizada para o trabalho, a comunicação, a gestão da vida pessoal e doméstica”.


    Que a escrita é onipresente em nossa vida já o sabemos. Mas, afinal, “o que é escrita?” Responder a essa questão é uma tarefa difícil porque a atividade de escrita envolve aspectos de natureza variada (linguística, cognitiva, pragmática, sócio-histórica e cultural).


    Como é de nosso conhecimento, há muitos estudos sobre a escrita, sob diversas perspectivas, que nos propiciam diferentes modos de responder a questão em foco. Basta pensarmos, por exemplo, nas investigações existentes, segundo as quais a escrita ao longo do tempo foi e vem-se constituindo como um produto sócio-histórico-cultural, em diferentes suportes (livros, jornais, revistas) e demandando diferentes modos de leitura. Basta pensarmos no modo pelo qual ocorre o processo de aquisição da escrita. Basta pensarmos no modo pelo qual a escrita é concebida como uma atividade cuja realização demanda a ativação de conhecimento e o uso de várias estratégias no curso mesmo da produção do texto.


    Apesar da complexidade que envolve a questão não é raro, quer em sala de aula, quer em outras situações do dia a dia, nos depararmos com definições de escrita, tais como: “escrita é inspiração”; “escrita é uma atividade para alguns poucos privilegiados (aqueles que nascem com esse dom e se transformam em escritores renomados)”; “escrita é expressão do pensamento” no papel ou em outro suporte; “escrita é domínio de regras da língua”; “escrita é trabalho” que requer a utilização de diversas estratégias da parte do produtor.


    Essa pluralidade de resposta nos faz pensar que o modo pelo qual concebemos a escrita não se encontra dissociado do modo pelo qual entendemos a linguagem, o texto e o sujeito que escreve. Em outras palavras, subjaz uma concepção de linguagem, de texto e de sujeito escritor ao modo pelo qual entendemos, praticamos e ensinamos a escrita, ainda que não tenhamos consciência disso.


    (Ingedore Villaça Koch. Vanda Maria Elias. Ler e escrever:estratégias de produção textual. São Paulo: Editora Contexto,2009. p. 31-32. Adaptado.)

    O prefixo que compõe a palavra ‘ágrafa’ é o mesmo que aparece na palavra:
    Escolha uma alternativa para a questão c3ca151e-b5
  • Linguagens

    Português

    TEXTO II 

    Imagem da questão de Português, UESPI 2011, Interpretação de Textos

    Observe o trecho abaixo, para responder a questão.

    Segundo um estudo recém-concluído na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, pessoas que se queixam de uma vida reclusa possuem genes menos ativos na proteção contra vírus. “Os sociáveis estão naturalmente mais propensos a contrair viroses porque estão em maior contato com outros indivíduos”, raciocina o psicólogo Steve Cole, que liderou o trabalho. (l. 07-11).

    Comparando-se o comportamento dos grupos pesquisados: “pessoas que se queixam de uma vida reclusa...” e “Os sociáveis...”, é CORRETO afirmar que entre eles constata-se uma relação de:

    Escolha uma alternativa para a questão 730fb5e7-b5
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I 

    Imagem da questão de Português, UESPI 2011, Interpretação de Textos

    As ideias apresentadas no texto nos permitem afirmar, CORRETAMENTE, que:
    Escolha uma alternativa para a questão 72ef9df4-b5
  • Linguagens

    Inglês

    Nobel Peace Prize Awarded to Three Activist Women
    More than 250 people were nominated for the prize this year, and there had been speculation that the committee would reward activists from the Middle East who used social networking sites and other Internet platforms as they challenged entrenched dictatorships.
    But if the committee had singled out the Arab Spring, it could have courted criticism that, far from rewarding efforts toward peace, it had chosen a phenomenon whose final outcome in Egypt and Tunisia is far from clear, and which has provoked bloodletting and strife in Libya, Syria, Yemen and Bahrain.
    Mr. Jagland said the 2011 prize recognized those “who were there long before the world’s media was there reporting.”
    The announcement in the Norwegian capital followed intense speculation that the prize would be awarded variously to a figure from the Arab Spring, the European Union or exclusively to Mrs. Johnson Sirleaf, 72, a Harvardeducated economist, who has often been cast as a pioneer in African politics.
    She was broadly perceived as a reformer and peacemaker when she took office after several years in exile.
    In Yemen, Ms. Karman has been widely known as a vocal opponent of the pro-American regime of Mr. Saleh since 2007, leading a human rights advocacy group called Women Journalists Without Chains. But it was only earlier this year that her readiness to take to the streets inspired thousands more in Yemen to do the same.
    In Liberia, Ms. Gbowee, 39, was cited by the Nobel committee for uniting Christian and Muslim women against her country’s warlords. As head of the Women for Peace movement, she was praised for mobilizing women “across ethic and religious dividing lines to bring an end to the long war” that had raged for years in Liberia until its end in 2003 and for ensuring “women’s participation in elections.”
    Adaptado de: <http://www.nytimes.com/2011/10/08/world/nobel-peace-prizejohnson-sirleaf-gbowee-karman.html?pagewanted=2&_r=1&hp>  Acessado em 7 de outubro de 2011. 
    Ms. Gbowee managed to
    Escolha uma alternativa para a questão eb1d24ce-b5
  • Linguagens

    Literatura

    Citando Alberto Camus, H. Dobal diz que “um processo cômodo de se conhecer uma cidade é procurar como se trabalha nela, como se ama, como se morre”. Partindo deste enunciado de Camus, assinale a afirmativa incorreta.
    Escolha uma alternativa para a questão eae3b7eb-b5
  • Linguagens

    Literatura

    Filho do Classicismo português, Luís Vaz de Camões sofreu influência de vários autores da Antiguidade. Quanto aos escritores que foram lidos e que terminaram por formar o gosto classicista do poeta lusitano, podemos incluir:

    1) Virgílio.

    2) Horácio.

    3) Padre Antônio Vieira.

    4) Petrarca.

    5) Carlos Magno.


    Estão corretas apenas:

    Escolha uma alternativa para a questão eabcec3e-b5
  • Linguagens

    Literatura

    Romance escrito em 1865, Iracema, de José de Alencar, aborda fatos e feitos da colonização portuguesa no Brasil. Sobre esta obra, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão eaae8041-b5
  • Linguagens

    Português

    Analise o trecho: “Como leitores, interagimos com o que lemos”. O segmento sublinhado poderia ser substituído por:
    Escolha uma alternativa para a questão ea9ab08f-b5
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 2  
    A literatura nos ajuda a construir nossa identidade
    (1) Ainda que nasça e morra só, o indivíduo tem a sua existência marcada pela coletividade de que faz parte e que funciona segundo “leis” e “regras” preestabelecidas. Um dos primeiros desafios a serem enfrentados pelo ser humano é compreender que leis e regras são essas, decidir quais delas deve seguir e quais precisam ser questionadas de modo a permitir que sua jornada individual tenha identidade própria.
    (2) Nos textos literários, de certo modo, entramos em contato com a nossa história, o que nos dá a chance de compreender melhor nosso tempo, nossa trajetória. O interessante, porém, é que essa “história” coletiva é recriada por meio das histórias individuais, das inúmeras personagens presentes nos textos que lemos, ou pelos poemas que nos tocam de alguma maneira. Como leitores, interagimos com o que lemos. Somos tocados pelas experiências de leituras que, muitas vezes, evocam nossas vivências pessoais e nos ajudam a refletir sobre nossa identidade e também a construí-la.
    (3) Como toda manifestação artística, a literatura acompanha a trajetória humana e, por meio de palavras, constrói mundos familiares – em que pessoas semelhantes a nós vivem problemas idênticos – e mundos fantásticos, povoados por seres imaginários, cuja existência é garantida somente por meio das palavras que lhes dão vida. Também exprime, pela criação poética, reflexões e emoções que parecem ser tão nossas quanto de quem as registrou.
    (4) Por meio da convivência com poemas e histórias que traçam tantos e diversos destinos, a literatura acaba por nos oferecer possibilidades de resposta a indagações comuns a todos os seres humanos.
    (5) Além disso, em diferentes momentos da história humana, a literatura teve um papel fundamental: o de denunciar a realidade, sobretudo quando setores da sociedade tentam ocultá-la. Foi o que ocorreu, por exemplo, durante o período do regime militar no Brasil. Naquele momento, inúmeros escritores arriscaram a própria vida para denunciar, em suas obras, a violência que tornava a existência uma aventura arriscada. A leitura dessas obras, mesmo que vivamos em uma sociedade democrática e livre, nos ensina a valorizar nossos direitos individuais, nos ajuda a desenvolver uma melhor consciência política e social. Em resumo, a literatura permite também que olhemos para a nossa história e, conhecendo algumas de suas passagens, busquemos construir um futuro melhor.
    (Maria Luiza M. Abaurre; Marcela Pontara. Literatura Brasileira – tempos leitores e leituras. Ensino Médio. São Paulo: Moderna, 2005, pp., 10-11. Adaptado.)
    No fragmento: “Como toda manifestação artística, a literatura acompanha a trajetória humana”, a palavra sublinhada tem o mesmo sentido que na alternativa:
    Escolha uma alternativa para a questão ea89aa51-b5
  • Linguagens

    Português

    Alfabetização, língua escrita e norma culta
        (1) Vivemos numa sociedade tradicionalmente pouco letrada. Nesse sentido, bastaria lembrar que temos ainda por volta de 15% de analfabetos na população adulta e que, entre os alfabetizados, calcula-se que apenas 25% podem ser considerados alfabetizados funcionais, isto é, só esta pequena parcela é capaz de ler e compreender textos medianamente complexos. Como consequência e apesar da expansão da alfabetização no último século, é ainda apenas uma minoria que efetivamente domina a expressão escrita.
        (2) Não há dúvida de que, se queremos alcançar níveis avançados de desenvolvimento, temos de romper essa limitação decorrente de nossa história econômica, social e cultural – que, por séculos, mantém concentrados a riqueza material e o acesso aos bens da cultura escrita nas mãos de poucos.
        (3) Para isso, é indispensável diagnosticar as muitas causas dessa situação e, em consequência, encontrar formas de enfrentá-la adequada e eficazmente. Andaremos, porém, mal se nem sequer conseguirmos distinguir, com um mínimo de precisão, norma culta de expressão escrita.
        (4) O uso inflacionado da expressão norma culta pode ter facilitado a vida e o discurso de algumas pessoas, mas pouco ou nada tem contribuído para fazermos avançar nossa cultura linguística. Continuamos uma sociedade perdida em confusão em matéria de língua: temos dificuldades para reconhecer nossa cara linguística, para delimitar nossa(s) norma(s) culta(s) efetiva(s) e, por consequência, para dar referências consistentes e seguras aos falantes em geral e ao ensino de português em particular.
        (5) Parece, então, evidente que é preciso começar a desatar estes nós, buscando desenvolver uma gestão mais adequada das nossas questões linguísticas por meio, inclusive, de um debate público franco e desapaixonado.
        (6) Essas questões linguísticas não são, claro, de pequena monta. Há toda uma história a ser revista, há todo um imaginário a ser questionado, há toda uma gama de valores e discursos a ser criticada, há todo o desafio de construir uma cultura linguística positiva que faça frente à danosa cultura do erro, que ainda embaraça nossos caminhos. (...)
        (7) Entendemos que o debate ganhará substância se começarmos por dar precisão à expressão norma culta. Continuar a confundi-la com gramática em qualquer um de seus dois sentidos (conceitos ou preceitos), com norma-padrão ou com expressão escrita apenas continuará escamoteando os problemas que estão aí a nos desafiar, quer na compreensão da nossa realidade linguística, quer na proposição de caminhos para o ensino do português.
    (Carlos Alberto Faraco. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola Editorial, 2008, p. 29-31. Adaptado). 
    No texto, quando o autor diz que: “temos dificuldades para reconhecer nossa cara linguística”, pretende dizer que:
    Escolha uma alternativa para a questão ea72f0cc-b5
  • Linguagens

    Português

    Alfabetização, língua escrita e norma culta
        (1) Vivemos numa sociedade tradicionalmente pouco letrada. Nesse sentido, bastaria lembrar que temos ainda por volta de 15% de analfabetos na população adulta e que, entre os alfabetizados, calcula-se que apenas 25% podem ser considerados alfabetizados funcionais, isto é, só esta pequena parcela é capaz de ler e compreender textos medianamente complexos. Como consequência e apesar da expansão da alfabetização no último século, é ainda apenas uma minoria que efetivamente domina a expressão escrita.
        (2) Não há dúvida de que, se queremos alcançar níveis avançados de desenvolvimento, temos de romper essa limitação decorrente de nossa história econômica, social e cultural – que, por séculos, mantém concentrados a riqueza material e o acesso aos bens da cultura escrita nas mãos de poucos.
        (3) Para isso, é indispensável diagnosticar as muitas causas dessa situação e, em consequência, encontrar formas de enfrentá-la adequada e eficazmente. Andaremos, porém, mal se nem sequer conseguirmos distinguir, com um mínimo de precisão, norma culta de expressão escrita.
        (4) O uso inflacionado da expressão norma culta pode ter facilitado a vida e o discurso de algumas pessoas, mas pouco ou nada tem contribuído para fazermos avançar nossa cultura linguística. Continuamos uma sociedade perdida em confusão em matéria de língua: temos dificuldades para reconhecer nossa cara linguística, para delimitar nossa(s) norma(s) culta(s) efetiva(s) e, por consequência, para dar referências consistentes e seguras aos falantes em geral e ao ensino de português em particular.
        (5) Parece, então, evidente que é preciso começar a desatar estes nós, buscando desenvolver uma gestão mais adequada das nossas questões linguísticas por meio, inclusive, de um debate público franco e desapaixonado.
        (6) Essas questões linguísticas não são, claro, de pequena monta. Há toda uma história a ser revista, há todo um imaginário a ser questionado, há toda uma gama de valores e discursos a ser criticada, há todo o desafio de construir uma cultura linguística positiva que faça frente à danosa cultura do erro, que ainda embaraça nossos caminhos. (...)
        (7) Entendemos que o debate ganhará substância se começarmos por dar precisão à expressão norma culta. Continuar a confundi-la com gramática em qualquer um de seus dois sentidos (conceitos ou preceitos), com norma-padrão ou com expressão escrita apenas continuará escamoteando os problemas que estão aí a nos desafiar, quer na compreensão da nossa realidade linguística, quer na proposição de caminhos para o ensino do português.
    (Carlos Alberto Faraco. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola Editorial, 2008, p. 29-31. Adaptado). 
    O segmento “Essas questões linguísticas”, que aparece no início do 6º. parágrafo tem a função de:
    Escolha uma alternativa para a questão ea6e8b52-b5
  • Linguagens

    Português

    Alfabetização, língua escrita e norma culta
        (1) Vivemos numa sociedade tradicionalmente pouco letrada. Nesse sentido, bastaria lembrar que temos ainda por volta de 15% de analfabetos na população adulta e que, entre os alfabetizados, calcula-se que apenas 25% podem ser considerados alfabetizados funcionais, isto é, só esta pequena parcela é capaz de ler e compreender textos medianamente complexos. Como consequência e apesar da expansão da alfabetização no último século, é ainda apenas uma minoria que efetivamente domina a expressão escrita.
        (2) Não há dúvida de que, se queremos alcançar níveis avançados de desenvolvimento, temos de romper essa limitação decorrente de nossa história econômica, social e cultural – que, por séculos, mantém concentrados a riqueza material e o acesso aos bens da cultura escrita nas mãos de poucos.
        (3) Para isso, é indispensável diagnosticar as muitas causas dessa situação e, em consequência, encontrar formas de enfrentá-la adequada e eficazmente. Andaremos, porém, mal se nem sequer conseguirmos distinguir, com um mínimo de precisão, norma culta de expressão escrita.
        (4) O uso inflacionado da expressão norma culta pode ter facilitado a vida e o discurso de algumas pessoas, mas pouco ou nada tem contribuído para fazermos avançar nossa cultura linguística. Continuamos uma sociedade perdida em confusão em matéria de língua: temos dificuldades para reconhecer nossa cara linguística, para delimitar nossa(s) norma(s) culta(s) efetiva(s) e, por consequência, para dar referências consistentes e seguras aos falantes em geral e ao ensino de português em particular.
        (5) Parece, então, evidente que é preciso começar a desatar estes nós, buscando desenvolver uma gestão mais adequada das nossas questões linguísticas por meio, inclusive, de um debate público franco e desapaixonado.
        (6) Essas questões linguísticas não são, claro, de pequena monta. Há toda uma história a ser revista, há todo um imaginário a ser questionado, há toda uma gama de valores e discursos a ser criticada, há todo o desafio de construir uma cultura linguística positiva que faça frente à danosa cultura do erro, que ainda embaraça nossos caminhos. (...)
        (7) Entendemos que o debate ganhará substância se começarmos por dar precisão à expressão norma culta. Continuar a confundi-la com gramática em qualquer um de seus dois sentidos (conceitos ou preceitos), com norma-padrão ou com expressão escrita apenas continuará escamoteando os problemas que estão aí a nos desafiar, quer na compreensão da nossa realidade linguística, quer na proposição de caminhos para o ensino do português.
    (Carlos Alberto Faraco. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola Editorial, 2008, p. 29-31. Adaptado). 
    Releia o trecho: “Não há dúvida de que, se queremos alcançar níveis avançados de desenvolvimento, temos de romper essa limitação decorrente de nossa história econômica, social e cultural – que, por séculos, mantém concentrados a riqueza material e o acesso aos bens da cultura escrita nas mãos de poucos.” No segmento em destaque, o autor:
    Escolha uma alternativa para a questão ea64e555-b5
  • Linguagens

    Inglês

    Text 3 

    The gorilla joke


    A gorilla went into a bar and ordered a whisky. The barman thought that it was unusual to see a gorilla in a bar drinking whisky and, thinking that gorillas must be stupid, he thought he would try to take advantage of the situation and overcharge him. He served the gorilla the whisky and said, 'That'll be fifty dollars please'. The gorilla immediately took out his wallet and paid the barman, who was very happy. The gorilla drank his whisky quietly and then ordered another. The barman served him and charged him another fifty dollars. As the gorilla was drinking his whisky, the barman got curious and decided to find out why the gorilla was in the bar. So, to strike up a conversation, he said, 'It's funny, we don't get many gorillas in here'.

    'I'm not surprised with the price of your whisky.' the gorilla replied.


    Disponível em:

    <http://teachingenglish.org.uk/sites/teacheng/files/joke.pfd>

    Acessado em 6 de novembro de 2010. 


    Answer the follow question based on Text 3. 


    For the barman, 

    Escolha uma alternativa para a questão c48dee1b-b5
  • Linguagens

    Inglês

    Text2

     Emergency Oceans Rescue Plan

     Our oceans give us life – they provide us with oxygen and food, and they contain over 80% of all life on Earth. In exchange, we plunder them of fish, choke them with pollution and heat them with climate change. As a result of industrial fishing in the last 60 years, 90% of the oceans’ large predatory fish, such as tuna, swordfish, marlin and sharks, have been taken from our oceans. We are only beginning to understand the full extent of the impacts our actions have. As climate change causes sea ice in our polar oceans to melt and air pollution increases the acidity of our oceans, the degradation of our oceans is gathering pace.

    However, our ocean crisis can - and must - be reversed by setting aside areas of oceans as marine reserves, areas offlimits to fishing and other industrial activities, like wildlife parks at sea. In 2006, Greenpeace presented a bold vision for the world community - a proposal for a global network of marine reserves covering 40% of the oceans. Since then, world leaders have failed to make significant progress, despite international commitments under the World Summit on Sustainable Development (WSSD) and the Convention on Biological Diversity (CBD), to create this network by 2012. The condition of our oceans has continued to worsen; today less than 1% of them are protected as marine reserves.

    Adaptado de: http://www.greenpeace.org/international/PageFiles/163940/Emerge ncy%20Oceans%20Rescue%20Plan%20- 20Executive%20Summary .pdf> Acessado em 7 de novembro de2010


    Answer the follow question based on Text 2. 


    The author argues that
    Escolha uma alternativa para a questão c4810867-b5
  • Linguagens

    Inglês

    Text2

     Emergency Oceans Rescue Plan

     Our oceans give us life – they provide us with oxygen and food, and they contain over 80% of all life on Earth. In exchange, we plunder them of fish, choke them with pollution and heat them with climate change. As a result of industrial fishing in the last 60 years, 90% of the oceans’ large predatory fish, such as tuna, swordfish, marlin and sharks, have been taken from our oceans. We are only beginning to understand the full extent of the impacts our actions have. As climate change causes sea ice in our polar oceans to melt and air pollution increases the acidity of our oceans, the degradation of our oceans is gathering pace.

    However, our ocean crisis can - and must - be reversed by setting aside areas of oceans as marine reserves, areas offlimits to fishing and other industrial activities, like wildlife parks at sea. In 2006, Greenpeace presented a bold vision for the world community - a proposal for a global network of marine reserves covering 40% of the oceans. Since then, world leaders have failed to make significant progress, despite international commitments under the World Summit on Sustainable Development (WSSD) and the Convention on Biological Diversity (CBD), to create this network by 2012. The condition of our oceans has continued to worsen; today less than 1% of them are protected as marine reserves.

    Adaptado de: http://www.greenpeace.org/international/PageFiles/163940/Emerge ncy%20Oceans%20Rescue%20Plan%20- 20Executive%20Summary .pdf> Acessado em 7 de novembro de2010


    Answer the follow question based on Text 2. 


    From what is said, one can infer that 

    Escolha uma alternativa para a questão c47d0c0f-b5
  • Linguagens

    Inglês

    Text 1 

     Toms Shoes make it a Christmas to

    remember in Argentina


    The ethical fashion brand, founded four years ago by L.A entrepreneur, Blake Mycoskie, 34 has just given away its millionth pair of shoes in a bid to make a difference to the lives of poverty stricken children around the world.

    Toms Shoes is based on a simple philosophy, for every pair of shoes it sells on the high street, it gives away a pair to a child in need.

    ‘When I arrived in Buenos Aires four years ago, I was shocked by the level of poverty I saw and the number of children running around barefoot. I wanted to do something to help,” says Blake. “Four years on we sell our shoes all over America and Europe and distribute free shoes to kids everywhere from South America and Haiti to Ethiopia. Coming back to Argentina was really special.’ Argentina may conjure up romantic images of tango clubs and polo matches but over a quarter of the population live in poverty here with a shocking one in ten surviving on less than a dollar a day.

    Typically a child might share one pair of shoes with several siblings meaning their tiny feet are usually calloused and rough by the tender age of five or their toes twisted and bent from wearing ill-fitting shoes.

    Toms Shoes has now become something of a movement rather than a business and with a host of designers on board the brand has acquired an array of celebrity fans from Demi Moore to Keira Knightly. Even Bill Clinton has a pair.

    Adaptado de:

    http://www.marieclaire.co.uk/news/lifestyle/504822/toms-shoesmake-it-a-christmas-to-remember-in-argentina.html (7/11/2010)


    Answer the follow question based on Text 1. 

    One can infer from Blake’s actions that


    Escolha uma alternativa para a questão c4721c1b-b5