Questões: Universidade Estadual do Piauí (UESPI) — com gabarito
361 questões de Universidade Estadual do Piauí (UESPI), todas de 2010. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.
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361 questões encontradas. Mostrando a página 12 de 19.
C44F962F-B5 Em O Roteiro sentimental e pitoresco de Teresina, H. Dobal fala de alguns tipos populares da cidade, mesmo admitindo que “A galeria não está completa com estes tipos. Além deles, outros tão populares e com o mesmo pitoresco, mas a quem, entretanto, uma referência provocaria melindres e suscetibilidades”. Dos tipos elencados abaixo, qual não foi citado pelo poeta e cronista como um tipo popular de Teresina?C44C776D-B5 Literatura
Escolas LiteráriasUESPI · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosO Roteiro sentimental e pitoresco de Teresina, de H. Dobal, nos oferece um vasto e lírico painel do cotidiano da sua cidade natal: desde as ruas e os bairros, passando pelas Igrejas e escolas, até a descrição dos tipos populares. A propósito das praças de Teresina, qual é a observação feita pelo poeta que podemos acatar como correta?C44948A1-B5 Literatura
Escolas LiteráriasUESPI · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosHá, na poesia de Salgado Maranhão, uma forte influência da poesia oriental. Essa influência vem não somente da literatura, mas também da sua prática profissional como terapeuta corporal, como mestre de Shiatsu, e como ex-professor de Tai Chi Chuan. Segundo suas próprias palavras, “para a filosofia ocidental, conhecer é refletir e conceituar; para a filosofia oriental é experimentar e transcender”. Partindo dessa premissa, que característica podemos encontrar em sua obra poética, particularmente Sol Sanguíneo?C4459697-B5 Literatura
Escolas LiteráriasUESPI · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosA qual poema abaixo podemos atribuir sua autoria ao poeta Salgado Maranhão?C44198EC-B5 Literatura
Escolas LiteráriasUESPI · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosSobre Sol Sanguíneo, de Salgado Maranhão, é correto afirmar que:C43DC4DD-B5 Literatura
Escolas LiteráriasUESPI · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosSegundo o crítico Arnaldo Saraiva, Camões atinge no soneto uma rara e admirável variedade de temas e engenhos. Seus poemas retratam desde melancólicos desconsolos amorosos, como em Alma minha gentil, até narrativas aparentemente lineares, como em Sete anos de pastor Jacob servia. Assinale qual alternativa apresenta uma característica que não podemos encontrar no soneto abaixo:Quando a suprema dor muito me aperta,se digo que desejo esquecimento,é força que se faz ao pensamento,de que a vontade livre desconcerta.Assim, de erro tão grave me despertaa luz do bem regido entendimento,que mostra ser engano ou fingimentodizer que em tal descanso mais se acerta.Porque essa própria imagem, que na menteme representa o bem de que careço,faz-mo de um certo modo ser presente.Ditosa é logo a pena que padeço,pois que da causa dela em mim se senteum bem que, inda sem ver-vos, reconheço
C43AC2F5-B5 Literatura
Escolas LiteráriasUESPI · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosGrandes autores constroem obras que perpassam não apenas gerações, mas períodos históricos. Não são poucos os poemas de Camões, nos quais encontramos temáticas extremamente atuais e que falam de angústias vividas pelo homem contemporâneo. Leia o soneto abaixo e assinale a alternativa correta.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
muda-se o ser, muda-se a confiança;
todo o Mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
diferentes em tudo da esperança;
do mal ficam as mágoas na lembrança,
e do bem (se algum houve), as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
que já coberto foi de neve fria,
e, enfim, converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
outra mudança faz de mor espanto,
que não se muda já como soia
C4379F5F-B5 Literatura
Escolas LiteráriasUESPI · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosUm dos temas fundamentais de toda a lírica camoniana é o amor e, por consequência, a mulher. Sobre a representação feminina na poesia de Camões, assinale a alternativa correta.1) A mulher, nos versos de Camões, toma feições claras, bem definidas e assume a condição de uma companheira humana.2) Nos seus poemas, odes, canções e redondilhas, a mulher amada aparece como um ser angelical e iluminado por uma áurea sobrenatural que lhe transfigura as feições carnais.3) A figura feminina é quase sempre representada como um ser pecador, à beira do abismo, tentado pelo pecado e clamando por socorro.Está(ão) corretas apenas:C43470C9-B5 Literatura
Escolas LiteráriasUESPI · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosQual das características abaixo não pode ser encontrada em A Confissão de Lúcio?C430E672-B5 Literatura
Escolas LiteráriasUESPI · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosAinda sobre A Confissão de Lúcio, assinale a alternativa correta.1) Assim como o protagonista de seu romance, Mário de Sá-Carneiro também viveu na boêmia de Paris e Lisboa. Sua obra, de forma geral, apenas pode ser compreendida pelo leitor que previamente possui conhecimento acerca da sua biografia.2) Apesar de A confissão de Lúcio se apresentar de forma aparentemente linear, o ordenamento dos fatos relatados está subordinado ao tempo interior e subjetivo do protagonista, que constroi seu relato na medida em que toma consciência e dá significado à sua própria história.3) Ao criar um personagem como Lúcio, que desdobra seu EU em outros dois personagens inexistentes (Ricardo e Marta), o autor evidencia vestígios da influência que sofreu das ideias positivistas do final do século XIX. Isto porque, um dos temas centrais dessa novela é o retrato e a problematização das patologias psicológicas, mais particularmente a esquizofrenia.Está(ão) correta(s):C42D1C2B-B5 Literatura
Escolas LiteráriasUESPI · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosMário de Sá-Carneiro, ao lado de Fernando Pessoa, é considerado um dos autores mais importantes do modernismo português. Sua novela A Confissão de Lúcio aborda alguns dos temas mais importantes de toda a sua obra, o suicídio, a loucura, a perversão e o amor. Sobre A Confissão de Lúcio, assinale a alternativa correta.1) Em A confissão de Lúcio, por se tratar de uma narrativa em primeira pessoa e de tom memorialista, todos os fatos transmitidos ao leitor são perpassados e “contaminados” pelo olhar desiludido do protagonista.2) Apesar do protagonista alegar que pretende fazer uma confissão documental, toda a narrativa transcorre em tom confessional. O narrador empreende um ritmo lento, detalhista e a todos os fatos relatados atribui sentidos e significações.3) Narrada em primeira pessoa, A confissão de Lúcio é marcada por um discurso descritivo e realista. O autor não apenas faz relatos em pormenores como também exatos, objetivos e que tendem à imparcialidade.Está(ão) correta(s):C427BA73-B5 Literatura
Escolas LiteráriasUESPI · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosSobre São Bernardo, analise as afirmações seguintes.1) Paulo Honório e Madalena, personagens psicologica e socialmente opostos, se apaixonam e descobrem que suas diferenças são complementares e harmonizantes para o casamento.2) Graciliano Ramos estabelece uma correspondência formal entre a brutalidade de Paulo Honório e a narrativa em primeira pessoa.3) Representante máximo da adesão de Graciliano Ramos às ideias socialistas, São Bernardo oferece ao leitor alternativas concretas e politicamente viáveis e partidárias para o problema da seca no Nordeste.Está(ão) correta(s):C423C66D-B5 Literatura
Escolas LiteráriasUESPI · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosSobre São Bernardo, podemos afirmar o que segue.C42049AA-B5 Literatura
Escolas LiteráriasUESPI · 2010FácilEntre para guardar nos favoritosSobre São Bernardo, de Graciliano Ramos, assinale a alternativa correta.C41C7C22-B5 Literatura
Escolas LiteráriasUESPI · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosSobre Iracema, também se pode afirmar o seguinte.C4183C3D-B5 Literatura
Escolas LiteráriasUESPI · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosAinda sobre Iracema, de José de Alencar, assinale a alternativa incorreta.C4145964-B5 Literatura
Escolas LiteráriasUESPI · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosApós a independência econômica e política faltava ao Brasil a independência cultural. Foi com essa vontade de construir uma literatura autenticamente brasileira e absolutamente diversa da portuguesa e europeia, que o nosso Romantismo estabeleceu seus parâmetros estéticos e ideológicos. Sobre o romance Iracema, de José de Alencar, aponte a alternativa correta:C4104B9C-B5 Português
Concordância verbal, Concordância nominalUESPI · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO 2
A revolução digital
Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro.
Disse “pareciam”, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação.
Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde.
O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose.
Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons.
A mudança conduz a veredas ainda não exploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita.
Isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma.
Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de ideias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente, arriscar textos próprios.
Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: “Mando-te uma carta qualquer dia destes”.
Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico.
O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla “enter”.
Josias de Souza. A revolução digital. Folha de São Paulo. 6/05/96.
Caderno Brasil, p. 2).
Em: “as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências”, o uso do verbo ‘haver’:1) está correto, pois, nesse caso, ‘haver’ é verbo auxiliar do verbo principal.2) é facultativo: singular ou plural; trata-se de uma crônica literária.3) deveria estar no singular: o verbo ‘haver’ é sempre impessoal.Está(ão) correta(s):C40CFF27-B5 Português
Concordância verbal, Concordância nominalUESPI · 2010Muito difícilEntre para guardar nos favoritosTEXTO 2
A revolução digital
Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro.
Disse “pareciam”, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação.
Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde.
O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose.
Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons.
A mudança conduz a veredas ainda não exploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita.
Isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma.
Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de ideias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente, arriscar textos próprios.
Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: “Mando-te uma carta qualquer dia destes”.
Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico.
O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla “enter”.
Josias de Souza. A revolução digital. Folha de São Paulo. 6/05/96.
Caderno Brasil, p. 2).
Analisando a concordância verbal no seguinte fragmento: “Saem as árvores”, pode-se afirmar que:1) o verbo poderia estar no singular: o sujeito vem posposto ao verbo.2) nesse caso, a concordância é facultativa: o período é simples.3) o verbo está corretamente flexionado: trata-se de um sujeito plural.Está(ão) correta(s):C4096D74-B5 Português
Interpretação de TextosUESPI · 2010Muito fácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO 2
A revolução digital
Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro.
Disse “pareciam”, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação.
Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde.
O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose.
Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons.
A mudança conduz a veredas ainda não exploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita.
Isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma.
Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de ideias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente, arriscar textos próprios.
Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: “Mando-te uma carta qualquer dia destes”.
Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico.
O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla “enter”.
Josias de Souza. A revolução digital. Folha de São Paulo. 6/05/96.
Caderno Brasil, p. 2).
Analise o segmento: “O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro”. Nesse trecho, é evidente o propósito do autor de reforçar sua argumentação: