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Instituição

Questões: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC - RS) — com gabarito

1.109 questões de Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC - RS), de 2010 a 2023. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 1.109 questões
  • 10 provas

Resultados: 412 questões

Página 15 de 21

  • Linguagens

    Literatura

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia a passagem a seguir, referente a uma marcante personagem da literatura brasileira, e preencha as lacunas do texto relacionado ao excerto.

    Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me.
    Narrada por __________, a obra __________, de__________, traz uma das mais cativantes personagens da literatura brasileira: __________.

    A alternativa correta para o preenchimento das lacunas é:

    Escolha uma alternativa para a questão 2a764488-36
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o excerto do poema “Meus oito anos", e analise a pintura “História trágico-marítima", da portuguesa Maria Helena Vieira da Silva. A artista e seu marido, o também pintor húngaro Árpád Szenes, vêm ao Brasil para fugir das perseguições contra os judeus, e aqui vivem de 1940 a 1947.

    Oh! que saudades que tenho
    Da aurora da minha vida,
    Da minha infância querida
    Que os anos não trazem mais!
    Que amor, que sonhos, que flores,
    Naquelas tardes fagueiras
    À sombra das bananeiras,
    Debaixo dos laranjais!(...)

    O mar é – lago sereno,
    O céu – um manto azulado,
    O mundo – um sonho dourado,
    A vida – um hino d'amor!

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2015, Interpretação de Textos

    I. A passagem do poema, escrito por Casimiro de Abreu, apresenta as saudades de uma infância mítica, e os ele- A passagem do poema, escrito por Casimiro de Abreu, apresenta as saudades de uma infância mítica, e os elementos da natureza reforçam essa idealização tipicamente romântica.
    II. O título da obra de Vieira da Silva faz referência aos horrores dos naufrágios marítimos, na época das grandes navegações. No entanto, o contexto da sua criação, 1944, permite-nos afirmar que a pintura traz o naufrágio como metáfora dos horrores da guerra.
    III. É perceptível, na obra de Vieira da Silva, a influência do movimento realista, a partir da exatidão dos traços sombrios do desenho, na denúncia da guerra.
    IV. Comparativamente, o excerto do poema, se um quadro fosse, apresentaria formas claras, nítidas e estáticas, uma vez que “Meus oito anos" está muito longe das intempéries e turbulências: tudo é belo e sossegado, inclusive o mar.

    As afirmativas corretas são:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a673ec0-36
  • Linguagens

    Literatura

    Quase dez mil quilômetros de litoral. O Brasil é mundialmente famoso por suas praias, mas o mar também é elemento de grande força simbólica no campo literário, e não apenas em nosso país. Escritores de diferentes tempos relacionam o mar com ações contraditórias: é aquele elemento sereno, que traz a vida, mas também é cenário de turbulência, que provoca mortes e desgraças. Muitas vezes, até mesmo a ausência do mar transforma-se em material poético. Em outras, o mar é personificado, e poetas com ele conversam. Metafórico, calmo, tenebroso, ambivalente: o mar, essa imensa massa de água salgada, é a matéria que unifica a questão de literatura que você irá responder.

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o
    poema “Mar português”.

    Ó mar salgado, quanto do teu sal
    São lágrimas de Portugal!
    Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
    Quantos filhos em vão rezaram!
    Quantas noivas ficaram por casar
    Para que fosses nosso, ó mar!

    Valeu a pena? Tudo vale a pena
    Se a alma não é pequena.
    Quem quer passar além do Bojador
    Tem que passar além da dor.
    Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
    Mas nele é que espelhou o céu.
    Com base no poema, assinale a alternativa INCORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a6003d3-36
  • Linguagens

    Português

                             Figura 1 de 3 da questão de Português, PUC - RS 2015, Interpretação de Textos


                                   Figura 2 de 3 da questão de Português, PUC - RS 2015, Interpretação de Textos


                                Figura 3 de 3 da questão de Português, PUC - RS 2015, Interpretação de Textos

    INSTRUÇÃO: Responder à questão  com base na leitura dos textos 1, 2, 3 e 4.


    Para compor esta prova, foram selecionados quatro textos que, apesar de diferentes quanto ao gênero, abordam um tema em comum: __________. Quanto à sequência de apresentação, os textos 1 e 2 são mais __________; e os textos 3 e 4, mais __________.

    Escolha uma alternativa para a questão 56bb7594-36
  • Linguagens

    Português

                               Imagem da questão de Português, PUC - RS 2015, Conjunções: Relação de causa e consequência

    Os nexos que preenchem correta e respectivamente as lacunas do texto estão reunidos em:
    Escolha uma alternativa para a questão 56b0b52d-36
  • Linguagens

    Português

                          Imagem da questão de Português, PUC - RS 2015, Interpretação de Textos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, analise as possibilidades de reescrita da última frase do texto 3 (linhas 29 a 32).

    I. Assim, somos cada um de nós agentes morais e, sendo inviável que alguém censure a opinião de um agente moral, todas as decisões éticas que tomamos em primeira pessoa, são inalienáveis.

    II. Nessa linha de pensamento, todo indivíduo é um agente moral, e as decisões éticas são sempre tomadas em primeira pessoa, não se admitindo a apropriação indevida da voz de um agente moral.

    III. De acordo com essa concepção, cada um de nós é um agente moral cuja voz não deve ser tolhida, porque todas as decisões éticas são particulares e intransferíveis, não podendo pois ser alienadas. 

    A(s) proposta(s) que mantém / mantêm o sentido e a correção da frase original é/são


    Escolha uma alternativa para a questão 56abc5f0-36
  • Linguagens

    Português

                              Imagem da questão de Português, PUC - RS 2015, Morfologia - Verbos



    Sobre o valor e o emprego dos verbos nos textos 1 e 2, a afirmativa INCORRETA é:
    Escolha uma alternativa para a questão 5694eae2-36
  • Linguagens

    Português

                              Imagem da questão de Português, PUC - RS 2015, Interpretação de Textos



    A charge – texto 2 – aborda a questão do uso do carro nas grandes cidades. A relação entre os recursos verbais e não verbais nesse texto revela que
    Escolha uma alternativa para a questão 568b57e3-36
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto.

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2014, Conjunções: Relação de causa e consequência

    Disponível em: http://www.jornaldaregiaosudeste.com.br/noticias/intensifi cada-campanha--dar-esmolas-nao-ajuda.

    Acesso em 29/8/2014.

    De acordo com a ideia veiculada pela campanha, o nexo que estabeleceria a correta relação entre as orações do cartaz mostrado pelo morador de rua, desconsiderando-se as modifi cações de pontuação, é
    Escolha uma alternativa para a questão 67a3f222-36
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto


                   Entre o espaço público e o privado


    01         Excluídos da sociedade, os moradores de rua

    02  ressignificam o único espaço que lhes foi permitido

    03   ocupar, o espaço público, transformando-o em

    04  seu “lugar”, um espaço privado. Espalhados pelos

    05  ambientes coletivos da cidade, fazendo comida no

    06  asfalto, arrumando suas camas, limpando as calçadas

    07 como se estivessem dentro de uma casa: assim vivem

    08  os moradores de rua. Ao andar pelas ruas de São

    09  Paulo, vemos essas pessoas dormindo nas calçadas,

    10  passando por situações constrangedoras, pedindo

    11  esmolas para sobreviver. Essa é a realidade das

    12  pessoas que fazem da rua sua casa e nela constroem

    13  sua intimidade. Assim, a ideia de individualização que

    14 está nas casas, na separação das coisas por cômodos

    15  e quartos que servem para proteger a intimidade do

    16  indivíduo, ganha outro sentido. O viver nas ruas, um

    17 lugar aparentemente inabitável, tem sua própria lógica

    18  de funcionamento, que vai além das possibilidades.

    19                  A relação que o homem estabelece com o

    20  espaço que ocupa é uma das mais importantes para

    21  sua sobrevivência. As mudanças de comportamento

    22  social foram sempre precedidas de mudanças físicas

    23  de local. Por mais que a rua não seja um local para

    24  viver, já que se trata de um ambiente público, de

    25 passagem e não de permanência, ela acaba sendo,

    26 senão única, a mais viável opção. Alguns pensadores

    27  já apontam que a habitação é um ponto base e

    28  adquire uma importância para harmonizar a vida.

    29 O pensador Norberto Elias comenta que “o quarto

    30 de dormir tornou-se uma das áreas mais privadas

    31 e íntimas da vida humana. Suas paredes visíveis

    32  e invisíveis vedam os aspectos mais ‘privados’,

    33 ‘íntimos’, irrepreensivelmente ‘animais’ da nossa

    34  existência à vista de outras pessoas”.

    35         O modo como essas pessoas constituem o único

    36  espaço que lhes foi permitido indica que conseguiram

    37  transformá-lo em “seu lugar”, que aproximaram, cada

    38  um à sua maneira, dois mundos nos quais estamos

    39  inseridos: o público e o privado.


    RODRIGUES, Robson. Moradores de uma terra sem dono. 

    (fragmento adaptado) In: http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/

    ESSO/edicoes/32/artigo194186-4.asp.

    Acesso em 21/8/2014.

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, analise as possibilidades de reescrita do trecho das linhas 04 a 08.

    I. Espalhados pelos ambientes coletivos da cidade, os moradores de rua vivem assim: fazem comida no asfalto, arrumam suas camas, limpam as calçadas, tal como dentro de uma casa.

    I. Ao se espalharem pelos ambientes coletivos da cidade, como se estivessem dentro de uma casa os moradores de rua vivem assim: a fazerem comida no asfalto, arrumando suas camas e limpam as calçadas.

    III. Os moradores de rua vivem assim: espalham-se pelos ambientes coletivos da cidade como dentro de uma casa, fazem comida no asfalto, arrumando suas camas e limpando as calçadas.

    A(s) possibilidade(s) de reescrita que mantém/mantêm o sentido e a correção do texto é/são apenas

    Escolha uma alternativa para a questão 67875000-36
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto


                   Entre o espaço público e o privado


    01         Excluídos da sociedade, os moradores de rua

    02  ressignificam o único espaço que lhes foi permitido

    03   ocupar, o espaço público, transformando-o em

    04  seu “lugar”, um espaço privado. Espalhados pelos

    05  ambientes coletivos da cidade, fazendo comida no

    06  asfalto, arrumando suas camas, limpando as calçadas

    07 como se estivessem dentro de uma casa: assim vivem

    08  os moradores de rua. Ao andar pelas ruas de São

    09  Paulo, vemos essas pessoas dormindo nas calçadas,

    10  passando por situações constrangedoras, pedindo

    11  esmolas para sobreviver. Essa é a realidade das

    12  pessoas que fazem da rua sua casa e nela constroem

    13  sua intimidade. Assim, a ideia de individualização que

    14 está nas casas, na separação das coisas por cômodos

    15  e quartos que servem para proteger a intimidade do

    16  indivíduo, ganha outro sentido. O viver nas ruas, um

    17 lugar aparentemente inabitável, tem sua própria lógica

    18  de funcionamento, que vai além das possibilidades.

    19                  A relação que o homem estabelece com o

    20  espaço que ocupa é uma das mais importantes para

    21  sua sobrevivência. As mudanças de comportamento

    22  social foram sempre precedidas de mudanças físicas

    23  de local. Por mais que a rua não seja um local para

    24  viver, já que se trata de um ambiente público, de

    25 passagem e não de permanência, ela acaba sendo,

    26 senão única, a mais viável opção. Alguns pensadores

    27  já apontam que a habitação é um ponto base e

    28  adquire uma importância para harmonizar a vida.

    29 O pensador Norberto Elias comenta que “o quarto

    30 de dormir tornou-se uma das áreas mais privadas

    31 e íntimas da vida humana. Suas paredes visíveis

    32  e invisíveis vedam os aspectos mais ‘privados’,

    33 ‘íntimos’, irrepreensivelmente ‘animais’ da nossa

    34  existência à vista de outras pessoas”.

    35         O modo como essas pessoas constituem o único

    36  espaço que lhes foi permitido indica que conseguiram

    37  transformá-lo em “seu lugar”, que aproximaram, cada

    38  um à sua maneira, dois mundos nos quais estamos

    39  inseridos: o público e o privado.


    RODRIGUES, Robson. Moradores de uma terra sem dono. 

    (fragmento adaptado) In: http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/

    ESSO/edicoes/32/artigo194186-4.asp.

    Acesso em 21/8/2014.

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, analise as afirmações a seguir sobre a organização das ideias no texto, preenchendo os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).

    ( ) A sequência descritiva do primeiro parágrafo confere concretude às ideias apresentadas.

    ( ) Há uma relação de oposição entre as duas últimas frases do primeiro parágrafo.

    ( ) O segundo parágrafo discorre sobre as causas da situação, apresentando argumentos baseados em dados históricos.

    ( ) A última frase do texto reforça o ponto de vista do autor e propõe uma solução para o problema discutido.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão 677d0d2b-36
  • Linguagens

    Inglês

                             Imagem da questão de Inglês, PUC - RS 2014, Interpretação de texto | Reading comprehension

    The best defi nition of the word “stature”, as it is used in line 24, is:
    Escolha uma alternativa para a questão cf9f00b1-36
  • Linguagens

    Inglês

                             Imagem da questão de Inglês, PUC - RS 2014, Infinitivo e gerúndio | Infinitive and gerund

    The alternative which contains three words that play the same grammar role in the text is:
    Escolha uma alternativa para a questão cf98f7d4-36
  • Linguagens

    Inglês

                              Imagem da questão de Inglês, PUC - RS 2014, Interpretação de texto | Reading comprehension

    INSTRUCTION: Answer question based on statements I to III.


    I. NASA is looking for ideas for instruments to research Europa.


    II. Researchers found that Europa’s ocean is habitable.


    III. A system of plate tectonics on Europa’s icy crust has been suggested.


    The correct statement(s) is/are

    Escolha uma alternativa para a questão cf78be47-36
  • Linguagens

    Literatura

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , analise as afirmativas sobre algumas obras da Literatura Brasileira Contemporânea, confrontando-as com as estatísticas retiradas do Projeto de Pesquisa “Mapeamento do Personagem na Literatura Contemporânea”, coordenado pela Profa. Regina Dalcastgnè (UnB).


    I. O protagonismo das personagens indígenas na literatura brasileira contemporânea vai ao encontro da sua representatividade em obras românticas, como O guarani, de José de Alencar.


    II. Diferentemente do narrador negro de Lavoura arcaica, de Raduan Nassar, a personagem, na posição de narrador, na sua absoluta maioria, é de cor branca.


    III. É possível perceber nos romances As meninas, de Lygia Fagundes Telles, e As parceiras, de Lya Luft, uma representação literária que evidencia uma hegemonia branca quanto às personagens na posição de protagonista, coadjuvante e narrador.


    Imagem da questão de Literatura, PUC - RS 2014, Escolas Literárias


    Está/Estão correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)

    Escolha uma alternativa para a questão cf3d2334-36
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , leia a letra A mão da limpeza, de Gilberto Gil, também interpretada por Chico Buarque de Hollanda.


    O branco inventou que o negro

    Quando não suja na entrada

    Vai sujar na saída, ê

    Imagina só

    Vai sujar na saída,

    ê Imagina só

    Que mentira danada, ê


    Na verdade a mão escrava

    Passava a vida limpando

    O que o branco sujava, ê

    Imagina só

    O que o branco sujava, ê

    Imagina só

    O que o negro penava, ê


    Mesmo depois de abolida a escravidão

    Negra é a mão

    De quem faz a limpeza

    Lavando a roupa encardida, esfregando o chão

    Negra é a mão

    É a mão da pureza


    Negra é a vida consumida ao pé do fogão

    Negra é a mão

    Nos preparando a mesa

    Limpando as manchas do mundo com água e sabão

    Negra é a mão

    De imaculada nobreza


    Na verdade a mão escrava

    Passava a vida limpando

    O que o branco sujava, ê

    Imagina só

    O que o branco sujava, ê

    Imagina só

    Eta branco sujão


    Com base na letra de Gilberto Gil e na obra de Chico Buarque de Hollanda, preencha os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).


    ( ) A letra de Gil denuncia o trabalho pesado a que os negros são submetidos.


    ( ) Ao mencionar um estereótipo racial, a letra propõe uma inversão dos papéis sociais, pois quem suja é o branco e quem limpa, desde a escravidão, é o negro.


    ( ) A letra propõe um final racial conciliatório, no qual o branco ajudará o negro a limpar as roupas encardidas, o chão e as manchas do mundo.


    ( ) A peça Gota d´Água, de Chico Buarque e Paulo Pontes, também tematiza a questão do oprimido, ao adaptar a tragédia Medeia, de Eurípedes, para um morro carioca.


    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão cf380363-36
  • Linguagens

    Literatura

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , leia o excerto do romance Jubiabá, de Jorge Amado.


    Foi quando o alemão voou para cima dele querendo acertar no outro olho de Balduíno. O negro livrou o corpo com um gesto rápido e como a mola de uma máquina que se houvesse partido distendeu o braço bem por baixo do queixo de Ergin, o alemão. O campeão da Europa central descreveu uma curva com o corpo e caiu com todo o peso.

    A multidão rouca aplaudia em coro:

    – BAL-DO... BAL-DO... BAL-DO...

    O juiz contava: – Seis... sete... oito...

    Antônio Balduíno olhava satisfeito o branco estendido aos seus pés.


    Com base no diálogo e na obra de Jorge Amado, considere as afirmativas.


    I. A luta entre Antônio Balduíno e Ergin pode ser interpretada como uma metáfora dos conflitos entre o branco europeu e o negro brasileiro.


    II. Ao longo dos seus diferentes romances, Jorge Amado constrói um projeto estético baseado principalmente na representação do intimismo e do lirismo.


    III. Nos romances Tereza Batista, cansada de guerra e Memorial de Maria Moura, o escritor baiano explora basicamente o universo erótico feminino em diferentes perspectivas sociais.


    IV. O romance Capitães de areia apresenta um detalhado quadro da marginalidade infantil urbana, ao retratar crianças de rua, como Pedro Bala, Sem Pernas e Pirulito.


    Está/Estão correta(s) a(s) afirmativa(s)

    Escolha uma alternativa para a questão cf333d75-36
  • Linguagens

    Literatura

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , leia o excerto do romance Viva o povo brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro.


    – O senhor sabe quem foi Dadinha, meu avô?

    – Então não sei? Não foi nada, não foi coisa nenhuma, foi uma velha gorda, corró, mentirosa, safadosa...

    – Não foi minha bisavó? Mãe de Turíbio Cafubá?

    – Mãe de... Quem é que está te contando essas coisas? Isso é negócio daquele velho broco Zé Pinto, eu vou pegar um cacete e tacar umas porretadas na cabeça dele, para ele deixar de ser abelhudo e enxerido, quem é que tá te contando essas coisas?

    – Por que o senhor não me conta também? O nome de minha mãe, o nome verdadeiro, era Naê? Quem foi o caboco Capiroba?

    – Caboco capiroba? E nunca teve nenhuns cabocos Capirobas, menina, nunca teve nada disso, isso é tudo lenda! Mas será possível que eu te mando para a escola com pensionato, te boto com a melhor professora, [...] e tu agora resolve crescer com rabo de cavalo, desaprender, se prepara pra ser uma nega preta veia, em vez de gente?


    Com base no texto e na obra de João Ubaldo Ribeiro, analise as afirmativas.


    I. A neta tem alguma consciência de suas raízes e procura conhecer sua genealogia.


    II. O avô recusa-se a falar dos antepassados da neta, pois considera o assunto vergonhoso.


    III. No seu romance Sargento Getúlio, João Ubaldo Ribeiro propõe um longo monólogo de um Sargento da Polícia Militar, aproximando-se esteticamente de uma variante caboclo-sertaneja, também presente em Guimarães Rosa.


    Está/Estão correta(s) a(s) afirmativa(s)

    Escolha uma alternativa para a questão cf2e757b-36
  • Linguagens

    Literatura

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , leia o excerto do texto dramático O auto da Compadecida, de Ariano Suassuna.


    MANUEL – Sim, é Manuel, o Leão de Judá, o Filho de Davi. Levantem-se todos pois vão ser julgados.

    JOÃO GRILO – Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo, sinto que estou diante de uma grande figura. Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante, mas, se não me engano, aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel.

    MANUEL – Foi isso mesmo, João. Esse é um dos meus nomes, mas você pode me chamar também de Jesus, de Senhor, de Deus... Ele gosta de me chamar de Manuel ou Emanuel, porque assim quer se persuadir de que sou somente homem. Mas você, se quiser, pode me chamar de Jesus.

    JOÃO GRILO – Jesus?

    MANUEL – Sim.

    JOÃO GRILO – Mas espere, o senhor é que é Jesus?

    MANUEL – Sou.

    JOÃO GRILO – Aquele a quem chamavam Cristo?

    JESUS – A quem chamavam, não, que era Cristo. Sou, por quê?

    JOÃO GRILO – Porque... não é lhe faltando com o respeito não, mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado. [...] A cor pode não ser das melhores, mas o senhor fala bem que faz gosto. [...]

    MANUEL – Muito obrigado, João, mas agora é sua vez. Você é cheio de preconceito de raça. Vim hoje assim de propósito, porque sabia que ia despertar comentários. Que vergonha! Eu, Jesus, nasci branco e quis nascer judeu, como podia ter nascido preto. Para mim tanto faz um branco ou um preto. Você pensa que sou americano para ter preconceito de raça?


    Com base no diálogo e na obra literária de Ariano Suassuna, analise as afirmativas.


    I. João Grilo mostra-se desrespeitoso diante de um Jesus negro, que não corresponde às suas expectativas.


    II. Na sua fala, Manuel demostra que o valor das pessoas independe da cor da pele.


    III. O companheiro inseparável de João Grilo, Chicó, é um contador de estórias que se caracteriza como uma espécie de mentiroso ingênuo.


    IV. A obra dramática de Ariano Suassuna mostra-se alinhada a uma tradição literária ibérica que apresenta obras fundacionais, como o Auto da barca do Inferno, de Gil Vicente.


    Estão corretas as afirmativas

    Escolha uma alternativa para a questão cf29c226-36