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Instituição

Questões: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC - SP) — com gabarito

448 questões de Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC - SP), de 2010 a 2018. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 448 questões
  • 6 provas

Resultados: 448 questões

Página 3 de 23

  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Por que os jovens não usam camisinha?

    Os jovens estão deixando de usar camisinha. Apesar dos alertas de que o preservativo evita DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) ou gravidez indesejada, diferentes justificativas aparecem e a ausência da camisinha vira hábito. Para ter uma ideia, uma pesquisa do Ministério da Saúde mostrou que 9 em cada 10 jovens de 15 a 19 anos sabem que usar camisinha é o melhor jeito de evitar HIV, mas mesmo assim, 6 em cada 10 destes adolescentes não usaram preservativo em alguma relação sexual no último ano.

    (Fonte: UOL Notícias, 13 fev. 2017)


    • Ao não adotarem o método preventivo mencionado no texto, além da AIDS, os jovens aumentam as chances de também contraírem

    Escolha uma alternativa para a questão f121519f-f9
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    A figura a seguir ilustra o ciclo celular.

    • Na célula somática de um organismo diploide em que , espera-se encontrar


    Imagem da questão de Biologia, PUC - SP 2017, Ciclo Celular

    Escolha uma alternativa para a questão f108220e-f9
  • Linguagens

    Português

    Texto I
    Desafio da nossa época é lidar com a abundância
    Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06

    A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2017, Interpretação de TextosTemos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas. É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos. A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 

    Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.

    É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.

    A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.

    Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.

    As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.

    Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.

    O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

    Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.

    Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtm> Acesso em: 25 abr. 2018.


    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2017, Interpretação de Textos


    Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades

    Ana Tereza Caceres Cortez - Professora adjunta do Departamento de Geografia Instituto de Geociências e Ciências Exatas - IGCE/Unesp, Rio Claro

    Um dos símbolos do sucesso das economias capitalistas modernas é a abundância dos bens de consumo, continuamente produzidos pelo sistema industrial. Essa fartura passou a receber uma conotação negativa, sendo objeto de críticas que consideram o consumismo um dos principais problemas das sociedades industriais modernas.

    Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços, muitas vezes, sem consciência. Há várias discussões a respeito do tema, entre elas o tipo de papel que a propaganda e a publicidade exercem nas pessoas, induzindo-as ao consumo, mesmo que não necessitem de um produto comprado. Muitas vezes, as pessoeas compram produtos que não têm utilidade para elas, ou até mesmo coisas desnecessárias apenas por vontade de comprar, evidenciando até uma doença.

    Segundo o Dicionário Houaiss, consumismo é “ato, efeito, fato ou prática de consumir (‘comprar em demasia’)” e “consumo ilimitado de bens duráveis, especialmente artigos supérfluos”.

    O simples “consumo” é entendido como as aquisições racionais, controladas e seletivas baseadas em fatores sociais e ambientais e no respeito pelas gerações futuras. Já o consumismo pode ser definido como uma compulsão para consumir. Mas como fazer para não aderir ao perfil consumista? A fórmula clássica e aparentemente simples é distinguir o essencial do necessário e o necessário do supérfluo. No entanto, é muito difícil estabelecer o limite entre consumo e consumismo, pois a definição de necessidades básicas e supérfluas está intimamente ligada às características culturais da sociedade e do grupo a que pertencemos. O que é básico para uns pode ser supérfluo para outros e vice-versa. 

    Trecho de CORTEZ, Ana Tereza Caceres. Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades. In: CORTEZ, A.T.C.; ORTIGOZA, S.A.G. (Org.). Da produção ao consumo: impactos socioambientais no espaço urbano. São Paulo: UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. Disponível em: . Acesso em: 20 abr. 2018. [Adaptado]

    Em relação à linguagem empregada na construção dos textos:
    Escolha uma alternativa para a questão f37dcdc5-b0
  • Linguagens

    Português

    Desafio da nossa época é lidar com a abundância
    Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06

    A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

    Imagem da questão de Português, PUC - SP 2017, Interpretação de TextosTemos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas. É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos. A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 

    Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.

    É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.

    A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.

    Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.

    As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.

    Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.

    O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

    Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.

    Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtm> Acesso em: 25 abr. 2018.

    No terceiro parágrafo do texto 1, o autor alega que a teoria malthusiana fazia sentido até o século XVIII com base na ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão f35e9efc-b0
  • Linguagens

    Inglês

    De acordo com o terceiro parágrafo, é CORRETO afirmar que, nos Estados Unidos,
    Escolha uma alternativa para a questão f312c1bf-b0
  • SP terá 20 mil bikes, sem marchas e com GPS, para deixar onde quiser Segundo empresa, bicicletas ficam travadas na rua, e liberação é via app

    (...) No modelo, chamado "dockless" (sem estação), popular na China e também existente em cidades europeias, as bicicletas ficam travadas na rua, e os usuários podem liberálas por meio de um aplicativo para celular. (...) O sistema entra em vigor durante uma gestão que não deve promover avanços significativos na malha cicloviária.

    Notícia retirada do site da Folha de S.Paulo que foi publicada na versão impressa no dia 2 de abril de 2018 -


    As palavras bicicleta, ciclovia, ciclofaixa se tornam cada vez mais comuns quando o tema é “mobilidade urbana”. Negligenciada no Brasil durante décadas, a bicicleta sempre foi vista, sobretudo, como objeto de lazer, principalmente aos olhos da classe média e alta da sociedade. Na última década, esse modal participa das alternativas propostas para tentar dar mais fluidez ao trânsito, especialmente nas grandes cidades brasileiras. A notícia acima evidencia até um certo protagonismo da bicicleta como transporte urbano rápido, eficiente e de baixíssimo impacto ambiental.
    Utilizando o que foi dito e seus conhecimentos sobre o tema, assinale a alternativa CORRETA.

    Escolha uma alternativa para a questão f2f68463-b0
  • Ciências Humanas

    Geografia

    Brasil tem maior número de assassinatos no campo desde 2003; Pará lidera o ranking de mortes

    A violência no campo no Brasil é a maior desde 2003, segundo o relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT), divulgado nesta segunda-feira (16). Em 2017, foram 70 assassinatos, um aumento de 15% em relação ao número de 2016. O Pará liderou o ranking de violência, com 21 assassinatos no ano passado. Dos 70 assassinatos em 2017, 28 ocorreram em massacres, o que corresponde a 40% do total. Desde 1985 a 2017, foram registrados 46 massacres no país com 220 vítimas. No período, o Pará registrou 26 massacres, que vitimaram 125 pessoas.

    Fonte notícia: <https://g1.globo.com/pa/para/noticia/para-lidera-o-ranking-demortes-no-campo-com-125-assassinatos.ghtml>


    Imagem da questão de Geografia, PUC - SP 2017, Agropecuária

    Ao compararmos a notícia ao lado, datada de março de 2018, com o mapa, que apresenta o período de 1985-1996, podemos CONCLUIR que:

    Escolha uma alternativa para a questão f2ed5075-b0
  • Ciências Humanas

    Geografia

    O texto abaixo deve ser lido como apoio para responder a questão.


    A imensa riqueza social e natural do Cerrado está ameaçada de se perder. No ritmo atual de devastação, o bioma como tal pode desaparecer para sempre já em 2030.

    As consequências socioambientais desse processo são dramáticas e ainda serão mais, como diversos analistas e organizações sociais vêm alertando, caso não seja feito um esforço articulado para impedir que essa expansão para a produção de commodities continue nos moldes de violência, predação e empobrecimento que a tem caracterizado.

    (Le Monde Diplomatique Brasil, março de 2018, nº128, suplemento especial)


    O texto apresenta uma enorme preocupação com o 2º maior bioma em área do Brasil. Assinale a alternativa que apresenta de forma explícita fatos, características e tendências que podem ser identificados de forma implícita no texto.

    Escolha uma alternativa para a questão f2e3c516-b0
  • “México e Alemanha não eram casos isolados. A democracia baseada no parlamentarismo, no reconhecimento dos direitos humanos e no pluralismo político parecia fadada ao fracasso àquela altura do século XX. Até mesmo regimes liberais teoricamente consolidados, como o britânico, o norte-americano e o francês, atravessavam graves tensões. O reformismo social-democrático ficou preso entre [...] o nazifascismo à direita e o socialismo soviético à esquerda” .
    BUADES M., Josep. A Guerra Civil Espanhola. São Paulo: Contexto. 2013


    A partir do texto acima, do contexto mundial da década de 1930 e dos conhecimentos históricos sobre a Guerra Civil Espanhola, pode-se AFIRMAR que
    Escolha uma alternativa para a questão f2cbbf02-b0
  • Ciências Humanas

    História

    Leia os textos abaixo para responder a questão.


    TEXTO I

    “[...] Meu caminho pelo mundo eu mesmo traço
    A Bahia já me deu régua e compasso
    Quem sabe de mim sou eu
    Aquele abraço!
    Pra você que me esqueceu
    Aquele abraço!
    Alô, Rio de Janeiro
    Aquele abraço!
    Todo o povo brasileiro
    Aquele abraço!”

    Aquele Abraço” – Gilberto Gil, 1969


    TEXTO II

    “Em meio ao clima de caça às bruxas – o regime via subversivos em toda parte – muitos compositores e cantores, além de Gil e Caetano, partiram para o exterior.”

    MARTINS, Franklin. Quem foi que inventou o Brasil? Volume II – Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2015


    Analisando as informações dos dois textos apresentados e o período do regime militar brasileiro, pode-se dizer que

    Escolha uma alternativa para a questão f2b507f3-b0
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Na década de 1920, o embriologista alemão Walther Vogt utilizou corantes não tóxicos de cores diferentes para tingir as células de diferentes regiões da blástula de um embrião de sapo. Como as moléculas dos corantes eram repassadas por mitose às células-filhas, o pesquisador conseguiu identificar de quais regiões da blástula se originavam os folhetos embrionários da gástrula. Suponha que as células da endoderme, da mesoderme e da ectoderme contenham corantes das cores amarela, vermelha e azul respectivamente, e que seja possível identificar a presença do corante mesmo nas células de um embrião completamente formado. Sendo assim, nesse embrião seriam encontradas células tingidas de
    Escolha uma alternativa para a questão f29250f4-b0
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    A fibrose cística é uma doença hereditária em que, na pessoa afetada, as secreções de glândulas exócrinas apresentam-se anormalmente espessas, menos diluídas que o normal. Isso se deve ao fato de que a mutação leva a problemas na síntese de uma proteína de membrana (CFTR), responsável, nessas células, pelo transporte de cloretos do meio intracelular para o extracelular. Nesse caso, é CORRETO afirmar que uma das consequências da referida mutação é tornar o meio intracelular
    Escolha uma alternativa para a questão f28a6228-b0
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Leia atentamente o texto a seguir

    "A araucária (Araucaria angustifolia) é uma árvore nativa do Brasil e ocorre geralmente em regiões com altitude acima de 900 metros, nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul. [...] Durante a fase adulta, a árvore pode chegar a 25 metros de altura e dá frutos, chamados de pinha. Esses frutos são comestíveis e geralmente caem em julho, no auge do inverno."

    Fonte: <http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2017/02/frutosda-araucaria-sao-ricos-em-reservas-energeticas-e-aminoacidos.html>


    O texto comete um EQUÍVOCO ao considerar que a araucária

    Escolha uma alternativa para a questão f27883f6-b0
  • Ciências da Natureza

    Química

    Imagem da questão de Química, PUC - SP 2017, Eletroquímica: Oxirredução, Potenciais Padrão de Redução, Pilha, Eletrólise e Leis de Faraday.

    Observe a reação abaixo, que representa a adição de uma solução de permanganato de potássio em uma solução de ácido clorídrico.

    KMnO4(aq) + HCI(aq) -> KCI(aq) + MnCl2(aq) + Cl2(g) + H2O(I)


    O coeficiente estequiométrico do ácido clorídrico da reação balanceada é

    Escolha uma alternativa para a questão f256d59c-b0
  • Ciências da Natureza

    Física

    Quando necessário, adote os valores da tabela:

    • módulo da aceleração da gravidade: 10 m.s-2
    • calor específico da água: 1,0 cal.g-1. ºC-1
    • densidade da água: 1 g.cm-3
    • 1cal = 4,0 J
    • π = 3

    Determine os valores aproximados para os coeficientes de atrito estático entre as superfícies dos blocos A e B, representado por μ1, e entre as superfícies do bloco B e do plano inclinado, representado por μ2, respectivamente, para que não haja qualquer movimento relativo entre os blocos e entre eles e o plano inclinado. Considere ideais a polia e o fio que une os blocos B e C.

    Imagem da questão de Física, PUC - SP 2017, Dinâmica
    Escolha uma alternativa para a questão f238bc9a-b0
  • Ciências da Natureza

    Física

    Quando necessário, adote os valores da tabela:

    • módulo da aceleração da gravidade: 10 m.s-2
    • calor específico da água: 1,0 cal.g-1. ºC-1
    • densidade da água: 1 g.cm-3
    • 1cal = 4,0 J
    • π = 3

    Observando a figura abaixo, podemos notar duas imagens distintas e simultâneas do mesmo peixe através de faces adjacentes de um aquário como, por exemplo, do peixe branco. Isso é possível devido ao fenômeno óptico conhecido como:
    Imagem da questão de Física, PUC - SP 2017, Ondas e Propriedades Ondulatórias
    Escolha uma alternativa para a questão f20f3789-b0
  • Linguagens

    Português

    Os textos a seguir serão a base da questão objetiva. 


    Recado dado ao STF 

    Editorial Folha de S.Paulo, 13 set. 2016

      Poucas vezes a posse de um presidente do Supremo Tribunal Federal se revestiu de tanto simbolismo quanto a de Cármen Lúcia, cuja chegada ao comando do órgão de cúpula do Judiciário se consumou nesta segunda-feira (12). 

      Em uma cerimônia simples, a ministra quebrou o protocolo já no início de seu discurso. Em vez de cumprimentar primeiro o presidente da República, Michel Temer (PMDB), Cármen Lúcia considerou que a maior autoridade presente era "Sua Excelência, o povo" – e, por isso, saudou antes de todos o "cidadão brasileiro".

      Partisse de outrem, o gesto talvez pudesse ser considerado mero populismo; vindo da nova presidente do STF, guarda coerência com outras iniciativas de valor simbólico semelhante, como abrir mão de carro oficial com motorista ou dispensar a festa em sua própria posse.

      Como se pudesse haver dúvidas a respeito disso, Cármen Lúcia deixa clara a intenção de, no próximo biênio, conduzir o STF com a mesma austeridade que pauta sua conduta pessoal. "Privilégios são incompatíveis com a República", disse a esta Folha no ano passado.

      É de imaginar, assim, que a nova presidente de fato reveja uma das principais bandeiras da agenda corporativista de seu antecessor, Ricardo Lewandowski: o indefensável aumento salarial para os ministros do Supremo.

      Não há de ser esse o único contraste entre as gestões. Espera-se que Cármen Lúcia moralize os gastos com diárias de viagens oficiais no STF, amplie a transparência e a previsibilidade das decisões do Judiciário e, acima de tudo, resgate o papel disciplinar do Conselho Nacional de Justiça, esvaziado sob a batuta de Lewandowski.

      Desfrutando de sólida reputação no meio jurídico, a ministra suscita altas expectativas ainda por outro motivo: ela relatou o processo do ex-deputado federal Natan Donadon, condenado por desvio de dinheiro público e primeiro político a ter sua prisão determinada pelo STF desde a promulgação da Constituição de 1988.

      Daí por que o ministro Celso de Mello se sentiu à vontade para, antes do discurso de Cármen Lúcia, proferir palavras duríssimas contra "os marginais da República, cuja atuação criminosa tem o efeito deletério de subverter a dignidade da função política e da própria atividade governamental".

      No plenário do Supremo, diversos figurões da política investigados ou processados por crimes contra o patrimônio público apenas ouviam, constrangidos. Que o recado da gestão Cármen Lúcia possa ir além do plano simbólico.


    De Caetano a Guimarães Rosa, veja as referências de Cármen Lúcia em seu discurso de posse


    POR LUMA POLETTI | 13/09/2016 10:00

       Ao longo de seu discurso de posse, a ministra Cármen Lúcia, que assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira (12), citou trechos de canções de Caetano Veloso, Titãs, além de versos de Cecília Meirelles, Carlos Drummond de Andrade, Paulo Mendes Campos e fez menção a Riobaldo, personagem de Grande Sertão: Veredas, clássico de Guimarães Rosa e uma das mais.
      A escolha das referências musicais da ministra dá pistas sobre sua visão acerca do atual momento sociopolítico. Citando o cantor e compositor Caetano Veloso, presente na sessão – que interpretou em voz e violão o hino nacional – Cármen Lúcia concordou que “alguma coisa está fora da ordem”.
      “Caetanos e não caetanos deste Brasil tão plural concluem em uníssono: alguma coisa está fora de ordem, fora da nova ordem mundial”, disse a ministra. “O que nos cumpre, a nós servidores públicos em especial, é questionar e achar resposta: de qual ordem está tudo fora…”, acrescentou.
      O cantor já se posicionou contra o governo do presidente Michel Temer, nos bastidores da cerimônia de abertura das Olimpíadas de 2016.
      A nova presidente do STF também citou a música “Comida”, da banda Titãs. “Cumpre-nos dedicar-nos de forma intransigente e integral a dar cobro ao que nos é determinado pela Constituição da República e que de nós é esperado pelo cidadão brasileiro, o qual quer saúde, educação, trabalho, sossego para andar em paz por ruas, estradas do país e trilhas livres para poder sonhar além do mais. Que, como na fala do poeta da música popular brasileira, ninguém quer só comida, quer também diversão e arte”.
      Um dos compositores da canção citada é Arnaldo Antunes, que também se posicionou contra o impeachment de Dilma Rousseff nas redes sociais.
      Versos
      Cármen Lúcia também citou versos da escritora Cecília Meireles, ao dizer que “liberdade é um sonho que o mundo inteiro alimenta” – da obra Romanceiro da Inconfidência, lançada em 1953.
      “Se, no verso de Cecília Meireles, a liberdade é um sonho, que o mundo inteiro alimenta, parece-me ser a Justiça um sentimento, que a humanidade inteira acalenta”, discursou a ministra.
      Mais adiante em seu discurso, Cármen Lúcia fez menção a um personagem do livro Grande Sertão: Veredas, do escritor mineiro (tal como a ministra) Guimarães Rosa. “Riobaldo afirmava que 'natureza da gente não cabe em nenhuma certeza'. Mas parece-me que a natureza da gente não se aguenta em tantas incertezas. Especialmente quando o incerto é a Justiça que se pede e que se espera do Estado”, disse a nova presidente do STF.
      Em seguida, outro escritor mineiro foi lembrado por Cármen Lúcia. “Em tempos cujo nome é tumulto escrito em pedra, como diria Drummond, os desafios são maiores. Ser difícil não significa ser impossível. De resto, não acho que para o ser humano exista, na vida, o impossível”, disse a ministra, em referência ao poema “Nosso tempo”, do escritor mineiro.
      A sucessora de Ricardo Lewandowski concluiu o discurso citando um terceiro escritor mineiro: Paulo Mendes Campos. “O Judiciário brasileiro sabe dos seus compromissos e de suas responsabilidades. Em tempo de dores multiplicadas, há que se multiplicarem também as esperanças, à maneira da lição de Paulo Mendes Campos”, disse Cármen Lúcia, em referência ao “Poema Didático”, de Paulo Mendes Campos.

    Disponível em: http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/de-caetano-a-guimaraes-rosa-vejaas-referencias-de-carmen-lucia-em-seu-discurso-de-posse/ . Acesso em: 26 set.2016.
    [Adaptado]  

    Em relação ao uso da linguagem, tanto no editorial como na matéria de Poletti,
    Escolha uma alternativa para a questão 59a38293-d8
  • Linguagens

    Português

    Os textos a seguir serão a base da questão objetiva. 


    Recado dado ao STF 

    Editorial Folha de S.Paulo, 13 set. 2016

      Poucas vezes a posse de um presidente do Supremo Tribunal Federal se revestiu de tanto simbolismo quanto a de Cármen Lúcia, cuja chegada ao comando do órgão de cúpula do Judiciário se consumou nesta segunda-feira (12). 

      Em uma cerimônia simples, a ministra quebrou o protocolo já no início de seu discurso. Em vez de cumprimentar primeiro o presidente da República, Michel Temer (PMDB), Cármen Lúcia considerou que a maior autoridade presente era "Sua Excelência, o povo" – e, por isso, saudou antes de todos o "cidadão brasileiro".

      Partisse de outrem, o gesto talvez pudesse ser considerado mero populismo; vindo da nova presidente do STF, guarda coerência com outras iniciativas de valor simbólico semelhante, como abrir mão de carro oficial com motorista ou dispensar a festa em sua própria posse.

      Como se pudesse haver dúvidas a respeito disso, Cármen Lúcia deixa clara a intenção de, no próximo biênio, conduzir o STF com a mesma austeridade que pauta sua conduta pessoal. "Privilégios são incompatíveis com a República", disse a esta Folha no ano passado.

      É de imaginar, assim, que a nova presidente de fato reveja uma das principais bandeiras da agenda corporativista de seu antecessor, Ricardo Lewandowski: o indefensável aumento salarial para os ministros do Supremo.

      Não há de ser esse o único contraste entre as gestões. Espera-se que Cármen Lúcia moralize os gastos com diárias de viagens oficiais no STF, amplie a transparência e a previsibilidade das decisões do Judiciário e, acima de tudo, resgate o papel disciplinar do Conselho Nacional de Justiça, esvaziado sob a batuta de Lewandowski.

      Desfrutando de sólida reputação no meio jurídico, a ministra suscita altas expectativas ainda por outro motivo: ela relatou o processo do ex-deputado federal Natan Donadon, condenado por desvio de dinheiro público e primeiro político a ter sua prisão determinada pelo STF desde a promulgação da Constituição de 1988.

      Daí por que o ministro Celso de Mello se sentiu à vontade para, antes do discurso de Cármen Lúcia, proferir palavras duríssimas contra "os marginais da República, cuja atuação criminosa tem o efeito deletério de subverter a dignidade da função política e da própria atividade governamental".

      No plenário do Supremo, diversos figurões da política investigados ou processados por crimes contra o patrimônio público apenas ouviam, constrangidos. Que o recado da gestão Cármen Lúcia possa ir além do plano simbólico.


    De Caetano a Guimarães Rosa, veja as referências de Cármen Lúcia em seu discurso de posse


    POR LUMA POLETTI | 13/09/2016 10:00

       Ao longo de seu discurso de posse, a ministra Cármen Lúcia, que assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira (12), citou trechos de canções de Caetano Veloso, Titãs, além de versos de Cecília Meirelles, Carlos Drummond de Andrade, Paulo Mendes Campos e fez menção a Riobaldo, personagem de Grande Sertão: Veredas, clássico de Guimarães Rosa e uma das mais.
      A escolha das referências musicais da ministra dá pistas sobre sua visão acerca do atual momento sociopolítico. Citando o cantor e compositor Caetano Veloso, presente na sessão – que interpretou em voz e violão o hino nacional – Cármen Lúcia concordou que “alguma coisa está fora da ordem”.
      “Caetanos e não caetanos deste Brasil tão plural concluem em uníssono: alguma coisa está fora de ordem, fora da nova ordem mundial”, disse a ministra. “O que nos cumpre, a nós servidores públicos em especial, é questionar e achar resposta: de qual ordem está tudo fora…”, acrescentou.
      O cantor já se posicionou contra o governo do presidente Michel Temer, nos bastidores da cerimônia de abertura das Olimpíadas de 2016.
      A nova presidente do STF também citou a música “Comida”, da banda Titãs. “Cumpre-nos dedicar-nos de forma intransigente e integral a dar cobro ao que nos é determinado pela Constituição da República e que de nós é esperado pelo cidadão brasileiro, o qual quer saúde, educação, trabalho, sossego para andar em paz por ruas, estradas do país e trilhas livres para poder sonhar além do mais. Que, como na fala do poeta da música popular brasileira, ninguém quer só comida, quer também diversão e arte”.
      Um dos compositores da canção citada é Arnaldo Antunes, que também se posicionou contra o impeachment de Dilma Rousseff nas redes sociais.
      Versos
      Cármen Lúcia também citou versos da escritora Cecília Meireles, ao dizer que “liberdade é um sonho que o mundo inteiro alimenta” – da obra Romanceiro da Inconfidência, lançada em 1953.
      “Se, no verso de Cecília Meireles, a liberdade é um sonho, que o mundo inteiro alimenta, parece-me ser a Justiça um sentimento, que a humanidade inteira acalenta”, discursou a ministra.
      Mais adiante em seu discurso, Cármen Lúcia fez menção a um personagem do livro Grande Sertão: Veredas, do escritor mineiro (tal como a ministra) Guimarães Rosa. “Riobaldo afirmava que 'natureza da gente não cabe em nenhuma certeza'. Mas parece-me que a natureza da gente não se aguenta em tantas incertezas. Especialmente quando o incerto é a Justiça que se pede e que se espera do Estado”, disse a nova presidente do STF.
      Em seguida, outro escritor mineiro foi lembrado por Cármen Lúcia. “Em tempos cujo nome é tumulto escrito em pedra, como diria Drummond, os desafios são maiores. Ser difícil não significa ser impossível. De resto, não acho que para o ser humano exista, na vida, o impossível”, disse a ministra, em referência ao poema “Nosso tempo”, do escritor mineiro.
      A sucessora de Ricardo Lewandowski concluiu o discurso citando um terceiro escritor mineiro: Paulo Mendes Campos. “O Judiciário brasileiro sabe dos seus compromissos e de suas responsabilidades. Em tempo de dores multiplicadas, há que se multiplicarem também as esperanças, à maneira da lição de Paulo Mendes Campos”, disse Cármen Lúcia, em referência ao “Poema Didático”, de Paulo Mendes Campos.

    Disponível em: http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/de-caetano-a-guimaraes-rosa-vejaas-referencias-de-carmen-lucia-em-seu-discurso-de-posse/ . Acesso em: 26 set.2016.
    [Adaptado]  

    Assinale a passagem do texto de Luma Poletti em que Cármen Lúcia caracteriza sua função.
    Escolha uma alternativa para a questão 59a00659-d8