Química
- Soluções e Substâncias Inorgânicas
- Prova de 2021
- UNICAMP
- Dificuldade: Fácil
- Com imagem
- Código da questão: D267E33E-8C

Instituição
937 questões de Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), de 2010 a 2025. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

‘The Complete Stories,’ by Clarice Lispector

By Terrence Rafferty
July 27, 2015
There’s a whiff of madness in the fiction of Clarice Lispector. The “Complete Stories” of the Brazilian writer, edited by Benjamin Moser and sensitively translated by Katrina Dodson, is a dangerous book to read quickly or casually because it’s so consistently delirious. Sentence by sentence, page by page, Lispector is exhilaratingly, arrestingly strange, but her perceptions come so fast, veer so wildly between the mundane and the metaphysical, that after a while you don’t know where you are, either in the book or in the world. So it’s best to approach her with some caution. For the ordinary reader — that is to say, for most of us — immersion in the teeming mind of Clarice Lispector can be an exhausting, even a deranging, experience, not to be undertaken lightly. (Pack food, water, a first aid kit and plenty of sunblock.)
Her stories are full of strange words, in strange combinations, and her “Complete Stories” is a remarkable book, proof that she was — in the company of Jorge Luis Borges, Juan Rulfo and her 19th-century countryman Machado de Assis — one of the true originals of Latin American literature.
THE COMPLETE STORIES
By Clarice Lispector
Edited by Benjamin Moser
Translated by Katrina Dodson
645 pp. New Directions. $28.95.
(Adaptado de https://www.nytimes.com/2015/08/02/books/review/the-completestories-by-clarice-lispector.html. Acessado em 21/07/20.)
No texto acima, o livro de Clarice Lispector recebe uma
crítica


TEXTO 1

(Gemma Danks. Science jokes for kids - with explanations and fun facts. Disponível em https://www.palebluemarbles.com/science-jokesfor-kids/. Acessado em 5/8/2020.)
TEXTO 2

Gemma Danks. Science jokes for kids - with explanations and fun
facts. Disponível em https://www.palebluemarbles.com/science-jokesfor-kids/. Acessado em 5/8/2020.)
Texto 1
P: Assistimos nesta pandemia a segmentos da sociedade que embarcaram num processo de relativizar a gravidade da doença. Como a psicanálise explica o negacionismo?
R: Poucas pessoas se dão conta de que a expressão negacionismo vem da psicanálise. Freud tem um texto clássico, chamado A negação, sobre a nossa atitude diante de realidades que são mais dolorosas ou complexas do que conseguimos aguentar. Essa é uma atitude muito básica, muito simples, é o começo de muitas outras formas de negação e foi descrita ali no início da psicanálise. (...) A chegada do novo coronavírus pegou o Brasil em meio a dois processos particulares: a divisão social discursiva e a pauperização da vida econômica e dos direitos trabalhistas. A retórica de campanha eleitoral, tornada depois método de governo, baseada na produção contínua de inimigos imaginários, foi impactada pela chegada de um inimigo real, biológico e natural. (...) A pandemia não é inimigo político, não é um inimigo intencional, é um fato que vem da natureza, vem desse lugar terceiro, algo que nos une. Mas num governo que adota esse método, não se pode admitir que exista esse terceiro, algo que nos une, porque esse terceiro destrói a retórica da produção contínua de inimigos. Nada mais óbvio que isso gerasse a resposta descrita por Freud como a negação. E por que o negacionismo é importante como método deste governo? Para criar os processos de transferência de autoridade simbólica das instituições para a autoridade pessoal de quem as desafia.
P: Em sua avaliação, qual é o impacto social desta conduta no enfrentamento da COVID-19?
R: O negacionismo representou um prejuízo dramático para o enfrentamento da COVID-19, custou a vida de milhares de brasileiros, nos colocou no segundo lugar do número de mortes no mundo (...). Nessa hora, para que todos fizessem o sacrifício das restrições, seria esperado que figuras de autoridade dissessem: vai ser muito difícil, mas faço em nome de alguém. Mas, nessa hora encontramos uma divisão na política sanitária, marcada por uma hesitação e pela negação do consenso científico. (...)
P: Embora a educação formal seja, em princípio, um elemento central para combater o negacionismo, há também pessoas adultas e de alta escolaridade que adotam alguns raciocínios simplificadores para o enfrentamento da COVID-19. O negacionismo se vincula a algum tipo de regressão intelectual?
R: Quando apresentei a ideia de negação, disse que ela ocorre por algo doloroso ou algo que supera a nossa capacidade de simbolização por ser excessivamente complexo. Vamos encontrar a ideia de anomia em Émile Durkheim, da impossibilidade de reconhecer uma sociedade que se torna mais complicada do que os nossos dispositivos de interpretação. O que ela desencadeia? A regressão, as formas de pensamento regressivas. Voltamos da instituição que representa a razão no seu sentido impessoal para as instituições que representam a razão no sentido pessoal: voltamos para a família. Como a ideia de que a Terra é plana, entre várias outras, se infiltra aí? Ao questionar verdades muito sólidas, muito consensuais, você mostraria que a ciência não está dando as respostas que gostaria para todas as perguntas que você tem. (...) Ao conseguir dividir a autoridade simbólica, se produzem efeitos de reempoderamento da autoridade política particular. (...)
(Adaptado de O negacionismo como arma de destruição durante a
pandemia. Entrevista com o psicanalista Christian Dunker. Estado de
Minas, 24/07/2020. Disponível em https://www.em.com.br. Acessado
em 05/11/2020.)
Segundo o governo mineiro, análises de amostras da lama da barragem Córrego do Feijão detectaram “metais que já haviam sido identificados na água do Rio Paraopeba" – para onde a lama da barragem de rejeitos de mineração desceu. No caminho até o rio, a lama deixou 169 mortos e 141 desaparecidos. Residências, comércios, pousadas e plantações foram destruídas, e a água do Rio Paraopeba está inutilizável em boa parte de seus 546 km de extensão.
(Adaptado de https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2019/02/19/exames-detec tam-aluminio-alterado-no-sangue-de-bombeiros-em-brumadinho.htm.)
O texto trata do rompimento da barragem de rejeitos de minério da empresa mineradora Vale, ocorrido no início de 2019, no município de Brumadinho (MG). Sobre esse acontecimento, pode-se afirmar que:
A modernização da agricultura brasileira, ocorrida durante o século XX, especialmente a partir de 1960, permitiu a consolidação de um novo padrão de desenvolvimento da sociedade nacional, alicerçado nos setores urbanos e industriais.
Assinale a alternativa correta sobre o período mencionado.
AVANÇO DA ENERGIA RENOVÁVEL
(Adaptado de http://www.uol/economia/especiais/energia-solar-e-eolica-.htm# veio-para-ficarou-e-voo-de-galinha.)
Nos últimos anos, o Brasil avançou na instalação de energia renovável em várias partes do seu território, com predomínio de energia eólica (ventos) e fotovoltaica (solar). Entretanto, a capacidade instalada desses tipos de fontes de energia ainda é muito baixa no país.
Considerando que a Região Nordeste concentra a maior
expansão das instalações de produção de energia
renovável, assinale a alternativa que indica corretamente:
(1) as características naturais desta região que
influenciaram nesta expansão; (2) uma das explicações
para o fato de a capacidade instalada dessas matrizes
energéticas ainda ser baixa no país.
“Parece-me que nós não aprendemos com a nossa própria história, pois somos capazes de repetir, como cacoete, as alianças espúrias entre escravos e a casa-grande. As pessoas da senzala demoram a aprender a lição: sempre que há um pequeno espaço de liberdade, se esquecem do quanto foram aviltadas, do quanto foram violentadas, e voltam a estabelecer essa espécie de conluio com os interesses da oligarquia, do latifúndio, das velhas hierarquias coloniais que sempre marcaram nossa realidade como um fator de discriminação, segregação e exclusão.”
(Adaptado de Ailton Krenak, Compartilhar a Memória em: Camila Loureiro Dias e Artionka Capiberibe (orgs.), Os Índios na Constituição. Cotia: Ateliê, 2019, p. 17-33.)
“Eu sou Álvaro Tukano, nasci numa aldeia no alto do Rio Negro, em 1953. Naquela época não tinha esse negócio de se organizar os povos indígenas, porque os índios já estavam organizados ao seu modo, mas de uma maneira errada eles ajudaram a difundir a economia e o avanço do Estado brasileiro.”
(Adaptado de Álvaro Tukano em Kaká Werá (org.), Álvaro Tukano, Coleção Tembetá. Rio de Janeiro: Azougue, 2017, p. 13.)
Os dois textos