Atenção: Para responder à questão,
considere o texto abaixo.
Os sapos Pleurodema diplolistris passam 10 ou 11 meses
anuais de seca enterrados na areia, de onde os machos já
emergem cantando em uníssono, como uma enorme sirene, e logo
saltam para a lagoa mais próxima. Atraídas pela cantoria, as
fêmeas escolhem seus pares e liberam dezenas de óvulos que,
depois de fecundados, são envoltos num muco semelhante à clara
de ovo que o macho bate em neve. Em um ou no máximo dois
meses, quando as chuvas cessam e os rios desaparecem como por
um passe de mágica, os sapinhos recém-nascidos precisam estar
completamente formados e prontos para enterrarem-se na areia.
(...) Durante a seca, o metabolismo de fato fica reduzido no fígado e
nos músculos das patas de trás. Uma baixa concentração de
proteínas no coração, sugere que esse órgão fica menos ativo. As
patas, ao contrário, mantêm teores proteicos normais.
(Adaptado: Na enxurrada seca. Revista Pesquisa FAPESP, março
de 2010, p. 49)
O texto menciona que os sapinhos recém-nascidos precisam
estar prontos para enterrarem-se na areia.
Considere as afirmações a seguir.
I. Possuem pele delgada e suas estruturas impedem a
perda de água.
II. Realizam intensa respiração cutânea graças à permeabilidade e à irrigação vascular da superfície corpórea.
III. São animais predadores e muitos conseguem lançar
sua língua com enorme rapidez para capturar insetos.
IV. Na época da reprodução, necessitam de um ambiente
aquático para que a fecundação externa possa ocorrer.
A necessidade desses sapinhos se enterrarem na areia é
justificada SOMENTE por