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Instituição

Questões: Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) — com gabarito

108 questões de Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), todas de 2018. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 108 questões
  • 1 prova

Resultados: 29 questões

Página 2 de 2

  • Linguagens

    Português

                  Texto 1

                Um lugar Bonito pela própria natureza

    "Se o interesse é água, a cidade localizada na borda do Pantanal dá um banho. Seja em rios, lagos ou cachoeiras, o que não falta aos ecoturistas é aventura, emoção e muita adrenalina. 

    No encontro com as águas cristalinas e calcárias dos rios de Bonito (MS), o importante é se deixar levar pela leve correnteza entre piraputangas avermelhadas e dourados gulosos, alguns dos peixes da região."

    (Fragmento de reportagem produzida pelo jornalista Antônio Paulo Pavone, em 21-2-2003. Disponível em http://www.estadao.com.br/turismo/brasil/bonito/tu1.htm)

            Texto 2

    “Gigante pela própria natureza,

    És belo, és forte, impávido colosso,

    E o teu futuro espelha essa grandeza.

    Terra adorada,

    Entre outras mil,

    és tu, Brasil,

    Ó, Pátria amada![...]”

    (Fragmento da letra do Hino Nacional Brasileiro, escrita por Osório Duque Estrada [1909])

     Texto 3

    “Moro num país tropical,

    abençoado por Deus

    E bonito por natureza (mas que beleza)

    Em fevereiro (em fevereiro)

    Tem carnaval (tem carnaval)

    [...]”

    (Fragmento da letra da canção “País tropical”, escrita por Jorge Ben Jor [1969])

    O intertexto é um componente de grande relevância no processo de produção de textos, pois os discursos não surgem do nada, mas apoiam-se em outro(s) em relação ao(s) qual(is) tomam posição. Com base nesse conceito e considerando as relações entre os textos 1, 2 e 3, assinale a alternativa correta: 
    Escolha uma alternativa para a questão 41acc5ee-cc
  • Linguagens

    Português

                  Texto 1

                Um lugar Bonito pela própria natureza

    "Se o interesse é água, a cidade localizada na borda do Pantanal dá um banho. Seja em rios, lagos ou cachoeiras, o que não falta aos ecoturistas é aventura, emoção e muita adrenalina. 

    No encontro com as águas cristalinas e calcárias dos rios de Bonito (MS), o importante é se deixar levar pela leve correnteza entre piraputangas avermelhadas e dourados gulosos, alguns dos peixes da região."

    (Fragmento de reportagem produzida pelo jornalista Antônio Paulo Pavone, em 21-2-2003. Disponível em http://www.estadao.com.br/turismo/brasil/bonito/tu1.htm)

            Texto 2

    “Gigante pela própria natureza,

    És belo, és forte, impávido colosso,

    E o teu futuro espelha essa grandeza.

    Terra adorada,

    Entre outras mil,

    és tu, Brasil,

    Ó, Pátria amada![...]”

    (Fragmento da letra do Hino Nacional Brasileiro, escrita por Osório Duque Estrada [1909])

     Texto 3

    “Moro num país tropical,

    abençoado por Deus

    E bonito por natureza (mas que beleza)

    Em fevereiro (em fevereiro)

    Tem carnaval (tem carnaval)

    [...]”

    (Fragmento da letra da canção “País tropical”, escrita por Jorge Ben Jor [1969])

    Sobre as sequências tipológicas em que se estruturam os textos 1, 2 e 3, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 41b08d82-cc
  • Linguagens

    Português

    Ainda em observância à norma culta, assinale a alternativa em que NÃO há problema de coesão nem erro de pontuação:
    Escolha uma alternativa para a questão 41b3d0d5-cc
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir.

    Hum? Eh-eh... É. Nhor sim. Ã-hã, quer entrar, pode entrar... Hum, hum. Mecê sabia que eu moro aqui? Como é que sabia? Hum-hum... Eh. Nhor não, n’t, n’t... Cavalo seu é esse só? Ixe. Cavalo tá manco, aguado. Presta mais não. Axi... Pois sim. Hum, hum. Mecê enxergou este foguinho meu, de longe? É. A’pois. Mecê entra, cê pode ficar aqui.

    Hã-hã. Isto não é casa... É. Havéra. Acho. Sou fazendeiro não, sou morador... Eh, também sou morador não. Eu – toda a parte. Tou aqui, quando eu quero eu mudo. Aqui eu durmo. Hum. Nhém? Mecê é que tá falando. Nhor não... Cê vai indo ou vem vindo?

    Hã, pode trazer tudo pra dentro. Erê Mecê desarreia cavalo, eu ajudo. Mecê peia cavalo, eu ajudo... Traz alforje pra dentro, traz saco, seus dobros. Hum, hum Pode. Mecê cipriuara, homem que veio pra mim, visita minha; iá-nhã? Bom. Bonito. Cê pode sentar, pode deitar no jirau. Jirau é meu não. Eu – rede. Durmo em rede. Jirau é do preto. Agora eu vou ficar agachado. Também é bom. Assopro o fogo. Nhem? Se essa é minha, nhem? Minha é a rede. Hum. Hum-hum. É. Nhor não. Hum, hum... Então, por que é que cê não quer abrir saco, mexer no que tá lá dentro dele? Atié Mecê é lobo gordo... Atié... É meu, algum? Que é que eu tenho com isso? Eu tomo suas coisas não, furto não. A-hé, a-hé, nhor sim, eu quero. Eu gosto. Pode botar no coité. Eu gosto demais...

    ROSA, João Guimarães. Meu tio o Iauaretê. In.: ______. Estas histórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 191. (Fragmento)

    O conto “Meu tio o Iauaretê” é considerado um dos momentos primorosos da concepção de estilo do escritor João Guimarães Rosa. A partir do fragmento que dá início ao conto, é correto afirmar que:

    Escolha uma alternativa para a questão 41b7a82a-cc
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto seguir.

    Você tem treze anos. Os membros crescem em uma relação díspar, como se estivessem competindo entre si, mas fossem muito diferentes nas competências que os fazem avançar. Os pés crescem mais rápido que as próprias pernas; o nariz dispara com larga vantagem em relação ao resto dos demais elementos que constituem a face; os braços se alongam de uma maneira que faz o tronco parecer pequeno demais para os anexos que carrega. Aqui e ali, pelos começam a surgir sem um padrão aparentemente definido: pernas, braços, axilas. A sombra de uma barba começa a se pronunciar timidamente. Na barriga, um rastilho de pólvora. Com treze anos, talvez você pense em garotas. Talvez você pense em garotos. Talvez você não saiba muito bem o que pensar ou, até mesmo, pensar seja a última coisa que você cogite quando o assunto são garotas. Ou garotos. Talvez seus pés enormes e desproporcionais ainda não estejam crescidos o suficiente para chegar do outro lado da linha. O lado que você tem convicção de certas coisas, o lado em que você já avançou o suficiente para não sentir falta daquilo que precisa deixar para trás ou para se sentir atraído por tudo aquilo que está por vir. Talvez você ainda não tenha avançado o suficiente, mesmo com seus pés enormes, para saber o que é a língua de uma garota, ou de um garoto, operando movimentos circulares e molhados dentro da sua boca. Vagando por essa área nebulosa em que você já não é mais exatamente o que era, mas também não é plenamente o que pode vir a ser [...].

    TIMM, André. Modos inacabados de morrer. Rio de Janeiro: Oito e meio, 2016, p. 13. (Fragmento)


    O romance Modos inacabados de morrer (2016), do gaúcho, radicado em Santa Catarina, André Timm, destaca-se no cenário da literatura brasileira, tendo sido finalista do Prêmio São Paulo de Literatura em 2017. Com base no fragmento apresentado, é INCORRETO afirmar que:

    Escolha uma alternativa para a questão 41bb3f67-cc
  • Linguagens

    Português

    Leia os textos a seguir.

    Caiu da escada
    e foi para o andar de cima
    MYRTES, Adrienne. Sem título. In.: FREIRE, Marcelino (Org.). Os cem menores
    contos brasileiros do século. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2004, p. 02.

    Uma vida inteira pela frente.
    O tiro veio por trás.
    MOSCOVICH, Cíntia. Sem título. In.: FREIRE, Marcelino (Org.). Os cem menores
    contos brasileiros do século.
    Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2004, p. 16

    Não podendo eliminar
    o resto da humanidade,
    suicidou-se.
    MATTOSO, Glauco. O eutanazista. In.: FREIRE, Marcelino (Org.). Os cem menores contos brasileiros do século. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2004, p. 02.


    Diz-se com frequência que a linguagem contemporânea é dinâmica, rápida. Com o uso constante de mídias digitais, principalmente por meio dos aparelhos celulares, nos comunicamos com maior frequência por meio de mensagens rápidas, curtas. Algumas redes sociais, como o Twitter, exploram essa característica e limitam o usuário a postagens de até 140 caracteres.
    Em 2004, o escritor Marcelino Freire desafiou ficcionistas e poetas a criarem histórias inéditas, fazendo uso de até cinquenta letras (sem contar título e pontuação). Com base nos três textos acima, retirados da obra intitulada Os cem menores contos brasileiros do século, é possível afirmar que, no que tange ao leitor, os microcontos exigem:
    Escolha uma alternativa para a questão 41bf2505-cc
  • Linguagens

    Português

    Considerando a norma culta da língua portuguesa, assinale a alternativa em que a concordância está correta:

    Escolha uma alternativa para a questão 41c2a9be-cc
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir.

    Último poema

    Agora deixa o livro 
    volta os olhos 
    para a janela 
    a cidade 
    a rua
    o chão
    o corpo mais próximo 
    tuas próprias mãos: 
    aí também
    se lê


    MARQUES, Ana Martins. O livro das semelhanças. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 29


    Em O livro das semelhanças (2015), a poeta Ana Martins Marques aproxima-se de uma espécie de estética do cotidiano, em poemas nos quais a sensibilidade pode ser objeto da poesia a partir de relações estabelecidas com sensações ou objetos do senso comum. Em “Último poema”, o eu lírico: 

    Escolha uma alternativa para a questão 41c6db11-cc
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o texto a seguir.


    [...]
    Coração, portal vermelho 
    Pedra, com plumagem de ave 
    Cobra, coral que arranha 
    E alisa 
    E é pele de sal

    Delírio ao olhar pras Cagarras

    Pupila, kajal tão verde
     Esmeralda, manchada de som 
    Onda, dedilhar que afoga
     E desaba 
    O meu temporal 

    Arrepio ao cantar das cigarras

    Cabelo, silêncio da noite 
    Negrume, cintura de raio 
    Bicho, seu dançar me engole 
    E desabotoa 
    O meu ato fina

    Deslizo ao chorar das guitarras
     (E ao cantar das cigarras) 
    Fumaça!
    Manchada de som 
    Fumaça!

    Na pista a luz de cigarros 
    Eu sou do tipo que também passa mal 
    Com ciúmes do sabor da fumaça
     Que penetra sua boca
     Esse amor marginal

    [...]

    NOPORN. Fumaça. In: NOPORN. Boca. São Paulo: Tratore Distribuidora dos Independentes, 2016. 1 CD. Faixa 3 (4’48”)

    A canção “Fumaça”, do duo NoPorn, composto por Liana Padilha e Luca Lauri, emprega dois recursos caros a duas poéticas da virada do século XIX para o século XX: primeiro, a aproximação de elementos distantes, criando novas realidades, por vezes oníricas, como a imagem de uma “pedra, com plumagem de ave”; segundo, a sinestesia, que promove o cruzamento de sensações, perceptível em construções como “manchada de som” e “sabor da fumaça”. O primeiro e o segundo recursos criativos expostos podem ser associados, respectivamente, ao: 

    Escolha uma alternativa para a questão 41caa586-cc