Português
- Coesão e coerência
- Prova de 2013
- PUC-MINAS
- Dificuldade: Difícil
- Com imagem
- Código da questão: F0734FF9-B0

Instituição
185 questões de Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MINAS), de 2013 a 2021. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

TEXTO 1
“No meio das tabas de amenos verdores,
Cercadas de troncos — cobertos de flores,
Alteiam-se os tetos d’altiva nação;
São muitos seus filhos, nos ânimos fortes,
Temíveis na guerra, que em densas coortes
Assombram das matas a imensa extensão.
São rudes, severos, sedentos de glória,
Já prélios incitam, já cantam vitória,
Já meigos atendem à voz do cantor:
São todos Timbiras, guerreiros valentes!
Seu nome lá voa na boca das gentes,
Condão de prodígios, de glória e terror!”
(Dias, Gonçalves. I-Juca-Pirama. [Trecho] [1851]. In: Fundação Biblioteca Nacional. Departamento Nacional do Livro. Disponível em: objdigital.bn.br/Acervo_Digital/livros_eletronicos/jucapirama.pdf. Acesso: 21 ago. 2013).
TEXTO 2
No meio das tabas há menos verdores,
Não há gentes brabas nem campos de flores.
No meio das tabas cercadas de insetos,
Pensando nas babas dos analfabetos,
Vou chamando as tribos dos sertões gerais,
Passando recibos nos vãos de Goiás.
Venham os xerentes, craôs e crixás,
Bororos doentes e xicriabás.
E os apinajés, os carajás roídos,
E os tapirapés e os inás perdidos
[...]
No meio das tabas não quero ver dores,
Mas morubixabas e altivos senhores.
Quero a rebeldia das tribos na aldeia.
Nada de “poesia”. Quero cara feia:
Cor de jenipapo e urucum no peito,
Não índio de trapo falando sem jeito.
(TELES, Gilberto M. “Aldeia global”. In: Os melhores poemas de
Gilberto Mendonça Teles. Seleção Luís Busatto. São Paulo: Global,
2001.p. 91-92).
TEXTO 1
“No meio das tabas de amenos verdores,
Cercadas de troncos — cobertos de flores,
Alteiam-se os tetos d’altiva nação;
São muitos seus filhos, nos ânimos fortes,
Temíveis na guerra, que em densas coortes
Assombram das matas a imensa extensão.
São rudes, severos, sedentos de glória,
Já prélios incitam, já cantam vitória,
Já meigos atendem à voz do cantor:
São todos Timbiras, guerreiros valentes!
Seu nome lá voa na boca das gentes,
Condão de prodígios, de glória e terror!”
(Dias, Gonçalves. I-Juca-Pirama. [Trecho] [1851]. In: Fundação Biblioteca Nacional. Departamento Nacional do Livro. Disponível em: objdigital.bn.br/Acervo_Digital/livros_eletronicos/jucapirama.pdf. Acesso: 21 ago. 2013).
TEXTO 2
No meio das tabas há menos verdores,
Não há gentes brabas nem campos de flores.
No meio das tabas cercadas de insetos,
Pensando nas babas dos analfabetos,
Vou chamando as tribos dos sertões gerais,
Passando recibos nos vãos de Goiás.
Venham os xerentes, craôs e crixás,
Bororos doentes e xicriabás.
E os apinajés, os carajás roídos,
E os tapirapés e os inás perdidos
[...]
No meio das tabas não quero ver dores,
Mas morubixabas e altivos senhores.
Quero a rebeldia das tribos na aldeia.
Nada de “poesia”. Quero cara feia:
Cor de jenipapo e urucum no peito,
Não índio de trapo falando sem jeito.
(TELES, Gilberto M. “Aldeia global”. In: Os melhores poemas de
Gilberto Mendonça Teles. Seleção Luís Busatto. São Paulo: Global,
2001.p. 91-92).
TEXTO 1
“No meio das tabas de amenos verdores,
Cercadas de troncos — cobertos de flores,
Alteiam-se os tetos d’altiva nação;
São muitos seus filhos, nos ânimos fortes,
Temíveis na guerra, que em densas coortes
Assombram das matas a imensa extensão.
São rudes, severos, sedentos de glória,
Já prélios incitam, já cantam vitória,
Já meigos atendem à voz do cantor:
São todos Timbiras, guerreiros valentes!
Seu nome lá voa na boca das gentes,
Condão de prodígios, de glória e terror!”
(Dias, Gonçalves. I-Juca-Pirama. [Trecho] [1851]. In: Fundação Biblioteca Nacional. Departamento Nacional do Livro. Disponível em: objdigital.bn.br/Acervo_Digital/livros_eletronicos/jucapirama.pdf. Acesso: 21 ago. 2013).
TEXTO 2
No meio das tabas há menos verdores,
Não há gentes brabas nem campos de flores.
No meio das tabas cercadas de insetos,
Pensando nas babas dos analfabetos,
Vou chamando as tribos dos sertões gerais,
Passando recibos nos vãos de Goiás.
Venham os xerentes, craôs e crixás,
Bororos doentes e xicriabás.
E os apinajés, os carajás roídos,
E os tapirapés e os inás perdidos
[...]
No meio das tabas não quero ver dores,
Mas morubixabas e altivos senhores.
Quero a rebeldia das tribos na aldeia.
Nada de “poesia”. Quero cara feia:
Cor de jenipapo e urucum no peito,
Não índio de trapo falando sem jeito.
(TELES, Gilberto M. “Aldeia global”. In: Os melhores poemas de
Gilberto Mendonça Teles. Seleção Luís Busatto. São Paulo: Global,
2001.p. 91-92).
“À dolorosa luz das grandes lâmpadas eléctricas da fábrica
Tenho febre e escrevo.
Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,
Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.
Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!”
(PESSOA, Fernando Pessoa. “Ode Triunfal” [Trecho]. Poesias de Álvaro de Campos. In: Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003, p. 306).
O poema de Fernando Pessoa foi publicado em Portugal na década de 1910. A referência a aspectos da vida
urbana, como fábricas, engrenagens, motores etc., indica um diálogo intertextual com a proposta estética do
“Recriamos a língua na medida em que somos capazes de produzir um pensamento novo, um pensamento nosso. O idioma, afinal, o que é senão o ovo das galinhas de ouro?
Estamos, sim, amando o indomesticável, aderindo ao invisível, procurando os outros tempos deste tempo.
Precisamos, sim, de senso incomum. Pois, das leis da língua, alguém sabe as certezas delas? Ponho as minhas irreticências. Veja-se, num sumário exemplo, perguntas que se podem colocar à língua:
Se pode dizer de um careca que tenha couro cabeludo?
No caso de alguém dormir com homem de raça branca é então que se aplica a expressão: passar a noite em branco?
A diferença entre um ás no volante ou um asno volante é apenas de ordem fonética?
O mato desconhecido é que é o anonimato?
O pequeno viaduto é um abreviaduto? [...]”
(COUTO, Mia. Perguntas à língua portuguesa. Disponível em: http://ciberduvidas.sapo.pt/antologia.php?rid=118. Acesso: 7 de março de 2007).
Mia Couto é um importante escritor da literatura moçambicana. No trecho em análise, seus questionamentos à língua portuguesa
Todo mapa é confeccionado num determinado sistema de projeção. Observe o mapa abaixo e assinale o tipo de projeção em que foi desenhado.

A figura representa o efeito da orografia (relevo) sobre a circulação atmosférica. É INCORRETO afirmar que o efeito orográfico apresentado:

Analise o mapa dos países com registros de casos de dengue no ano de 2011.

A partir da análise desse mapa e de outros conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO afirmar:
O gráfico representa o aumento da vazão fluvial (rio) em uma bacia hidrográfica durante um evento chuvoso em dois ambientes distintos: em uma área urbana e em uma área de floresta natural.

Através da análise do gráfico e considerando-se outros conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO afirmar:
As grandes manifestações ocorridas no Brasil durante os meses de junho e julho deste ano foram iniciadas a partir do reajuste das tarifas de ônibus em grandes metrópoles brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo. Apesar da diversidade de reivindicações apresentadas durante os protestos, a pauta inicial do movimento ancorou-se na defesa da “tarifa zero” no transporte público, pauta defendida pelo MPL – Movimento Passe Livre, trazendo o tema da mobilidade urbana para o centro dos debates da sociedade.
Sobre o transporte público nas grandes cidades brasileiras, é INCORRETO afirmar:
A tabela a seguir apresenta os dados relativos à população absoluta das 16 maiores regiões metropolitanas brasileiras, de acordo com os dados apurados pelos Censos Demográficos de 2000 e 2010, realizados pelo IBGE.

A análise dos dados permite concluir:
A Lei n. 581 do Império do Brasil, aprovada em 4 de setembro de 1850, conhecida como Lei Eusébio de Queiroz, extinguiu finalmente o tráfico de escravos africanos para o país, após mais de 30 anos de acordos não cumpridos com a Inglaterra.
(MATTOS, Hebe. Radicalização e cidadania no Império do Brasil. In.: CARVALHO, José Murilo, NEVES, Lucia M. Bastos (orgs.). Repensando o Brasil dos Oitocentos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009. p. 368.)
O fato de a proibição do tráfico no Brasil ser considerada tardia, se comparada a outros países, se deveu:
Este ano de 2013 tornou sessentão o espião mais famoso da história do cinema: James Bond, o agente 007 (criado por Ian Fleming em 1953).
A primeira vez que o charmoso espião apareceu para o público foi na publicação de bolso da novela Casino Royale. No cinema apareceu pela primeira vez em 1962, em O satânico Dr. No. Fleming faleceu em 1964, deixando escritos doze livros e dois contos do superagente de espionagem da MI-6 e depois outros autores como Kingsley Amis continuaram dando vida à personagem.
A substância para ação de espionagem da personagem vai ao encontro do contexto vivenciado pelo seu criador
(Fleming), que foi:
No gráfico estão registradas as temperaturas médias de certa cidade, em graus centígrados, nos oito primeiros dias do mês de janeiro.

Com base nos dados desse gráfico, foram feitas três afirmativas:
I. ( ) A temperatura média máxima ocorreu no dia 6 de janeiro.
II. ( ) No dia 4 de janeiro a temperatura média foi de 0° C .
III. ( ) A média das temperaturas nesses 8 dias foi maior do que 0°C.
Assinalando-se com V cada afirmativa verdadeira e com F cada afirmativa falsa, obtém-se a seguinte sequência,
ordenada da primeira para a terceira:
Certa empresa utilizou a fórmula
t
P(t) 200 40sen
para determinar o preço mensal de certo produto
ao longo do ano de 2012. Nessa equação, P é o preço contado em reais, t = 1 representa o mês de janeiro, t = 2 corresponde ao mês de fevereiro, t = 3 indica o mês de março e assim por diante. Com base nessas informações,
pode-se estimar que o mês do ano de 2012 em que esse produto atingiu o menor preço foi: