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Instituição

Questões: Universidade Estadual do Maranhão — com gabarito

329 questões de Universidade Estadual do Maranhão, de 2015 a 2023. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 329 questões
  • 4 provas

Resultados: 119 questões

Página 1 de 6

  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão. 

    CARTA PRAS ICAMIABAS

    Ás mui queridas súbditas nossas, Senhoras Amazonas.
     Trinta de Maio de Mil Novecentos e Vinte e Seis,
     São Paulo.
     Senhoras:

    Não pouco vos surpreenderá, por certo, o endereço e a literatura desta missiva. Cumpre-nos, entretanto, iniciar estas linhas de saùdade e muito amor, com desagradável nova. É bem verdade que na boa cidade de São Paulo – a maior do universo, no dizer de seus prolixos habitantes – não sois conhecidas por “icamiabas”, voz espúria, sinão que pelo apelativo de Amazonas; e de vós, se afirma, cavalgardes ginetes belígeros e virdes da Hélade clássica; e assim sois chamadas [...]

    Nem cinco sóis eram passados que de vós nos partíramos, quando a mais temerosa desdita pesou sobre Nós. Por uma bela noite dos idos de maio do ano translato, perdíamos a muiraquitã; que outrém grafara muraquitã, e, alguns doutos, ciosos de etimologias esdrúxulas, ortografam muyrakitan e até mesmo muraqué-itã, não sorriais! Haveis de saber que esse vocábulo, tão familiar às vossas trompas de Eustáquio, é quasi desconhecido por aqui. [...] Mas não nos sobra já vagar para discretearmos “sub tegmine fagi” sobre a língua portuguesa, também chamada lusitana. [...]

    Andrade, M. Macunaíma. Porto Alegre: L&PM, 2018.
    O trecho de “Cartas pras Icamiabas” em que se identifica intertextualidade, com efeitos de paródia, relativa à passagem da produção poética do poeta português Luís Vaz de Camões, é
    Escolha uma alternativa para a questão 040dbc7b-b3
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão. 

    CARTA PRAS ICAMIABAS

    Ás mui queridas súbditas nossas, Senhoras Amazonas.
     Trinta de Maio de Mil Novecentos e Vinte e Seis,
     São Paulo.
     Senhoras:

    Não pouco vos surpreenderá, por certo, o endereço e a literatura desta missiva. Cumpre-nos, entretanto, iniciar estas linhas de saùdade e muito amor, com desagradável nova. É bem verdade que na boa cidade de São Paulo – a maior do universo, no dizer de seus prolixos habitantes – não sois conhecidas por “icamiabas”, voz espúria, sinão que pelo apelativo de Amazonas; e de vós, se afirma, cavalgardes ginetes belígeros e virdes da Hélade clássica; e assim sois chamadas [...]

    Nem cinco sóis eram passados que de vós nos partíramos, quando a mais temerosa desdita pesou sobre Nós. Por uma bela noite dos idos de maio do ano translato, perdíamos a muiraquitã; que outrém grafara muraquitã, e, alguns doutos, ciosos de etimologias esdrúxulas, ortografam muyrakitan e até mesmo muraqué-itã, não sorriais! Haveis de saber que esse vocábulo, tão familiar às vossas trompas de Eustáquio, é quasi desconhecido por aqui. [...] Mas não nos sobra já vagar para discretearmos “sub tegmine fagi” sobre a língua portuguesa, também chamada lusitana. [...]

    Andrade, M. Macunaíma. Porto Alegre: L&PM, 2018.
    Há efeito de estranhamento para o leitor, porque a escrita difere da língua padrão atual, nas seguintes palavras:
    Escolha uma alternativa para a questão 0410d62e-b3
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho a seguir para responder à questão.

    [...]
    — Mãe, quem que leva nossa casa pra outra banda do rio no banhado, quem que leva? Pergunta assim!  
    A velha fez. Macunaíma pediu pra ela ficar com os olhos fechados e carregou todos os carregos, tudo, pro lugar em que estavam de já-hoje no mondongo imundado. Quando a velha abriu os olhos tudo estava no lugar de dantes, vizinhando com os tejupares de mano Maanape e de mano Jiguê com a linda Iriqui. E todos ficaram roncando de fome outra vez.  
    Então a velha teve uma raiva malvada. Carregou o herói na cintura e partiu. Atravessou o mato e chegou no capoeirão chamado Cafundó do Judas. Andou légua e meia nele, nem se enxergava mato mais, era um coberto plano apenas movimentado com o pulinho dos cajueiros. 
    Nem guaxe animava a solidão. A velha botou o curumim no campo onde ele podia crescer mais não e falou: 
    — Agora vossa mãe vai embora. Tu ficas perdido no coberto e podes crescer mais não. 

    Andrade, M. Macunaíma. Porto Alegre: L&PM, 2018.

    Em Macunaíma, Mário de Andrade inova nos padrões linguísticos, nos níveis lexical, morfológico e sintático, ao empregar a linguagem coloquial popular falada como marca de identidade nacional. No trecho acima, essa brasilidade está presente no(a)
    Escolha uma alternativa para a questão 041370c3-b3
  • Linguagens

    Português

    A alcova estava mobiliada com as famosas redes brancas do Maranhão. Bem no centro havia uma mesa de jacarandá esculpido arranjada com louça branco-encarnada de Breves e cerâmica de Belém, dispostas sobre uma toalha de rendas tecidas com fibra de bananeiras. 

    Andrade, M. Macunaíma. Porto Alegre: L&PM, 2018.

    O fragmento exemplifica que, em Macunaíma, de Mário de Andrade, há
    Escolha uma alternativa para a questão 0415fd13-b3
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho a seguir para responder à questão.

    No mocambo si alguma cunhatã se aproximava dele pra fazer festinha, Macunaíma punha a mão nas graças dela, cunhatã se afastava. Nos machos guspia na cara. Porém respeitava os velhos e frequentava com aplicação a murua a poracê o torê o bacororô a cucuicogue, todas essas danças religiosas da tribo.

    Andrade, M. Macunaíma. Porto Alegre: L&PM, 2018.

    Após apresentar fatos sobre as traquinagens do herói, o narrador, no último período, apresenta argumentação que consolida a tese de uma entidade moral para a personagem, por meio de
    Escolha uma alternativa para a questão 0418765c-b3
  • Linguagens

    Português

    Mario Quintana, poeta gaúcho, foi um dos maiores expoentes da literatura brasileira. Com estilo eclético, estreou em 1940, desafiando os críticos literários por se ter tornado um poeta popular. Sua poesia é compreensível sem ser banal; sua originalidade é natural; suas metáforas são claras, mas, ao mesmo tempo, surpreendentes.   

    O poema Noturno citadino é a base para responder à questão.

    Um cartaz luminoso ri no ar.
    Ó noite, ó minha nêga
    toda acesa
    de letreiros!... Pena
    é que a gente saiba ler... Senão
    tu serias de uma beleza única
    inteiramente feita
    para o amor dos nossos olhos. 

    QUINTANA, M. Esconderijos do tempo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.
    O sujeito lírico, para fazer entender seus sentimentos no poema, pretende criar um dialogismo imaginário íntimo no(s)
    Escolha uma alternativa para a questão 041aeaf4-b3
  • Linguagens

    Português

    Mario Quintana, poeta gaúcho, foi um dos maiores expoentes da literatura brasileira. Com estilo eclético, estreou em 1940, desafiando os críticos literários por se ter tornado um poeta popular. Sua poesia é compreensível sem ser banal; sua originalidade é natural; suas metáforas são claras, mas, ao mesmo tempo, surpreendentes.   

    O poema Noturno citadino é a base para responder à questão.

    Um cartaz luminoso ri no ar.
    Ó noite, ó minha nêga
    toda acesa
    de letreiros!... Pena
    é que a gente saiba ler... Senão
    tu serias de uma beleza única
    inteiramente feita
    para o amor dos nossos olhos. 

    QUINTANA, M. Esconderijos do tempo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.
    O articulador argumentativo “Senão” imprime no poema um valor semântico de  
    Escolha uma alternativa para a questão 041d6930-b3
  • Linguagens

    Literatura

    O Surrealismo, movimento vanguardista, trazia como princípios a prevalência do automatismo psíquico em estado puro e a expressão do pensamento de maneira automática e espontânea, gerando, na escrita literária, imagens impulsionadas pelo inconsciente. 

    As poesias de Mario Quintana, não muito raro, trazem imagens que dialogam com a proposta surrealista, como se pode observar no seguinte conjunto de versos, extraído do livro de poemas Esconderijos do tempo:
    Escolha uma alternativa para a questão 041fdd3d-b3
  • Linguagens

    Inglês

    TEXT I

    What Is Organic Anyway?

    When you think of organic food, what words come to mind? Natural, local, ethical? In fact, the classification of organic food is a tricky business. 

       Until the 19th century, nobody would have considered farming as anything other than organic. Crops were fertilized using animal manure and compost. In the 18th and 19th centuries, however, chemists were discovering more about chemicals. The work of German chemist Justus von Liebig, in particular, led to the development of cheap nitrogen fertilizers. The agricultural revolution that followed, especially in Great Britain, brought about a huge increase in crop production. This helped feed the country’s rapidly growing urban population and reduce famine. However, not everybody was convinced of the benefits of the new technologies.
        Sir Albert Howard’s experiences in India convinced him that correct animal and crop management in a local area produced strong pest-resistant plants that were superior to those grown with chemical fertilizers. He saw chemical fertilizers as expensive, unnecessary, and unsustainable and studied ways to farm productively but naturally.
        Howard himself never used the word organic. It was British agriculturalist Lord Northbourne who first referred to a farm as a single “organic whole,” describing a more balanced, sustainable style of farming. Northbourne’s ideas, however, were not widely accepted. The following years saw an increase in the use of fertilizers and pesticides, which allowed farmers to plant large quantities of single crops. Most farms became industrialized single-crop producers that depended on pesticides and fertilizers. Then in the 1970s, some people began to express their concerns about the negative effects of these methods on soil quality and the environment. These green activists began to call for a return to more traditional styles of farming.
         At the same time, in other parts of the world modern methods were replacing traditional farming. In Mexico, Pakistan, and India, Nobel Prize-winning agriculturalist Norman Borlaug pioneered the use of new crops and technologies and greatly increased food production. Environmentalists criticized Borlaug’s work, which they claimed led to reliance on a single crop, inequality, malnutrition, and the loss of natural wildlife. While Borlaug recognized some of these claims, he argued that his principle aim was an end to hunger, something, he pointed out, that most of his critics had never experienced.
         Meanwhile in the USA and the UK, many smaller farms were trying to return to natural methods, growing many different crops and keeping animals to fertilize the soil. Throughout the 1970s, activists continued to promote a return to more traditional ways of living, and some people were encouraged to try to provide their own food, both out in the countryside and using smaller urban gardens.
         However, as the idea of organic food became more popular, big business began to move in. The 1980s and 1990s saw the growth of large organic farms and supermarkets, and the importation of organic produce from abroad. At the same time, new legislation in places such as the USA and Europe has made it extremely expensive and complicated for small producers to obtain organic certification. Ironically, many natural local farms are not classed as organic, while much of the organic food supermarkets sell often comes from foreign countries. This has led to criticism from environmentalists who feel that the term organic no longer represents the ideals of organic farming.
         As we move into the 21st century with a world population of seven billion people, the debate on how we should feed ourselves shows no sign of coming to an end.

    SHACKLETON, Caroline & TURNER, Nathan Paul. Money Tree: the business of organics. Cambridge University Press, 2014.
    Many animal and crop management procedures took place across the centuries. The option which highlights the one taken as an organic procedure is
    Escolha uma alternativa para a questão 04225912-b3
  • Linguagens

    Inglês

    TEXT I

    What Is Organic Anyway?

    When you think of organic food, what words come to mind? Natural, local, ethical? In fact, the classification of organic food is a tricky business. 

       Until the 19th century, nobody would have considered farming as anything other than organic. Crops were fertilized using animal manure and compost. In the 18th and 19th centuries, however, chemists were discovering more about chemicals. The work of German chemist Justus von Liebig, in particular, led to the development of cheap nitrogen fertilizers. The agricultural revolution that followed, especially in Great Britain, brought about a huge increase in crop production. This helped feed the country’s rapidly growing urban population and reduce famine. However, not everybody was convinced of the benefits of the new technologies.
        Sir Albert Howard’s experiences in India convinced him that correct animal and crop management in a local area produced strong pest-resistant plants that were superior to those grown with chemical fertilizers. He saw chemical fertilizers as expensive, unnecessary, and unsustainable and studied ways to farm productively but naturally.
        Howard himself never used the word organic. It was British agriculturalist Lord Northbourne who first referred to a farm as a single “organic whole,” describing a more balanced, sustainable style of farming. Northbourne’s ideas, however, were not widely accepted. The following years saw an increase in the use of fertilizers and pesticides, which allowed farmers to plant large quantities of single crops. Most farms became industrialized single-crop producers that depended on pesticides and fertilizers. Then in the 1970s, some people began to express their concerns about the negative effects of these methods on soil quality and the environment. These green activists began to call for a return to more traditional styles of farming.
         At the same time, in other parts of the world modern methods were replacing traditional farming. In Mexico, Pakistan, and India, Nobel Prize-winning agriculturalist Norman Borlaug pioneered the use of new crops and technologies and greatly increased food production. Environmentalists criticized Borlaug’s work, which they claimed led to reliance on a single crop, inequality, malnutrition, and the loss of natural wildlife. While Borlaug recognized some of these claims, he argued that his principle aim was an end to hunger, something, he pointed out, that most of his critics had never experienced.
         Meanwhile in the USA and the UK, many smaller farms were trying to return to natural methods, growing many different crops and keeping animals to fertilize the soil. Throughout the 1970s, activists continued to promote a return to more traditional ways of living, and some people were encouraged to try to provide their own food, both out in the countryside and using smaller urban gardens.
         However, as the idea of organic food became more popular, big business began to move in. The 1980s and 1990s saw the growth of large organic farms and supermarkets, and the importation of organic produce from abroad. At the same time, new legislation in places such as the USA and Europe has made it extremely expensive and complicated for small producers to obtain organic certification. Ironically, many natural local farms are not classed as organic, while much of the organic food supermarkets sell often comes from foreign countries. This has led to criticism from environmentalists who feel that the term organic no longer represents the ideals of organic farming.
         As we move into the 21st century with a world population of seven billion people, the debate on how we should feed ourselves shows no sign of coming to an end.

    SHACKLETON, Caroline & TURNER, Nathan Paul. Money Tree: the business of organics. Cambridge University Press, 2014.
    The most important argument Mr. Borlaug had to fight his critics was the fact that they had never
    Escolha uma alternativa para a questão 0424cdb8-b3
  • Linguagens

    Inglês

    TEXT II

    Veggies You Can Regrow From Discarded Roots

    Patrick Phillips 

       When it comes to cooking with healthy, fresh ingredients, we always end up facing the same issue: what to do with all of the roots we chop off of our veggies? Instead of tossing them in the trash, there’s actually something quite useful you can do with them, and it’ll save you a good chunk of change.
        Regrowing green onions has become quite popular, and it’s easy to understand why: it’s very simple and fun to check on its growth progress on a daily basis. It’s also a great way to help avoid food waste. However, there are plenty of vegetables you can regrow for yourself at home using scraps.
       Green Onion
       Let’s start with the basics: green onions. These are the fastest plants to regrow and also the easiest. To do so, put the root and 1 inch of the white part in a bowl or jar, then fill it with enough water to cover up to halfway up the white part of the onion. Change out the water every 2 to 3 days. You’ll notice it growing within a day and after a week, you’ll have greens that you can use!
        Romaine Lettuce
       You can regrow romaine lettuce and also other lettuces by placing the roots of it in a jar filled with at least 1 inch of water. Leave for a few days until it begins to grow, then transfer the roots into soil to continue growing the thriving plant.
       Cabbage
      You can regrow cabbage in the same way that you regrow lettuce. Simply save a stump of the cabbage with its roots and place it in 1 inch of water. Then transfer the sprouting leaves into soil.
       Leeks
      Since leeks are actually directly related to green onions, they can be regrown using the same method. Place the root and about 2 inches of the white part in a jar with water that reaches about halfway up the white part. These will take a bit longer to regrow, but don’t give up! Make sure to keep changing out the water every 2 or 3 days.
       Carrot Tops
       Cut a carrot at the top (the root) and place the piece, cut side-down, in a bowl of water. The leaves of the carrots will grow as opposed to the carrot itself, however, these leaves can be used in salads, be used as a garnish, or can even be put into a pesto. Simply change the water every few days.
       Celery
      Celery can be regrown in the same way as the cabbage and romaine. Place the root end of the stalk in 1 inch of water. When the leaves will begin to sprout, wait about a week in order for the celery to become stronger. Make sure you change the water every few days. Once this process is done, you can replant the celery in soil. Celery leaves can also be used in salads.

    https://www.sizzlfy.com/healthy/veggies-regrow. Slighted modified. Accessed on September the 30th
    The veggies which have the same way of regrowing are
    Escolha uma alternativa para a questão 04274861-b3
  • Linguagens

    Inglês

    TEXT II

    Veggies You Can Regrow From Discarded Roots

    Patrick Phillips 

       When it comes to cooking with healthy, fresh ingredients, we always end up facing the same issue: what to do with all of the roots we chop off of our veggies? Instead of tossing them in the trash, there’s actually something quite useful you can do with them, and it’ll save you a good chunk of change.
        Regrowing green onions has become quite popular, and it’s easy to understand why: it’s very simple and fun to check on its growth progress on a daily basis. It’s also a great way to help avoid food waste. However, there are plenty of vegetables you can regrow for yourself at home using scraps.
       Green Onion
       Let’s start with the basics: green onions. These are the fastest plants to regrow and also the easiest. To do so, put the root and 1 inch of the white part in a bowl or jar, then fill it with enough water to cover up to halfway up the white part of the onion. Change out the water every 2 to 3 days. You’ll notice it growing within a day and after a week, you’ll have greens that you can use!
        Romaine Lettuce
       You can regrow romaine lettuce and also other lettuces by placing the roots of it in a jar filled with at least 1 inch of water. Leave for a few days until it begins to grow, then transfer the roots into soil to continue growing the thriving plant.
       Cabbage
      You can regrow cabbage in the same way that you regrow lettuce. Simply save a stump of the cabbage with its roots and place it in 1 inch of water. Then transfer the sprouting leaves into soil.
       Leeks
      Since leeks are actually directly related to green onions, they can be regrown using the same method. Place the root and about 2 inches of the white part in a jar with water that reaches about halfway up the white part. These will take a bit longer to regrow, but don’t give up! Make sure to keep changing out the water every 2 or 3 days.
       Carrot Tops
       Cut a carrot at the top (the root) and place the piece, cut side-down, in a bowl of water. The leaves of the carrots will grow as opposed to the carrot itself, however, these leaves can be used in salads, be used as a garnish, or can even be put into a pesto. Simply change the water every few days.
       Celery
      Celery can be regrown in the same way as the cabbage and romaine. Place the root end of the stalk in 1 inch of water. When the leaves will begin to sprout, wait about a week in order for the celery to become stronger. Make sure you change the water every few days. Once this process is done, you can replant the celery in soil. Celery leaves can also be used in salads.

    https://www.sizzlfy.com/healthy/veggies-regrow. Slighted modified. Accessed on September the 30th
    Taking into consideration the specific parts (1 to 6) of text II: Green onion, Romaine lettuce, Cabbage, leeks, Carrot tops, and Celery, choose the correct option in which one can find a comparative of superiority.
    Escolha uma alternativa para a questão 0429c8fb-b3
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    Português

    O (não) lugar do “pardo”

         Lá no fim do século XIX e no começo do XX, o Brasil passava pelo dilema que todas as nações modernas enfrentaram (e, de certa maneira, ainda enfrentam): como criar uma identidade nacional que justifique e mantenha o Estado?

         Notem que eu ouso criar, porque é bem isso mesmo, inventar uma história que servisse aos interesses da elite dominante e homogeneizasse a população brasileira. Ora, essa população era formada, principalmente, por pretos escravos ou ex-escravos, indígenas perseguidos e uma parcela de gente branca. No centro da discussão estava: quem seria o cidadão brasileiro.

         Houve quem defendesse a educação para o trabalho: ensinar os pretos amolecidos e degenerados pela escravidão (faz me rir) a trabalhar resignado. Teve aqueles que achavam que a inferioridade dos pretos era tão grande que não adiantava educar nem nada, era melhor expulsar ou deixar morrer. O Brasil, em seus debates sobre a nação e seus cidadãos, bebeu muito das teorias racialistas que estavam em voga na Europa e sendo amplamente utilizadas para justificar a colonização na África depois de séculos e séculos de saque humano. [...]

        Daí surge o pardo como a gente conhece hoje. O pardo não é raça, não é povo, não é cidadão brasileiro. Ele é o estágio transitório entre a base da pirâmide (os negros) e o topo (os brancos). Não é branco, ainda não chegou no estágio sublime de branquitude que garante o direito à vida, oportunidades e cidadania, mas é prova viva da boa vontade e do esforço de se embranquecer tão valorizado por uma elite branca que, desde sempre, morre de medo dos pretos fazerem daqui o Haiti.

         Como fala Foucault, o poder, no estado moderno, não é negativo, ele é normatizador. Ou seja, estabelece normas de conduta, estéticas, discursivas, e beneficia aqueles que fazem o jogo. No caso do Brasil, o jogo da branquitude. Quanto mais branco você tentar ser, seja usando intervenções estéticas ou compartilhando o discurso político e social, mais “tolerável” você vai ser. Nisso, nós que somos claros, temos uma vantagem: o branqueamento estético é mais alcançável para nós. Mas nada disso garante que você vai passar de boa em uma sociedade racialmente hierarquizada, o embranquecimento é, sobretudo, uma mutilação. E pra quem ainda tem dúvidas, mutilação é sempre ruim ok? Não tem gradação de violência e mutilação. [...]


    https://medium.com/@isabelapsena/o-n%C3%A3o-lugar-do-pardo 

    Considerando o contexto de circulação de um artigo de opinião e o propósito discursivo do produtor do texto acima, os recursos argumentativos utilizados têm a função de 
    Escolha uma alternativa para a questão 643dc68b-b0
  • Linguagens

    Português

    O (não) lugar do “pardo”

         Lá no fim do século XIX e no começo do XX, o Brasil passava pelo dilema que todas as nações modernas enfrentaram (e, de certa maneira, ainda enfrentam): como criar uma identidade nacional que justifique e mantenha o Estado?

         Notem que eu ouso criar, porque é bem isso mesmo, inventar uma história que servisse aos interesses da elite dominante e homogeneizasse a população brasileira. Ora, essa população era formada, principalmente, por pretos escravos ou ex-escravos, indígenas perseguidos e uma parcela de gente branca. No centro da discussão estava: quem seria o cidadão brasileiro.

         Houve quem defendesse a educação para o trabalho: ensinar os pretos amolecidos e degenerados pela escravidão (faz me rir) a trabalhar resignado. Teve aqueles que achavam que a inferioridade dos pretos era tão grande que não adiantava educar nem nada, era melhor expulsar ou deixar morrer. O Brasil, em seus debates sobre a nação e seus cidadãos, bebeu muito das teorias racialistas que estavam em voga na Europa e sendo amplamente utilizadas para justificar a colonização na África depois de séculos e séculos de saque humano. [...]

        Daí surge o pardo como a gente conhece hoje. O pardo não é raça, não é povo, não é cidadão brasileiro. Ele é o estágio transitório entre a base da pirâmide (os negros) e o topo (os brancos). Não é branco, ainda não chegou no estágio sublime de branquitude que garante o direito à vida, oportunidades e cidadania, mas é prova viva da boa vontade e do esforço de se embranquecer tão valorizado por uma elite branca que, desde sempre, morre de medo dos pretos fazerem daqui o Haiti.

         Como fala Foucault, o poder, no estado moderno, não é negativo, ele é normatizador. Ou seja, estabelece normas de conduta, estéticas, discursivas, e beneficia aqueles que fazem o jogo. No caso do Brasil, o jogo da branquitude. Quanto mais branco você tentar ser, seja usando intervenções estéticas ou compartilhando o discurso político e social, mais “tolerável” você vai ser. Nisso, nós que somos claros, temos uma vantagem: o branqueamento estético é mais alcançável para nós. Mas nada disso garante que você vai passar de boa em uma sociedade racialmente hierarquizada, o embranquecimento é, sobretudo, uma mutilação. E pra quem ainda tem dúvidas, mutilação é sempre ruim ok? Não tem gradação de violência e mutilação. [...]


    https://medium.com/@isabelapsena/o-n%C3%A3o-lugar-do-pardo 

    Dos fragmentos a seguir, a palavra sublinhada cuja relação morfossintática difere das demais é
    Escolha uma alternativa para a questão 6440fd64-b0
  • Linguagens

    Português

    O (não) lugar do “pardo”

         Lá no fim do século XIX e no começo do XX, o Brasil passava pelo dilema que todas as nações modernas enfrentaram (e, de certa maneira, ainda enfrentam): como criar uma identidade nacional que justifique e mantenha o Estado?

         Notem que eu ouso criar, porque é bem isso mesmo, inventar uma história que servisse aos interesses da elite dominante e homogeneizasse a população brasileira. Ora, essa população era formada, principalmente, por pretos escravos ou ex-escravos, indígenas perseguidos e uma parcela de gente branca. No centro da discussão estava: quem seria o cidadão brasileiro.

         Houve quem defendesse a educação para o trabalho: ensinar os pretos amolecidos e degenerados pela escravidão (faz me rir) a trabalhar resignado. Teve aqueles que achavam que a inferioridade dos pretos era tão grande que não adiantava educar nem nada, era melhor expulsar ou deixar morrer. O Brasil, em seus debates sobre a nação e seus cidadãos, bebeu muito das teorias racialistas que estavam em voga na Europa e sendo amplamente utilizadas para justificar a colonização na África depois de séculos e séculos de saque humano. [...]

        Daí surge o pardo como a gente conhece hoje. O pardo não é raça, não é povo, não é cidadão brasileiro. Ele é o estágio transitório entre a base da pirâmide (os negros) e o topo (os brancos). Não é branco, ainda não chegou no estágio sublime de branquitude que garante o direito à vida, oportunidades e cidadania, mas é prova viva da boa vontade e do esforço de se embranquecer tão valorizado por uma elite branca que, desde sempre, morre de medo dos pretos fazerem daqui o Haiti.

         Como fala Foucault, o poder, no estado moderno, não é negativo, ele é normatizador. Ou seja, estabelece normas de conduta, estéticas, discursivas, e beneficia aqueles que fazem o jogo. No caso do Brasil, o jogo da branquitude. Quanto mais branco você tentar ser, seja usando intervenções estéticas ou compartilhando o discurso político e social, mais “tolerável” você vai ser. Nisso, nós que somos claros, temos uma vantagem: o branqueamento estético é mais alcançável para nós. Mas nada disso garante que você vai passar de boa em uma sociedade racialmente hierarquizada, o embranquecimento é, sobretudo, uma mutilação. E pra quem ainda tem dúvidas, mutilação é sempre ruim ok? Não tem gradação de violência e mutilação. [...]


    https://medium.com/@isabelapsena/o-n%C3%A3o-lugar-do-pardo 

    A fluidez do texto é perceptível e garante ao leitor interesse por sua leitura pelo fato de serem inseridas expressões coloquiais, descontraídas, gerando atração muito mais pelo conteúdo do que pela forma.


    Essa assertiva é comprovada no seguinte exemplo: 

    Escolha uma alternativa para a questão 6443ec0b-b0
  • Linguagens

    Português

    O estrangeiro apertou a mão calosa e áspera do velho, que abriu os lábios numa rude expressão de riso, mostrando as gengivas roxas e desdentadas. A cafuza não se mexeu; apenas, mudando vagarosamente o olhar, descansou-o, cheio de preguiça e desalento, no rosto do viajante. A criança acolheu-se a ela, boquiaberta, com a baba a escorrer dos beiços túmidos.

    [...]

    — Mora aqui há muito tempo? perguntou Milkau.

    — Fui nascido e criado nessas bandas, sinhô moço... Ali perto do Mangaraí.

    — E, tateando o espaço, estendia a mão para o outro lado do rio. — Não vê um casarão lá no fundo? Foi ali que me fiz homem, na fazenda do Capitão Matos, defunto meu sinhô, que Deus haja!

    O estrangeiro, acompanhando o gesto, apenas divisava ao longe um amontoado de ruínas que interrompia a verdura da mata.

    E a conversa foi continuando por uma série de perguntas de Milkau sobre a vida passada daquela região, às quais o velho respondia gostoso, por ter ocasião de relembrar os tempos de outrora, sentindo-se incapaz, como todos os humildes e primitivos, de tomar a iniciativa dos assuntos.

    [...]

    — Ah, tudo isto, meu sinhô moço, se acabou... Cadê fazenda? Defunto meu sinhô morreu, filho dele foi vivendo até que governo tirou os escravos. Tudo debandou. Patrão se mudou com a família para Vitória, onde tem seu emprego; meus parceiros furaram esse mato grande e cada um levantou casa aqui e acolá, onde bem quiseram. Eu com minha gente vim para cá, para essas terras do seu coronel. Tempo hoje anda triste. Governo acabou com as fazendas, e nos pôs todos no olho do mundo, a caçar de comer, a comprar de vestir, a trabalhar como boi para viver. Ah! tempo bom de fazenda!

    [...]

    — Mas, meu amigo — disse Milkau

    —, você aqui ao menos está no que é seu, tem sua casa, sua terra, é dono de si mesmo.

    — Qual terra, qual nada... Rancho é do marido de minha filha, que está aí sentada, terra é de seu coronel, arrendada por dez mil-réis por ano. Hoje em dia tudo aqui é de estrangeiro, Governo não faz nada por brasileiro, só pune por alemão... ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.

    Dentre os trechos extraídos do diálogo dos personagens, indique aquele em que predomina a intenção crítica do autor acerca da política da época. 

    Escolha uma alternativa para a questão 6446913e-b0
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    Português

    O estrangeiro apertou a mão calosa e áspera do velho, que abriu os lábios numa rude expressão de riso, mostrando as gengivas roxas e desdentadas. A cafuza não se mexeu; apenas, mudando vagarosamente o olhar, descansou-o, cheio de preguiça e desalento, no rosto do viajante. A criança acolheu-se a ela, boquiaberta, com a baba a escorrer dos beiços túmidos.

    [...]

    — Mora aqui há muito tempo? perguntou Milkau.

    — Fui nascido e criado nessas bandas, sinhô moço... Ali perto do Mangaraí.

    — E, tateando o espaço, estendia a mão para o outro lado do rio. — Não vê um casarão lá no fundo? Foi ali que me fiz homem, na fazenda do Capitão Matos, defunto meu sinhô, que Deus haja!

    O estrangeiro, acompanhando o gesto, apenas divisava ao longe um amontoado de ruínas que interrompia a verdura da mata.

    E a conversa foi continuando por uma série de perguntas de Milkau sobre a vida passada daquela região, às quais o velho respondia gostoso, por ter ocasião de relembrar os tempos de outrora, sentindo-se incapaz, como todos os humildes e primitivos, de tomar a iniciativa dos assuntos.

    [...]

    — Ah, tudo isto, meu sinhô moço, se acabou... Cadê fazenda? Defunto meu sinhô morreu, filho dele foi vivendo até que governo tirou os escravos. Tudo debandou. Patrão se mudou com a família para Vitória, onde tem seu emprego; meus parceiros furaram esse mato grande e cada um levantou casa aqui e acolá, onde bem quiseram. Eu com minha gente vim para cá, para essas terras do seu coronel. Tempo hoje anda triste. Governo acabou com as fazendas, e nos pôs todos no olho do mundo, a caçar de comer, a comprar de vestir, a trabalhar como boi para viver. Ah! tempo bom de fazenda!

    [...]

    — Mas, meu amigo — disse Milkau

    —, você aqui ao menos está no que é seu, tem sua casa, sua terra, é dono de si mesmo.

    — Qual terra, qual nada... Rancho é do marido de minha filha, que está aí sentada, terra é de seu coronel, arrendada por dez mil-réis por ano. Hoje em dia tudo aqui é de estrangeiro, Governo não faz nada por brasileiro, só pune por alemão... ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.

    Nos fragmentos, observa-se um procedimento descritivo, típico do Naturalismo Literário: detalhismo por meio de elementos sensoriais. Releia-os.


    “A criança acolheu-se a ela boquiaberta, com a baba a escorrer dos beiços túmidos.”

    “— E, tateando o espaço, estendia a mão para o outro lado do rio.”


    Nas expressões “beiços túmidos” e “tateando o espaço”, destacam-se, respectivamente, os seguintes elementos sensoriais: 

    Escolha uma alternativa para a questão 64493b31-b0
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    Português

    O fragmento a seguir é um dos diálogos entre os dois estrangeiros que protagonizam Canaã.

    — Parece que já vi este quadro em algum lugar — disse Milkau, cismando, — Mas não, este ar, este conjunto suave, este torpor instantâneo, e que se percebe vai passar daqui a pouco, é seguramente a primeira vez que conheço.

    — E por quanto tempo aqui ficaremos? — disse o outro num bocejo de desalento; e o seu olhar pairava preguiçosamente sobre a paisagem.

    — Não meço o tempo — respondeu Milkau —, porque não sei até quando viverei, e agora espero que este seja o quadro definitivo da minha existência. Sou um imigrado, e tenho a alma do repouso; este será o meu último movimento na terra...

    — Mas nada o agita? Nada o impelirá para fora daqui, fora desta paz dolorosa, que é uma sepultura para nós?...

    — Aqui fico. E se aqui está a paz, é a paz que procuro exatamente...Eu me conservarei na humildade; em torno de mim desejarei uma harmonia infinita.

    ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.


    A relação discurso/personagem está representada, corretamente, na seguinte associação:

    Escolha uma alternativa para a questão 644c0238-b0
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    Português

    LENTZ — Até agora não vejo probabilidade da raça negra atingir a civilização dos brancos. Jamais a África ...


    MILKAU — O tempo da África chegará. As raças civilizam-se pela fusão; é no encontro das raças adiantadas com as raças virgens, selvagens, que está o repouso conservador, o milagre do rejuvenescimento da civilização. O papel dos povos superiores é o instintivo impulso do desdobramento da cultura, transfundindo de corpo a corpo o produto dessa fusão que, passada a treva da gestação, leva mais longe o capital acumulado nas infinitas gerações. Foi assim que a Gália se tornou França e a Germânia, Alemanha.


    LENTZ — Não acredito que da fusão com espécies radicalmente incapazes resulte uma raça sobre que se possa desenvolver a civilização. Será sempre uma cultura inferior, civilização de mulatos, eternos escravos em revoltas e quedas. Enquanto não se eliminar a raça que é o produto de tal fusão, a civilização será sempre um misterioso artifício, todos os minutos rotos pelo sensualismo, pela bestialidade e pelo servilismo inato do negro. O problema social para o progresso de uma região como o Brasil está na substituição de uma raça híbrida, como a dos mulatos, por europeus. A imigração não é simplesmente para o futuro da região do País um caso de simples estética, é antes de tudo uma questão complexa, que interessa o futuro humano.


    ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.

    O contexto sociohistórico da época do Romance Canaã, ainda que seu valor como obra literária seja posto em dúvida, retrata algumas teses de realidades vitais. Pode-se afirmar que o enredo do romance 
    Escolha uma alternativa para a questão 644e9a86-b0
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    Literatura

    LENTZ — Até agora não vejo probabilidade da raça negra atingir a civilização dos brancos. Jamais a África ...


    MILKAU — O tempo da África chegará. As raças civilizam-se pela fusão; é no encontro das raças adiantadas com as raças virgens, selvagens, que está o repouso conservador, o milagre do rejuvenescimento da civilização. O papel dos povos superiores é o instintivo impulso do desdobramento da cultura, transfundindo de corpo a corpo o produto dessa fusão que, passada a treva da gestação, leva mais longe o capital acumulado nas infinitas gerações. Foi assim que a Gália se tornou França e a Germânia, Alemanha.


    LENTZ — Não acredito que da fusão com espécies radicalmente incapazes resulte uma raça sobre que se possa desenvolver a civilização. Será sempre uma cultura inferior, civilização de mulatos, eternos escravos em revoltas e quedas. Enquanto não se eliminar a raça que é o produto de tal fusão, a civilização será sempre um misterioso artifício, todos os minutos rotos pelo sensualismo, pela bestialidade e pelo servilismo inato do negro. O problema social para o progresso de uma região como o Brasil está na substituição de uma raça híbrida, como a dos mulatos, por europeus. A imigração não é simplesmente para o futuro da região do País um caso de simples estética, é antes de tudo uma questão complexa, que interessa o futuro humano.


    ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.

    O pré-modernismo não é considerado um estilo de época, pois apresenta uma multiplicidade de temáticas. É entendido como um período literário brasileiro que faz a transição entre o simbolismo e o modernismo. Por isso, é possível encontrar, nas obras dessa época, características de estilos passados, como parnasianismo, realismo, naturalismo e simbolismo. 

    O fragmento de Canaã em que há predomínio de traços característicos do movimento simbolista é  
    Escolha uma alternativa para a questão 645156a6-b0