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Instituição

Questões: Universidade Estadual do Maranhão — com gabarito

329 questões de Universidade Estadual do Maranhão, de 2015 a 2023. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 329 questões
  • 4 provas

Resultados: 329 questões

Página 17 de 17

  • Linguagens

    Português

    Para responder a questão, leia os poemas de Carlos Drummond de Andrade e de Olavo Bilac.


    Texto 

    Procura da Poesia

    [...]

    Penetra surdamente no reino das palavras.

    Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

    Estão paralisados, mas não há desespero,

    há calma e frescura na superfície intata.

    Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

    Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

    [...]

    Não forces o poema a desprender-se do limbo.

    Não colhas no chão o poema que se perdeu.

    Não adules o poema. Aceita-o

    Como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

    no espaço.


    Chega mais perto e contempla as palavras.

    Cada uma

    tem mil faces secretas sob a face neutra

    e te pergunta, sem interesse pela resposta,

    pobre ou terrível, que lhe deres:

    Trouxeste a chave?


    Repara:

    ermas de melodia e conceito,

    elas se refugiaram na noite, as palavras.

    Ainda úmidas e impregnadas de sono,

    rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. A Rosa do Povo. 1 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. 



    Texto 

    Profissão de fé

    [...]

    Invejo o ourives

    Quando escrevo:

    Imito o amor

    Com que ele, em ouro, o alto-relevo

    Faz de uma flor.


    Imito-o. E, pois, nem de Carrara

    A pedra firo:

    O alvo cristal, a pedra rara,

    O ônix prefiro.


    Por isso, corre, por servir-me,

    Sobre o papel

    A pena, como em prata firme

    Corre o cinzel.

    [...]

    Torce , aprimora, alteia, lima

    A frase; e, enfim,

    no verso de ouro engasta a rima

    como um rubim.


    Quero que a estrofe cristalina,

    Dobrada ao jeito

    Do ourives, saia da oficina

    Sem um defeito.

    [...]

    Porque o escrever – tanta perícia,

    Tanta requer,

    Que oficio tal... nem há notícia

    De outro qualquer.

                                                     BILAC, Olavo. Poesia. Rio de Janeiro: Agir, 2005.



    A Rosa do Povo, de Drummond, foi publicada em 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial, e traz alguns poemas que enfocam anseios e questionamentos advindos desse momento histórico. Levando em conta o verso “Trouxeste a chave?”, pode-se inferir uma voz
    Escolha uma alternativa para a questão ef40eb36-d1
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto publicado em revista de grande circulação para responder a questão.

    “Professores, acordem!

    Caros professores: vocês se meteram em uma enrascada. Há décadas, as lideranças de vocês vêm construindo um discurso de vitimização. A imagem que vocês vendem não é de profissionais competentes, mas a de coitadinhos, estropiados e maltratados. E vocês venceram: a população brasileira está do seu lado, comprou essa imagem (nada seduz mais a alma brasileira do que um coitado, afinal).”

    IOSCHPE, G. Revista Veja. 2014.

    Para sustentar a argumentação são utilizados variados recursos. A seleção léxico-semântica utilizada pelo autor para sustentar a argumentação marca o emprego de uma imagem crítica, com um tom
    Escolha uma alternativa para a questão ef1450d8-d1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual do Maranhão 2023, Interpretação de Textos

    Entre as diferentes estratégias de argumentação utilizadas na construção do artigo de opinião, destaca-se, de forma proeminente, a
    Escolha uma alternativa para a questão d1d511fa-c4
  • Linguagens

    Literatura

    LENTZ — Até agora não vejo probabilidade da raça negra atingir a civilização dos brancos. Jamais a África ...


    MILKAU — O tempo da África chegará. As raças civilizam-se pela fusão; é no encontro das raças adiantadas com as raças virgens, selvagens, que está o repouso conservador, o milagre do rejuvenescimento da civilização. O papel dos povos superiores é o instintivo impulso do desdobramento da cultura, transfundindo de corpo a corpo o produto dessa fusão que, passada a treva da gestação, leva mais longe o capital acumulado nas infinitas gerações. Foi assim que a Gália se tornou França e a Germânia, Alemanha.


    LENTZ — Não acredito que da fusão com espécies radicalmente incapazes resulte uma raça sobre que se possa desenvolver a civilização. Será sempre uma cultura inferior, civilização de mulatos, eternos escravos em revoltas e quedas. Enquanto não se eliminar a raça que é o produto de tal fusão, a civilização será sempre um misterioso artifício, todos os minutos rotos pelo sensualismo, pela bestialidade e pelo servilismo inato do negro. O problema social para o progresso de uma região como o Brasil está na substituição de uma raça híbrida, como a dos mulatos, por europeus. A imigração não é simplesmente para o futuro da região do País um caso de simples estética, é antes de tudo uma questão complexa, que interessa o futuro humano.


    ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.

    O pré-modernismo não é considerado um estilo de época, pois apresenta uma multiplicidade de temáticas. É entendido como um período literário brasileiro que faz a transição entre o simbolismo e o modernismo. Por isso, é possível encontrar, nas obras dessa época, características de estilos passados, como parnasianismo, realismo, naturalismo e simbolismo. 

    O fragmento de Canaã em que há predomínio de traços característicos do movimento simbolista é  
    Escolha uma alternativa para a questão 645156a6-b0
  • Matemática

    Matemática

    As equipes A e B de uma gincana escolar devem recolher livros na vizinhança para montar uma biblioteca comunitária. O juiz da competição começou a fazer anotações das quantidades de livros trazidos a cada rodada pelas duas equipes e verificou um padrão de crescimento, conforme a tabela 1. A cada rodada, o juiz também avalia o total de livros colocados nas estantes de cada equipe, como mostrado na tabela 2, a seguir.


    Tabela 1 Tabela 2

    ARRECADAÇÃO TOTAL NA ESTANTE

    Rodada Equipe A Equipe B Equipe A Equipe B

    1 06 16 06 16

    2 10 18 16 34

    3 14 20 30 54

    4


    O número de rodadas necessárias para que as duas equipes disponham da mesma quantidade total de livros nas estantes é

    Escolha uma alternativa para a questão efdedbf8-d1
  • Matemática

    Matemática

    Para responder a questão, leia o texto e analise a planta baixa do apartamento descrito abaixo.

    Um casal que acabou de receber seu apartamento planeja fazer pequenas modificações no piso. Após analisar a planta baixa, decidiu usar, apenas, dois tipos de azulejo. No primeiro orçamento, sala, varanda, quartos e circulação foram cotados com o azulejo tipo 01; cozinha, área de serviço e banheiros, com o azulejo tipo 02. No segundo orçamento, o azulejo tipo 01 seria usado para sala, circulação, cozinha e área de serviço; o azulejo tipo 02 aplicado somente aos banheiros. Os dois orçamentos tiveram valores totais de R$ 1354,00 e R$ 780,00, respectivamente.

    Imagem da questão de Matemática, Universidade Estadual do Maranhão 2015, Aritmética e Problemas

    www.habitissimo.com.br/orcamento. Adaptado.

    Analisando os dados, os valores do metro quadrado, em reais, dos dois tipos de azulejo incluídos nos dois orçamentos são, respectivamente, de

    Escolha uma alternativa para a questão efda275d-d1
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o texto a seguir e analise a linguagem utilizada por Guimarães Rosa, escritor da terceira fase do Modernismo brasileiro.

    “A gente via Brejeirinha: primeiro, os cabelos, compridos, lisos, louro-cobre; e, no meio deles, coisicas diminutas: a carinha não-comprida, o perfilzinho agudo, um narizinho que-carícia. Aos tantos, não parava, andorinhava, espiava agora – o xixixi e o empapar-se da paisagem – as pestanas til-til. Porém, dissese-dizia ela, pouco se vê, pelos entrefios: - “Tanto chove, que me gela!” Aí, esticou-se para cima, dando com os pés em diversos objetos. – “Ui, ui-te!””
    ROSA, Guimarães. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1967.

    A recriação da própria linguagem e de neologismos, no texto de Guimarães Rosa, também está presente em outros autores, conforme exemplificam os versos:
    Escolha uma alternativa para a questão ef4bad85-d1
  • Linguagens

    Português

    Leia o Texto IV para responder a questão.

    Texto IV

    Cadeia

        Estava tão cansado, tão machucado, que ia quase adormecendo no meio daquela desgraça. Havia ali um bêbedo tresvariando em voz alta [...] Discutiam, queixava-se da lenha molhada. Fabiano cochilava, a cabeça pesada inclinava-se para o peito e levantava-se. [...] Acordou sobressaltado. Pois não estava misturando as pessoas, desatinando? Talvez fosse efeito da cachaça. Não era: tinha bebido um copo. [...]
        Ouviu o falatório do bêbedo e caiu numa indecisão dolorosa. Ele também dizia palavras sem sentido, conversava à toa. Mas irou-se com a comparação, deu marradas na parede. Era bruto, sim senhor, nunca havia aprendido, não sabia explicar-se. Estava preso por isso? Como era? Então mete-se um homem na cadeia porque ele não sabe falar direito? Que mal fazia a brutalidade dele? Vivia trabalhando como um escravo.
    [...]
    RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. (Adaptado) 127 ed. Rio de Janeiro: Record, 2015. 
    Atentando para o emprego dos tempos verbais, quanto à produção de sentidos no texto literário, o presente do indicativo em “Então mete-se um homem na cadeia porque ele não sabe falar direito?” sugere que as ações expressas estão caracterizadas como
    Escolha uma alternativa para a questão ef29c659-d1
  • Linguagens

    Português

    Leia o Texto IV para responder a questão.

    Texto IV

    Cadeia

        Estava tão cansado, tão machucado, que ia quase adormecendo no meio daquela desgraça. Havia ali um bêbedo tresvariando em voz alta [...] Discutiam, queixava-se da lenha molhada. Fabiano cochilava, a cabeça pesada inclinava-se para o peito e levantava-se. [...] Acordou sobressaltado. Pois não estava misturando as pessoas, desatinando? Talvez fosse efeito da cachaça. Não era: tinha bebido um copo. [...]
        Ouviu o falatório do bêbedo e caiu numa indecisão dolorosa. Ele também dizia palavras sem sentido, conversava à toa. Mas irou-se com a comparação, deu marradas na parede. Era bruto, sim senhor, nunca havia aprendido, não sabia explicar-se. Estava preso por isso? Como era? Então mete-se um homem na cadeia porque ele não sabe falar direito? Que mal fazia a brutalidade dele? Vivia trabalhando como um escravo.
    [...]
    RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. (Adaptado) 127 ed. Rio de Janeiro: Record, 2015. 
    A leitura do segundo parágrafo permite depreender a imagem que Fabiano tem de si mesmo e a sua reação ao domínio a que se submete, por meio do discurso indireto livre. Esse discurso é efetivado pela
    Escolha uma alternativa para a questão ef23dbb1-d1