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Instituição

Questões: Universidade Estadual do Maranhão — com gabarito

329 questões de Universidade Estadual do Maranhão, de 2015 a 2023. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 329 questões
  • 4 provas

Resultados: 329 questões

Página 2 de 17

  • Ciências Humanas

    Filosofia

    Em A República, diálogo de Platão (séc. IV a. C.), mais especificamente no Livro V, é apresentada, pela primeira vez, uma visão sobre gêneros, na qual o referido filósofo vai destacar o papel da mulher na estrutura da pólis (cidade). Para ele, se a alma é só uma, enquanto constituição, não se difere em suas potencialidades, independente do corpo ser masculino ou feminino.

    [...] Portanto - prossegui eu - se se evidenciar que, ou o sexo masculino, ou o feminino, é superior um ao outro no exercício de uma arte ou de qualquer outra ocupação, diremos que se deverá confiar essa função a um deles. Se, porém, se vir que a diferença consiste apenas no facto de a mulher dar à luz e o homem procriar, nem por isso diremos que está mais bem demonstrado que a mulher difere do homem em relação ao que dizemos, mas continuaremos a pensar que os nossos guardiões e as suas mulheres devem desempenhar as mesmas funções. (A República, V, 454d-e).


    Se, para o referido filósofo, as potências dos gêneros são as mesmas, de que forma, em sua filosofia, Platão propõe solucionar as funções a serem desempenhadas pelos dois gêneros?
    Escolha uma alternativa para a questão d201dc56-c4
  • Ciências Humanas

    Geografia

    Analise os gráficos:

    Imagem da questão de Geografia, Universidade Estadual do Maranhão 2023, População

    O censo demográfico brasileiro é realizado de forma sistemática desde 1872. Desde então, é possível saber, entre outras características, a quantidade de habitantes do país. Ao comparar os gráficos 1 e 2, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão d1f787ca-c4
  • Ciências Humanas

    Geografia

    Leia o trecho publicado em revista de grande circulação.

    [...] a imprensa estatal do Vietnã anunciou que o filme Barbie, de Greta Gerwig, não será exibido no país. O motivo para o veto é uma cena que mostra um mapa com a chamada “linha dos nove traços”, reivindicação territorial da China no Mar do Sul da China contestada pelos vietnamitas. [...] Surgida em 1947, a linha em questão demarca boa parte do Mar do Sul daquele país como território chinês (tanto da China comunista como de Taiwan), sob a justificativa de “direito histórico” sobre a região. A área, no entanto, abriga uma série de ilhas e tem partes também reivindicadas por países como Vietnã e Filipinas.

    https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/a-disputa-geopolitica-que-barrou-exibicao-de-barbie-no-vietna. Adaptado.


    O conflito utilizado como argumento para o veto do referido filme evidencia uma questão geopolítica relacionada
    Escolha uma alternativa para a questão d1f4ca83-c4
  • Linguagens

    Inglês

    This text refers to question.


    P U R E Z A

    Imagem da questão de Inglês, Universidade Estadual do Maranhão 2023, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Mrs. Pureza’s son, Abel, left Maranhão with great plans, but ended up as a victim of modern slavery inside a farm in the southeast of Pará. Similar stories are shared by many workers coming from different Brazilian states, mostly in the Northeast of the country, such as Maranhão, Piauí, Ceará and Bahia. The protagonists of many of these stories end up becoming numbers, or not even that, they simply “disappeared into the world”.

    With the lack of news from her son, Pureza did not observe this situation inertly, but instead waged a colossal struggle, probably much greater and more complex than she could have imagined when she started the three-year journey in search of her son.

    Clues led Pureza to a farm where she was able to unmask a major modern slavery scheme. With immense courage, she was able to change not only the life of her son but also lives connected to several other families and friends, bringing into focus the violation of human rights happening openly in Pará. A region that has been made invisible on the national scene and even more ignored on an international scale.

    LIMA, Ana Rosa de. Extract taken from Recommendation: Pureza (movie) – Meli (meli-bees.org). Accessed on June 6th. Text slightly modified
    Based on the reading of this extract as well as the other two triggered texts in this English Test, one can affirm that the main common linking-points among them is that they
    Escolha uma alternativa para a questão d1e4c5f7-c4
  • Linguagens

    Inglês

    This text refers to question.


    Wangari Maathai

    Imagem da questão de Inglês, Universidade Estadual do Maranhão 2023, Adjetivos | Adjectives

            Wangari Maathai, in full Wangari Muta Maathai, (born April 1, 1940, Nyeri, Kenya—died September 25, 2011, Nairobi), Kenyan politician and environmental activist who was awarded the 2004 Nobel Prize for Peace, becoming the first Black African woman to win a Nobel Prize.

            Maathai was educated in the United States at Mount St. Scholastica College (1964) and at the University of Pittsburgh (M.S., 1966). In 1971 she received a Ph.D. at the University of Nairobi, effectively becoming the first woman in either East or Central Africa to earn a doctorate.

            Maathai developed the idea that village women could improve the environment by planting trees to provide a fuel source and to slow the processes of deforestation and desertification. The Green Belt Movement, an organization she founded in 1977, had by the early 21st century planted some 30 million trees. Leaders of the Green Belt Movement established the Pan African Green Belt Network in 1986 in order to educate world leaders about conservation and environmental improvement.

            In addition to her conservation work, Maathai was elected to Kenya’s National Assembly in 2002 with 98 percent of the vote, and in 2003 she was appointed assistant minister of environment, natural resources, and wildlife. When she won the Nobel Prize in 2004, the committee commended her “holistic approach to sustainable development that embraces democracy, human rights, and women’s rights in particular.” She published an autobiography, Unbowed, in 2007. Another volume, The Challenge for Africa (2009), criticized Africa’s leadership as ineffectual and urged Africans to try to solve their problems without Western assistance. Maathai was a frequent contributor to international publications such as the Los Angeles Times and the Guardian.

    Wangari Maathai | Extract taken from Biography, Nobel Peace Prize, Books, Green Belt Movement, & Facts | Britannica
    The underlined words environmental (3rd par.), National (4th par.), and natural (4th par.), according to the english morphology, are respectively
    Escolha uma alternativa para a questão d1e1fe7b-c4
  • Linguagens

    Inglês

    This text refers to question.


    Sprowston mother in stand-off with school over bullying

                                         By David HannantDHannant87Specialist reporter: health and education



    A Sprowston mother is locked in a stand-off with her daughter's school after keeping her at home for the past six weeks to avoid what she describes as "brutal" bullying.


    Rebecca Everson says the treatment her 12-year-old daughter Phoebe suffers has become so severe that the youngster has been left "a shell of a girl".


    She says the Year 8 Sprowston Community Academy pupil is subjected to cruel messages on social media platforms like Whatsapp, Instagram and Snapchat and has abuse hurled at her by classmates regularly.


    After raising her concerns with school leaders, Ms. Everson said her daughter's issues only got worse so for the past six weeks she has refused to send her in. However, she now claims the school is threatening her with fines over Phoebe's attendance record.


    She said: "The bullying Phoebe has suffered has been awful. They send her messages calling her every name under the sun. It is brutal.


    "I have rung the school and told them she does not feel safe at school and requested work to be sent home for her, but they have done nothing."


    Ms. Everson the issue started in October last year, which she reported to Phoebe's teachers.


    She said: "The school said they would talk to the girls involved, but when they did it just aggravated the situation.


    "Some of the girls involved in the cyberbullying attend other schools nearby too, so moving schools is just not viable.


    "Phoebe is a shell of the girl she was before this all began. She has done nothing to deserve this but now she's terrified to even go to school.


    "I just feel like I'm going around and around in circles trying to get something done - it's terribly awful."


    Sprowston Community Academy was approached for comment but said the school was unable to comment on individual cases.



    Sprowston mother in stand-off with school over bullying | Extract taken from Eastern Daily Press (edp24.co.uk) and slightly modified.

    The English grammar has been established by the usage of strict rules along the time. The following group of options has been used under the same core grammar fundament EXCEPT one. It is the option in letter
    Escolha uma alternativa para a questão d1dc8ef2-c4
  • Linguagens

    Português

    Conceição Evaristo nasceu numa favela da zona sul de Belo Horizonte. Trabalhava como empregada doméstica, até concluir o Curso Normal, já então com 25 anos. Mudou-se para o Rio de Janeiro, tendo estudado Letras em uma universidade pública, a UFRJ. Suas obras abordam temas como discriminação racial, de gênero e de classe. A pobreza e a vulnerabilidade da população afro-brasileira, envolvendo mulheres e homens, é a tônica da autora em Olhos D’Água.

    O conto Maria serve de base para responder à questão.


    MARIA

        Maria estava parada há mais de meia hora no ponto do ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. O preço da passagem estava aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos.
    [...]
     
        Quando o ônibus apontou lá na esquina, Maria abaixou o corpo, pegando a sacola que estava no chão entre as suas pernas. O ônibus não estava cheio, havia lugares. Ela poderia descansar um pouco, cochilar até a hora da descida. Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. Maria sentou-se na frente. O homem sentou-se a seu lado. Ela se lembrou do passado. Do homem deitado com ela. Da vida dos dois no barraco. Dos primeiros enjoos. Da barriga enorme que todos diziam de gêmeos, e da alegria dele. Que bom! Nasceu! Era um menino! E haveria de se tornar um homem. Maria viu, sem olhar, que era o pai de seu filho. Ele continuava o mesmo. Bonito, grande, o olhar assustado não se fixando em nada e em ninguém. Sentiu uma mágoa imensa. Por que não podia ser de uma outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? Tenho um buraco no peito, tamanha a saudade! Tou sozinho! Não arrumei, não quis mais ninguém. Você já teve outros... outros filhos? A mulher baixou os olhos como que pedindo perdão. É. Ela teve mais dois filhos, mas não tinha ninguém também.
    [...]

        O homem falava, mas continuava estático, preso, fixo no banco. Cochichava com Maria as palavras, sem, entretanto, virar para o lado dela. Ela sabia o que o homem dizia. Ele estava dizendo de dor, de prazer, de alegria, de filho, de vida, de morte, de despedida. Do buraco-saudade no peito dele... Desta vez ele cochichou um pouquinho mais alto. Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E, logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. O de lá de trás vinha recolhendo tudo. O motorista seguia a viagem. Havia o silêncio de todos no ônibus. Apenas a voz do outro se ouvia pedindo aos passageiros que entregassem tudo rapidamente. O medo da vida em Maria ia aumentando. Meu Deus, como seria a vida dos seus filhos?
    [...]

        Os assaltantes desceram rápido. (...). Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai de seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. Outra voz vinda lá do fundo do ônibus acrescentou: Calma, gente! Se ela estivesse junto com eles, teria descido também. Alguém argumentou que ela não tinha descido só para disfarçar. Estava mesmo com os ladrões. Foi a única a não ser assaltada. Mentira, eu não fui e não sei por quê. Maria olhou na direção de onde vinha a voz e viu um rapazinho negro e magro, com feições de menino e que relembravam vagamente o seu filho. A primeira voz, a que acordou a coragem de todos, tornou-se um grito: Aquela puta, aquela negra safada estava com os ladrões! O dono da voz levantou e se encaminhou em direção à Maria. A mulher teve medo e raiva. Que merda! Não conhecia assaltante algum. Não devia satisfação a ninguém. Olha só, a negra ainda é atrevida, disse o homem, lascando um tapa no rosto da mulher. Alguém gritou: Lincha! Lincha! Lincha!... Uns passageiros desceram e outros voaram em direção à Maria. O motorista tinha parado o ônibus para defender a passageira:

    — Calma pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos...

        Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. A sacola havia arrebentado e as frutas rolavam pelo chão. Será que os meninos iriam gostar de melão?

        Tudo foi tão rápido, tão breve, Maria tinha saudades de seu ex-homem. Por que estavam fazendo isto com ela? O homem havia segredado um abraço, um beijo, um carinho no filho. Ela precisava chegar em casa para transmitir o recado. Estavam todos armados com facas a laser que cortam até a vida. Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher estava todo dilacerado, todo pisoteado.

    Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.


    EVARISTO, Conceição. Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas: Fundação Biblioteca Nacional, 2016.
    Em “Ouviu uma voz: negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois.” e “Olha só, a negra ainda é atrevida, disse o homem, lascando um tapa no rosto da mulher. Alguém gritou: Lincha! Lincha! Lincha!...” , a seleção vocabular dos fragmentos revela, com veemência, por parte dos demais personagens da cena narrada, uma atitude (de)
    Escolha uma alternativa para a questão d1c35e53-c4
  • Linguagens

    Português

    Conceição Evaristo nasceu numa favela da zona sul de Belo Horizonte. Trabalhava como empregada doméstica, até concluir o Curso Normal, já então com 25 anos. Mudou-se para o Rio de Janeiro, tendo estudado Letras em uma universidade pública, a UFRJ. Suas obras abordam temas como discriminação racial, de gênero e de classe. A pobreza e a vulnerabilidade da população afro-brasileira, envolvendo mulheres e homens, é a tônica da autora em Olhos D’Água.

    O conto Maria serve de base para responder à questão.


    MARIA

        Maria estava parada há mais de meia hora no ponto do ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. O preço da passagem estava aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos.
    [...]
     
        Quando o ônibus apontou lá na esquina, Maria abaixou o corpo, pegando a sacola que estava no chão entre as suas pernas. O ônibus não estava cheio, havia lugares. Ela poderia descansar um pouco, cochilar até a hora da descida. Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. Maria sentou-se na frente. O homem sentou-se a seu lado. Ela se lembrou do passado. Do homem deitado com ela. Da vida dos dois no barraco. Dos primeiros enjoos. Da barriga enorme que todos diziam de gêmeos, e da alegria dele. Que bom! Nasceu! Era um menino! E haveria de se tornar um homem. Maria viu, sem olhar, que era o pai de seu filho. Ele continuava o mesmo. Bonito, grande, o olhar assustado não se fixando em nada e em ninguém. Sentiu uma mágoa imensa. Por que não podia ser de uma outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? Tenho um buraco no peito, tamanha a saudade! Tou sozinho! Não arrumei, não quis mais ninguém. Você já teve outros... outros filhos? A mulher baixou os olhos como que pedindo perdão. É. Ela teve mais dois filhos, mas não tinha ninguém também.
    [...]

        O homem falava, mas continuava estático, preso, fixo no banco. Cochichava com Maria as palavras, sem, entretanto, virar para o lado dela. Ela sabia o que o homem dizia. Ele estava dizendo de dor, de prazer, de alegria, de filho, de vida, de morte, de despedida. Do buraco-saudade no peito dele... Desta vez ele cochichou um pouquinho mais alto. Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E, logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. O de lá de trás vinha recolhendo tudo. O motorista seguia a viagem. Havia o silêncio de todos no ônibus. Apenas a voz do outro se ouvia pedindo aos passageiros que entregassem tudo rapidamente. O medo da vida em Maria ia aumentando. Meu Deus, como seria a vida dos seus filhos?
    [...]

        Os assaltantes desceram rápido. (...). Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai de seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. Outra voz vinda lá do fundo do ônibus acrescentou: Calma, gente! Se ela estivesse junto com eles, teria descido também. Alguém argumentou que ela não tinha descido só para disfarçar. Estava mesmo com os ladrões. Foi a única a não ser assaltada. Mentira, eu não fui e não sei por quê. Maria olhou na direção de onde vinha a voz e viu um rapazinho negro e magro, com feições de menino e que relembravam vagamente o seu filho. A primeira voz, a que acordou a coragem de todos, tornou-se um grito: Aquela puta, aquela negra safada estava com os ladrões! O dono da voz levantou e se encaminhou em direção à Maria. A mulher teve medo e raiva. Que merda! Não conhecia assaltante algum. Não devia satisfação a ninguém. Olha só, a negra ainda é atrevida, disse o homem, lascando um tapa no rosto da mulher. Alguém gritou: Lincha! Lincha! Lincha!... Uns passageiros desceram e outros voaram em direção à Maria. O motorista tinha parado o ônibus para defender a passageira:

    — Calma pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos...

        Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. A sacola havia arrebentado e as frutas rolavam pelo chão. Será que os meninos iriam gostar de melão?

        Tudo foi tão rápido, tão breve, Maria tinha saudades de seu ex-homem. Por que estavam fazendo isto com ela? O homem havia segredado um abraço, um beijo, um carinho no filho. Ela precisava chegar em casa para transmitir o recado. Estavam todos armados com facas a laser que cortam até a vida. Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher estava todo dilacerado, todo pisoteado.

    Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.


    EVARISTO, Conceição. Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas: Fundação Biblioteca Nacional, 2016.
    “Maria viu, sem olhar, que era o pai de seu filho. Ele continuava o mesmo. Bonito, grande, o olhar assustado não se fixando em nada e em ninguém. Por que não podia ser de outra forma? Por que não podiam ser felizes?”

    Essa passagem inicia uma sequência que caracteriza a
    Escolha uma alternativa para a questão d1c0e2a7-c4
  • Linguagens

    Português

    Conceição Evaristo nasceu numa favela da zona sul de Belo Horizonte. Trabalhava como empregada doméstica, até concluir o Curso Normal, já então com 25 anos. Mudou-se para o Rio de Janeiro, tendo estudado Letras em uma universidade pública, a UFRJ. Suas obras abordam temas como discriminação racial, de gênero e de classe. A pobreza e a vulnerabilidade da população afro-brasileira, envolvendo mulheres e homens, é a tônica da autora em Olhos D’Água.

    O conto Maria serve de base para responder à questão.


    MARIA

        Maria estava parada há mais de meia hora no ponto do ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. O preço da passagem estava aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos.
    [...]
     
        Quando o ônibus apontou lá na esquina, Maria abaixou o corpo, pegando a sacola que estava no chão entre as suas pernas. O ônibus não estava cheio, havia lugares. Ela poderia descansar um pouco, cochilar até a hora da descida. Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. Maria sentou-se na frente. O homem sentou-se a seu lado. Ela se lembrou do passado. Do homem deitado com ela. Da vida dos dois no barraco. Dos primeiros enjoos. Da barriga enorme que todos diziam de gêmeos, e da alegria dele. Que bom! Nasceu! Era um menino! E haveria de se tornar um homem. Maria viu, sem olhar, que era o pai de seu filho. Ele continuava o mesmo. Bonito, grande, o olhar assustado não se fixando em nada e em ninguém. Sentiu uma mágoa imensa. Por que não podia ser de uma outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? Tenho um buraco no peito, tamanha a saudade! Tou sozinho! Não arrumei, não quis mais ninguém. Você já teve outros... outros filhos? A mulher baixou os olhos como que pedindo perdão. É. Ela teve mais dois filhos, mas não tinha ninguém também.
    [...]

        O homem falava, mas continuava estático, preso, fixo no banco. Cochichava com Maria as palavras, sem, entretanto, virar para o lado dela. Ela sabia o que o homem dizia. Ele estava dizendo de dor, de prazer, de alegria, de filho, de vida, de morte, de despedida. Do buraco-saudade no peito dele... Desta vez ele cochichou um pouquinho mais alto. Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E, logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. O de lá de trás vinha recolhendo tudo. O motorista seguia a viagem. Havia o silêncio de todos no ônibus. Apenas a voz do outro se ouvia pedindo aos passageiros que entregassem tudo rapidamente. O medo da vida em Maria ia aumentando. Meu Deus, como seria a vida dos seus filhos?
    [...]

        Os assaltantes desceram rápido. (...). Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai de seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. Outra voz vinda lá do fundo do ônibus acrescentou: Calma, gente! Se ela estivesse junto com eles, teria descido também. Alguém argumentou que ela não tinha descido só para disfarçar. Estava mesmo com os ladrões. Foi a única a não ser assaltada. Mentira, eu não fui e não sei por quê. Maria olhou na direção de onde vinha a voz e viu um rapazinho negro e magro, com feições de menino e que relembravam vagamente o seu filho. A primeira voz, a que acordou a coragem de todos, tornou-se um grito: Aquela puta, aquela negra safada estava com os ladrões! O dono da voz levantou e se encaminhou em direção à Maria. A mulher teve medo e raiva. Que merda! Não conhecia assaltante algum. Não devia satisfação a ninguém. Olha só, a negra ainda é atrevida, disse o homem, lascando um tapa no rosto da mulher. Alguém gritou: Lincha! Lincha! Lincha!... Uns passageiros desceram e outros voaram em direção à Maria. O motorista tinha parado o ônibus para defender a passageira:

    — Calma pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos...

        Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. A sacola havia arrebentado e as frutas rolavam pelo chão. Será que os meninos iriam gostar de melão?

        Tudo foi tão rápido, tão breve, Maria tinha saudades de seu ex-homem. Por que estavam fazendo isto com ela? O homem havia segredado um abraço, um beijo, um carinho no filho. Ela precisava chegar em casa para transmitir o recado. Estavam todos armados com facas a laser que cortam até a vida. Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher estava todo dilacerado, todo pisoteado.

    Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.


    EVARISTO, Conceição. Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas: Fundação Biblioteca Nacional, 2016.
    No início do conto, primeiro parágrafo, a personagem Maria não é definida, nem apresentada ao leitor, porque o enunciador tem a expectativa de
    Escolha uma alternativa para a questão d1be552f-c4
  • Linguagens

    Português

    Na década de 80, a canção Mulher (Sexo frágil) fez muito sucesso. Trata-se de uma declaração sobre a força feminina, que se vale do poder que as mulheres têm na relação com os homens. Ao mesmo tempo que a canção mostra a realidade de como a mulher é vista na sociedade, o eu lírico marca a posição de quão equivocada é essa perspectiva.

    Mulher (Sexo frágil)
    Canção de Erasmo Carlos


    Dizem que a mulher é o sexo frágil
    Mas que mentira absurda!
    Eu que faço parte da rotina de uma delas
    Sei que a força está com elas

    Vejam como é forte a que eu conheço
    Sua sapiência não tem preço
    Satisfaz meu ego se fingindo submissa
    Mas no fundo me enfeitiça

    Quando eu chego em casa à noitinha
    Quero uma mulher só minha
    Mas pra quem deu luz não tem mais jeito
    Porque um filho quer seu peito

    O outro já reclama a sua mão
    E o outro quer o amor que ela tiver
    Quatro homens dependentes e carentes
    Da força da mulher
     
    Mulher, mulher
    Do barro de que você foi gerada
    Me veio inspiração
    Pra decantar você nessa canção

    Na escola em que você foi ensinada
    Jamais tirei um dez
    Sou forte mas não chego aos seus pés

    Mulher, mulher
    Mulher, mulher


    https://www.letras.mus.br/erasmo-carlos/
     

    A letra da canção deixa transparecer o machismo vigente na sociedade. Essa assertiva está comprovada nos seguintes versos:
    Escolha uma alternativa para a questão d1b95dfa-c4
  • Linguagens

    Português

    Antônio Gonçalves Dias, filho de um comerciante português e de uma mestiça de negro com índio, nasceu em um sítio próximo à cidade maranhense de Caxias, em 1823. Além dos temas de amor, o poeta engajou-se com uma poética de cunho social, centrada, sobretudo, nas questões dos povos originários, ao enobrecer o indígena, em uma perspectiva do conhecido “Mito do bom selvagem”.


    Leia as estrofes extraídas de “O Canto do Piaga” para responder à questão.


    O CANTO DO PIAGA

    I



    Ó Guerreiros da Taba sagrada,

    Ó Guerreiros da Tribo Tupi,

    Falam Deuses nos cantos do Piaga,

    Ó Guerreiros, meus cantos ouvi.


    Esta noite - era a lua já morta –

    Anhangá me vedava sonhar;

    Eis na horrível caverna, que habito,

    Rouca voz começou-me a chamar.


    Abro os olhos, inquieto, medroso,

    Manitôs! que prodígios que vi!

    Arde o pau de resina fumosa,

    Não fui eu, não fui eu, que o acendi!


    Eis rebenta a meus pés um fantasma,

    Um fantasma d’imensa extensão;

    Liso crânio repousa a meu lado,

    Feia cobra se enrosca no chão. 


    O meu sangue gelou-se nas veias,

    Todo inteiro - ossos, carnes – tremi.

    Frio horror me coou pelos membros,

    Frio vento no rosto senti.

    Era feio, medonho, tremendo


    Ó Guerreiros, o espectro que eu vi.

    Falam Deuses nos cantos do Piaga,

    Ó Guerreiros, meus cantos ouvi!

    [...]

    Vem trazer-vos crueza, impiedade –

    Dons cruéis do cruel Anhangá;

    Vem quebrar-vos a maça valente,

    Profanar Manitôs, Maracás.


    Vem trazer-vos algemas pesadas,

    Com que a tribo Tupi vai gemer;

    Hão-de os velhos servirem de escravos

    Mesmo o Piaga inda escravo há de ser!


    Fugireis procurando um asilo,

    Triste asilo por ínvio sertão;

    Anhangá de prazer há de rir-se,

    Vendo os vossos quão poucos serão.


    Vossos Deuses, ó Piaga, conjura,

    Susta as iras do fero Anhangá.

    Manitôs já fugiram da Taba,

    Ó desgraça! ó ruína!! ó Tupá!


    DIAS, Gonçalves. Primeiros cantos. Belo Horizonte:Autêntica Ed.: 1998. 

    Pode-se afirmar que, ao iniciar seu canto, o eu lírico confere ao Piaga
    Escolha uma alternativa para a questão d1b32390-c4
  • Ciências da Natureza

    Química

    Texto base para a questão.

    Analise a seguinte situação.

    Viajar para o Maranhão é conhecer o casario histórico de São Luís, a beleza de tirar o fôlego dos Lençóis Maranhenses, a cultura do bumba meu boi e comer muito bem e sem culpa. A primeira sugestão é deixar a dieta de lado e mergulhar na culinária maranhense, uma das mais ricas do Brasil.

    A base dessa cozinha são os frutos do mar. Um dos principais representantes dessa culinária é a Peixada Maranhense. De origem indígena, tem como ingrediente principal a pescada, mas também pode ser feita com outros peixes. Geralmente preparado em panelas (preferencialmente hermeticamente fechadas) que propiciam a adequada variação de temperatura e de pressão. Porém, após a finalização deste prato, um cheiro forte e característico de peixe exala por toda cozinha, em razão da presença de uma amina, especificamente a trimetilamina

    Para retirada do odor incômodo, deixado na cozinha, depois do cozimento da peixada, por exemplo, dispõe-se dos seguintes materiais, para limpeza, com informações químicas, tabeladas a seguir. 

    Imagem da questão de Química, Universidade Estadual do Maranhão 2022, Soluções e Substâncias Inorgânicas

    O material disponível mais eficiente para retirada do odor e o tipo de reação que ocorre com a trimetilamina são, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão fb556407-b0
  • Ciências da Natureza

    Química

    Texto base para a questão.

    Analise a seguinte situação.

    Viajar para o Maranhão é conhecer o casario histórico de São Luís, a beleza de tirar o fôlego dos Lençóis Maranhenses, a cultura do bumba meu boi e comer muito bem e sem culpa. A primeira sugestão é deixar a dieta de lado e mergulhar na culinária maranhense, uma das mais ricas do Brasil.

    A base dessa cozinha são os frutos do mar. Um dos principais representantes dessa culinária é a Peixada Maranhense. De origem indígena, tem como ingrediente principal a pescada, mas também pode ser feita com outros peixes. Geralmente preparado em panelas (preferencialmente hermeticamente fechadas) que propiciam a adequada variação de temperatura e de pressão. Porém, após a finalização deste prato, um cheiro forte e característico de peixe exala por toda cozinha, em razão da presença de uma amina, especificamente a trimetilamina

    Durante o cozimento do peixe, o vapor, inicialmente à temperatura To e à pressão Po ambientes (ao nível do mar), foi aquecido até que a pressão tenha aumentado em 100% de seu valor inicial. Considere desprezível a variação do volume na panela. O valor da temperatura final, Tf , em relação à temperatura inicial, To, foi 
    Escolha uma alternativa para a questão fb52405c-b0
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    No começo da semana passada, o comitê da Organização das Nações Unidas sobre a Biodiversidade fez um pronunciamento de que os impactos causados por humanos ameaçam a existência de cerca de um milhão de espécies, incluindo 40% de todas as espécies de anfíbios conhecidas pela ciência, ou cerca de 3,2 mil espécies.

    [...]

    “Nas regiões neotropicais, as espécies que sabemos estarem em risco apresentam distribuições geográficas muito semelhantes em comparação com as espécies com dados insuficientes previstos como em risco de extinção”, explica ecologista da Universidade de Yale e autora principal do estudo.

    Jason Bittel, Metade das espécies de anfíbios está em risco de extinção. In: www.nationalgeographicbrasil.com, 2020.

    Em relação ao grupo dos anfíbios, pode-se afirmar que são
    Escolha uma alternativa para a questão fb45fa64-b0
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Para responder à questão, leia o texto a seguir que trata do período de defeso no Maranhão.

    O período de defeso dos camarões rosa, branco e sete barbas, no Maranhão, tem início em janeiro. O defeso visa a proteger os camarões ‘jovens’ para garantir sua reprodução. A pesca de camarão está proibida de 1º de janeiro a 31 de maio no Estado.

    O período de proteção da espécie foi anunciado pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC), autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Programas Estratégicos (SEPE), nesta terçafeira (11), por meio de nota técnica.

    Segundo o IMESC, a pesca do camarão tem uma importância econômica, histórica, social e cultural no Brasil e é realizada, em grande escala, no litoral. Por isso, é necessário o período de defeso, o qual permite também que se mantenha a capacidade de autorrenovação do estoque como um todo.


    Imagem da questão de Biologia, Universidade Estadual do Maranhão 2022, Ecologia e ciências ambientais

    https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/periodo-de-defeso-do-camarao


    Considerando o conhecimento sobre o ecossistema de zonas costeiras, identifique como Verdadeiras (V) ou Falsas (F) as afirmativas a seguir:

    I - ( ) A alta disponibilidade de nutrientes minerais e orgânicos faz do mangue um local com baixa oxigenação. Sendo assim, plantas como a Avicenia apresentam raízes com adaptações à respiração aérea, chamadas escoras.

    II - ( ) A vegetação das zonas costeiras impede o avanço da erosão, formando uma zona de amortecimento de proteção da costa.

    III - ( ) Os ecossistemas aquáticos marinhos apresentam igual variação dos fatores abióticos quando comparados com ecossistemas terrestres.

    IV - ( ) Animais bentônicos são aqueles que vivem em contato com o substrato do fundo dos mares.


    Está correta a seguinte sequência:

    Escolha uma alternativa para a questão fb42daea-b0
  • Matemática

    Matemática

    A placa Mercosul foi adotada em todo o território brasileiro, em 2020, em substituição ao modelo cinza. Conforme o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), todos os carros emplacados atualmente no país utilizam o novo padrão. Criado em 2014, o padrão Mercosul é utilizado desde 2018, no Brasil. O formato também é adotado na Argentina, no Paraguai e no Uruguai, com algumas diferenças em relação à versão brasileira. A placa Mercosul é formada por três letras, um número, outra letra e dois algarismos, nessa ordem, conforme a figura abaixo.

    Imagem da questão de Matemática, Universidade Estadual do Maranhão 2022, Análise Combinatória em Matemática

    https://www.uol.com.br/carros/noticias/redacao/2020/01/27/placa-mercosul-saiba-o-que-muda-com-o-modelo-adotado-em-todo-o-brasil (adaptado).

    Calcule a quantidade exata de placas, considerando as seguintes condições: Placas possíveis de serem fabricadas, de acordo com o modelo Mercosul, conforme exemplificado na figura e, considerando o alfabeto brasileiro. Essas placas devem ser iniciadas por vogal, cuja terminação seja com o algarismo 9. A quantidade de placas será de
    Escolha uma alternativa para a questão fb3c9c0e-b0
  • Matemática

    Matemática

    Leia o texto e analise a imagem.

    Um monumento é uma estrutura construída para homenagear um personagem ou retomar um acontecimento histórico e embelezar a arquitetura de uma cidade. Em São Luís, esta herança cultural está presente em diversas construções, como as fontes do Ribeirão e das Pedras, as ruínas do Sítio do Físico e as antigas fábricas Cânhamo e Santa Amélia.

    Na região do Cais da Sagração, próximo ao Palácio dos Leões, uma edificação se destaca das demais. Localizada em um enclave na Avenida Senador Vitorino Freire, a Pedra da Memória é um obelisco construído em cantaria no ano de 1841, para homenagear a maioridade (e posterior sagração) do Imperador Dom Pedro II, ocorrida em 18 de julho daquele ano. O obelisco é feito em pedra de cantaria e também recebe o nome de Baluarte de São Cosme e Damião. Suas estruturas estão protegidas por muralhas que pertenciam ao antigo Forte São Felipe, onde ficava rodeado por dois canhões que já não estão mais lá.

    Figura 1 de 2 da questão de Matemática, Universidade Estadual do Maranhão 2022, Geometria Espacial
    https://oimparcial.com.br/cidades/2016/05/pedra-da-memoria-um-monumento-desconhecido-por-muitos/. (adaptado).

    A parte superior desse obelisco se assemelha a uma pirâmide regular quadrangular, conforme representada na figura abaixo.

    Figura 2 de 2 da questão de Matemática, Universidade Estadual do Maranhão 2022, Geometria Espacial

    O perímetro da base e o apótema dessa pirâmide medem, respectivamente, 8,0 metros e 2,60 metros. Para aquisição do material a ser confeccionado, a informação sobre o volume é fundamental. O volume dessa pirâmide, em metros cúbicos, é igual a
    Escolha uma alternativa para a questão fb39756b-b0
  • Matemática

    Matemática

    Durante longos períodos de quarentena, isolamento, distanciamento social e lockdown, com o objetivo de impedir ou amenizar a contaminação pelo COVID-19 (SARS-CoV-2), as centrais telefônicas se tornaram ainda mais importantes com o uso PABX VIRTUAL, pois as pessoas de cada Estado ou Cidade utilizam seus serviços para agendamento de consultas e de exames, sem saírem de casa.

    Analise a seguinte situação-problema.

    Uma Central de Marcação deixa em espera os clientes, à medida em que vai atendendo às ligações telefônicas. O tempo de atendimento de cada cliente dura 3 minutos. Considere que o último cliente ocupa a posição 40º (quadragésimo). Essa posição vai decrescendo, até atingir a posição da origem (zero), que representa o cliente que está sendo atendido.

    Considerando as condições da situação-problema, o total de tempo gasto, em notação de horas e de minutos, para que todos os clientes sejam atendidos é de
    Escolha uma alternativa para a questão fb3647d5-b0
  • Ciências da Natureza

    Física

    Os circuitos elétricos são usados para conectar dispositivos elétricos e eletrônicos, conforme especificações padronizadas. Essas podem garantir o funcionamento dos mesmos referentes às tensões e às correntes elétricas, que possam ser suportadas pelos dispositivos envolvidos. As funcionalidades perpassam, para além de circuitos elétricos simples, pois servem, também, para a distribuição de energia elétrica em residências, bem como na indústria em geral. Dentre as várias funções dos circuitos elétricos, pode-se destacar o controle contra picos de corrente e de tensão elétrica, entre outras.

    A seguir, representa-se um circuito elétrico simples de corrente contínua, formado por gerador e por receptor, e suas respectivas forças eletromotrizes, resistores e fios condutores, tendo cada componente sua função e sua especificidade para o bom funcionamento do circuito. Analise-o.

    Imagem da questão de Física, Universidade Estadual do Maranhão 2022, Circuitos Elétricos e Leis de Kirchhoff

    Determine a corrente elétrica que percorre esse circuito.
    Escolha uma alternativa para a questão fb2feb07-b0
  • Ciências da Natureza

    Física

    A Anomalia Magnética no Sul e no Sudeste do Brasil é uma espécie de defasagem na proteção magnética da Terra, localizada sobre o Atlântico Sul, na faixa que se estende até o Continente Africano. Para tentar entender o fenômeno, especialistas estudam o campo magnético do planeta, gerado no núcleo de ferro líquido, superaquecido a pelo menos três mil quilômetros de profundidade. Essa região tem um campo mais enfraquecido. Isso faz com que os satélites, quando passam por essa região, tenham de desligar momentaneamente alguns componentes para evitar a perda do satélite ou que algum equipamento seja danificado. Por isso, é de interesse das agências espaciais monitorar constantemente a evolução dessa anomalia, principalmente, nessa faixa central.

    Imagem da questão de Física, Universidade Estadual do Maranhão 2022, Magnetismo

     https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/saiba-o-que-e-a-amas-anomalia-magnetica-do-atlantico-sul/ (adaptada)

    Com base no texto, qual o papel do campo magnético da Terra?
    Escolha uma alternativa para a questão fb2ccd89-b0