Instituição
Questões: Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) — com gabarito
188 questões de Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), de 2016 a 2019. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.
- 188 questões
- 3 provas
Provas desta banca
Ano completo
- LinguagensPALAVRAS CARREGAM RECORTES DO MUNDOUm termo pode revelar mais de quem o usa do que daquilo que deveria nomear. É por essas e por outras que nunca se pode tratar a língua como uma ciência exata.Aquele que, para alguns, é teimoso ou obsessivo, para outros, pode ser apenas determinado; o que é enfadonho para uns é meticuloso para outros; o irresponsável de uns pode ser o ousado de outros; o que uns chamam de pessimismo outros chamam de realismo. Impeachment ou golpe, eis uma questão do momento (vale lembrar que o que houve em 1964 no Brasil, embora seja comumente chamado de golpe militar, ainda tem quem o chame de revolução).Como vemos, as palavras carregam uma espécie de recorte da realidade, portanto, a escolha de cada uma delas revela o modo como a pessoa vê o mundo.Não faz muito tempo, era comum usarem a expressão “de cor” em referência a pessoas negras. Tratar uma característica natural de uma pessoa (como a cor de sua pele) com um eufemismo faz parecer que a característica é, de alguma forma, um traço negativo, algo a ser disfarçado. Em geral, quem usava “de cor” no lugar de “negro” o fazia em tom de cochicho, quase como se pedisse ao interlocutor permissão para dizer um palavrão.POLITICAMENTE CORRETONos Estados Unidos da América, a palavra “nigger” é que é pejorativa, altamente ofensiva. Por lá, usam-se os termos “afro-american” e “afrodescendant”, fruto de ações afirmativas. No Brasil, o termo “afrodescendente” aparece sobretudo em traduções do inglês, mas, salvo engano, não é um termo disseminado entre os falantes.Entre as ações afirmativas, que visam a dar voz às minorias, está o estímulo ao emprego de termos chamados de politicamente corretos, uma forma de introduzir um recorte livre de preconceitos arraigados. O uso dessas palavras é, portanto, parte de um processo de reeducação.As pessoas que têm algum tipo de deficiência física ou intelectual costumam ser chamadas de “portadores de necessidades especiais”. Embora essa expressão, que tenta abranger num só grupo pessoas com quaisquer tipos de deficiência, seja usada como politicamente correta, aqueles que ela procura nomear pensam de modo diverso, pois repelem o termo “portador”. Vejamos por quê.Uma consulta ao verbete “portador” do dicionário “Houaiss” traz-nos, entre vários outros significados, estes dois: que ou aquele que apresenta certa característica diferencial [vagas para (pessoas) portadoras de deficiência].1. infectologia – que ou aquele que se encontra infectado por germes de doença [são (crianças) portadoras de malária].Já que se buscam formas politicamente corretas (ou afirmativas) de denominar pessoas com deficiência, seria melhor escolher um termo que não servisse também a algo negativo, associado à ideia de doença, sobretudo porque ainda é comum na sociedade a ideia (falsa!) de que a deficiência é uma doença.O termo “especial”, usado não só na locução “necessidades especiais” como também na alusão a certas síndromes (fulano tem um filho especial), substituiu o antigo “excepcional”, relativo à ideia de “exceção”, que aparece definido no “Houaiss”, entre outras acepções, assim:1. diz-se de ou indivíduo que tem deficiência mental [baixo QI (quociente de inteligência)], física [deformação do corpo] ou sensorial [cegueira, surdez etc.]“Especial”, naturalmente, é um termo mais adequado, pois substitui a ideia de exceção pela de especificidade. Como sabemos, no entanto, “especial” carrega fortemente a noção de superioridade (excelente, fora de série, capaz de evocar coisas boas, aquilo que tem vantagens extras etc.), o que pode fazer parecer que se está empregando um eufemismo. O emprego de “necessidades específicas” talvez fosse mais adequado.“Específico”, todavia, não resolve o emprego genérico pretendido por quem diz ter um “filho especial” (não se diria “específico” nesse caso, em que se faz alusão, geralmente, a alguma síndrome). Não é difícil perceber que estamos num terreno delicado, portanto sujeitos a errar na tentativa de acertar.UM NOVO OLHAR, UMA NOVA ATITUDECertamente mais importante que os termos é a atitude que os acompanha. Embora seja bem-intencionado (e importante), o vocabulário politicamente correto, por si só, não basta. É preciso reeducar o olhar a fim de ver o outro como outra possibilidade, outra condição, outro modo de estar no mundo. Isso significa não ver o outro filtrado pelo déficit, pelo sinal negativo, mas apenas como diferente, se tanto.Não poderia aqui deixar de indicar a leitura do comovente texto de Gregório Duvivier, publicado na Folha, em que, em seu habitual estilo descontraído, trata dessa questão com muita sensibilidade.“MALACABADO”Menos ainda poderia deixar de citar todos os textos do blog Assim Como Você, de Jairo Marques, colunista da Folha, que, há vários anos, vem trabalhando nesse processo de reeducação do olhar das pessoas.Jairo, ora provocador em sua linguagem, ora comovente em suas descrições, mas, sobretudo destemido, porque não teme mostrar suas emoções, acaba de publicar seu primeiro livro.Desde o título, “Malacabado”, o autor desafia o esforço da linguagem politicamente correta. Não quer, no entanto, dizer que esse empenho não seja válido. Ao dizer “malacabado”, engolindo o hífen da palavra e dando a ela um tom jocoso, Jairo provoca o leitor (eu sei que é assim que você me vê). Paraplégico desde os seis meses de idade, em decorrência da poliomielite, o autor vai narrando histórias de sua vida, que fazem chorar, mas também fazem rir ou, mais que isso, fazem refletir.Quem estiver em São Paulo na próxima terça-feira, 28 de junho, poderá, a partir das 18h30, trocar um dedo de prosa com o Jairo Marques, que lançará o seu “Malacabado” na Livraria Martins Fontes, da avenida Paulista (a loja fica no número 509).(por Thaís Nicoleti, Folha de São Paulo, 22 de junho de 2016).
Segundo o texto, o vocabulário politicamente correto, em si mesmo, não é suficiente, ainda que possa ser bem intencionado. Sobre isso, NÃO se pode afirmar que
- Linguagens
Literatura
- Escolas Literárias
- Prova de 2019
- UNIOESTE
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: 55708ED2-C4
Para responder a esta questão, leia os excertos abaixo:“Onde se viu ir ao cinema, de luto pesado! A dor já estava sendo cultivada pelas aparências, e eu, que sempre gostara apenas regularmente de meu pai, mais por instinto de filho que por espontaneidade de amor, me via a ponto de aborrecer o bom do morto”.“Voltei, abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso, doutor, só tenho o senhor no mundo’. Não acabou de falar ou se falou eu não ouvi, com o barulho do tiro”.“— Será que ele está vendo a gente de algum lugar? — perguntou o rapazinho. Olhou para o alto — o teto ainda de luz acesa —, como se a alma do morto estivesse por ali, observando-os; não viu nada, mas sentia como se a alma estivesse por ali”.“Ai, por que não fugi? Pegou a vassoura atrás da porta e me encheu de pancada. Me desviei, a criança ali nos braços, o cabo deu no canto da mesa e se quebrou”.Os fragmentos acima correspondem, respectivamente, aos seguintes contos: - Linguagens
Literatura
- Escolas Literárias
- Prova de 2019
- UNIOESTE
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: 5564342A-C4
Leia atentamente o excerto do soneto “O acendedor de lampiões”, de Jorge de Lima, e assinale a opção CORRETA.“Triste ironia atroz que o senso humano irrita: –ele que doira a noite e ilumina a cidade,talvez não tenha luz na choupana em que habita.Tanta gente também nos outros insinuacrenças, religiões, amor, felicidade,como este acendedor de lampiões da rua!” - Linguagens
Literatura
- Escolas Literárias
- Prova de 2019
- UNIOESTE
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: 555E29BA-C4
Leia atentamente o fragmento abaixo, retirado do soneto “O incêndio de Roma”, de Olavo Bilac, e assinale a alternativa CORRETA.“Nero, com o manto grego ondeando ao ombro, assomaentre os libertos, e ébrio, engrinaldada a fronte,lira em punho, celebra a destruição de Roma”. - Linguagens
Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2019
- UNIOESTE
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: 553BECB9-C4
Mark the CORRECT alternative according to the text. - Linguagens
Literatura
- Barroco
- Prova de 2017
- UNIOESTE
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: EDF9BAA6-AF
Tendo em vista a Carta XVII ao Rei D. Afonso VI, escrita pelo Pe. Antônio Vieira, assinale a alternativa que NÃO condiz com as afirmações do autor. - Linguagens
Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2017
- UNIOESTE
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: EDEB9F1C-AF
What Parents Can Do to Nurture Good WritersSteve Graham, a professor at Arizona State University’s Teachers College, has been researching how young people learn to write for more than 30 years. He is a co-author of numerous books on writing instruction, including “Powerful Writing Strategies for All Students.”How does reading at home help children become better writers?is really critical, but it’s not enough. We don’t have much evidence that if you just read more, you’ll be a better writer. But analyzing text does make a difference. So when we read to kids, we can also have conversations with them about the author’s craft. How did this author make this place seem real in terms of description? What words did they use? How did they present this idea or this argument?Should a parent correct a child’s writing, or just be encouraging?Sometimes when kids come to you to share what they’re writing, they’re not coming for feedback. They are coming for affirmation. It’s really important we emphasize first and foremost what we really like about it. And if you’re going to give feedback, just pick one or two things. English teachers — and parents are guilty of this, too — sometimes overwhelm kids with more feedback than they can absorb all at once. The other thing that’s really important, particularly for parents, is to remember that they don’t own this piece. It’s their child’s.What should parents look for to assess the writing instruction at their child’s school?After about third grade, very little time is devoted to explicit writing instruction. It’s like we’ve imagined that kids have acquired what they need to know to be good writers by then! In middle and high school, the most common activities are fill-in-the-blanks on worksheets, writing single sentences, making lists or writing a paragraph summary. When you start talking about persuasive essays or an informative paper, those things occur infrequently in English class and even less so in social studies and science. So the first questions are: “Is my kid writing at school, and was he given writing assignments to work on at home? Do those require writing more extended thoughts for the purposes of analysis and interpretation?” That’s what they need to be able to do for college.No texto, o autor afirma queFonte: adaptado de < https://www.nytimes.com/2017/08/02/education/edlife/parents-children-writing.html> - Linguagens
Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2017
- UNIOESTE
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: EDE7AF66-AF
What Parents Can Do to Nurture Good WritersSteve Graham, a professor at Arizona State University’s Teachers College, has been researching how young people learn to write for more than 30 years. He is a co-author of numerous books on writing instruction, including “Powerful Writing Strategies for All Students.”How does reading at home help children become better writers?is really critical, but it’s not enough. We don’t have much evidence that if you just read more, you’ll be a better writer. But analyzing text does make a difference. So when we read to kids, we can also have conversations with them about the author’s craft. How did this author make this place seem real in terms of description? What words did they use? How did they present this idea or this argument?Should a parent correct a child’s writing, or just be encouraging?Sometimes when kids come to you to share what they’re writing, they’re not coming for feedback. They are coming for affirmation. It’s really important we emphasize first and foremost what we really like about it. And if you’re going to give feedback, just pick one or two things. English teachers — and parents are guilty of this, too — sometimes overwhelm kids with more feedback than they can absorb all at once. The other thing that’s really important, particularly for parents, is to remember that they don’t own this piece. It’s their child’s.What should parents look for to assess the writing instruction at their child’s school?After about third grade, very little time is devoted to explicit writing instruction. It’s like we’ve imagined that kids have acquired what they need to know to be good writers by then! In middle and high school, the most common activities are fill-in-the-blanks on worksheets, writing single sentences, making lists or writing a paragraph summary. When you start talking about persuasive essays or an informative paper, those things occur infrequently in English class and even less so in social studies and science. So the first questions are: “Is my kid writing at school, and was he given writing assignments to work on at home? Do those require writing more extended thoughts for the purposes of analysis and interpretation?” That’s what they need to be able to do for college.Mark the INCORRECT alternative.Fonte: adaptado de < https://www.nytimes.com/2017/08/02/education/edlife/parents-children-writing.html> - Linguagens
Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2017
- UNIOESTE
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: EDDE8E1B-AF
How does Hurricane Harvey compare with Katrina? Here’s what we knowAlthough it is still unfolding, Harvey, now a tropical storm, evokes comparisons to Hurricane Katrina in 2005. Here’s a quick rundown of what we know about similarities and differences between the two.• The CitiesKatrina: Before the storm, New Orleans was a small city of about 455,000 people that lay in large part below sea level, ostensibly protected by a system of levee walls. Its population never fully recovered from the evacuation and destruction and remains below 400,000.Harvey: Houston is a sprawling, car-dependent, low-lying but not below sea level city. It has a population of more than two million people, with a system of bayous and waterways to manage flooding.• The StormsKatrina: It made landfall near the Louisiana/Mississippi border on Aug. 29, 2005, as a Category 3 storm and measured 350 miles across. However, the relatively low classification, was deceptive because Katrina produced the highest storm surge ever recorded in the U.S.Harvey: It made landfall in Rockport, Tex., on Friday as a Category 4 storm, measuring 200 miles across, but was quickly downgraded. As of Monday, it was expected to linger for days, causing the National Weather Service to warn, “This event is unprecedented and all impacts are unknown.”• Deaths and DamageKatrina: One of the deadliest hurricanes ever to strike the U.S., Katrina was responsible for 1,833 deaths, and some bodies were untouched for days. The storm inflicted more than $100 billion in damage, with most of it caused by wind, storm surge and the failure of the levees. Harvey: Local officials have reported at least 10 deaths in Texas since the storm began, but heavy rains and flooding are expected to continue at least through Friday. Most of the damage could be caused by flooding. As for the economy, the Gulf region’s capacity as an oil and gas does not appear to have been seriously compromised.• AssistanceKatrina: The storm displaced over a million people and damaged or destroyed 275,000 homes. Almost a million households received individual assistance from the Federal Emergency Management Agency.Harvey: We don’t know yet how many people will be forced out of their homes. But the vast majority of homes in Harvey’s path are not insured against flooding, according to figures from the National Flood Insurance Program. It is estimated that 450,000 people were likely to seek federal aid.Mark the INCORRECT alternative, according to the text.Fonte: adaptado de < https://www.nytimes.com/2017/08/28/us/hurricane-katrina-harvey.html> - Linguagens
Inglês
- Tradução | Translation
- Prova de 2017
- UNIOESTE
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: EDDB3020-AF
How does Hurricane Harvey compare with Katrina? Here’s what we knowAlthough it is still unfolding, Harvey, now a tropical storm, evokes comparisons to Hurricane Katrina in 2005. Here’s a quick rundown of what we know about similarities and differences between the two.• The CitiesKatrina: Before the storm, New Orleans was a small city of about 455,000 people that lay in large part below sea level, ostensibly protected by a system of levee walls. Its population never fully recovered from the evacuation and destruction and remains below 400,000.Harvey: Houston is a sprawling, car-dependent, low-lying but not below sea level city. It has a population of more than two million people, with a system of bayous and waterways to manage flooding.• The StormsKatrina: It made landfall near the Louisiana/Mississippi border on Aug. 29, 2005, as a Category 3 storm and measured 350 miles across. However, the relatively low classification, was deceptive because Katrina produced the highest storm surge ever recorded in the U.S.Harvey: It made landfall in Rockport, Tex., on Friday as a Category 4 storm, measuring 200 miles across, but was quickly downgraded. As of Monday, it was expected to linger for days, causing the National Weather Service to warn, “This event is unprecedented and all impacts are unknown.”• Deaths and DamageKatrina: One of the deadliest hurricanes ever to strike the U.S., Katrina was responsible for 1,833 deaths, and some bodies were untouched for days. The storm inflicted more than $100 billion in damage, with most of it caused by wind, storm surge and the failure of the levees. Harvey: Local officials have reported at least 10 deaths in Texas since the storm began, but heavy rains and flooding are expected to continue at least through Friday. Most of the damage could be caused by flooding. As for the economy, the Gulf region’s capacity as an oil and gas does not appear to have been seriously compromised.• AssistanceKatrina: The storm displaced over a million people and damaged or destroyed 275,000 homes. Almost a million households received individual assistance from the Federal Emergency Management Agency.Harvey: We don’t know yet how many people will be forced out of their homes. But the vast majority of homes in Harvey’s path are not insured against flooding, according to figures from the National Flood Insurance Program. It is estimated that 450,000 people were likely to seek federal aid.Fonte: adaptado de < https://www.nytimes.com/2017/08/28/us/hurricane-katrina-harvey.html>Considerando o texto, assinale a alternativa que melhor traduz o trecho: Houston is a sprawling, car-dependent, low-lying but not below sea level city - Linguagens
Literatura
- Escolas Literárias
- Prova de 2016
- UNIOESTE
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: 58E40E0B-AF
Assinale a alternativa INCORRETA, tendo em vista as citações dos contos de Machado de Assis e o que se declara a respeito.
- Linguagens
Literatura
- Arcadismo
- Prova de 2016
- UNIOESTE
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: 58E00B1A-AF
Instrução: para responder a questão, leia o texto abaixo.De ficção e realidade: diálogo possível– Literatura é fuga do real, cara! Veja o Brasil que temos: propina, tráfico de influência, delações, politicalha, trapaças...– Quem disse que a Literatura não tem os pés fincados na realidade? Para o momento brasileiro, valem os versos: “Começa o mundo enfim pela ignorância,/ e tem qualquer dos bens por natureza”.– Que bens? A rifa das licitações? O propinoduto?– É isso mesmo, cara! Diferente do fantasma romântico, parece que o dinheiro virou uma “febre que nunca descansa,/ O delírio que te há de matar!...”.– O que nós temos é uma safra de corruptos e corrompidos.– Verdade! Sujeito assim safado mereceria “ser das gentes o espectro execrado”. O tal “Ouro branco! Ouro preto! Ouro podre” corrompeu muito político. “De cada ribeirão trepidante e de cada recosto/ de montanha, o metal rolou na cascalhada/ Para o fausto d’El-Rei”. Que vergonha!– É! Mas, certamente, esse não é o “Ouro nativo que na ganga impura/ A bruta mina entre os cascalhos vela...”.
– Sei lá! O que mais nos reserva a Lava-Jato?– Veja só, cara! Ouvindo os noticiários, tenho a impressão que o assalto do vampiro tem mais equidade: “– Cê vem com a gente. É uma loja. Nós roubamos e dividimos o dinheiro. Em partes iguais”– Então, ainda há o que cantar neste país?– Claro! Vai o legado das Olimpíadas e das Paralimpíadas: “Entre o laboratório de erros/ e o labirinto de surpresas,/ canta o conhecimento do limite,/ a madura experiência a brotar da rota esperança”.
Assinale a alternativa INCORRETA, considerando os poemas originais de onde os versos foram extraídos.
- Linguagens
Inglês
- Aspectos linguísticos | Linguistic aspects
- Prova de 2016
- UNIOESTE
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: 58DA6147-AF
O texto a seguir se refere a questão.
Challenges concerning multiculturalism in Canada
The official Canadian policy of multiculturalism has been updated twice since its introduction in 1971. It was originally created as a policy based on the logic of ethnicity, modified to deal with racism and amended to include freedom of religion. In 1988 the Canadian Multiculturalism Act was passed.
Canada is considered a nation of immigrants such that cultural diversity is often presented as the essence of national identity. However, it is difficult to negotiate social and political policy when trying to speak for such a varied populace. Two very real challenges that Canada faces in regard to multiculturalism are the clash of cultures and the socioeconomic position of immigrants.
An example of clash of cultures is the one between English and French-Canada. The province of Quebec has always asserted a distinct identity and an inclination towards separatism from the rest of the country. In 1995, there was a referendum in the province of Quebec concerning separation in which 49% of the voting population voted “yes” and 51% voted “no”. The clash between French and English-Canada is primarily a cultural clash with Quebec concerned with preserving its own history, language and values; fearing these things are apt to become lost within English-Canada. Since the referendum, tensions have cooled a bit and Canada’s national administration has increased their efforts to accommodate Quebec identity within a Canadian identity.
Another challenge of multiculturalism is the socioeconomic position of immigrants. Diversity is supported by governmental policy but Canada is still a society where racist interactions and poor-bashing are severely detrimental to minorities (especially recent arrivals). There are many barriers to equal integration, especially in education, housing and employment. For example, in the workforce it is very difficult to get a job when the potential employer feels you are not speaking “proper” English or you do not have any Canadian work experience on your resumé. This often leads to overqualified people in full-time minimum wage positions with little or no benefits and no access, time or funds for language classes or other training programs. These sorts of circumstances lead to isolation, alienation, poverty and unsafe environments where a new immigrant does not feel safe to report or act against harassment or abuse.
Source: Adapted from http://globalcitizens.pbworks.com/w/page/9036226/Challenges%20Concerning%20Multiculturalism%20in%20Canada.
Mark the CORRECT alternative. - Linguagens
Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2016
- UNIOESTE
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: 58D379FA-AF
O texto a seguir se refere a questão.
Challenges concerning multiculturalism in Canada
The official Canadian policy of multiculturalism has been updated twice since its introduction in 1971. It was originally created as a policy based on the logic of ethnicity, modified to deal with racism and amended to include freedom of religion. In 1988 the Canadian Multiculturalism Act was passed.
Canada is considered a nation of immigrants such that cultural diversity is often presented as the essence of national identity. However, it is difficult to negotiate social and political policy when trying to speak for such a varied populace. Two very real challenges that Canada faces in regard to multiculturalism are the clash of cultures and the socioeconomic position of immigrants.
An example of clash of cultures is the one between English and French-Canada. The province of Quebec has always asserted a distinct identity and an inclination towards separatism from the rest of the country. In 1995, there was a referendum in the province of Quebec concerning separation in which 49% of the voting population voted “yes” and 51% voted “no”. The clash between French and English-Canada is primarily a cultural clash with Quebec concerned with preserving its own history, language and values; fearing these things are apt to become lost within English-Canada. Since the referendum, tensions have cooled a bit and Canada’s national administration has increased their efforts to accommodate Quebec identity within a Canadian identity.
Another challenge of multiculturalism is the socioeconomic position of immigrants. Diversity is supported by governmental policy but Canada is still a society where racist interactions and poor-bashing are severely detrimental to minorities (especially recent arrivals). There are many barriers to equal integration, especially in education, housing and employment. For example, in the workforce it is very difficult to get a job when the potential employer feels you are not speaking “proper” English or you do not have any Canadian work experience on your resumé. This often leads to overqualified people in full-time minimum wage positions with little or no benefits and no access, time or funds for language classes or other training programs. These sorts of circumstances lead to isolation, alienation, poverty and unsafe environments where a new immigrant does not feel safe to report or act against harassment or abuse.
Source: Adapted from http://globalcitizens.pbworks.com/w/page/9036226/Challenges%20Concerning%20Multiculturalism%20in%20Canada.
Assinale a alternativa que contém a ideia central do texto. - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2016
- UNIOESTE
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: 58BCD7AE-AF
PALAVRAS CARREGAM RECORTES DO MUNDOUm termo pode revelar mais de quem o usa do que daquilo que deveria nomear. É por essas e por outras que nunca se pode tratar a língua como uma ciência exata.Aquele que, para alguns, é teimoso ou obsessivo, para outros, pode ser apenas determinado; o que é enfadonho para uns é meticuloso para outros; o irresponsável de uns pode ser o ousado de outros; o que uns chamam de pessimismo outros chamam de realismo. Impeachment ou golpe, eis uma questão do momento (vale lembrar que o que houve em 1964 no Brasil, embora seja comumente chamado de golpe militar, ainda tem quem o chame de revolução).Como vemos, as palavras carregam uma espécie de recorte da realidade, portanto, a escolha de cada uma delas revela o modo como a pessoa vê o mundo.Não faz muito tempo, era comum usarem a expressão “de cor” em referência a pessoas negras. Tratar uma característica natural de uma pessoa (como a cor de sua pele) com um eufemismo faz parecer que a característica é, de alguma forma, um traço negativo, algo a ser disfarçado. Em geral, quem usava “de cor” no lugar de “negro” o fazia em tom de cochicho, quase como se pedisse ao interlocutor permissão para dizer um palavrão.POLITICAMENTE CORRETONos Estados Unidos da América, a palavra “nigger” é que é pejorativa, altamente ofensiva. Por lá, usam-se os termos “afro-american” e “afrodescendant”, fruto de ações afirmativas. No Brasil, o termo “afrodescendente” aparece sobretudo em traduções do inglês, mas, salvo engano, não é um termo disseminado entre os falantes.Entre as ações afirmativas, que visam a dar voz às minorias, está o estímulo ao emprego de termos chamados de politicamente corretos, uma forma de introduzir um recorte livre de preconceitos arraigados. O uso dessas palavras é, portanto, parte de um processo de reeducação.As pessoas que têm algum tipo de deficiência física ou intelectual costumam ser chamadas de “portadores de necessidades especiais”. Embora essa expressão, que tenta abranger num só grupo pessoas com quaisquer tipos de deficiência, seja usada como politicamente correta, aqueles que ela procura nomear pensam de modo diverso, pois repelem o termo “portador”. Vejamos por quê.Uma consulta ao verbete “portador” do dicionário “Houaiss” traz-nos, entre vários outros significados, estes dois: que ou aquele que apresenta certa característica diferencial [vagas para (pessoas) portadoras de deficiência].1. infectologia – que ou aquele que se encontra infectado por germes de doença [são (crianças) portadoras de malária].Já que se buscam formas politicamente corretas (ou afirmativas) de denominar pessoas com deficiência, seria melhor escolher um termo que não servisse também a algo negativo, associado à ideia de doença, sobretudo porque ainda é comum na sociedade a ideia (falsa!) de que a deficiência é uma doença.O termo “especial”, usado não só na locução “necessidades especiais” como também na alusão a certas síndromes (fulano tem um filho especial), substituiu o antigo “excepcional”, relativo à ideia de “exceção”, que aparece definido no “Houaiss”, entre outras acepções, assim:1. diz-se de ou indivíduo que tem deficiência mental [baixo QI (quociente de inteligência)], física [deformação do corpo] ou sensorial [cegueira, surdez etc.]“Especial”, naturalmente, é um termo mais adequado, pois substitui a ideia de exceção pela de especificidade. Como sabemos, no entanto, “especial” carrega fortemente a noção de superioridade (excelente, fora de série, capaz de evocar coisas boas, aquilo que tem vantagens extras etc.), o que pode fazer parecer que se está empregando um eufemismo. O emprego de “necessidades específicas” talvez fosse mais adequado.“Específico”, todavia, não resolve o emprego genérico pretendido por quem diz ter um “filho especial” (não se diria “específico” nesse caso, em que se faz alusão, geralmente, a alguma síndrome). Não é difícil perceber que estamos num terreno delicado, portanto sujeitos a errar na tentativa de acertar.UM NOVO OLHAR, UMA NOVA ATITUDECertamente mais importante que os termos é a atitude que os acompanha. Embora seja bem-intencionado (e importante), o vocabulário politicamente correto, por si só, não basta. É preciso reeducar o olhar a fim de ver o outro como outra possibilidade, outra condição, outro modo de estar no mundo. Isso significa não ver o outro filtrado pelo déficit, pelo sinal negativo, mas apenas como diferente, se tanto.Não poderia aqui deixar de indicar a leitura do comovente texto de Gregório Duvivier, publicado na Folha, em que, em seu habitual estilo descontraído, trata dessa questão com muita sensibilidade.“MALACABADO”Menos ainda poderia deixar de citar todos os textos do blog Assim Como Você, de Jairo Marques, colunista da Folha, que, há vários anos, vem trabalhando nesse processo de reeducação do olhar das pessoas.Jairo, ora provocador em sua linguagem, ora comovente em suas descrições, mas, sobretudo destemido, porque não teme mostrar suas emoções, acaba de publicar seu primeiro livro.Desde o título, “Malacabado”, o autor desafia o esforço da linguagem politicamente correta. Não quer, no entanto, dizer que esse empenho não seja válido. Ao dizer “malacabado”, engolindo o hífen da palavra e dando a ela um tom jocoso, Jairo provoca o leitor (eu sei que é assim que você me vê). Paraplégico desde os seis meses de idade, em decorrência da poliomielite, o autor vai narrando histórias de sua vida, que fazem chorar, mas também fazem rir ou, mais que isso, fazem refletir.Quem estiver em São Paulo na próxima terça-feira, 28 de junho, poderá, a partir das 18h30, trocar um dedo de prosa com o Jairo Marques, que lançará o seu “Malacabado” na Livraria Martins Fontes, da avenida Paulista (a loja fica no número 509).(por Thaís Nicoleti, Folha de São Paulo, 22 de junho de 2016).Segundo o texto, marque a alternativa INCORRETA.
- Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2016
- UNIOESTE
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: 58AB738C-AF
PALAVRAS CARREGAM RECORTES DO MUNDOUm termo pode revelar mais de quem o usa do que daquilo que deveria nomear. É por essas e por outras que nunca se pode tratar a língua como uma ciência exata.Aquele que, para alguns, é teimoso ou obsessivo, para outros, pode ser apenas determinado; o que é enfadonho para uns é meticuloso para outros; o irresponsável de uns pode ser o ousado de outros; o que uns chamam de pessimismo outros chamam de realismo. Impeachment ou golpe, eis uma questão do momento (vale lembrar que o que houve em 1964 no Brasil, embora seja comumente chamado de golpe militar, ainda tem quem o chame de revolução).Como vemos, as palavras carregam uma espécie de recorte da realidade, portanto, a escolha de cada uma delas revela o modo como a pessoa vê o mundo.Não faz muito tempo, era comum usarem a expressão “de cor” em referência a pessoas negras. Tratar uma característica natural de uma pessoa (como a cor de sua pele) com um eufemismo faz parecer que a característica é, de alguma forma, um traço negativo, algo a ser disfarçado. Em geral, quem usava “de cor” no lugar de “negro” o fazia em tom de cochicho, quase como se pedisse ao interlocutor permissão para dizer um palavrão.POLITICAMENTE CORRETONos Estados Unidos da América, a palavra “nigger” é que é pejorativa, altamente ofensiva. Por lá, usam-se os termos “afro-american” e “afrodescendant”, fruto de ações afirmativas. No Brasil, o termo “afrodescendente” aparece sobretudo em traduções do inglês, mas, salvo engano, não é um termo disseminado entre os falantes.Entre as ações afirmativas, que visam a dar voz às minorias, está o estímulo ao emprego de termos chamados de politicamente corretos, uma forma de introduzir um recorte livre de preconceitos arraigados. O uso dessas palavras é, portanto, parte de um processo de reeducação.As pessoas que têm algum tipo de deficiência física ou intelectual costumam ser chamadas de “portadores de necessidades especiais”. Embora essa expressão, que tenta abranger num só grupo pessoas com quaisquer tipos de deficiência, seja usada como politicamente correta, aqueles que ela procura nomear pensam de modo diverso, pois repelem o termo “portador”. Vejamos por quê.Uma consulta ao verbete “portador” do dicionário “Houaiss” traz-nos, entre vários outros significados, estes dois: que ou aquele que apresenta certa característica diferencial [vagas para (pessoas) portadoras de deficiência].1. infectologia – que ou aquele que se encontra infectado por germes de doença [são (crianças) portadoras de malária].Já que se buscam formas politicamente corretas (ou afirmativas) de denominar pessoas com deficiência, seria melhor escolher um termo que não servisse também a algo negativo, associado à ideia de doença, sobretudo porque ainda é comum na sociedade a ideia (falsa!) de que a deficiência é uma doença.O termo “especial”, usado não só na locução “necessidades especiais” como também na alusão a certas síndromes (fulano tem um filho especial), substituiu o antigo “excepcional”, relativo à ideia de “exceção”, que aparece definido no “Houaiss”, entre outras acepções, assim:1. diz-se de ou indivíduo que tem deficiência mental [baixo QI (quociente de inteligência)], física [deformação do corpo] ou sensorial [cegueira, surdez etc.]“Especial”, naturalmente, é um termo mais adequado, pois substitui a ideia de exceção pela de especificidade. Como sabemos, no entanto, “especial” carrega fortemente a noção de superioridade (excelente, fora de série, capaz de evocar coisas boas, aquilo que tem vantagens extras etc.), o que pode fazer parecer que se está empregando um eufemismo. O emprego de “necessidades específicas” talvez fosse mais adequado.“Específico”, todavia, não resolve o emprego genérico pretendido por quem diz ter um “filho especial” (não se diria “específico” nesse caso, em que se faz alusão, geralmente, a alguma síndrome). Não é difícil perceber que estamos num terreno delicado, portanto sujeitos a errar na tentativa de acertar.UM NOVO OLHAR, UMA NOVA ATITUDECertamente mais importante que os termos é a atitude que os acompanha. Embora seja bem-intencionado (e importante), o vocabulário politicamente correto, por si só, não basta. É preciso reeducar o olhar a fim de ver o outro como outra possibilidade, outra condição, outro modo de estar no mundo. Isso significa não ver o outro filtrado pelo déficit, pelo sinal negativo, mas apenas como diferente, se tanto.Não poderia aqui deixar de indicar a leitura do comovente texto de Gregório Duvivier, publicado na Folha, em que, em seu habitual estilo descontraído, trata dessa questão com muita sensibilidade.“MALACABADO”Menos ainda poderia deixar de citar todos os textos do blog Assim Como Você, de Jairo Marques, colunista da Folha, que, há vários anos, vem trabalhando nesse processo de reeducação do olhar das pessoas.Jairo, ora provocador em sua linguagem, ora comovente em suas descrições, mas, sobretudo destemido, porque não teme mostrar suas emoções, acaba de publicar seu primeiro livro.Desde o título, “Malacabado”, o autor desafia o esforço da linguagem politicamente correta. Não quer, no entanto, dizer que esse empenho não seja válido. Ao dizer “malacabado”, engolindo o hífen da palavra e dando a ela um tom jocoso, Jairo provoca o leitor (eu sei que é assim que você me vê). Paraplégico desde os seis meses de idade, em decorrência da poliomielite, o autor vai narrando histórias de sua vida, que fazem chorar, mas também fazem rir ou, mais que isso, fazem refletir.Quem estiver em São Paulo na próxima terça-feira, 28 de junho, poderá, a partir das 18h30, trocar um dedo de prosa com o Jairo Marques, que lançará o seu “Malacabado” na Livraria Martins Fontes, da avenida Paulista (a loja fica no número 509).(por Thaís Nicoleti, Folha de São Paulo, 22 de junho de 2016).
Qual dos pares abaixo, segundo o texto, NÃO indica modos opositivos de conceber o mundo?