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Instituição

Questões: Universidade do Estado da Bahia — com gabarito

583 questões de Universidade do Estado da Bahia, de 2009 a 2023. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 583 questões
  • 7 provas

Resultados: 583 questões

Página 29 de 30

  • Ciências Humanas

    Geografia

    Imagem da questão de Geografia, Universidade do Estado da Bahia 2009, Clima


    Os dados apresentados na tabela indicam que

    Escolha uma alternativa para a questão 9860620c-ba
  • Ciências Humanas

    Geografia

    Com relação ao espaço geográfico brasileiro, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 98548a7f-ba
  • Ciências Humanas

    Geografia

    A expansão colonial do século XIX, com a imposição de relações de dependência, foi expressão dessa unificação do globo pelo modo de produção capitalista e constituiu o sistema internacional em sua forma atual: de alcance planetário e profundamente assimétrico. [...] os países que tomaram a dianteira nos processos de industrialização que gestaram o capitalismo moderno devastaram o planeta para alcançar a centralidade que hoje detém no sistema internacional. (FERNANDES, 2008, p. 19-20).
    A partir dos conhecimentos sobre o processo de industrialização e seus efeitos no meio ambiente, identifique as afirmativas verdadeiras.


    I. O Brasil, entre os países de industrialização clássica, é o que mais contribui para a poluição do meio ambiente, por ter optado pela implantação de indústrias de base.

    II. O modo de produção capitalista é responsável pelo aquecimento global, por ter priorizado o uso de combustíveis fósseis.

    III. O aquecimento global é uma questão universal, todavia ele será solucionado apenas quando países, como o Brasil e os países africanos, proibirem a ocupação e a exploração de suas florestas.

    IV. Os países centrais utilizam a bandeira ambiental para dificultar o desenvolvimento dos países periféricos.

    V. O uso de tecnologias ultrapassadas e o desperdício de matérias-primas explicam o fato de os paises de industrialização tardia terem se tornado os maiores poluidores do planeta.


    A alternativa que indica todas as afirmativas verdadeiras é a
    Escolha uma alternativa para a questão 984bdc88-ba
  • A expansão colonial do século XIX, com a imposição de relações de dependência, foi expressão dessa unificação do globo pelo modo de produção capitalista e constituiu o sistema internacional em sua forma atual: de alcance planetário e profundamente assimétrico. [...] os países que tomaram a dianteira nos processos de industrialização que gestaram o capitalismo moderno devastaram o planeta para alcançar a centralidade que hoje detém no sistema internacional. (FERNANDES, 2008, p. 19-20).

    A dominação colonialista é um processo que está vinculado à necessidade de expansão econômica dos Estados, nas diversas épocas históricas.


    Em relação a esse processo, é correto afirmar:

    Escolha uma alternativa para a questão 9845f818-ba
  • Ciências Humanas

    História

    “Nós, filhos da tragédia,
    trazemos no peito feridas incuráveis,
    e uma história de humanidade desumanizada.
    Na Argélia ou na Bósnia, em Ruanda ou Uganda...
    Quantos Somos? Dezenas. Milhares...
    Vidas assassinadas,
    Sonhos roubados,
    Direitos violados.
    Vivemos numa cidade perturbada,
    Onde o sangue jorra,
    Onde o terror é o rei
    E a arbitrariedade tem mais força que a lei.

    Nós, filhos da tragédia,
    Precisamos de alívio,
    proteção, carinho, orientação...
    Carregamos o destino da humanidade.
    Pensem em transformar em uma sinfonia
    de paz e fraternidade as declarações que assinaram
    A Declaração dos Direitos do Homem é o nosso guia”.
     (MOHAMMED, In: MAGALHÃES et al, 2005, p. 186)
    Identifique as afirmativas verdadeiras.

    A leitura do poema, aliada aos conhecimentos sobre o continente africano e sua história, permite afirmar:


    I. A colonização da África pelos europeus foi facilitada pelos seus aspectos naturais, como um litoral recortado, um relevo predominantemente de planícies e grandes riquezas minerais.


    II. A colonização europeia implantou novas formas de produção agrícola, sem desarticular o processo produtivo já existente no continente, o que explica a sua baixa produtividade atual.


    III. Os versos evidenciam o fato de a partilha do continente africano não ter considerado a sua diversidade étnica, o que resultou na emergência de conflitos internos, após a descolonização.


    IV. Os atuais conflitos que se verificam no continente são uma consequência das pressões demográficas e da necessidade de se estender as áreas agrícolas, não sendo, portanto, provocados por diferenças ideológicas, como no passado.


    V. A África Subsaariana, por possuir solos mais férteis e não sofrer escassez de água, é a região que concentra o maior número de conflitos armados no continente.


    A alternativa que indica todas as afirmativas verdadeiras é a
    Escolha uma alternativa para a questão 98427006-ba
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, Universidade do Estado da Bahia 2009, Interpretação de texto | Reading comprehension

    About the boy in this cartoon, it’s correct to say:
    Escolha uma alternativa para a questão 981bdaf5-ba
  • Linguagens

    Inglês

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, Universidade do Estado da Bahia 2009, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, Universidade do Estado da Bahia 2009, Interpretação de texto | Reading comprehension

    The only alternative in which the word from the text, on the left, is not correctly defined is
    Escolha uma alternativa para a questão 9811b93b-ba
  • Linguagens

    Inglês

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, Universidade do Estado da Bahia 2009, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, Universidade do Estado da Bahia 2009, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Fill in the parentheses with True or False. It’s stated in the text that


    ( ) Short people don’t make as much money as tall people.
    ( ) Thin workers earn less money than fat ones.
    ( ) Short people can handle difficult situations more easily than tall ones.
    ( ) Tall people aren’t usually considered as intelligent as shorter ones.


    The correct sequence, from top to bottom, is
    Escolha uma alternativa para a questão 980c97f0-ba
  • Linguagens

    Português

    Levanta-se e percorre os quartos vazios, sem camas, sem nada. Entra na cozinha e acende o fogo. Pensa em fazer um café. Desiste. Joga água nos tições, apaga o fogo. Já que ia embora, para que café, para que fogo aceso? Sai até o avarandado. A barra do dia está nascendo, da cor do ouro. Carregaria estas manhãs para sempre, levaria nos olhos e na alma o raiar destes dias, as promessas da vida nova, deixando sempre um velho dia para trás. Desce até o riacho. Tira a roupa. O corpo nu se reflete na água limpa, esverdeada, à sombra do capim-angolinha, capim de beira de rio.


    TORRES, Antônio. Essa Terra. 21 ed. São Paulo: Record, 2005. p. 71.


    A personagem em foco
    Escolha uma alternativa para a questão 97f778eb-ba
  • Linguagens

    Português

    I.
    BUCÓLICA NOSTÁLGICA
    Ao entardecer no mato, a casa entre
    bananeiras, pés de manjericão e cravo-santo,
    aparece dourada. Dentro dela, agachados,
    na porta da rua, sentados no fogão, ou aí mesmo,
    rápidos como se fossem ao Êxodo, comem
    feijão com arroz, taioba, ora-pro-nobis,
    Muitas vezes abóbora.
    Depois, café na canequinha e pito.
    O que um homem precisa pra falar,
    entre enxada e sono: Louvado seja Deus!
    PRADO, Adélia. Bucólica Nostálgica. Bagagens. Rio de Janeiro: Imago,1976. p. 54.



    II.
    CIDADEZINHA QUALQUER
    Casas entre bananeiras
    mulheres entre laranjeiras
    pomar amor cantar.

    Um homem vai devagar.
    Um cachorro vai devagar.
    Um burro vai devagar.

    Devagar... as janelas olham.
    Êta vida besta, meu Deus.
    ANDRADE, Carlos Drummond de. Cidadezinha qualquer. Reunião:10 livros de poesia. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971. p. 17.
    Comparando-se os textos I e II, pode-se afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 97ef6b27-ba
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2009, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2009, Interpretação de Textos

    O narrador-personagem, no fragmento contextualizado na obra,
    Escolha uma alternativa para a questão 97e09f3b-ba
  • Linguagens

    Português

    — Papai...

    — Não te ponhas com denguices, e falemos como dous amigos sérios. Fecha aquela porta; vou dizer-te cousas importantes. Senta-te e conversemos. Vinte e um anos, algumas apólices, um diploma, podes entrar no parlamento, na magistratura, na imprensa, na lavoura, na indústria, no comércio, nas letras ou nas artes. Há infinitas carreiras diante de ti. Vinte e um anos, meu rapaz, formam apenas a primeira sílaba do nosso destino. Os mesmos Pitt e Napoleão, apesar de precoces, não foram tudo aos vinte e um anos. Mas, qualquer que seja a profissão da tua escolha, o meu desejo é que a faças grande e ilustre, ou pelo menos notável, que te levantes acima da obscuridade comum.


    ASSIS, Machado de. A teoria do medalhão. In: Papéis avulsos. Obra completa. 2. ed. ilust. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1962. v. II, p. 288.


    No fragmento e no todo do conto, observa-se

    Escolha uma alternativa para a questão 97d95d7a-ba
  • Linguagens

    Português

          A população com 12 anos ou mais de estudo, entre 1995 e 2005, praticamente dobrou e a frequência ao ensino superior neste período quase triplicou. Esse aumento ocorreu particularmente na população feminina, que atualmente é maioria nas universidades e corresponde a 56,1% da população com 12 anos ou mais de estudo. No entanto, é nesse grupo de maior escolaridade que a desigualdade de rendimento entre homens e mulheres é elevada.
         A população masculina ocupada, com 12 anos ou mais de estudo, está distribuída entre os seguintes grupamentos de atividades: indústria (15,8%), comércio e reparação (15,6%), educação, saúde e serviços sociais (16,8%) e outras atividades (22,3%). No caso das mulheres com esse nível de escolaridade, 44,9% estão no grupamento de educação, saúde e serviços sociais. Em resumo, as mulheres estão predominantemente no setor de serviços, em atividades relacionadas ao cuidado, em áreas que poderiam ser consideradas extensões das atribuições familiares e domésticas.                       
         Independentemente da maior escolaridade das mulheres, a inserção delas em “nichos” ocupacionais tipicamente femininos faz com que ganhem menos que os homens, o que explica, em parte, a desigualdade de rendimento por sexo.

    FIGUEIRA, Mara. Retrato de um mundo desigual. Sociologia: ciência da vida, São Paulo: Escala, ano 1, n. 6, p. 14, 2007.


    Ao mencionar os índices da pesquisa do IBGE no texto, a articulista evidencia que
    Escolha uma alternativa para a questão 97c2e794-ba
  • Linguagens

    Português

    Texto A 

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2023, Funções morfossintáticas da palavra QUE


    FILHO, Adonias. Um avô muito velho. O largo da Palma. Disponível em: </Users/marci/Downloads/document.onl_o-largo-da-palmaadonias-filho-pdf p. 52>. Acesso em: 13 dez. 2022.


    Texto B

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2023, Funções morfossintáticas da palavra QUE


    FONSECA, Aleilton. O avô e o rio. Desterro dos Mortos. Bahia, Itabuna: Via Litterarum, 2012, p. 20.
    Em relação aos recursos linguísticos e de estilos, a afirmativa sem respaldo textual é a
    Escolha uma alternativa para a questão bcba539b-c4
  • Linguagens

    Português

    Texto A

        De repente a ladeira começou a animar-se. Do largo da sé, da Baixa dos Sapateiros, do Carmo, surgiram homens e mulheres apressados e aflitos. Não vinham pela morte de Pedro Archanjo, sábio autor de livros sobre miscigenação, talvez definitivos, e, sim, pela morte de Ojuobá, os olhos de Xangô, um pai daquele povo. Do castelo de Ester, a notícia se propagara de boca em boca, de porta em porta, de casarão em casarão, rua afora, escada acima, ladeira abaixo e nos becos. Chegou ao largo da Sé a tempo de embarcar nos primeiros bondes e ônibus.
        Mulheres arrancadas do sono ou dos braços de tardos fregueses para a lágrima e a lamentação. Trabalhadores de horário preciso, vagabundos sem relógio de ponto, bêbados e mendigos, habitantes dos sobradões, dos infectos cortiços, árabes de prestação, moços e velhos, gente de santo e comerciantes do Terreiro de Jesus, um carroceiro com sua carroça, e Ester, um quimono sobre a nudez mostrando tudo a quem quisesse ver. Mas, quem ia se aproveitar, se ela puxava os cabelos e batia nos peitos:
        — Ai, Archanjo, meu santo, por que não disse que estava doente? Como eu ia saber? Agora, Ojuobá, como vai ser? Tu era a luz da gente, nossos olhos de ver, nossa boca de falar. Tu era a coragem da gente e nosso entendimento. Tu sabia de ontem e de amanhã, quem mais vai saber?
        Quem, ai, quem? Na hora do espanto, homens e mulheres encaravam a morte nua e crua, ali na sarjeta, despida de qualquer enfeite, do menor consolo. Pedro Archanjo Ojuobá ainda não se fizera memória, tão somente morte e nada mais.


    AMADO, Jorge. Tenda dos milagres. Disponível em: <https://www.terra.com.br/diversao/infograficos/jorge-amado-centenario/pdf/tenda-dos-milagres.pdf.> Acesso em: 12 dez. 2022.


    Texto B

        Já naquela hora a notícia da inesperada morte de Quincas Berro D’água circulava pelas ruas da Bahia. É bem verdade que os pequenos comerciantes do Mercado não fecharam suas portas em sinal de luto. Em compensação, imediatamente aumentaram os preços dos balangandãs, das bolsas de palha, das esculturas de barro que vendiam aos turistas, assim homenageavam o morto. Houve nas imediações do Mercado ajuntamentos precipitados, pareciam comícios relâmpagos, gente andando de um lado para outro, a notícia no ar, subindo o Elevador Lacerda, viajando nos bondes para a Calçada, ia de ônibus para a Feira de Santana. Debulhou-se em lágrimas a graciosa negra Paula, ante seu tabuleiro de beijus de tapioca. Não viria Berro D’água naquela tarde dizerlhe galanteios torneados, espiar-lhe os seios vastos, propor-lhe indecências, fazendo-a rir.
        Nos saveiros de velas arriadas, os homens do reino de Iemanjá, os bronzeados marinheiros, não escondiam sua decepcionada surpresa: como pudera acontecer essa morte num quarto do Tabuão, como fora o velho marinheiro desencarnar numa cama? Não proclamara, peremptório, e tantas vezes, Quincas Berro D’água, com voz e jeito capazes de convencer ao mais descrente, que jamais morreria em terra, que só um túmulo era digno de sua picardia: o mar banhado de lua, as águas sem fim? 

    AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro D’água. Rio de janeiro: Record, 1991, p. 53.
    Os textos A e B, embora retirados de obras distintas, apresentam semelhanças em variados aspectos na sua construção.


    As afirmativas que encontram respaldo nos fragmentos ou no contexto geral das suas obras estão em


    I. A temática abordada nos fragmentos se estende por toda narrativa nas duas obras, tendo seu ponto alto nos desfechos, quando se concretiza o desejo das personagens principais.

    II. A obra do texto A relata a vida de Arcanjo em dois tempos distintos: um como homem do povo e seu modo de vida, e outro como homem público, respeitado pela intelectualidade baiana, enquanto que, na obra do texto B, a vida de Quincas é apresentada de maneira inversa.  

    III. Nas duas obras, o ponto de vista da narração dá-se sob o olhar de um narrador onisciente, e suas personagens fazem uso de uma linguagem apropriada à realidade delas, diferenciando-se, porém, na intenção literária de cada.

    IV. O cenário apresentado e o tempo transcorrido em que se processam as narrativas, desde seu início até o final, dão-se de maneira idêntica, entremeando passado e presente em iguais condições sociais e profissionais de seus personagens, Pedro Arcanjo e Berro D’água.

    V. As circunstâncias em que se deu a morte de Pedro Arcanjo e Berro D’água, o comportamento de seus amigos em relação ao fato e o desenrolar do fluxo das narrativas, desde a morte até o final, apresenta-se, de maneira idêntica, nas duas obras.


    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
    Escolha uma alternativa para a questão bcb2a5ac-c4
  • Ciências Humanas

    História

    I.

    Antes que o país se abrisse, no fim dos anos 70 [século XX], o sistema de ciência e tecnologia da China empregava um modelo soviético: instituições especializadas conduziam a pesquisa e as universidades, com foco mais restrito, se encarregavam da educação e do treinamento. Esse modelo fracassou porque a pesquisa era separada do ensino, o trabalho interdisciplinar era impossível, os recursos eram escassos e os rígidos controles políticos e a ideologia dominavam. A revolução cultural de 1966 a 1976 fechou todo o ensino superior por uma década e destruiu muito do que havia sido construído anteriormente. Nos anos 90, a China expandiu e reestruturou o ensino superior de forma a atender suas ambições econômicas. (ALTBACH; WANG. 2012. p. 44-45).


    II.


    Quem acha que o Brasil de hoje é um país pobre — e é mesmo — pode ter uma certeza com teor de verdade 100%: o Brasil de quarenta anos atrás era várias vezes pior. Por pior que fosse, porém, era melhor que a China no quesito pobreza. (SILÊNCIO..., 2013. p. 148).

    As mudanças ocorridas na China se inserem em um contexto mais amplo de transformações ocorridas nas relações geopolíticas internacionais, a partir da segunda metade do século XX, a exemplo
    Escolha uma alternativa para a questão ff4b0571-f7
  • Linguagens

    Português

    I.
    BUCÓLICA NOSTÁLGICA
    Ao entardecer no mato, a casa entre
    bananeiras, pés de manjericão e cravo-santo,
    aparece dourada. Dentro dela, agachados,
    na porta da rua, sentados no fogão, ou aí mesmo,
    rápidos como se fossem ao Êxodo, comem
    feijão com arroz, taioba, ora-pro-nobis,
    Muitas vezes abóbora.
    Depois, café na canequinha e pito.
    O que um homem precisa pra falar,
    entre enxada e sono: Louvado seja Deus!
    PRADO, Adélia. Bucólica Nostálgica. Bagagens. Rio de Janeiro: Imago,1976. p. 54.



    II.
    CIDADEZINHA QUALQUER
    Casas entre bananeiras
    mulheres entre laranjeiras
    pomar amor cantar.

    Um homem vai devagar.
    Um cachorro vai devagar.
    Um burro vai devagar.

    Devagar... as janelas olham.
    Êta vida besta, meu Deus.
    ANDRADE, Carlos Drummond de. Cidadezinha qualquer. Reunião:10 livros de poesia. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971. p. 17.
    Os textos I e II apresentam em comum
    Escolha uma alternativa para a questão 97e3f89b-ba