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Instituição

Questões: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais — com gabarito

120 questões de Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais, de 2016 a 2018. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 120 questões
  • 3 provas

Resultados: 43 questões

Página 2 de 3

  • Linguagens

    Português

    Leia com atenção o fragmento do artigo “A rebelião, a cidade e a consciência”, de Mauro Luis Iasi, e responda à questão.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2016, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2016, Interpretação de Textos

    IASI, Mauro Luis. A rebelião, a cidade e a consciência. In: MARICATO, Ermínia et al. (Orgs.). Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo: Carta Maior, 2013. Adaptado

    No quarto parágrafo, o autor apresenta o princípio da “serialidade”. Conforme esse conceito,

    I – cada pessoa vive isoladamente, não constituindo, portanto, uma consciência coletiva.

    II – os indivíduos deslocam-se como seres coisificados, produtos do capitalismo.

    III – não existe identificação social, mas sim realidades fragmentadas e desconexas.

    IV – os indivíduos serializados formam a base de um grupo social coeso e integrativo.

    Assinale a alternativa CORRETA

    Escolha uma alternativa para a questão 9ddd5237-b5
  • Linguagens

    Literatura

    Considerando que a obra Capitães da areia, de Jorge Amado, introduz, na Literatura Brasileira da década de 1930, temas sociais que, até então, foram ignorados nas narrativas da literatura oficial, marque a alternativa CORRETA.

    Escolha uma alternativa para a questão 9dea1815-b5
  • Linguagens

    Literatura

    Ainda em relação à narrativa de Jorge Amado, leia o trecho de carta a seguir:

    Sr redator, Desculpe os erros e a letra pois não sou costumeira nestas coisas de escrever e se hoje venho a vossa presença é para botar os pingos no ii. Vi no jornal uma notícia sobre os furtos dos Capitães da areia e logo depois veio a polícia e disse que ia perseguir eles e então o doutor dos menores veio com uma conversa dizendo que era uma pena que eles não se emendavam no reformatório para onde ele mandava os pobres. É pra falar no tal do reformatório que eu escrevo estas mal traçadas linhas. Eu queria que seu jornal mandasse uma pessoa ver o tal do reformatório para ver como são tratados os filhos dos pobres que têm a desgraça de cair nas mãos daqueles guardas sem alma.

    AMADO, Jorge. Capitães da areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. p. 12.

    Examine as seguintes proposições e classifique-as como V (verdadeira) ou F (falsa).

    ( ) A obra inicia-se com os textos divulgados no Jornal da Tarde e dá seguimento com a publicação de cartas de leitores como a da costureira Maria Ricardina, cujo filho foi maltratado no reformatório.
    ( ) As cartas do padre e da costureira denunciam as péssimas condições humanas a que os adolescentes são submetidos no reformatório, enquanto que a carta do juiz de menores manifesta-se a favor da educação repressora.
    ( ) O fragmento de texto caracteriza-se por uma linguagem extremamente formal, um rigor gramatical e o uso de expressões típicas da língua culta como “botar os pingos no ii”.

    Agora, aponte a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

    Escolha uma alternativa para a questão 9dedb81b-b5
  • Linguagens

    Literatura

    A respeito das personagens encontradas na obra Capitães da areia, marque a alternativa CORRETA.

    Escolha uma alternativa para a questão 9df259a8-b5
  • Linguagens

    Inglês

    Read the following excerpt from a newspaper, ignoring the gaps numbered (1-5). After that, choose the CORRECT alternative.

    Published in 1981, Todd Strasser’s The Wave recounts a true incident that took place in a history class at a Palo Alto, California, high school in 1969. The teacher of the class, Ron Jones, (1)__________ is fictionally renamed Ben Ross in the book, actually formulated the experiment described in the narrative in an effort to help his students understand how the Holocaust could have happened without the mass condemnation of the German people. What begins as a simple class project quickly takes on a life of its own, (2) __________, as students conform mindlessly to the experimental system, and others are pressured ruthlessly to join in.
    Group dynamics and peer influence bordering on coercion create a sinister atmosphere of fear and mistrust, The Wave spontaneously takes on the characteristics of a cult. The event disrupts an entire school (3) __________ raises a plethora of dark questions concerning responsibility, freedom, and group dynamics. Ron Jones calls it “one of the most frightening events ever experienced in the classroom.” As a novelization of a teleplay by Johnny Dawkins, based on a short story by Ron Jones, Strasser’s book (4) __________ not have attracted an abundance of criticism as a literary entity in itself, (5) __________ The Wave clearly holds an important place in the canon of young adult literature. (…)
    Available at: <http://www.enotes.com/topics/the-wave/critical-essays>. Accessed on: 20 set. 2016

    Choose the CORRECT alternative..

    Escolha uma alternativa para a questão 9df5bc49-b5
  • Linguagens

    Inglês

    Read the lyrics for the song “Smile”, by Charlie Chaplin.

    Imagem da questão de Inglês, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2016, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Available at: <https://www.linkedin.com/pulse/charlie-chaplin-michael-buble-say-smile-unforgettable-ritzya>.Accessed on: 20 set. 2016.

    Put T (true) or F (false) by the propositions below and then check the CORRECT sequence:

    ( ) The song suggests we should not smile if our heart is aching.

    ( ) Life still has meaning, despite fear and sorrow, if you just smile.

    ( ) Since life has no meaning at all, there is no use smiling.

    ( ) The song’s overall meaning is to motivate us to remain positive.

    ( ) The song encourages us to give up the pleasures of life.

    Escolha uma alternativa para a questão 9df8d8e5-b5
  • Linguagens

    Inglês

    Analyze the following diagram and then check the CORRECT statement.

    Imagem da questão de Inglês, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2016, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Fonte: Available at: <http://www.unicef.org/factoftheweek/index_53803.html>. Accessed on: 10 set. 2016.


    Escolha uma alternativa para a questão 9dfd2e5b-b5
  • Linguagens

    Inglês

    Read the following passage, paying attention to the words numbered 1-5

    Gene Wilder’s passing away, the eternal Willy Wonka


    Gene Wilder, (1) who established himself as one of America’s foremost comic actors with his delightfully neurotic performances in three films directed by Mel Brooks; his eccentric star turn in the family classic “Willy Wonka and the Chocolate Factory”; and (2) his winning chemistry with Richard Pryor in the box-office smash “Stir Crazy,” died early Monday morning at his home in Stamford, Conn. He was 83. With his haunted blue eyes and an empathy born of his own history of psychic distress, he aspired to touch audiences much as Charlie Chaplin had. The Chaplin film “City Lights,” he said, had “made the biggest impression on me as an actor; (3) it was funny, then sad, then both at the same time”.
    Mr. Wilder was an accomplished stage actor as well as a screenwriter, a novelist and the director of four movies in (4) which he starred. (He directed, he once said, “in order to protect what I wrote, which I wrote in order to act.”) But he was best known for playing roles on the big screen that might have been ripped from the pages of the Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. He made his movie debut in 1967 in Arthur Penn’s celebrated crime drama, “Bonnie and Clyde,” in which he was memorably hysterical as an undertaker kidnapped by the notorious Depression-era bank robbers played by Faye Dunaway and Warren Beatty. He was even more hysterical, and even more memorable, a year later in “The Producers,” the first film by Mr. Brooks, (5) who later turned it into a Broadway hit.
    Available at: <http://www.nytimes.com/2016/08/30/movies/gene-wilder-dead.html?_r=0>. Accessed on: 20 ago. 2016
    As far as textual cohesion is concerned, analyze the following statements about the text above.
    I – The pronoun “who” (in 1) refers forward to “America’s foremost comic actors”.
    II – The pronoun “his” (in 2) refers back to the subject “Richard Pryor”.
    III – The pronoun “it” (in 3) refers back to either “Chaplin” or “actor”, resulting in ambiguity.
    IV – The pronoun “which” (in 4) refers back to “Mr. Wilder”.
    V – The pronoun “who” (in 5) can be replaced by “which”, without any problem.

    After analyzing items I-V, check the CORRECT option.

    Escolha uma alternativa para a questão 9e01f5af-b5
  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente o texto apresentados a seguir.

    TEXTO 1
    Saudosa Maloca

    Se o senhor não tá lembrado
    Dá licença de contá
    Que acá onde agora está
    Esse adifício arto
    Era uma casa véia
    Um palacete assobradado

    Foi aqui seu moço
    Que eu, Mato Grosso e o Joca
    Construímos nossa maloca
    Mas um dia, nós nem pode se alembrá
    Veio os homis c'as ferramentas
    O dono mandô derrubá

    Peguemos todas nossas coisas
    E fumos pro meio da rua
    Apreciá a demolição
    Que tristeza que nós sentia
    Cada táuba que caía
    Doía no coração

    Mato Grosso quis gritá
    Mas em cima eu falei:
    Os homis tá cá razão
    Nós arranja outro lugar
    Só se conformemo quando o Joca falou:
    "Deus dá o frio conforme o cobertor"

    E hoje nós pega páia nas gramas do jardim
    E prá esquecê, nós cantemos assim:
    Saudosa maloca, maloca querida
    Dim-dim donde nós passemos os dias feliz de nossa vida
    Saudosa maloca, maloca querida
    Dim-dim donde nós passemos os dias feliz de nossas vidas.

    BARBOSA, Adoniran. Saudosa maloca. Disponível em: <http://m.letras.mus.br/adoniranbarbosa> . Acesso em: 17 abr. 2018.


    Analise as seguintes proposições a respeito do texto I.
    I. A canção trata do processo de urbanização dos grandes centros urbanos que transforma as casas em edifícios.
    II. A canção trata de três homens expulsos da casa abandonada que haviam invadido porque em seu lugar será construído um edifício.
    III. A canção tematiza a moradia, mas pelo lado daqueles que não a possuem.

    Marque a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a7c4408b-b6
  • Linguagens

    Português

    Leia o seguinte soneto.

    RECORDO AINDA...

    Recordo ainda... e nada mais me importa...

    Aqueles dias de uma luz tão mansa

    Que me deixavam, sempre, de lembrança,

    Algum brinquedo novo à minha porta...


    Mas veio um vento de Desesperança

    Soprando cinzas pela noite morta!

    E eu pendurei na galharia torta

    Todos os meus brinquedos de criança...


    Estrada afora após segui... Mas, aí,

    Embora idade e senso eu aparente

    Não vos iludais o velho que aqui vai:


    Eu quero os meus brinquedos novamente!

    Sou um pobre menino... acreditai!...

    Que envelheceu, um dia, de repente!...


    QUINTANA, Mário. Nariz de vidro. São Paulo: Moderna, 2003, p. 42.


    Marque a alternativa que identifica CORRETAMENTE o eu lírico do soneto.

    Escolha uma alternativa para a questão a7cbc368-b6
  • Linguagens

    Literatura

    Leia atentamente o fragmento I-Juca-Pirama.

    Em fundos vasos d'alvacenta argila

    Ferve o cauim;

    Enche-se as copas, o prazer começa,

    Reina o festim.


    O prisioneiro, cuja morte anseia,

    Sentado está,

    O prisioneiro, que outro sol no ocaso

    Jamais verá!


    A dura corda, que lhe enlaça o colo,

    Mostra-lhe o fim

    Da vida escura, que será mais breve

    Do que o festim!


    Contudo os olhos d'ignóbil pranto

    Secos estão;

    Mudos os lábios não descerram queixas

    Do coração.


    Mais um martírio, que encobrir não pode

    Em rugas faz

    A mentirosa placidez do rosto

    Na fronte audaz!


    Que tens, guerreiro? Que temor te assalta

    No passo horrendo?

    Honra das tabas que nascer te viram,

    Folga morrendo.


    Folga morrendo; porque além dos Andes

    Revive o forte,

    Que soube ufano contrastar os medos

    Da fria morte.


    GONÇALVES, Dias. Poesia e Prosa Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998, p. 380-381.


    Considerando o poema como um todo e seu conhecimento sobre o Romantismo brasileiro, assinale a alternativa CORRETA.

    Escolha uma alternativa para a questão a7d00822-b6
  • Linguagens

    Literatura

    Analise as seguintes proposições a respeito do Arcadismo.

    I. Pode-se dizer que o pastor convida sua amada a gozar o quanto antes os prazeres do amor, porque a vida é breve, e o futuro é incerto.
    II. Pode-se dizer que o eu-lírico idealiza uma paisagem agradável e propícia aos encontros amorosos.
    III. Pode-se dizer que se trata de uma época de lutas e polêmicas religiosas que valorizou muito a arte da oratória, tendo como um de seus maiores expoentes Gregório de Matos.
    IV. Pode-se dizer que, contrariamente à arte do Renascimento, o Arcadismo pregava uma exaltação dos sentimentos, e a religiosidade é expressa de forma dramática, intensa, envolvendo emocionalmente os ouvintes.

    Marque a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a7d354ed-b6
  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente o poema que se segue.


    BUSCANDO A CRISTO


    A vós correndo vou, braços sagrados,

    Nessa cruz sacrossanta descobertos

    Que, para receber-me, estais abertos,

    E, por não castigar-me, estais cravados.


    A vós, divinos olhos, eclipsados

    De tanto sangue e lágrimas abertos,

    Pois, para perdoar-me, estais despertos,

    E, por não condenar-me, estais fechados.


    A vós, pregados pés, por não deixar-me,

    A vós, sangue vertido, para ungir-me,

    A vós, cabeça baixa, p'ra chamar-me.


    A vós, lado patente, quero unir-me,

    A vós, cravos preciosos, quero atar-me,

    Para ficar unido, atado e firme.


    MATOS, Gregório de. In: WISNIK, José Miguel (org.). Gregório de Matos: poemas escolhidos. São Paulo: Círculo do Livro/Cultrix, s.d., p. 282.


    Marque a alternativa CORRETA que melhor expressa o desejo do eu lírico no último terceto.

    Escolha uma alternativa para a questão a7d74ba1-b6
  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente o poema a seguir.

    TRISTE HORIZONTE

    Por que não vais a Belo Horizonte? a saudade cicia
    e continua branda: Volta lá.
    Tudo é belo e cantante na coleção de perfumes
    das avenidas que levam ao amor,
    nos espelhos de luz e penumbra onde se projetam
    os puros jogos de viver.
    Anda! Volta lá, volta já.

    E eu respondo, carrancudo: Não.
    Não voltarei para ver o que não merece ser visto,
    o que merece ser esquecido, se revogado não pode ser.
    Não o passado cor-de-cores fantásticas,
    Belo Horizonte sorrindo púbere núbil sensual sem malícia,
    lugar de ler os clássicos e amar as artes novas,
    lugar muito especial pela graça do clima
    e pelo gosto, que não tem preço,
    de falar mal do Governo no lendário Bar do Ponto.
    Cidade aberta aos estudantes do mundo inteiro, inclusive Alagoas,
    "maravilha de milhares de brilhos vidrilhos"
    mariodeandrademente celebrada.
    Não, Mário, Belo Horizonte não era uma tolice como as outras.
    Era uma provinciana saudável, de carnes leves pesseguíneas.
    Era um remanso, era um remanso
    para fugir às partes agitadas do Brasil
    sorrindo do Rio de Janeiro e de São Paulo: tão prafentrex, as duas!
    e nós lá: macio-amesendados
    na calma e na verde brisa irônica. . .

    Esquecer, quero esquecer é a brutal Belo Horizonte
    que se empavonava sobre o corpo crucificado da primeira.
    Quero não saber da traição de seus santos.
    Eles a protegiam, agora protegem-se a si mesmos.
    São José, no centro mesmo da cidade, explora estacionamento de automóveis.
    São José dendroclasta não deixa de pé sequer um pé-de-pau
    onde amarrar o burrinho numa parada no caminho do Egito.
    São José vai entrar feio no comércio de imóveis,
    vendendo seus jardins reservados a Deus.
    São Pedro instala supermercado.
    Nossa Senhora das Dores,
    amizade da gente na Floresta,
    (vi crescer sua igreja à sombra do Padre Artur)
    abre caderneta de poupança,
    lojas de acessórios para carros,
    papelaria, aviários, pães-de-queijo.

    Terão endoidecido esses meus santos
    e a dolorida mãe de Deus?
    Ou foi em nome deles que pastores
    deixam de pastorear para faturar?
    Não escutem a voz de Jeremias
    (e é o Senhor que fala por sua boa de vergasta):
    "Eu vos introduzi numa terra fértil,
    e depois de lá entrardes a profanastes.
    Ai dos pastores que perdem e despedaçam
    o rebanho de minha pastagem!
    Eis que os visitarei para castigar a esperteza de seus desígnios".

    Fujo
    da ignóbil visão de tendas obstruindo as alamedas do Senhor.
    Tento fugir da própria cidade, reconfortar-me
    em seu austero píncaro serrano.
    De lá verei uma longínqua, purificada Belo Horizonte
    sem escutar os rumos dos negócios abafando a litania dos fiéis.
    Lá o imenso azul desenha ainda as mensagens
    de esperança nos homens pacificados - os doces mineiros
    que teimam em existir no caos e no tráfico.
    Em vão tento a escalada.
    Cassetetes e revólveres me barram
    a subida que era alegria dominical de minha gente.
    Proibido escalar. Proibido sentir
    o ar de liberdade destes cimos,
    proibido viver a selvagem intimidade destas pedras
    que se vão desfazendo em forma de dinheiro.
    Esta serra tem dono. Não mais a natureza
    a governa. Desfaz-se, com o minério
    uma antiga aliança , um rito da cidade. Desiste ou leva bala. Encurralado todos,
    a Serra do Curral, os moradores
    cá embaixo. Jeremias me avisa:
    "Foi assolada toda a serra; de improviso
    derrubaram minhas tendas, abateram meus pavilhões.
    Vi os montes, e eis que tremiam.
    E todos os outeiros estremeciam.
    Olhei a terra, e eis que estava vazia,
    sem nada nada nada".

    Sossega minha saudade. Não me cicies outra vez
    o impróprio convite.
    Não quero mais, não quero ver-te,
    meu Triste Horizonte e destroçado amor.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. “Triste horizonte”. In: Estado de Minas, 2o caderno, p. 1, 15 ago. 1976.

    Em relação ao poema, analise as assertivas a seguir.

    I. Carlos Drummond de Andrade lamenta as perdas sofridas e anseia esquecer as discrepâncias entre a cidade de que se lembra afetivamente e a que se ergue diante de seu olhar.
    II. Pode-se dizer que o pacato e o efêmero, a tradição e a modernidade são contradições que foram registradas por Carlos Drummond de Andrade.
    III. O receio de Carlos Drummond de Andrade em retornar a Belo Horizonte se relaciona à inconformidade com as transformações que atravessaram a cidade.
    IV. Carlos Drummond de Andrade demonstra um receio de aceitar o convite de seu alterego de retornar à cidade de Belo Horizonte.

    Marque a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a7da27df-b6
  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente a tirinha e as afirmativas a seguir.


    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2018, Interpretação de Textos

    WALKER, Greg Mort. Recruta Zero. O Estado de São Paulo. São Paulo, 11 mar. 2010 


    I. O uso do termo para determinar salva-vidas em oposição àquele utilizado por Quindim contribui para a construção do efeito de humor da tira.

    II. O jogo linguístico de que fazem uso na tira só se concretiza pela exploração das diferentes funções dos artigos indefinido e definido.

    III. A jovem da tira não está interessada em Quindim, visto que já conta com o próprio namorado para salvá-la.


    Marque a alternativa CORRETA:

    Escolha uma alternativa para a questão a7ddf2c4-b6
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto que se segue:

    Dialogando com o público leitor

    – Boa tarde, o senhor me desculpe eu estar interrompendo sua leitura, mas é só um minutinho.
    – Ah, pois não.
    – É o seguinte, não é o senhor que é o escritor? O menino ali me disse que o senhor é o escritor.
    – Bem, não sei se sou o escritor. Mas sou um escritor, sou, sim.
    – Madalena, venha cá, é ele! Madalena! Chame Rosalvo e os meninos, é ele?
    – O que foi que houve?
    – Madalena é minha esposa, ela estava com vergonha de perguntar se era o senhor mesmo o escritor.
    Ela me disse que já tinha ouvido muito falar no senhor. E Rosalvo é meu cunhado, que conhece sua obra, é gente boa.
    – Sim, eu...
    – Não vou interromper nada, pode ficar descansado, o senhor pode continuar com sua leitura.
    – Eu...
    – Madalena, é ele mesmo! Você tinha razão, é ele. É boa gente, você sabe? Estamos aqui numa prosa ótima, ele é a simplicidade em pessoa. Olha aí, Rosalvo, é ele. Pode sentar, rapaz, ele não morde, háhá!
    – Muito prazer, dá licença.
    – Eu...
    – Meu nome é Rosalvo Luiz da Anunciação Pereira, mas eu costumo assinar apenas Anunciação Pereira.
    – Ah, sim, interessante.
    – Admiro muito sua obra, O Sargento de Milícias.
    – Mas não fui eu quem escreveu esse, foi outro. Bem que podia ter sido eu, mas não fui eu.
    – Ah, então o senhor não é autor do “Sargento”?
    – Sou, mas de outro sargento, o Sargento Getúlio.

    RIBEIRO, João Ubaldo. Contos e crônicas para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010, p. 59-63.

    Assinale a alternativa CORRETA em relação ao texto lido.
    Escolha uma alternativa para a questão a7e136fc-b6
  • Linguagens

    Português

    Leia o excerto a seguir.


    O grande e o pequeno

        Todo o caso de amor tem sempre um grande e um pequeno. Essa não é uma ideia original, apenas uma adaptação da frase: “a chaque deux amoureux il y a toujours celui que aime et celui que se laisse aimer”. O pequeno ama, o grande se deixa amar, o grande fala, o pequeno escuta, o grande discorda, o pequeno concorda, o pequeno se preocupa, o grande divaga, o grande se atrasa, o pequeno se antecipa, o pequeno teme, o grande ameaça, o grande pede, ou nem precisa pedir, e o pequeno já está fazendo.

        Às vezes o grande é um homem, às vezes é uma mulher. O grande pode ser o mais bonito e pode não ser. O pequeno pode ser o mais sensível, mas nem sempre é assim. Muitas vezes o grande é o mais esperto mas o pequeno também pode ser espertíssimo. Depende do caso. Ninguém descobriu até hoje nenhuma regra que permita determinar quem é o grande e quem é o pequeno de um casal. É necessária uma observação um pouco mais atenta. Numa festa, por exemplo, não é difícil identificar qual é qual. Geralmente o pequeno está torcendo para que a festa seja boa, principalmente se foi ele que sugeriu o programa. O grande se comportará de maneira mais blasé até se deixar embriagar pela música, pela bebida ou pelo ambiente, quando então ficará muito, mas muito mais entusiasmado do que o pequeno. O grande não se preocupa em conhecer pessoas, as pessoas é que sempre se aproximam dele, pelo menos na concepção do pequeno, mas mesmo que o pequeno atraia qualquer atenção, o fato vai passar desapercebido pelo grande. O pequeno evita o silêncio porque tem certeza de que a culpa é dele. Por isso tem sempre guardados na cabeça assuntos vários que possam ser úteis em diversas ocasiões. Mas se preocupa sempre em encaixá-los no momento mais apropriado, com cuidado, claro, para não perder a espontaneidade.

       A  calça nova do pequeno dificilmente lhe cai tão bem quanto a do grande, assim como o cabelo do grande sempre está melhor do que o pequeno, ainda que o resto do mundo pense exatamente o contrário. Mesmo que o pequeno dance bem, o grande sempre dançará melhor. O grande não é bom de decorar letras de músicas mas o pequeno sabe muitas decoradas, principalmente as mais românticas. O pequeno geralmente se comove com a lua calado enquanto o grande aponta, olha só que lua. No final da festa é sempre o pequeno que quer ir embora, a não ser que a festa seja ruim, neste caso o grande quis e eles já foram há muito tempo. Na saída, o pequeno sempre tem uma promessa nervosa e oculta para o resto da noite enquanto o grande se despede dos amigos displicentemente. Em casa, o pequeno faz tudo pra agradar, é macho, é gueixa, é incansável, e, se tocar o coração do grande, ainda deve comemorar com mais uma dose antes de cair no sono. No dia seguinte o pequeno estará inevitavelmente preocupado: será que eu fiz tudo certo? Será que eu devia ter dito aquilo? Por que será que toda vez sou eu que beijo primeiro? E provavelmente vai procurar o grande urgentemente apesar de ter se prometido que jamais faria isso.

        Não precisa nem ser um caso de amor. Mesmo entre dois irmãos, dois amigos, dois o que seja, sempre haverá um que quer mais e outro que quer menos, o generoso e o pedinte, o fascinante e o fascinado. O grande e o pequeno podem ser de qualquer espécie, inclusive bichos, com exceção dos gatos que são todos grandes.


    FALCÃO, Adriana. O doido da garrafa. São Paulo: Planeta, 2003, p. 11-13.


    Em relação ao excerto, marque a alternativa CORRETA. 

    Escolha uma alternativa para a questão a7e4e846-b6
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema e as afirmativas a seguir.

    O filho do século


    Nunca mais andarei de bicicleta

    Nem conversarei no portão

    Com meninas de cabelos cacheados

    Adeus valsa "Danúbio Azul"

    Adeus tardes preguiçosas

    Adeus cheiros do mundo sambas

    Adeus puro amor

    Atirei ao fogo a medalhinha da Virgem

    Não tenho forças para gritar um grande grito

    Cairei no chão do século vinte

    Aguardem-me lá fora

    As multidões famintas justiceiras

    Sujeitos com gases venenosos

    É a hora das barricadas

    É a hora da fuzilamento, da raiva maior

    Os vivos pedem vingança

    Os mortos minerais vegetais pedem vingança

    É a hora do protesto geral

    É a hora dos vôos destruidores

    É a hora das barricadas, dos fuzilamentos

    Fomes desejos ânsias sonhos perdidos, M

    Misérias de todos os países uni-vos

    Fogem a galope os anjos-aviões

    Carregando o cálice da esperança

    Tempo espaço firmes porque me abandonastes.


    MENDES, Murilo. O Visionário. In: Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, p. 239-240.


    I. Pode-se dizer que o poema apresenta dois momentos distintos: o primeiro se refere à época anterior à chegada do novo século e o segundo, ao século XX.

    II. Todas as situações mencionadas no poema evocam um mundo em que a vida é simples e prazerosa, parecendo ser proveniente da inocência e da ingenuidade.

    III. O novo século é caracterizado ao longo do poema pela dor, pelo sofrimento, pela violência e pela morte e desmonta-se em cenas de desesperança.

    IV. No verso “Atirei ao fogo a medalhinha da Virgem” representa-se a descrença espiritual ou o abandono da religião, já que a fé de nada adianta, considerando a realidade que se impõe.


    Marque a alternativa CORRETA:

    Escolha uma alternativa para a questão a7e809bb-b6
  • Linguagens

    Português

    Leia o seguinte fragmento de O filho eterno, de Cristovão Tezza:

    É, talvez, ele refletirá logo depois, ainda em pânico, dando corda à sua rara vocação dramática, que agora lhe toma por inteiro, a pior sensação imaginável na vida – quase a mesma sensação terrível do momento em que o filho se revelou ao mundo, da qual ele jamais se recuperará completamente, repete-se agora ao espelho, com intensidade semelhante, mas não se trata mais do acaso.

    TEZZA, Cristovão. O filho eterno. Rio de Janeiro: Record, 2007, p. 94.

    Marque a alternativa CORRETA que expressa o momento no qual o narrador descobre a dependência que sentia pelo filho.
    Escolha uma alternativa para a questão a7ebb650-b6
  • Linguagens

    Inglês

    Read texts I and II to answer question.

    TEXT I

    Sonnet 18
    William Shakespeare

    Figura 1 de 4 da questão de Inglês, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Available at: <http://www.shakespeare-online.com/sonnets/18detail.html>. Acess on: 23 mar. 2018.

    Notes:
    Thee: you
    Thou art: You are
    temperate: constant
    Bud: a small part of a plant that develops into a flower
    the eye of heaven: the sun
    dimm’d: become less bright
    fair: beauty
    nature’s changing course: the passing of time
    thou ow'st: you possess 


    TEXT II
    Lego House
    Ed Sheeran

    Figura 2 de 4 da questão de Inglês, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Chorus (lines 13 to 23):

    Figura 3 de 4 da questão de Inglês, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Chorus (Repeat)

    Figura 4 de 4 da questão de Inglês, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Chorus (Repeat)

    Available at: <https://vagalume.com.br> . Acess on: 23 mar. 2018. Adapted.

    All of the statements are according to the texts I and II, EXCEPT FOR the alternative:
    Escolha uma alternativa para a questão a7ef5cbe-b6