Matemática
- Aritmética e Problemas
- Prova de 2015
- Faculdade Pernambucana de Saúde
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: B4E697C0-E3
Instituição
152 questões de Faculdade Pernambucana de Saúde, de 2015 a 2017. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.


TEXTO 1
SAÚDE
A definição de saúde mais difundida – com implicações legais, sociais e econômicas dos estados de saúde e doença – é a definição encontrada no preâmbulo da Constituição da Organização Mundial da Saúde (OMS): saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças.
Quando a OMS foi criada, pouco após o fim da Segunda Guerra Mundial, havia uma preocupação em traçar uma definição positiva de saúde, que incluiria fatores como alimentação, atividade física, acesso ao sistema de saúde etc. O "bem-estar social" da definição veio de uma preocupação com a devastação causada pela guerra, assim como de um otimismo em relação à paz mundial. A OMS foi ainda a primeira organização internacional de saúde a considerar-se responsável pela saúde mental, e não apenas pela saúde do corpo.
A definição adotada pela OMS tem sido alvo de inúmeras críticas desde então. Definir a saúde como um estado de completo bem-estar faz com que a saúde seja algo ideal, inatingível, e assim a definição não pode ser usada como meta pelos serviços de saúde. Por outro lado, a definição utópica de saúde é útil como um horizonte para os serviços de saúde por estimular a priorização das ações.
Christopher Boorse definiu, em 1977, a saúde como a simples ausência de doença. Em 1981, Leon Kass incluiu, no campo da saúde, "o bem-funcionar de um organismo como um todo", ou ainda "uma atividade do organismo vivo de acordo com suas excelências específicas”. Lennart Nordenfelt definiu, em 2001, a saúde como um estado físico e mental em que é possível alcançar todas as metas vitais, dadas as circunstâncias.
As definições acima têm seus méritos, mas, provavelmente, a segunda definição mais citada é da OMS, mais especificamente do Escritório Regional Europeu: A medida em que um indivíduo ou grupo é capaz, por um lado, de realizar aspirações e satisfazer necessidades e, por outro, de lidar com o meio ambiente. A saúde é, portanto, vista como um recurso para a vida diária, não o objetivo dela; abranger os recursos sociais e pessoais, bem como as capacidades físicas, é um conceito positivo.
Essa visão funcional da saúde interessa muito aos profissionais de saúde púbica, incluindo-se aí os médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e os engenheiros sanitaristas, e de atenção primária à saúde, pois pode ser usada de forma a melhorar a equidade dos serviços de saúde e de saneamento básico, ou seja, prover cuidados de acordo com as necessidades de cada indivíduo ou grupo.
Existem, assim, quatro determinantes gerais de saúde: biologia humana, ambiente, estilo de vida e assistência médica. Dessa forma, a saúde é mantida e melhorada, não só através da promoção e aplicação da ciência da saúde, mas também através dos esforços e opções de vida inteligentes do indivíduo e da sociedade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, os principais determinantes da saúde incluem o ambiente social e econômico, o ambiente físico e as características e comportamentos individuais da pessoa. Em geral, o contexto em que um indivíduo vive é de grande importância na sua qualidade de vida e em seu estado de saúde.
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Sa%C3%BAde). (Adaptado.)
Read TEXT 2 below and answer question
TEXT 2
Read TEXT 1 below and answer question
TEXT 1
World Health Officials Describe Progress Against Tetanus, H.I.V. and Malaria
Infant and maternal tetanus was officially eliminated from the Americas this year, the Pan American Health Organization
announced on Thursday. At one time, the infection killed about 10,000 newborns annually in the Western Hemisphere; tetanus
still kills about 35,000 infants around the world. It was one of several significant global health advances, including new programs
against malaria and H.I.V., announced last week in conjunction with the meeting of the United Nations General Assembly in
New York.
Haiti was the last country in the Americas to eliminate neonatal tetanus. That does not mean complete eradication,
because the bacteria that cause tetanus exist everywhere in soil and animal droppings. Rather, elimination means that
thanks to vaccination of mothers and clean birth procedures — less than one case occurs per 1,000 live births.
The Americas have generally led the world in eliminating diseases for which vaccines exist. In this hemisphere, smallpox
was eliminated in 1971, polio in 1994, rubella in 2015 and measles in 2016 (the diseases are sometimes reintroduced, as
measles was at Disneyland in 2014, but outbreaks are usually brought quickly under control).
Also this week, the President’s Malaria Initiative said it would expand its work to new countries in West and Central
Africa, protecting 90 million more people. The initiative, founded in 2005 as part of the United States Agency for International
Development, has been a major force in driving down worldwide malaria deaths by about 40 percent in the past decade. The
disease most often kills young children and pregnant women. The expansion in Cameroon, Ivory Coast, Niger, Sierra Leone
and Burkina Faso was made possible because Congress increased funding for the initiative in fiscal year 2017, a representativ
said
In his speech to the United Nations on Tuesday, President Trump praised the malaria initiative and the President’s
Emergency Plan for AIDS Relief as examples of leadership in humanitarian assistance by the United States.
A combination of aid agencies, drug companies and g
cocktail to treat H.I.V. would soon be available to 92 countries, including virtually all of Africa, for about $75 a year. The new AIDS cocktail is the first available in poor countries to contain dolutegravir, which is widely used in wealthy countries because it is highly effective and has few side effects. The pill also contains lamivudine, an older but still effective drug, and tenof
disoproxil fumarate, another modern drug whose inclus
effects and resistance.
Almost 37 million people in the world have H.I.V., according to Unaids, the U.N.’s AIDS-fighting agency, but fewer than 20 million are now on antiretroviral medicine, which not only saves their lives but prevents them from passing on the disease.
McNEIL Jr., Donald. Disponível em: < https://www.nytimes.com/2017/09/22/health/world-health-tetanus-infants.html?mcubz=1>. Acesso em: 22/09/2017.
Read TEXT 1 below and answer question
TEXT 1
World Health Officials Describe Progress Against Tetanus, H.I.V. and Malaria
Infant and maternal tetanus was officially eliminated from the Americas this year, the Pan American Health Organization
announced on Thursday. At one time, the infection killed about 10,000 newborns annually in the Western Hemisphere; tetanus
still kills about 35,000 infants around the world. It was one of several significant global health advances, including new programs
against malaria and H.I.V., announced last week in conjunction with the meeting of the United Nations General Assembly in
New York.
Haiti was the last country in the Americas to eliminate neonatal tetanus. That does not mean complete eradication,
because the bacteria that cause tetanus exist everywhere in soil and animal droppings. Rather, elimination means that
thanks to vaccination of mothers and clean birth procedures — less than one case occurs per 1,000 live births.
The Americas have generally led the world in eliminating diseases for which vaccines exist. In this hemisphere, smallpox
was eliminated in 1971, polio in 1994, rubella in 2015 and measles in 2016 (the diseases are sometimes reintroduced, as
measles was at Disneyland in 2014, but outbreaks are usually brought quickly under control).
Also this week, the President’s Malaria Initiative said it would expand its work to new countries in West and Central
Africa, protecting 90 million more people. The initiative, founded in 2005 as part of the United States Agency for International
Development, has been a major force in driving down worldwide malaria deaths by about 40 percent in the past decade. The
disease most often kills young children and pregnant women. The expansion in Cameroon, Ivory Coast, Niger, Sierra Leone
and Burkina Faso was made possible because Congress increased funding for the initiative in fiscal year 2017, a representativ
said
In his speech to the United Nations on Tuesday, President Trump praised the malaria initiative and the President’s
Emergency Plan for AIDS Relief as examples of leadership in humanitarian assistance by the United States.
A combination of aid agencies, drug companies and g
cocktail to treat H.I.V. would soon be available to 92 countries, including virtually all of Africa, for about $75 a year. The new AIDS cocktail is the first available in poor countries to contain dolutegravir, which is widely used in wealthy countries because it is highly effective and has few side effects. The pill also contains lamivudine, an older but still effective drug, and tenof
disoproxil fumarate, another modern drug whose inclus
effects and resistance.
Almost 37 million people in the world have H.I.V., according to Unaids, the U.N.’s AIDS-fighting agency, but fewer than 20 million are now on antiretroviral medicine, which not only saves their lives but prevents them from passing on the disease.
McNEIL Jr., Donald. Disponível em: < https://www.nytimes.com/2017/09/22/health/world-health-tetanus-infants.html?mcubz=1>. Acesso em: 22/09/2017.
TEXTO 3
Português, a língua mais difícil do mundo?
Conta outra!
(1) Alguns mitos resistentes rondam como mosquitos
chatos a língua portuguesa falada no Brasil. Diante deles,
argumentações fundadas em fatos e um mínimo de
racionalidade são tão inúteis quanto tapas desferidos às
cegas em pernilongos zumbidores.
(2) A lenda de que se fala no estado do Maranhão o
português mais “correto” do Brasil é uma dessas balelas
aceitas por aí como verdades reveladas – e nem os
tristíssimos índices educacionais maranhenses podem fazer
nada contra isso.
(3) Outra bobagem de grande prestígio é aquela que
sustenta ser o português “a língua mais difícil do mundo”.
Baseada, talvez, na dor de cabeça real que acomete
estrangeiros confrontados com a arquitetura barroca de
nossos verbos, a afirmação é categórica o bastante para
dispensar a necessidade de uma prova.
(4) O sujeito erra o gênero da palavra alface e lá vem a
desculpa universal: “Ah, como é difícil a porcaria dessa
língua! Ah!, se tivéssemos sido colonizados pelos
holandeses”.
(5) Claro que isso não quer dizer que o queixoso fale
holandês. É justamente na imensa parcela monoglota da
população que a crença na dificuldade insuperável da
língua portuguesa encontra solo mais fértil.
(6) Não há dúvida de que o mito das agruras superlativas
do português diz muito sobre a falência educacional
brasileira, cupim que rói as fundações de qualquer projeto
de desenvolvimento social que vá além da promoção de um
maior acesso da população a shopping centers.
(7) Temo, porém, que suas raízes sejam mais profundas.
Percebe-se aí uma mistura tóxica de autocomplacência,
autodepreciação, ufanismo, fuga da realidade e desculpa
esfarrapada que pode ser ainda mais difícil de derrotar do
que nosso vicejante semianalfabetismo.
Sérgio Rodrigues. Disponível em:
http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/portugues-a-lingua-mais-dificil-domundo-conta-outra. Acesso em 06/09/2017. Adaptado.
TEXTO 1
A leitura como tratamento para diversas doenças
TEXTO 1
A leitura como tratamento para diversas doenças
TEXTO 1
A leitura como tratamento para diversas doenças