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Instituição

Questões: Faculdade Cásper Líbero — com gabarito

462 questões de Faculdade Cásper Líbero, de 2009 a 2019. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 462 questões
  • 11 provas

Resultados: 462 questões

Página 7 de 24

  • Linguagens

    Português

    Analise atentamente a tira da cartunista Laerte reproduzida a seguir.


    Imagem da questão de Português, Faculdade Cásper Líbero 2017, Interpretação de Textos
    Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/blogs/ultrapop/laerte-mais-que-um-rostinho-bonito-142508053.html


    O conteúdo da tira
    Escolha uma alternativa para a questão ff4db498-ef
  • O longa-metragem Que horas ela volta?, da cineasta Anna Muylaert, apresenta uma trama centrada nas interações familiares, no serviço doméstico e na discussão sobre direitos trabalhistas e relações de poder no âmbito privado, fazendo referências, ainda que indiretas, às relações sociais da época da escravidão no país, o que sugere a reprodução de uma determinada cultura nos vínculos entre patrão e empregado.

    Nesse sentido, pode-se afirmar que a legislação conhecida como “PEC das Domésticas”, sancionada em 2015,
    Escolha uma alternativa para a questão ff34f555-ef
  • No Brasil, recentemente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi alterada. Considerando o surgimento da CLT e seus desdobramentos até a atualidade, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão ff21fc08-ef
  • Se não existissem instituições sociais que conhecessem o uso da violência, [...] surgiria uma situação que poderíamos designar como “anarquia”, no sentido específico da palavra. [...] No passado, as instituições mais variadas – a partir do clã – conheceram o uso da força física como perfeitamente normal. Hoje, porém, temos de dizer que [há] uma comunidade humana que pretende, com êxito, o “monopólio do uso legítimo da força física” dentro de um determinado território. [...] Especificamente, no momento presente, o direito de usar a força física é atribuído a outras instituições ou pessoas apenas na medida em que [essa comunidade humana] o permite.
    Fonte: WEBER, Max. Política como Vocação. Estudos de Sociologia, Guanabara, 1982, p. 98


    O trecho acima é de um clássico das Ciências Sociais com inegável atualidade. Nele, aparece a definição de um conceito-chave para a compreensão da política, especialmente a partir da Era Moderna, o de Estado. De acordo com o texto, o que define o Estado é “o monopólio do uso legítimo da força física dentro de um determinado território”. Em qual dos casos a seguir pode-se falar, com base nessa definição, em crise do Estado?
    Escolha uma alternativa para a questão fef54db3-ef
  • A partir de um referendo em 2016, a população do Reino Unido decidiu sair da União Europeia, o que ficou conhecido como Brexit. Essa decisão, ilustrada na charge ao lado, pode ter desdobramentos importantes para a Europa, por exemplo, ao desencadear a saída de outros países e o fim da União Europeia. O Brexit ocorreu num contexto de.

    Imagem da questão de Atualidades, Faculdade Cásper Líbero 2017, Economia Internacional na Atualidade
    Escolha uma alternativa para a questão feec1541-ef
  • Ciências Humanas

    História

    A charge de Belmonte, ao lado, originalmente publicada em 1946, logo após o término da Segunda Guerra Mundial, mostra as figuras do presidente norte-americano Harry Truman e do líder soviético Joseph Stálin disputando uma partida de futebol em que a bola é o globo terrestre.


    Imagem da questão de História, Faculdade Cásper Líbero 2017, História Geral
    Fonte: BELMONTE. A Caricatura dos Tempos. São Paulo: Círculo do Livro, 1982, p. 109. | Acesso: 28/09/2016


    De maneira bem-humorada, a charge de Belmonte mostra que
    Escolha uma alternativa para a questão febc43f9-ef
  • Ciências Humanas

    História

    Ondas de povo e milhares e milhares de seres, com o sofrimento gravado nas fisionomias, precipitavam-se pelas ruas, invadindo a Praça Vermelha. Chegou uma banda militar. E o som da “Internacional” fez com que todos, espontaneamente, começassem a cantar. O canto ergueu-se da multidão, como uma vaga que se alteasse sobre a água, em tom solene, majestoso. Da muralha do Kremlin, pendiam até o solo gigantescas bandeiras vermelhas, com inscrições em letras douradas e brancas: “Aos primeiros mártires da Revolução Social Universal!” “Viva a fraternidade dos trabalhadores do mundo inteiro!”.
    Fonte: REED, John. 10 Dias que Abalaram o Mundo. Porto Alegre: L&PM, 2009, p.314


    Em outubro de 1917, a facção Bolchevique do Partido Operário Social-Democrata Russo derrubou o governo provisório de Alexander Kerensky e assumiu o poder, impondo um novo tipo de governo. Assinale a alternativa que justifica a importância histórica desse acontecimento:
    Escolha uma alternativa para a questão feaf8a3d-ef
  • Ciências Humanas

    História

    Em 1895, na Inglaterra, Charles Chaplin, sua mãe e seu irmão foram internados em um asilo público. Posteriormente, acerca dessa experiência, o artista escreveu:


    Claro que compreendíamos a vergonha que significava ir para o asilo, mas quando mamãe nos falou a respeito, Sydney e eu achamos que era uma grande asilo. Só então o desolado espanto da nova situação me atingiu; pois ali teríamos que nos separar, mamãe de um lado, para a seção de mulheres, e nós, para a seção das crianças.
    Fonte: CHAPLIN, Charles. Minha Vida. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 2005, p. 47 A


    pesar do extraordinário desenvolvimento econômico promovido pela Revolução Industrial, da qual era pioneira, a Inglaterra do século XIX convivia ainda com os graves problemas sociais do pauperismo, do desemprego e da inadaptação ao sistema de trabalho fabril. Para lidar com eles, foram criadas instituições públicas como a que recebeu o menino Charles Chaplin e sua família. O objetivo de tais instituições era
    Escolha uma alternativa para a questão fea5f1cf-ef
  • Linguagens

    Literatura

    Ao final de Mayombe, de Pepetela, o narrador titular apresenta-se e ficamos sabendo que se trata de(o)
    Escolha uma alternativa para a questão fe81bdbb-ef
  • Linguagens

    Literatura

    Pintor da soledade nos vestíbulos
    de mármore e losango, onde as colunas
    se deploram silentes, sem que as pombas
    venham trazer um pouco do seu ruflo;

    traça das finas torres consumidas
    no vazio mais branco e na insolvência
    de arquiteturas não arquitetadas,
    porque a plástica é vã, se não comove,

    ó criador de mitos que sufocam,
    desperdiçando a terra, e já recuam
    para a noite, e no charco se constelam,

    por teus condutos flui um sangue vago,
    e nas tuas pupilas, sob o tédio,
    é a vida um suspiro sem paixão.



    Sobre o poema “A tela contemplada”, presente em Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, reproduzido acima, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão fe61591b-ef
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão fe5269d4-ef
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre Sagarana, de João Guimarães Rosa, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão fe33b9b4-ef
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre o conto “A hora e vez de Augusto Matraga”, que integra Sagarana, de João Guimarães Rosa, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão fe25cf0b-ef
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Quem são e o que querem os que negam a Internet?

    Nicholas Carr


        O Vale do Silício, conjunto monótono de centros comerciais, parques empresariais e complexos de fast-food, não parece um núcleo cultural, e, no entanto, se converteu exatamente nisso. Nos últimos 20 anos, a partir do exato momento em que a empresa de tecnologia norte-americana Netscape comercializou o navegador inventado pelo visionário inglês Tim Berners-Lee, o Silicon Valley tem remodelado os Estados Unidos e grande parte do mundo à sua imagem e semelhança. Provocou uma revolução na forma de trabalhar dos meios de comunicação, mudou a forma de conversar das pessoas e reescreveu as regras de realização, venda e valorização das obras de arte e outros trabalhos relacionados com o intelecto.

        De bom grado, a maioria das pessoas foi outorgando ao setor tecnológico um crescente poder sobre suas mentes e suas vidas. No fim das contas, os computadores e a Internet são úteis e divertidos, e os empresários e engenheiros se dedicaram a fundo para inventar novas maneiras de fazer com que desfrutemos dos prazeres, benefícios e vantagens práticas da revolução tecnológica, geralmente sem ter que pagar por esse privilégio. Um bilhão de habitantes do planeta usam o Facebook diariamente. Cerca de dois bilhões levam consigo um smartphone a todos os lugares e costumam dar uma olhada no dispositivo a cada poucos minutos durante o tempo em que passam acordadas. Os números reforçam o que já sabemos: ansiamos pelas dádivas do Vale do Silício. Compramos no Amazon, viajamos com o Uber, dançamos com o Spotify e falamos por WhatsApp e Twitter.

        Mas as dúvidas sobre a chamada revolução digital têm crescido. A visão imaculada que as pessoas tinham do famoso vale tem ganhado uma sombra inclusive nos Estados Unidos, um país de apaixonados pelos equipamentos eletrônicos. Uma onda de artigos recentes, surgida após as revelações de Edward Snowden sobre a vigilância na Internet por parte dos serviços secretos, tem manchado a imagem positiva que os consumidores tinham do setor de informática. Dão a entender que, por trás da retórica sobre o empoderamento pessoal e a democratização, se esconde uma realidade que pode ser exploradora, manipuladora e até misantrópica.

        As investigações jornalísticas encontraram provas de que nos armazéns e escritórios do Amazon, assim como nas fábricas asiáticas de computadores, os trabalhadores enfrentam condições abusivas. Descobriu-se que o Facebook realiza experiências clandestinas para avaliar o efeito psicológico em seus usuários manipulando o “conteúdo emocional” das publicações e notícias sugeridas. As análises econômicas das chamadas empresas de serviços compartilhados, como Uber e Airbnb, indicam que, apesar de proporcionarem lucros a investidores privados, é possível que estejam empobrecendo as comunidades em que operam. Livros como The People’s Platform [A plataforma do povo], de Astra Taylor, publicado em 2014, mostram que com certeza a Internet está aprofundando as desigualdades econômicas e sociais, em vez de ajudar a reduzi-las.

        As incertezas políticas e econômicas ligadas aos efeitos do poder do Vale do Silício vão além, enquanto o impacto cultural dos meios de comunicação digitais se submete a uma severa reavaliação. Prestigiosos autores e intelectuais, entre eles o prêmio Nobel peruano Mario Vargas Llosa e o romancista norte-americano Jonathan Franzen, apresentam a Internet como causa e sintoma da homogeneização e da trivialização da cultura. No início deste ano, o editor e crítico social Leon Wieseltier publicou no The New York Times uma enérgica condenação do “tecnologicismo”, em que sustentou que os “gangsteres” empresariais e os filisteus tecnológicos confiscaram a cultura. “À medida que aumenta a frequência da expressão, sua força diminui”, disse, e “o debate cultural está sendo absorvido sem parar pelo debate empresarial”.

        Também no plano pessoal estão se multiplicando as preocupações sobre a nossa obsessão com os dispositivos fornecedores de dados. Em vários estudos recentes, os cientistas começaram a relacionar algumas perdas de memória e empatia com o uso de computadores e da Internet, e estão encontrando novas provas que corroboram descobertas anteriores de que as distrações do mundo digital podem dificultar nossas percepções e julgamentos. Quando o trivial nos invade, parece que perdemos o controle do que é essencial. Em Reclaiming Conversation [Recuperando a conversa], seu controverso novo livro, Sherry Turkle, professora do Massachusetts Institute of Technology (MIT), mostra como uma excessiva dependência das redes sociais e dos sistemas de mensagens eletrônicas pode empobrecer as nossas conversas e até mesmo nossos relacionamentos. Substituímos a verdadeira intimidade por uma simulada.

        Quando examinamos mais de perto a crença do Vale do Silício, descobrimos sua incoerência básica. É uma filosofia quimérica que abrange um amálgama estranho de credos, incluindo a fé neoliberal no livre mercado, a confiança maoísta no coletivismo, a desconfiança libertária na sociedade e a crença evangélica em um paraíso a caminho. Mas o que realmente motiva o Vale do Silício tem muito pouco a ver com ideologia e quase tudo com a forma de pensar de um adolescente. A veneração do setor de tecnologia pela ruptura se assemelha ao desejo de um adolescente por destruir coisas, sem conserto, mesmo que as consequências sejam as piores possíveis.

        Portanto, não surpreende que cada vez mais pessoas contemplem com olhar crítico e cético o legado do setor. Apesar de proliferarem, os críticos continuam, no entanto, constituindo a minoria. A fé da sociedade na tecnologia como uma panaceia para os males sociais e individuais permanece firme, e continua a haver uma forte resistência a qualquer questionamento ao Vale do Silício e seus produtos. Ainda hoje se costuma descartar os opositores da revolução digital chamando-os de nostálgicos retrógrados ou os tachando de “antitecnologia”.

        Tais acusações mostram como está distorcida a visão predominante da tecnologia. Ao confundir seu avanço com o progresso social, sacrificamos nossa capacidade de ver claramente a tecnologia e de diferenciar os seus efeitos. No melhor dos casos, a inovação tecnológica nos possibilita novas ferramentas para ampliar nossas aptidões, concentrar nosso pensamento e exercitar a nossa criatividade; amplia as possibilidades humanas e o poder de ação individual. Mas, com frequência demais, as tecnologias promulgadas pelo Vale do Silício têm o efeito oposto. As ferramentas da era digital geram uma cultura de distração e dependência, uma subordinação irreflexiva que acaba por restringir os horizontes das pessoas, em vez de ampliá-los.

        Colocar em dúvida o Vale do Silício não é se opor à tecnologia. É pedir mais aos nossos tecnólogos, a nossas ferramentas, a nós mesmos. É situar a tecnologia no plano humano que corresponde a ela. Olhando retrospectivamente, nos equivocamos ao ceder tanto poder sobre nossa cultura e nossa vida cotidiana a um punhado de grandes empresas da Costa Oeste dos Estados Unidos. Chegou o momento de corrigir o erro.

    Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2015/10/23/tecnologia/1445612531_992107.html Publicado em 25/10/2015. Acesso em 06/11/2017 [Adaptado]

    Assinale a opção que identifica corretamente a locução conjuntiva que tem o mesmo valor semântico de “à medida que” presente em: “À medida que aumenta a frequência da expressão, sua força diminui”.
    Escolha uma alternativa para a questão fe05f454-ef
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Quem são e o que querem os que negam a Internet?

    Nicholas Carr


        O Vale do Silício, conjunto monótono de centros comerciais, parques empresariais e complexos de fast-food, não parece um núcleo cultural, e, no entanto, se converteu exatamente nisso. Nos últimos 20 anos, a partir do exato momento em que a empresa de tecnologia norte-americana Netscape comercializou o navegador inventado pelo visionário inglês Tim Berners-Lee, o Silicon Valley tem remodelado os Estados Unidos e grande parte do mundo à sua imagem e semelhança. Provocou uma revolução na forma de trabalhar dos meios de comunicação, mudou a forma de conversar das pessoas e reescreveu as regras de realização, venda e valorização das obras de arte e outros trabalhos relacionados com o intelecto.

        De bom grado, a maioria das pessoas foi outorgando ao setor tecnológico um crescente poder sobre suas mentes e suas vidas. No fim das contas, os computadores e a Internet são úteis e divertidos, e os empresários e engenheiros se dedicaram a fundo para inventar novas maneiras de fazer com que desfrutemos dos prazeres, benefícios e vantagens práticas da revolução tecnológica, geralmente sem ter que pagar por esse privilégio. Um bilhão de habitantes do planeta usam o Facebook diariamente. Cerca de dois bilhões levam consigo um smartphone a todos os lugares e costumam dar uma olhada no dispositivo a cada poucos minutos durante o tempo em que passam acordadas. Os números reforçam o que já sabemos: ansiamos pelas dádivas do Vale do Silício. Compramos no Amazon, viajamos com o Uber, dançamos com o Spotify e falamos por WhatsApp e Twitter.

        Mas as dúvidas sobre a chamada revolução digital têm crescido. A visão imaculada que as pessoas tinham do famoso vale tem ganhado uma sombra inclusive nos Estados Unidos, um país de apaixonados pelos equipamentos eletrônicos. Uma onda de artigos recentes, surgida após as revelações de Edward Snowden sobre a vigilância na Internet por parte dos serviços secretos, tem manchado a imagem positiva que os consumidores tinham do setor de informática. Dão a entender que, por trás da retórica sobre o empoderamento pessoal e a democratização, se esconde uma realidade que pode ser exploradora, manipuladora e até misantrópica.

        As investigações jornalísticas encontraram provas de que nos armazéns e escritórios do Amazon, assim como nas fábricas asiáticas de computadores, os trabalhadores enfrentam condições abusivas. Descobriu-se que o Facebook realiza experiências clandestinas para avaliar o efeito psicológico em seus usuários manipulando o “conteúdo emocional” das publicações e notícias sugeridas. As análises econômicas das chamadas empresas de serviços compartilhados, como Uber e Airbnb, indicam que, apesar de proporcionarem lucros a investidores privados, é possível que estejam empobrecendo as comunidades em que operam. Livros como The People’s Platform [A plataforma do povo], de Astra Taylor, publicado em 2014, mostram que com certeza a Internet está aprofundando as desigualdades econômicas e sociais, em vez de ajudar a reduzi-las.

        As incertezas políticas e econômicas ligadas aos efeitos do poder do Vale do Silício vão além, enquanto o impacto cultural dos meios de comunicação digitais se submete a uma severa reavaliação. Prestigiosos autores e intelectuais, entre eles o prêmio Nobel peruano Mario Vargas Llosa e o romancista norte-americano Jonathan Franzen, apresentam a Internet como causa e sintoma da homogeneização e da trivialização da cultura. No início deste ano, o editor e crítico social Leon Wieseltier publicou no The New York Times uma enérgica condenação do “tecnologicismo”, em que sustentou que os “gangsteres” empresariais e os filisteus tecnológicos confiscaram a cultura. “À medida que aumenta a frequência da expressão, sua força diminui”, disse, e “o debate cultural está sendo absorvido sem parar pelo debate empresarial”.

        Também no plano pessoal estão se multiplicando as preocupações sobre a nossa obsessão com os dispositivos fornecedores de dados. Em vários estudos recentes, os cientistas começaram a relacionar algumas perdas de memória e empatia com o uso de computadores e da Internet, e estão encontrando novas provas que corroboram descobertas anteriores de que as distrações do mundo digital podem dificultar nossas percepções e julgamentos. Quando o trivial nos invade, parece que perdemos o controle do que é essencial. Em Reclaiming Conversation [Recuperando a conversa], seu controverso novo livro, Sherry Turkle, professora do Massachusetts Institute of Technology (MIT), mostra como uma excessiva dependência das redes sociais e dos sistemas de mensagens eletrônicas pode empobrecer as nossas conversas e até mesmo nossos relacionamentos. Substituímos a verdadeira intimidade por uma simulada.

        Quando examinamos mais de perto a crença do Vale do Silício, descobrimos sua incoerência básica. É uma filosofia quimérica que abrange um amálgama estranho de credos, incluindo a fé neoliberal no livre mercado, a confiança maoísta no coletivismo, a desconfiança libertária na sociedade e a crença evangélica em um paraíso a caminho. Mas o que realmente motiva o Vale do Silício tem muito pouco a ver com ideologia e quase tudo com a forma de pensar de um adolescente. A veneração do setor de tecnologia pela ruptura se assemelha ao desejo de um adolescente por destruir coisas, sem conserto, mesmo que as consequências sejam as piores possíveis.

        Portanto, não surpreende que cada vez mais pessoas contemplem com olhar crítico e cético o legado do setor. Apesar de proliferarem, os críticos continuam, no entanto, constituindo a minoria. A fé da sociedade na tecnologia como uma panaceia para os males sociais e individuais permanece firme, e continua a haver uma forte resistência a qualquer questionamento ao Vale do Silício e seus produtos. Ainda hoje se costuma descartar os opositores da revolução digital chamando-os de nostálgicos retrógrados ou os tachando de “antitecnologia”.

        Tais acusações mostram como está distorcida a visão predominante da tecnologia. Ao confundir seu avanço com o progresso social, sacrificamos nossa capacidade de ver claramente a tecnologia e de diferenciar os seus efeitos. No melhor dos casos, a inovação tecnológica nos possibilita novas ferramentas para ampliar nossas aptidões, concentrar nosso pensamento e exercitar a nossa criatividade; amplia as possibilidades humanas e o poder de ação individual. Mas, com frequência demais, as tecnologias promulgadas pelo Vale do Silício têm o efeito oposto. As ferramentas da era digital geram uma cultura de distração e dependência, uma subordinação irreflexiva que acaba por restringir os horizontes das pessoas, em vez de ampliá-los.

        Colocar em dúvida o Vale do Silício não é se opor à tecnologia. É pedir mais aos nossos tecnólogos, a nossas ferramentas, a nós mesmos. É situar a tecnologia no plano humano que corresponde a ela. Olhando retrospectivamente, nos equivocamos ao ceder tanto poder sobre nossa cultura e nossa vida cotidiana a um punhado de grandes empresas da Costa Oeste dos Estados Unidos. Chegou o momento de corrigir o erro.

    Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2015/10/23/tecnologia/1445612531_992107.html Publicado em 25/10/2015. Acesso em 06/11/2017 [Adaptado]

    Assinale a opção que identifica corretamente um caso de concordância verbal idêntico ao de: “Um bilhão de habitantes do planeta usam o Facebook diariamente”.
    Escolha uma alternativa para a questão fdf74163-ef
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Quem são e o que querem os que negam a Internet?

    Nicholas Carr


        O Vale do Silício, conjunto monótono de centros comerciais, parques empresariais e complexos de fast-food, não parece um núcleo cultural, e, no entanto, se converteu exatamente nisso. Nos últimos 20 anos, a partir do exato momento em que a empresa de tecnologia norte-americana Netscape comercializou o navegador inventado pelo visionário inglês Tim Berners-Lee, o Silicon Valley tem remodelado os Estados Unidos e grande parte do mundo à sua imagem e semelhança. Provocou uma revolução na forma de trabalhar dos meios de comunicação, mudou a forma de conversar das pessoas e reescreveu as regras de realização, venda e valorização das obras de arte e outros trabalhos relacionados com o intelecto.

        De bom grado, a maioria das pessoas foi outorgando ao setor tecnológico um crescente poder sobre suas mentes e suas vidas. No fim das contas, os computadores e a Internet são úteis e divertidos, e os empresários e engenheiros se dedicaram a fundo para inventar novas maneiras de fazer com que desfrutemos dos prazeres, benefícios e vantagens práticas da revolução tecnológica, geralmente sem ter que pagar por esse privilégio. Um bilhão de habitantes do planeta usam o Facebook diariamente. Cerca de dois bilhões levam consigo um smartphone a todos os lugares e costumam dar uma olhada no dispositivo a cada poucos minutos durante o tempo em que passam acordadas. Os números reforçam o que já sabemos: ansiamos pelas dádivas do Vale do Silício. Compramos no Amazon, viajamos com o Uber, dançamos com o Spotify e falamos por WhatsApp e Twitter.

        Mas as dúvidas sobre a chamada revolução digital têm crescido. A visão imaculada que as pessoas tinham do famoso vale tem ganhado uma sombra inclusive nos Estados Unidos, um país de apaixonados pelos equipamentos eletrônicos. Uma onda de artigos recentes, surgida após as revelações de Edward Snowden sobre a vigilância na Internet por parte dos serviços secretos, tem manchado a imagem positiva que os consumidores tinham do setor de informática. Dão a entender que, por trás da retórica sobre o empoderamento pessoal e a democratização, se esconde uma realidade que pode ser exploradora, manipuladora e até misantrópica.

        As investigações jornalísticas encontraram provas de que nos armazéns e escritórios do Amazon, assim como nas fábricas asiáticas de computadores, os trabalhadores enfrentam condições abusivas. Descobriu-se que o Facebook realiza experiências clandestinas para avaliar o efeito psicológico em seus usuários manipulando o “conteúdo emocional” das publicações e notícias sugeridas. As análises econômicas das chamadas empresas de serviços compartilhados, como Uber e Airbnb, indicam que, apesar de proporcionarem lucros a investidores privados, é possível que estejam empobrecendo as comunidades em que operam. Livros como The People’s Platform [A plataforma do povo], de Astra Taylor, publicado em 2014, mostram que com certeza a Internet está aprofundando as desigualdades econômicas e sociais, em vez de ajudar a reduzi-las.

        As incertezas políticas e econômicas ligadas aos efeitos do poder do Vale do Silício vão além, enquanto o impacto cultural dos meios de comunicação digitais se submete a uma severa reavaliação. Prestigiosos autores e intelectuais, entre eles o prêmio Nobel peruano Mario Vargas Llosa e o romancista norte-americano Jonathan Franzen, apresentam a Internet como causa e sintoma da homogeneização e da trivialização da cultura. No início deste ano, o editor e crítico social Leon Wieseltier publicou no The New York Times uma enérgica condenação do “tecnologicismo”, em que sustentou que os “gangsteres” empresariais e os filisteus tecnológicos confiscaram a cultura. “À medida que aumenta a frequência da expressão, sua força diminui”, disse, e “o debate cultural está sendo absorvido sem parar pelo debate empresarial”.

        Também no plano pessoal estão se multiplicando as preocupações sobre a nossa obsessão com os dispositivos fornecedores de dados. Em vários estudos recentes, os cientistas começaram a relacionar algumas perdas de memória e empatia com o uso de computadores e da Internet, e estão encontrando novas provas que corroboram descobertas anteriores de que as distrações do mundo digital podem dificultar nossas percepções e julgamentos. Quando o trivial nos invade, parece que perdemos o controle do que é essencial. Em Reclaiming Conversation [Recuperando a conversa], seu controverso novo livro, Sherry Turkle, professora do Massachusetts Institute of Technology (MIT), mostra como uma excessiva dependência das redes sociais e dos sistemas de mensagens eletrônicas pode empobrecer as nossas conversas e até mesmo nossos relacionamentos. Substituímos a verdadeira intimidade por uma simulada.

        Quando examinamos mais de perto a crença do Vale do Silício, descobrimos sua incoerência básica. É uma filosofia quimérica que abrange um amálgama estranho de credos, incluindo a fé neoliberal no livre mercado, a confiança maoísta no coletivismo, a desconfiança libertária na sociedade e a crença evangélica em um paraíso a caminho. Mas o que realmente motiva o Vale do Silício tem muito pouco a ver com ideologia e quase tudo com a forma de pensar de um adolescente. A veneração do setor de tecnologia pela ruptura se assemelha ao desejo de um adolescente por destruir coisas, sem conserto, mesmo que as consequências sejam as piores possíveis.

        Portanto, não surpreende que cada vez mais pessoas contemplem com olhar crítico e cético o legado do setor. Apesar de proliferarem, os críticos continuam, no entanto, constituindo a minoria. A fé da sociedade na tecnologia como uma panaceia para os males sociais e individuais permanece firme, e continua a haver uma forte resistência a qualquer questionamento ao Vale do Silício e seus produtos. Ainda hoje se costuma descartar os opositores da revolução digital chamando-os de nostálgicos retrógrados ou os tachando de “antitecnologia”.

        Tais acusações mostram como está distorcida a visão predominante da tecnologia. Ao confundir seu avanço com o progresso social, sacrificamos nossa capacidade de ver claramente a tecnologia e de diferenciar os seus efeitos. No melhor dos casos, a inovação tecnológica nos possibilita novas ferramentas para ampliar nossas aptidões, concentrar nosso pensamento e exercitar a nossa criatividade; amplia as possibilidades humanas e o poder de ação individual. Mas, com frequência demais, as tecnologias promulgadas pelo Vale do Silício têm o efeito oposto. As ferramentas da era digital geram uma cultura de distração e dependência, uma subordinação irreflexiva que acaba por restringir os horizontes das pessoas, em vez de ampliá-los.

        Colocar em dúvida o Vale do Silício não é se opor à tecnologia. É pedir mais aos nossos tecnólogos, a nossas ferramentas, a nós mesmos. É situar a tecnologia no plano humano que corresponde a ela. Olhando retrospectivamente, nos equivocamos ao ceder tanto poder sobre nossa cultura e nossa vida cotidiana a um punhado de grandes empresas da Costa Oeste dos Estados Unidos. Chegou o momento de corrigir o erro.

    Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2015/10/23/tecnologia/1445612531_992107.html Publicado em 25/10/2015. Acesso em 06/11/2017 [Adaptado]

    Assinale a opção que identifica corretamente a substituição da locução adverbial “apesar de” por outra que expresse a mesma circunstância em: “Apesar de proliferarem, os críticos continuam, no entanto, constituindo a minoria”.
    Escolha uma alternativa para a questão fdde7a72-ef
  • Matemática

    Matemática

    Segundo reportagem publicada no site UOL, o número de visualizações de vídeos de David Bowie no Youtube aumentou 1800% no domingo 10 de janeiro, após a divulgação da notícia de sua morte. No dia 11 de janeiro, os vídeos de Bowie também foram os mais assistidos e os vídeos de Justin Bieber ficaram em segundo lugar com 25% menos views que os do cantor britânico.

    Fonte: http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2016/01/14/visualizacoes-de-videos-de-david- -bowie-aumentam-1800-apos-a-sua-morte.htm Acesso 28-10-2016



    Nas alternativas abaixo, assinale aquela que apresenta um número seguido de outro número 25% menor

    Escolha uma alternativa para a questão fa3540c8-e7
  • Matemática

    Matemática

    Dentre os grandes astros que vieram competir nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, o jamaicano Usain Bolt foi o segundo atleta mais comentado nas redes sociais, perdendo apenas para o nosso craque Neymar, segundo site da BBC. Dono de 1,95m de altura, o velocista é o mais alto ganhador dos 100m rasos. Segundo http://esporte.band.uol.com.br/ “Em geral, os atletas de velocidade são mais baixos, o que os ajuda na largada. No entanto, apesar de Bolt não ser um especialista na saída, ele tira vantagem de sua altura em outros aspectos:

    • Número de passos: em geral, Bolt precisa de 41 passos para completar os 100m, enquanto a média de um atleta de alto nível é 45.
    • Alta velocidade: a altura de Bolt permite que ele se mantenha em alta velocidade por mais tempo e que desacelere mais devagar que seus adversários.”
    http://www.bbc.com/portuguese/brasil/2016/04/160427_rio_100dias_graficos_cc


    Dentre os dados fornecidos pelo texto acima, podemos dizer que que o comprimento da passada de Bolt:


    Escolha uma alternativa para a questão fa2c6573-e7
  • Matemática

    Matemática

    Durante o ano de 2015 o dólar sofreu a maior alta dos últimos 13 anos.



    Observando o gráfico acima, pode-se concluir que, em termos percentuais, a variação de janeiro a fevereiro foi inferior à de:
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  • Ciências Humanas

    História

    Em 2 de março de 1983, o Deputado Federal Dante de Oliveira encaminhou ao Congresso Nacional uma emenda à Constituição, que previa as eleições diretas para Presidente do país. A proposta do deputado ganhou as ruas e foi expressa por Henfil, cartunista engajado na resistência à ditadura militar.


    Imagem da questão de História, Faculdade Cásper Líbero 2016, História do Brasil
    Fonte: http://zonacurva.com.br/henfil- -e-diretas-ja/ Acesso 12-10-2016

    A charge de Henfil representa:
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