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Instituição

Questões: Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação — com gabarito

464 questões de Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação, de 2013 a 2019. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 464 questões
  • 6 provas

Resultados: 464 questões

Página 7 de 24

  • Ciências da Natureza

    Química

    O palito de fósforo moderno permite a obtenção de fogo pelo seu simples atrito com a superfície de sua caixa. Na sua versão antiga, entretanto, ele poderia ser aceso pelo atrito com qualquer superfície abrasiva. Ele era constituído de uma lasca de madeira com a ponta coberta com fósforo branco, enxofre e clorato de potássio, todos eles recobertos por uma camada de cola, conforme mostrado na figura. A raspagem do palito retirava a cola da superfície permitindo que o oxigênio do ar entrasse em contato com o fósforo, que entrava em combustão instantaneamente. Essa primeira reação levava à queima dos demais componentes, que faziam, também, a madeira se queimar.

    O acendimento instantâneo do palito de fósforo antigo era possível por que a reação entre fósforo branco e oxigênio possui:

    Imagem da questão de Química, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2014, Cinética Química
    Escolha uma alternativa para a questão 2a547d26-de
  • Ciências da Natureza

    Química

    Óleos e gorduras: qual a diferença? Basicamente, a diferença entre eles está no estado físico em que eles se encontram quando estão à temperatura ambiente, isto é, a 25°C. Os óleos são líquidos, enquanto as gorduras são sólidas. Já do ponto de vista de composição química, eles são muito semelhantes, sendo constituídos por misturas de ácidos graxos livres ou combinados com o glicerol. Abaixo, são apresentados alguns ácidos graxos comumente encontrados na natureza.

    Imagem da questão de Química, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2014, Glicídios, Lipídios, Aminoácidos e Proteínas.

    Considerando as informações fornecidas, dentre os ácidos graxos apresentados, aqueles que devem ser encontrados em maior quantidade em óleos vegetais são:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a598bae-de
  • Ciências da Natureza

    Química

    Às vezes não nos damos conta de como uma pequena alteração na estrutura molecular de um composto pode mudar completamente as suas propriedades. Uma dessas pequenas alterações é a responsável pela diferença entre a borracha natural obtida da seringueira, ou e a guta- Hevea brasiliensis percha, obtida de árvores da família . Embora ambas sejam Sapotaceae formadas por polímeros da molécula de isopreno (C H ), enquanto a bor- ₅ ₈ racha natural é famosa pelas suas propriedades elásticas, a guta-percha é dura e quebradiça, depois de moldada. Considere as estruturas dos polímeros de isopreno nesses materiais:

    Imagem da questão de Química, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2014, Isomeria: Isomeria Espacial: Isomeria Geométrica (cis-trans) e Isomeria Óptica.

    A perda da elasticidade do polímero de isopreno nos materiais apresentados se deve a uma alteração que o transforma em seu isômero:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a5db714-de
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Leia o texto abaixo, que relaciona gravidez e fumo:


    Fumar é mais do que contraindicado na gravidez, é praticamente proibido! Justamente por que a nicotina atravessa a barreira da placenta e expõe a criança a diversos problemas como asma, doenças cardiovasculares e muito mais. Além de ser uma causa comum de abortos espontâneos, prematuridade e baixo peso fetal. E mais um problema pode ser adicionado à lista: a perda de audição, de acordo com estudo publicado dia 20 de julho no Journal of American Medical Association.
    (minhavida.com.br – 24.06.2013)


    Sabe-se que a nicotina atua no corpo da mulher promovendo a constrição dos vasos sanguíneos na região uterina. Assim, na gestação, o feto recebe menos oxigênio e nutrientes porque:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a60e49e-de
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) podem ter seus agentes etiológicos oriundos das mais diversas categorias de microrganismos.


    Observe o gráfico abaixo, referente a algumas das DSTs:

    Imagem da questão de Biologia, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2014, IST´s e Métodos contraceptivos

    Relacionando as possíveis formas de contágio e as de prevenção das DSTs descritas no gráfico, podemos afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a6455c3-de
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    O esquema abaixo mostra o aparelho reprodutor feminino, com os principais órgãos indicados pelos números I, II, III e IV:

    Imagem da questão de Biologia, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2014, Identidade dos seres vivos

    Observando o esquema e utilizando-se dos seus conhecimensobre o tema, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a67f8f2-de
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Leia o excerto abaixo:


    Originando-se de espessas camadas de sedimentos que datam do Terciário, os solos de certo Bioma brasileiro são geralmente profundos, azonados, de cor vermelha. Sua capacidade de retenção de água é relativamente baixa.

    O teor de matéria orgânica destes solos é pequeno, ficando geralmente entre 3 e 5%. Como o clima é sazonal, com um longo período de seca, a decomposição do húmus é lenta. Sua microflora e micro/mesofauna são ainda muito pouco conhecidas.

    Quanto às suas características químicas, eles são bastante ácidos, com pH que pode variar de menos de 4 a pouco mais de 5. Esta forte acidez é devida em boa parte aos altos níveis de Al3+, o que os torna aluminotóxicos para a maioria das plantas agrícolas.
    (http://ecologia.ib.usp.br/)


    Observando o mapa do Brasil, onde estão indicados os principais biomas brasileiros, assinale a alternativa que indica o Bioma descrito no excerto acima, bem como sua posição no mapa:


    Imagem da questão de Biologia, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2014, Biomas brasileiros
    Escolha uma alternativa para a questão 2a6b6a94-de
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Leia o trecho abaixo:


    Os aquecedores a gás, do tipo “de passagem” são potenciais causadores de acidentes, envolvendo intoxicações que frequentemente levam os seus usuários ao óbito. Este Instituto de Criminalística atende uma média de 08 (oito) casos por ano de morte por intoxicação pelo gás monóxido de carbono.
    É um gás que é gerado pela queima incompleta do combustível, em função da falta de manutenção dos queimadores dos aquecedores e também em função da falta de ventilação adequada nos ambientes onde estão instalados.
    O gás tem uma característica singular de não apresentar cheiro nem gosto. A pessoa inala o gás sem perceber qualquer anormalidade. Quando a intoxicação chega a um determinado nível pode ocorrer o desmaio da vítima e provavelmente ocorrerá a morte.
    (ic.pr.gov.br)


    A toxicidade do gás CO ocorre quando ele:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a6f1233-de
  • Ciências da Natureza

    Física

    O enunciado abaixo refere-se à questão.


    DADO π = 3


        Um ciclista passeia em linha reta em sua bicicleta, com velocidade constante de 6,00 m/s. O veículo movimenta-se quando o pedal gira a coroa, nele acoplada, e esta transmite o movimento, por intermédio de uma corrente, à catraca acoplada na roda traseira. Não há deslizamento entre a corrente, a catraca e a coroa. Sabendo que os diâmetros da roda traseira, da coroa e da catraca são, respectivamente, 80,0 cm, 25,0 cm e 5,00 cm, responda:


    Imagem da questão de Física, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2014, Cinemática

    Qual o número de voltas que a roda executa em um segundo?
    Escolha uma alternativa para a questão 2a741ff4-de
  • Ciências da Natureza

    Física

    O enunciado abaixo refere-se à questão.


    DADO π = 3


        Um ciclista passeia em linha reta em sua bicicleta, com velocidade constante de 6,00 m/s. O veículo movimenta-se quando o pedal gira a coroa, nele acoplada, e esta transmite o movimento, por intermédio de uma corrente, à catraca acoplada na roda traseira. Não há deslizamento entre a corrente, a catraca e a coroa. Sabendo que os diâmetros da roda traseira, da coroa e da catraca são, respectivamente, 80,0 cm, 25,0 cm e 5,00 cm, responda:


    Imagem da questão de Física, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2014, Cinemática

    Qual o tempo necessário, em segundos, para que o pedal execute uma volta completa?
    Escolha uma alternativa para a questão 2a788879-de
  • Ciências da Natureza

    Física

    Um bloco desliza, sem atrito, a partir do repouso, sobre um plano inclinado de 30º com a horizontal, percorrendo uma distância d em um tempo t. Se essa distância d fosse percorrida em queda livre, o tempo gasto seria:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a7c7379-de
  • Ciências da Natureza

    Física

    Um objeto extenso, isto é, de dimensões não desprezíveis, é solto de uma dada altura sobre um lago. O gráfico abaixo apresenta a velocidade desse objeto em função do tempo. No tempo t = 1,0s o objeto toca a superfície da água. Despreze somente a resistência no ar.

    Imagem da questão de Física, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2014, Cinemática

    Qual a profundidade do lago?
    Escolha uma alternativa para a questão 2a80a0c6-de
  • Ciências da Natureza

    Física

    A Lua sempre exibe a mesma face para qualquer observador localizado na superfície da Terra, em qualquer época do ano. Isso acontece porque:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a83f08a-de
  • Linguagens

    Português

    Marginalzinho: a socialização de uma elite vazia e covarde

    Parada em um sinal de trânsito, uma cena capturou minha atenção e me fez pensar como, ao longo da vida, a segregação da sociedade brasileira nos bestializa.

    por Rosana Pinheiro-Machado — publicado 27/01/2015 15:08, última modificação 27/01/2015 15:44


         Era a largada de duas escolas que estavam situadas uma do lado da outra, separadas por um muro altíssimo de uma delas. Da escola pública saíam crianças correndo, brincando e falando alto. A maioria estava desacompanhada e dirigia-se ao ponto de ônibus da grande avenida, que terminaria nas periferias. Era uma massa escura, especialmente quando contrastada com a massa mais clara que saía da escola particular do lado: crianças brancas, de mãos dadas com os pais, babás ou seguranças, caminhando duramente em direção à fila de caminhonetes. Lado a lado, os dois grupos não se misturavam. Cada um sabia exatamente seu lugar. Desde muito pequenas, aquelas crianças tinham literalmente incorporado a segregação à brasileira, que se caracteriza pela mistura única entre o sistema de apartheid racial e o de castas de classes. Os corpos domesticados revelavam o triste processo de socialização ao desprezo, que tende a só piorar na vida adulta.
         Mas eis que, de repente, um menino negro, magro e sorridente, ousou subverter as regras tácitas. Brincando de correr em ziguezague, ele “invadiu” a área branca e se esbarrou num menino que, imediatamente, se agarrou desesperadamente no braço da mulher que lhe buscara. Foi um reflexo automático do medo. O menino “invasor” fez um gesto de desculpas – algo como “foi mal” -, e voltou a correr entre os seus, enquanto que a outra criança seguia petrificada.
         No olhar do menino “invadido”, havia um misto de medo, de raiva, mas principalmente, de nojo – como que se a outra criança tivesse uma doença altamente contagiosa. Não é difícil imaginar o impacto de esse olhar no inconsciente do menino negro e pobre. Este aprendia, desde muito cedo, que era um intocável, que vivia em uma sociedade na qual seu corpo, na esfera pública, valia menos que o de um menino da mesma idade, que ainda não tinha nenhum mérito conquistado, apenas privilégios herdados. As consequências desse gesto minúsculo serão trágicas para o menino "invadido", pois é vítima da ignorância social. Mas será muito mais trágica para quem é negro e desprovido de capital econômico, social e cultural. Para que essa criança não se corrompa no futuro, ela precisa ser salva do olhar de nojo.
         É possível que, por meio de leitura e mistura, o menino amedrontado se engrandeça politicamente no futuro, se liberte do muro que lhe protege e dispense o braço da babá. Mas, infelizmente, há uma tendência grande de que ele, cercado por medo e preconceito, passe o resto de sua existência se protegendo do “marginalzinho”. Pivetes, favelados, fedorentos: isso é tudo que ele ouve sobre seus vizinhos. Trata-se de uma verdade histórica a priori, para além da qual não se consegue pensar. Essas categorias compõem o discurso forjado sobre a pobreza, que, em última instância, visa à intervenção e à manutenção do poder. Reproduzindo este discurso, então, o menino tornar-se-á um adulto. Ele blindará seu carro, colocará alarme em sua casa, pedirá a morte de traficantes. Dirá que rolezinho é arrastão, pedirá mais polícia e curtirá a vida em camarotes. Pode ser até que ele peça a volta da ditadura. Achando que é um cidadão de bem que age contra a marginalidade do mal, forma-se um perfeito idiota.
    (Adaptado de , 27/01/2015. Disponível em Carta Capital http://www.cartacapital.com.br/sociedade/marginalzinho-asocializacao-de-uma-elite-vazia-e-covarde-3514.html)
    O segundo parágrafo traz em si a expressão “regras tácitas”, que significa:
    Escolha uma alternativa para a questão 76dee78d-de
  • Linguagens

    Português

    Marginalzinho: a socialização de uma elite vazia e covarde

    Parada em um sinal de trânsito, uma cena capturou minha atenção e me fez pensar como, ao longo da vida, a segregação da sociedade brasileira nos bestializa.

    por Rosana Pinheiro-Machado — publicado 27/01/2015 15:08, última modificação 27/01/2015 15:44


         Era a largada de duas escolas que estavam situadas uma do lado da outra, separadas por um muro altíssimo de uma delas. Da escola pública saíam crianças correndo, brincando e falando alto. A maioria estava desacompanhada e dirigia-se ao ponto de ônibus da grande avenida, que terminaria nas periferias. Era uma massa escura, especialmente quando contrastada com a massa mais clara que saía da escola particular do lado: crianças brancas, de mãos dadas com os pais, babás ou seguranças, caminhando duramente em direção à fila de caminhonetes. Lado a lado, os dois grupos não se misturavam. Cada um sabia exatamente seu lugar. Desde muito pequenas, aquelas crianças tinham literalmente incorporado a segregação à brasileira, que se caracteriza pela mistura única entre o sistema de apartheid racial e o de castas de classes. Os corpos domesticados revelavam o triste processo de socialização ao desprezo, que tende a só piorar na vida adulta.
         Mas eis que, de repente, um menino negro, magro e sorridente, ousou subverter as regras tácitas. Brincando de correr em ziguezague, ele “invadiu” a área branca e se esbarrou num menino que, imediatamente, se agarrou desesperadamente no braço da mulher que lhe buscara. Foi um reflexo automático do medo. O menino “invasor” fez um gesto de desculpas – algo como “foi mal” -, e voltou a correr entre os seus, enquanto que a outra criança seguia petrificada.
         No olhar do menino “invadido”, havia um misto de medo, de raiva, mas principalmente, de nojo – como que se a outra criança tivesse uma doença altamente contagiosa. Não é difícil imaginar o impacto de esse olhar no inconsciente do menino negro e pobre. Este aprendia, desde muito cedo, que era um intocável, que vivia em uma sociedade na qual seu corpo, na esfera pública, valia menos que o de um menino da mesma idade, que ainda não tinha nenhum mérito conquistado, apenas privilégios herdados. As consequências desse gesto minúsculo serão trágicas para o menino "invadido", pois é vítima da ignorância social. Mas será muito mais trágica para quem é negro e desprovido de capital econômico, social e cultural. Para que essa criança não se corrompa no futuro, ela precisa ser salva do olhar de nojo.
         É possível que, por meio de leitura e mistura, o menino amedrontado se engrandeça politicamente no futuro, se liberte do muro que lhe protege e dispense o braço da babá. Mas, infelizmente, há uma tendência grande de que ele, cercado por medo e preconceito, passe o resto de sua existência se protegendo do “marginalzinho”. Pivetes, favelados, fedorentos: isso é tudo que ele ouve sobre seus vizinhos. Trata-se de uma verdade histórica a priori, para além da qual não se consegue pensar. Essas categorias compõem o discurso forjado sobre a pobreza, que, em última instância, visa à intervenção e à manutenção do poder. Reproduzindo este discurso, então, o menino tornar-se-á um adulto. Ele blindará seu carro, colocará alarme em sua casa, pedirá a morte de traficantes. Dirá que rolezinho é arrastão, pedirá mais polícia e curtirá a vida em camarotes. Pode ser até que ele peça a volta da ditadura. Achando que é um cidadão de bem que age contra a marginalidade do mal, forma-se um perfeito idiota.
    (Adaptado de , 27/01/2015. Disponível em Carta Capital http://www.cartacapital.com.br/sociedade/marginalzinho-asocializacao-de-uma-elite-vazia-e-covarde-3514.html)
    Os sentidos atribuídos às expressões “invadiu” e “invadido”, no segundo e no terceiro parágrafos, estão relacionados, respectivamente, à dimensão:
    Escolha uma alternativa para a questão 76e207a7-de
  • Linguagens

    Português

    Marginalzinho: a socialização de uma elite vazia e covarde

    Parada em um sinal de trânsito, uma cena capturou minha atenção e me fez pensar como, ao longo da vida, a segregação da sociedade brasileira nos bestializa.

    por Rosana Pinheiro-Machado — publicado 27/01/2015 15:08, última modificação 27/01/2015 15:44


         Era a largada de duas escolas que estavam situadas uma do lado da outra, separadas por um muro altíssimo de uma delas. Da escola pública saíam crianças correndo, brincando e falando alto. A maioria estava desacompanhada e dirigia-se ao ponto de ônibus da grande avenida, que terminaria nas periferias. Era uma massa escura, especialmente quando contrastada com a massa mais clara que saía da escola particular do lado: crianças brancas, de mãos dadas com os pais, babás ou seguranças, caminhando duramente em direção à fila de caminhonetes. Lado a lado, os dois grupos não se misturavam. Cada um sabia exatamente seu lugar. Desde muito pequenas, aquelas crianças tinham literalmente incorporado a segregação à brasileira, que se caracteriza pela mistura única entre o sistema de apartheid racial e o de castas de classes. Os corpos domesticados revelavam o triste processo de socialização ao desprezo, que tende a só piorar na vida adulta.
         Mas eis que, de repente, um menino negro, magro e sorridente, ousou subverter as regras tácitas. Brincando de correr em ziguezague, ele “invadiu” a área branca e se esbarrou num menino que, imediatamente, se agarrou desesperadamente no braço da mulher que lhe buscara. Foi um reflexo automático do medo. O menino “invasor” fez um gesto de desculpas – algo como “foi mal” -, e voltou a correr entre os seus, enquanto que a outra criança seguia petrificada.
         No olhar do menino “invadido”, havia um misto de medo, de raiva, mas principalmente, de nojo – como que se a outra criança tivesse uma doença altamente contagiosa. Não é difícil imaginar o impacto de esse olhar no inconsciente do menino negro e pobre. Este aprendia, desde muito cedo, que era um intocável, que vivia em uma sociedade na qual seu corpo, na esfera pública, valia menos que o de um menino da mesma idade, que ainda não tinha nenhum mérito conquistado, apenas privilégios herdados. As consequências desse gesto minúsculo serão trágicas para o menino "invadido", pois é vítima da ignorância social. Mas será muito mais trágica para quem é negro e desprovido de capital econômico, social e cultural. Para que essa criança não se corrompa no futuro, ela precisa ser salva do olhar de nojo.
         É possível que, por meio de leitura e mistura, o menino amedrontado se engrandeça politicamente no futuro, se liberte do muro que lhe protege e dispense o braço da babá. Mas, infelizmente, há uma tendência grande de que ele, cercado por medo e preconceito, passe o resto de sua existência se protegendo do “marginalzinho”. Pivetes, favelados, fedorentos: isso é tudo que ele ouve sobre seus vizinhos. Trata-se de uma verdade histórica a priori, para além da qual não se consegue pensar. Essas categorias compõem o discurso forjado sobre a pobreza, que, em última instância, visa à intervenção e à manutenção do poder. Reproduzindo este discurso, então, o menino tornar-se-á um adulto. Ele blindará seu carro, colocará alarme em sua casa, pedirá a morte de traficantes. Dirá que rolezinho é arrastão, pedirá mais polícia e curtirá a vida em camarotes. Pode ser até que ele peça a volta da ditadura. Achando que é um cidadão de bem que age contra a marginalidade do mal, forma-se um perfeito idiota.
    (Adaptado de , 27/01/2015. Disponível em Carta Capital http://www.cartacapital.com.br/sociedade/marginalzinho-asocializacao-de-uma-elite-vazia-e-covarde-3514.html)
    Ainda no segundo parágrafo, a expressão “foi mal”:
    Escolha uma alternativa para a questão 76e53ada-de
  • Linguagens

    Português

    Marginalzinho: a socialização de uma elite vazia e covarde

    Parada em um sinal de trânsito, uma cena capturou minha atenção e me fez pensar como, ao longo da vida, a segregação da sociedade brasileira nos bestializa.

    por Rosana Pinheiro-Machado — publicado 27/01/2015 15:08, última modificação 27/01/2015 15:44


         Era a largada de duas escolas que estavam situadas uma do lado da outra, separadas por um muro altíssimo de uma delas. Da escola pública saíam crianças correndo, brincando e falando alto. A maioria estava desacompanhada e dirigia-se ao ponto de ônibus da grande avenida, que terminaria nas periferias. Era uma massa escura, especialmente quando contrastada com a massa mais clara que saía da escola particular do lado: crianças brancas, de mãos dadas com os pais, babás ou seguranças, caminhando duramente em direção à fila de caminhonetes. Lado a lado, os dois grupos não se misturavam. Cada um sabia exatamente seu lugar. Desde muito pequenas, aquelas crianças tinham literalmente incorporado a segregação à brasileira, que se caracteriza pela mistura única entre o sistema de apartheid racial e o de castas de classes. Os corpos domesticados revelavam o triste processo de socialização ao desprezo, que tende a só piorar na vida adulta.
         Mas eis que, de repente, um menino negro, magro e sorridente, ousou subverter as regras tácitas. Brincando de correr em ziguezague, ele “invadiu” a área branca e se esbarrou num menino que, imediatamente, se agarrou desesperadamente no braço da mulher que lhe buscara. Foi um reflexo automático do medo. O menino “invasor” fez um gesto de desculpas – algo como “foi mal” -, e voltou a correr entre os seus, enquanto que a outra criança seguia petrificada.
         No olhar do menino “invadido”, havia um misto de medo, de raiva, mas principalmente, de nojo – como que se a outra criança tivesse uma doença altamente contagiosa. Não é difícil imaginar o impacto de esse olhar no inconsciente do menino negro e pobre. Este aprendia, desde muito cedo, que era um intocável, que vivia em uma sociedade na qual seu corpo, na esfera pública, valia menos que o de um menino da mesma idade, que ainda não tinha nenhum mérito conquistado, apenas privilégios herdados. As consequências desse gesto minúsculo serão trágicas para o menino "invadido", pois é vítima da ignorância social. Mas será muito mais trágica para quem é negro e desprovido de capital econômico, social e cultural. Para que essa criança não se corrompa no futuro, ela precisa ser salva do olhar de nojo.
         É possível que, por meio de leitura e mistura, o menino amedrontado se engrandeça politicamente no futuro, se liberte do muro que lhe protege e dispense o braço da babá. Mas, infelizmente, há uma tendência grande de que ele, cercado por medo e preconceito, passe o resto de sua existência se protegendo do “marginalzinho”. Pivetes, favelados, fedorentos: isso é tudo que ele ouve sobre seus vizinhos. Trata-se de uma verdade histórica a priori, para além da qual não se consegue pensar. Essas categorias compõem o discurso forjado sobre a pobreza, que, em última instância, visa à intervenção e à manutenção do poder. Reproduzindo este discurso, então, o menino tornar-se-á um adulto. Ele blindará seu carro, colocará alarme em sua casa, pedirá a morte de traficantes. Dirá que rolezinho é arrastão, pedirá mais polícia e curtirá a vida em camarotes. Pode ser até que ele peça a volta da ditadura. Achando que é um cidadão de bem que age contra a marginalidade do mal, forma-se um perfeito idiota.
    (Adaptado de , 27/01/2015. Disponível em Carta Capital http://www.cartacapital.com.br/sociedade/marginalzinho-asocializacao-de-uma-elite-vazia-e-covarde-3514.html)
    Analisando uma cena do presente, o enunciador do texto levanta hipóteses sobre as futuras consequências do que vê. Sobre tais projeções, é falso o que se afirma em:
    Escolha uma alternativa para a questão 76e8326b-de
  • Linguagens

    Português

    Analise a charge abaixo para responder à questão.


    Imagem da questão de Português, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2015, Interpretação de Textos

    - Veja, papai! O elevador vai subindo e

    os pobres vão ficando pequenininhos!

    Fonte: Vermelho

    (Angeli. Folha de São Paulo. s/d) 


    A crítica presente na charge pode ser resumida como:

    Escolha uma alternativa para a questão 76f50541-de
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão.


    Moça linda bem tratada,

    Três séculos de família,

    Burra como uma porta:

    Um amor.


    Grã-fino do despudor,

    Esporte, ignorância e sexo,

    Burro como uma porta:

    Um coió. 


    Mulher gordaça, filó *,

    De ouro por todos os poros

    Burra como uma porta:

    Paciência...


    Plutocrata sem consciência,

    Nada porta, terremoto

    Que a porta do pobre arromba:

    Uma bomba.

    (ANDRADE, Mário de. Poesias Completas. São Paulo: Círculo do Livro. p. 304.)


    *filó: Tecido fino e transparente, em forma de rede (www.aulete.com.br)

    No poema de Mário de Andrade (1893-1945), há:
    Escolha uma alternativa para a questão 76f8726e-de
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão.


    Moça linda bem tratada,

    Três séculos de família,

    Burra como uma porta:

    Um amor.


    Grã-fino do despudor,

    Esporte, ignorância e sexo,

    Burro como uma porta:

    Um coió. 


    Mulher gordaça, filó *,

    De ouro por todos os poros

    Burra como uma porta:

    Paciência...


    Plutocrata sem consciência,

    Nada porta, terremoto

    Que a porta do pobre arromba:

    Uma bomba.

    (ANDRADE, Mário de. Poesias Completas. São Paulo: Círculo do Livro. p. 304.)


    *filó: Tecido fino e transparente, em forma de rede (www.aulete.com.br)

    Em relação à forma, o poema apresenta:
    Escolha uma alternativa para a questão 76fb7da6-de