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Instituição

Questões: Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação — com gabarito

464 questões de Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação, de 2013 a 2019. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 464 questões
  • 6 provas

Resultados: 464 questões

Página 14 de 24

  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão:


    Complexo de d. Sebastião

    Neymar expia a culpa pela derrota, mas as mudanças em

    nosso futebol não podem mais esperar, diz autor

    Entrevista de Ivan Marsiglia com José Miguel Wisnik



    ESTADÃO - A palavra mais usada nas avaliações da derrota da seleção brasileira para a alemã, por 7 a 1, na Copa de 2014, foi “apagão”. Concorda com ela?


    WISNIK - Prefiro “implosão”. “Apagão” sugere uma falha de energia, um acidente de percurso, um lapso momentâneo. A comissão técnica, que se especializou na negação da evidência e da amplitude dos fatos, apega-se a essa versão. Implosão, em vez disso, significa que uma estrutura cedeu a pressões que ela não pôde mais suportar. Acho que é claramente esse o caso. Ou, pelo menos, é esse o claro enigma.


    ESTADÃO - Outra palavra muito repetida foi 'vexame', e de tal proporção que teria redimido a histórica derrota na final de 1950 para o Uruguai.

    WISNIK - “Vexame” dá uma inflexão moral a essa catástrofe futebolística, e quem dirá que não se trata de uma tremenda humilhação esportiva? Mas martelar a palavra soa como uma atualização do gozo regressivo da eleição do bode expiatório. Não vejo mais essa necessidade de achar nos jogadores o novo Barbosa e o novo Bigode, [jogadores culpabilizados pela derrota da seleção na Copa de 1950] felizmente. O que não passou, no entanto, é a permanente espera mágica pela vitória por goleada, independente da existência do adversário, combinada com a precária análise dos dados de realidade. Esse desequilíbrio pesa sobre os jogadores. O grau da expectativa futebolístico-messiânica é altíssimo, e não é de se espantar que o time brasileiro entre em colapso em certas situações cruciais. Aliás, isso já aconceu pelo menos três vezes: lá no Maracanazo [Copa de 1950], agora no Mineiraço, e na final de 1998 na França, depois da convulsão de Ronaldo. Não me consta que outras seleções nacionais passem pela mesma síndrome. Uma vez é um acidente. Duas, uma coincidência. Mas três é uma estrutura.


    ESTADÃO - E de onde vem essa estrutura?

    WISNIK - Essas partidas fazem pensar na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, durante a qual, segundo relatos, o jovem rei português d. Sebastião foi tomado por estranha catatonia, antes de desaparecer no deserto e ter a sua volta aguardada durante séculos pelos portugueses. [...] Em 1950, a equipe, encolhida na partida final ante a enormidade do sucesso ou do fracasso inéditos, esteve paralisada abaixo do seu tamanho. Em 2014, sucumbiu ante a expectativa maciça, projetada sobre ela, por algo maior do que seu tamanho. Nos dois casos, espelhados sintomaticamente em território brasileiro, há uma resistente dificuldade de dimensionar, isto é, de encarar o real, que se junta à euforização publicitária, à cobertura da Rede Globo, aos oportunismos políticos de todo tipo e ao baixo nível médio da cultura futebolística. Tudo continua muito parecido com o ambiente que cercou a final de 1950, embora sem a mesma inocência trágica.


    ESTADÃO - Você escreveu que 'a glorificação frenética de Neymar, justificada pela excepcionalidade do jogador, disfarça uma ansiedade compensatória de fundo'. Por quê?

    WISNIK - Sem querer me repetir, [a figura de Neymar] ferida encarnava d. Sebastião em batalha, desaparecido do campo, mas preservado misteriosamente da desgraça explícita e ocupando mais ainda o lugar mítico do Desejado.

    (O Estado de S. Paulo, 12/07/2014. Disponível em http://m.estadao.com.br/ O Estado de S. Paulo noticias/ali%C3%A1s,complexo-de-d-sebastiao,1527395,0.htm, acesso em 01/09/2014)

    Em ’’Essas partidas fazem pensar na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, durante a qual, segundo relatos, o jovem rei português d. Sebastião foi tomado por estranha catatonia’’, a palavra “catatonia” poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
    Escolha uma alternativa para a questão 296a2b0b-de
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão:


    Complexo de d. Sebastião

    Neymar expia a culpa pela derrota, mas as mudanças em

    nosso futebol não podem mais esperar, diz autor

    Entrevista de Ivan Marsiglia com José Miguel Wisnik



    ESTADÃO - A palavra mais usada nas avaliações da derrota da seleção brasileira para a alemã, por 7 a 1, na Copa de 2014, foi “apagão”. Concorda com ela?


    WISNIK - Prefiro “implosão”. “Apagão” sugere uma falha de energia, um acidente de percurso, um lapso momentâneo. A comissão técnica, que se especializou na negação da evidência e da amplitude dos fatos, apega-se a essa versão. Implosão, em vez disso, significa que uma estrutura cedeu a pressões que ela não pôde mais suportar. Acho que é claramente esse o caso. Ou, pelo menos, é esse o claro enigma.


    ESTADÃO - Outra palavra muito repetida foi 'vexame', e de tal proporção que teria redimido a histórica derrota na final de 1950 para o Uruguai.

    WISNIK - “Vexame” dá uma inflexão moral a essa catástrofe futebolística, e quem dirá que não se trata de uma tremenda humilhação esportiva? Mas martelar a palavra soa como uma atualização do gozo regressivo da eleição do bode expiatório. Não vejo mais essa necessidade de achar nos jogadores o novo Barbosa e o novo Bigode, [jogadores culpabilizados pela derrota da seleção na Copa de 1950] felizmente. O que não passou, no entanto, é a permanente espera mágica pela vitória por goleada, independente da existência do adversário, combinada com a precária análise dos dados de realidade. Esse desequilíbrio pesa sobre os jogadores. O grau da expectativa futebolístico-messiânica é altíssimo, e não é de se espantar que o time brasileiro entre em colapso em certas situações cruciais. Aliás, isso já aconceu pelo menos três vezes: lá no Maracanazo [Copa de 1950], agora no Mineiraço, e na final de 1998 na França, depois da convulsão de Ronaldo. Não me consta que outras seleções nacionais passem pela mesma síndrome. Uma vez é um acidente. Duas, uma coincidência. Mas três é uma estrutura.


    ESTADÃO - E de onde vem essa estrutura?

    WISNIK - Essas partidas fazem pensar na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, durante a qual, segundo relatos, o jovem rei português d. Sebastião foi tomado por estranha catatonia, antes de desaparecer no deserto e ter a sua volta aguardada durante séculos pelos portugueses. [...] Em 1950, a equipe, encolhida na partida final ante a enormidade do sucesso ou do fracasso inéditos, esteve paralisada abaixo do seu tamanho. Em 2014, sucumbiu ante a expectativa maciça, projetada sobre ela, por algo maior do que seu tamanho. Nos dois casos, espelhados sintomaticamente em território brasileiro, há uma resistente dificuldade de dimensionar, isto é, de encarar o real, que se junta à euforização publicitária, à cobertura da Rede Globo, aos oportunismos políticos de todo tipo e ao baixo nível médio da cultura futebolística. Tudo continua muito parecido com o ambiente que cercou a final de 1950, embora sem a mesma inocência trágica.


    ESTADÃO - Você escreveu que 'a glorificação frenética de Neymar, justificada pela excepcionalidade do jogador, disfarça uma ansiedade compensatória de fundo'. Por quê?

    WISNIK - Sem querer me repetir, [a figura de Neymar] ferida encarnava d. Sebastião em batalha, desaparecido do campo, mas preservado misteriosamente da desgraça explícita e ocupando mais ainda o lugar mítico do Desejado.

    (O Estado de S. Paulo, 12/07/2014. Disponível em http://m.estadao.com.br/ O Estado de S. Paulo noticias/ali%C3%A1s,complexo-de-d-sebastiao,1527395,0.htm, acesso em 01/09/2014)

    Sendo um exemplo de entrevista, o texto tem como principal marca do gênero:
    Escolha uma alternativa para a questão 2966d27e-de
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão:


    Complexo de d. Sebastião

    Neymar expia a culpa pela derrota, mas as mudanças em

    nosso futebol não podem mais esperar, diz autor

    Entrevista de Ivan Marsiglia com José Miguel Wisnik



    ESTADÃO - A palavra mais usada nas avaliações da derrota da seleção brasileira para a alemã, por 7 a 1, na Copa de 2014, foi “apagão”. Concorda com ela?


    WISNIK - Prefiro “implosão”. “Apagão” sugere uma falha de energia, um acidente de percurso, um lapso momentâneo. A comissão técnica, que se especializou na negação da evidência e da amplitude dos fatos, apega-se a essa versão. Implosão, em vez disso, significa que uma estrutura cedeu a pressões que ela não pôde mais suportar. Acho que é claramente esse o caso. Ou, pelo menos, é esse o claro enigma.


    ESTADÃO - Outra palavra muito repetida foi 'vexame', e de tal proporção que teria redimido a histórica derrota na final de 1950 para o Uruguai.

    WISNIK - “Vexame” dá uma inflexão moral a essa catástrofe futebolística, e quem dirá que não se trata de uma tremenda humilhação esportiva? Mas martelar a palavra soa como uma atualização do gozo regressivo da eleição do bode expiatório. Não vejo mais essa necessidade de achar nos jogadores o novo Barbosa e o novo Bigode, [jogadores culpabilizados pela derrota da seleção na Copa de 1950] felizmente. O que não passou, no entanto, é a permanente espera mágica pela vitória por goleada, independente da existência do adversário, combinada com a precária análise dos dados de realidade. Esse desequilíbrio pesa sobre os jogadores. O grau da expectativa futebolístico-messiânica é altíssimo, e não é de se espantar que o time brasileiro entre em colapso em certas situações cruciais. Aliás, isso já aconceu pelo menos três vezes: lá no Maracanazo [Copa de 1950], agora no Mineiraço, e na final de 1998 na França, depois da convulsão de Ronaldo. Não me consta que outras seleções nacionais passem pela mesma síndrome. Uma vez é um acidente. Duas, uma coincidência. Mas três é uma estrutura.


    ESTADÃO - E de onde vem essa estrutura?

    WISNIK - Essas partidas fazem pensar na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, durante a qual, segundo relatos, o jovem rei português d. Sebastião foi tomado por estranha catatonia, antes de desaparecer no deserto e ter a sua volta aguardada durante séculos pelos portugueses. [...] Em 1950, a equipe, encolhida na partida final ante a enormidade do sucesso ou do fracasso inéditos, esteve paralisada abaixo do seu tamanho. Em 2014, sucumbiu ante a expectativa maciça, projetada sobre ela, por algo maior do que seu tamanho. Nos dois casos, espelhados sintomaticamente em território brasileiro, há uma resistente dificuldade de dimensionar, isto é, de encarar o real, que se junta à euforização publicitária, à cobertura da Rede Globo, aos oportunismos políticos de todo tipo e ao baixo nível médio da cultura futebolística. Tudo continua muito parecido com o ambiente que cercou a final de 1950, embora sem a mesma inocência trágica.


    ESTADÃO - Você escreveu que 'a glorificação frenética de Neymar, justificada pela excepcionalidade do jogador, disfarça uma ansiedade compensatória de fundo'. Por quê?

    WISNIK - Sem querer me repetir, [a figura de Neymar] ferida encarnava d. Sebastião em batalha, desaparecido do campo, mas preservado misteriosamente da desgraça explícita e ocupando mais ainda o lugar mítico do Desejado.

    (O Estado de S. Paulo, 12/07/2014. Disponível em http://m.estadao.com.br/ O Estado de S. Paulo noticias/ali%C3%A1s,complexo-de-d-sebastiao,1527395,0.htm, acesso em 01/09/2014)

    Wisnik rejeita o termo utilizado pela comissão técnica, “apagão”, preferindo “implosão” para caracterizar a derrota para a Alemanha. Tal escolha:
    Escolha uma alternativa para a questão 295fbac9-de
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão:


    Complexo de d. Sebastião

    Neymar expia a culpa pela derrota, mas as mudanças em

    nosso futebol não podem mais esperar, diz autor

    Entrevista de Ivan Marsiglia com José Miguel Wisnik



    ESTADÃO - A palavra mais usada nas avaliações da derrota da seleção brasileira para a alemã, por 7 a 1, na Copa de 2014, foi “apagão”. Concorda com ela?


    WISNIK - Prefiro “implosão”. “Apagão” sugere uma falha de energia, um acidente de percurso, um lapso momentâneo. A comissão técnica, que se especializou na negação da evidência e da amplitude dos fatos, apega-se a essa versão. Implosão, em vez disso, significa que uma estrutura cedeu a pressões que ela não pôde mais suportar. Acho que é claramente esse o caso. Ou, pelo menos, é esse o claro enigma.


    ESTADÃO - Outra palavra muito repetida foi 'vexame', e de tal proporção que teria redimido a histórica derrota na final de 1950 para o Uruguai.

    WISNIK - “Vexame” dá uma inflexão moral a essa catástrofe futebolística, e quem dirá que não se trata de uma tremenda humilhação esportiva? Mas martelar a palavra soa como uma atualização do gozo regressivo da eleição do bode expiatório. Não vejo mais essa necessidade de achar nos jogadores o novo Barbosa e o novo Bigode, [jogadores culpabilizados pela derrota da seleção na Copa de 1950] felizmente. O que não passou, no entanto, é a permanente espera mágica pela vitória por goleada, independente da existência do adversário, combinada com a precária análise dos dados de realidade. Esse desequilíbrio pesa sobre os jogadores. O grau da expectativa futebolístico-messiânica é altíssimo, e não é de se espantar que o time brasileiro entre em colapso em certas situações cruciais. Aliás, isso já aconceu pelo menos três vezes: lá no Maracanazo [Copa de 1950], agora no Mineiraço, e na final de 1998 na França, depois da convulsão de Ronaldo. Não me consta que outras seleções nacionais passem pela mesma síndrome. Uma vez é um acidente. Duas, uma coincidência. Mas três é uma estrutura.


    ESTADÃO - E de onde vem essa estrutura?

    WISNIK - Essas partidas fazem pensar na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, durante a qual, segundo relatos, o jovem rei português d. Sebastião foi tomado por estranha catatonia, antes de desaparecer no deserto e ter a sua volta aguardada durante séculos pelos portugueses. [...] Em 1950, a equipe, encolhida na partida final ante a enormidade do sucesso ou do fracasso inéditos, esteve paralisada abaixo do seu tamanho. Em 2014, sucumbiu ante a expectativa maciça, projetada sobre ela, por algo maior do que seu tamanho. Nos dois casos, espelhados sintomaticamente em território brasileiro, há uma resistente dificuldade de dimensionar, isto é, de encarar o real, que se junta à euforização publicitária, à cobertura da Rede Globo, aos oportunismos políticos de todo tipo e ao baixo nível médio da cultura futebolística. Tudo continua muito parecido com o ambiente que cercou a final de 1950, embora sem a mesma inocência trágica.


    ESTADÃO - Você escreveu que 'a glorificação frenética de Neymar, justificada pela excepcionalidade do jogador, disfarça uma ansiedade compensatória de fundo'. Por quê?

    WISNIK - Sem querer me repetir, [a figura de Neymar] ferida encarnava d. Sebastião em batalha, desaparecido do campo, mas preservado misteriosamente da desgraça explícita e ocupando mais ainda o lugar mítico do Desejado.

    (O Estado de S. Paulo, 12/07/2014. Disponível em http://m.estadao.com.br/ O Estado de S. Paulo noticias/ali%C3%A1s,complexo-de-d-sebastiao,1527395,0.htm, acesso em 01/09/2014)

    De acordo com a análise de Wisnik, o grau altíssimo de “expectativa futebolístico-messiânica” deve-se à incapacidade de o torcedor brasileiro:
    Escolha uma alternativa para a questão 295bc2d7-de
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão:


    Complexo de d. Sebastião

    Neymar expia a culpa pela derrota, mas as mudanças em

    nosso futebol não podem mais esperar, diz autor

    Entrevista de Ivan Marsiglia com José Miguel Wisnik



    ESTADÃO - A palavra mais usada nas avaliações da derrota da seleção brasileira para a alemã, por 7 a 1, na Copa de 2014, foi “apagão”. Concorda com ela?


    WISNIK - Prefiro “implosão”. “Apagão” sugere uma falha de energia, um acidente de percurso, um lapso momentâneo. A comissão técnica, que se especializou na negação da evidência e da amplitude dos fatos, apega-se a essa versão. Implosão, em vez disso, significa que uma estrutura cedeu a pressões que ela não pôde mais suportar. Acho que é claramente esse o caso. Ou, pelo menos, é esse o claro enigma.


    ESTADÃO - Outra palavra muito repetida foi 'vexame', e de tal proporção que teria redimido a histórica derrota na final de 1950 para o Uruguai.

    WISNIK - “Vexame” dá uma inflexão moral a essa catástrofe futebolística, e quem dirá que não se trata de uma tremenda humilhação esportiva? Mas martelar a palavra soa como uma atualização do gozo regressivo da eleição do bode expiatório. Não vejo mais essa necessidade de achar nos jogadores o novo Barbosa e o novo Bigode, [jogadores culpabilizados pela derrota da seleção na Copa de 1950] felizmente. O que não passou, no entanto, é a permanente espera mágica pela vitória por goleada, independente da existência do adversário, combinada com a precária análise dos dados de realidade. Esse desequilíbrio pesa sobre os jogadores. O grau da expectativa futebolístico-messiânica é altíssimo, e não é de se espantar que o time brasileiro entre em colapso em certas situações cruciais. Aliás, isso já aconceu pelo menos três vezes: lá no Maracanazo [Copa de 1950], agora no Mineiraço, e na final de 1998 na França, depois da convulsão de Ronaldo. Não me consta que outras seleções nacionais passem pela mesma síndrome. Uma vez é um acidente. Duas, uma coincidência. Mas três é uma estrutura.


    ESTADÃO - E de onde vem essa estrutura?

    WISNIK - Essas partidas fazem pensar na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, durante a qual, segundo relatos, o jovem rei português d. Sebastião foi tomado por estranha catatonia, antes de desaparecer no deserto e ter a sua volta aguardada durante séculos pelos portugueses. [...] Em 1950, a equipe, encolhida na partida final ante a enormidade do sucesso ou do fracasso inéditos, esteve paralisada abaixo do seu tamanho. Em 2014, sucumbiu ante a expectativa maciça, projetada sobre ela, por algo maior do que seu tamanho. Nos dois casos, espelhados sintomaticamente em território brasileiro, há uma resistente dificuldade de dimensionar, isto é, de encarar o real, que se junta à euforização publicitária, à cobertura da Rede Globo, aos oportunismos políticos de todo tipo e ao baixo nível médio da cultura futebolística. Tudo continua muito parecido com o ambiente que cercou a final de 1950, embora sem a mesma inocência trágica.


    ESTADÃO - Você escreveu que 'a glorificação frenética de Neymar, justificada pela excepcionalidade do jogador, disfarça uma ansiedade compensatória de fundo'. Por quê?

    WISNIK - Sem querer me repetir, [a figura de Neymar] ferida encarnava d. Sebastião em batalha, desaparecido do campo, mas preservado misteriosamente da desgraça explícita e ocupando mais ainda o lugar mítico do Desejado.

    (O Estado de S. Paulo, 12/07/2014. Disponível em http://m.estadao.com.br/ O Estado de S. Paulo noticias/ali%C3%A1s,complexo-de-d-sebastiao,1527395,0.htm, acesso em 01/09/2014)

    De acordo com o texto, é correto:
    Escolha uma alternativa para a questão 2957d329-de
  • Linguagens

    Inglês

    Considere as definições de democracia do humorista Johnny Carson para responder a questão:



    “What Democracy Means to Me”


        Democracy is people of all races, colors, and creeds united by a single dream: to get rich and move to the suburbs away from people of all races, colors, and creeds. [...]

        Democracy is buying a big house you can’t afford with money you don’t have to impress people you wish were dead. And, unlike communism, democracy does not mean having just one ineffective political party; it means having two ineffective political parties. [...]

        Yes, democracy means fighting every day for what you deserve, and fighting even harder to keep other weaker people from getting what they deserve. Democracy means never having the Secret Police show up at your door. Of course, it also means never having the cable guy show up at your door. It’s a tradeoff. Democracy means free television. Not good television, but free.

    (www.thefaulkingtruth.com - acesso em 07/08/2013)
    Segundo Johnny Carson, a democracia
    Escolha uma alternativa para a questão 4b1acb5f-dc
  • Leia a frase abaixo, de James Cameron, atual Primeiro Ministro da Inglaterra:


    “A verdade sobre Margaret Thatcher é que ela não apenas liderou o nosso país. Ela salvou o nosso país”.

    (http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2013/04/08/ morre-a-ex-primeira-ministra-britanica-margaret-thatcher.htm)



    O grande legado de Thatcher para a Inglaterra é a implantação do modelo de Estado:
    Escolha uma alternativa para a questão 4b0326c3-dc
  • Leia a notícia abaixo, sobre a detenção do brasileiro David Miranda:


    “(...) Ele disse ainda que membros do serviço de inteligência são identificáveis pelas informações, consistindo em um perigo para eles, tanto na Grã-Bretanha como no exterior.
    Apesar do fato de muitos arquivos estarem criptografados, afirmou Robbins, Miranda também carregava um pedaço de papel contendo instruções básicas para acessar alguns dados, junto com um pedaço de papel que incluía uma senha para decifrar um dos arquivos criptografados em um HD externo.
    O parceiro de Miranda, Glenn Greenwald, trabalhou com o exfuncionário da inteligência americana Edward Snowden em reportagens sobre os sistemas de monitoramento americano e britânico.
    As histórias baseadas nos dados acusam a NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA) de reunir milhões de gravações telefônicas e dados retirados de sites de internet como o Google e o Facebook. Miranda foi detido quando viajava de Londres para o Rio de Janeiro, onde ele vive com Greenwald.
    Seu advogado Matthew Ryder disse que ele adotou uma “abordagem pragmática” e aceitou que o problema seja “melhor debatido” no processo judicial. A polícia se disse satisfeita com o acordo”.
    (Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/08/arquivos-de-mirandapodem-colocar-agentes-em-perigo.html Acesso em 31/08/2013.)


    Sobre a notícia, é correto:
    Escolha uma alternativa para a questão 4af161ac-dc
  • Ciências Humanas

    Geografia

    Identifique as paisagens descritas pelo geógrafo Aziz Ab’ Saber.


    I. A depressão aluvial do Alto Paraguai foi identificada como a maior planície, de nível de base interna, do interior do Brasil, localizada no centro do continente sul-americano entre o domínio dos cerrados e do Chaco central (2006).
    II. Região encoberta por um mar de nuvens baixas, fortemente carregadas de umidade, verdadeiros mares de água doce, o maior estoque remanescente de paisagens naturais do setor equatorial do mundo tropical até 1950 (2003).
    III. No vasto conjunto do território intertropical e subtropical brasileiro destaca-se o contínuo norte-sul, grande complexo de florestas tropicais biodiversas brasileiras (2003).


    Estão corretas, respectivamente.
    Escolha uma alternativa para a questão 4ae9f7f7-dc
  • Ciências Humanas

    Geografia

    “A terra (continente) e a água apresentam diferentes propriedades térmicas e reagem de modo diferente à insolação. A água se aquece e se resfria mais lentamente que o solo. Assim, enquanto a água tem tendência de armazenar o calor que recebe, a terra, por outro lado, rapidamente o devolve à atmosfera”.
    (AYOADE, J. O. Introdução à climatologia para os trópicos. Bertrand, São Paulo, p. 29).


    Sobre o texto, é verdadeiro:
    Escolha uma alternativa para a questão 4ae65306-dc
  • Ciências Humanas

    Geografia

    O Conselho de Segurança da ONU é composto por cinco membros permanentes, que possuem direito a veto. Fazem parte também do Conselho membros não permanentes, eleitos pela Assembleia Geral, com mandatos de dois anos. Estes países não possuem direito a veto. O número de membros não permanentes aumentou de seis para 10 através de uma emenda na Carta da ONU realizada em 1965.

    Cada membro do Conselho tem direito a um voto. As decisões sobre questões de procedimentos são tomadas pelo voto afirmativo de pelo menos nove dos 15 membros.

    As decisões sobre questões de fundo exigem nove votos, incluindo os votos afirmativos de todos os cinco membros permanentes. Esta é a regra conhecida como “unanimidade das grandes potências” ou poder de “veto”.

    (Fonte: http://www.brasil-cs-onu.com/o-conselho/membros)


    São países membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU:

    Escolha uma alternativa para a questão 4ae2b5d6-dc
  • Ciências Humanas

    Geografia

    Em relação à matriz energética brasileira, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 4ad92542-dc
  • Ciências Humanas

    Geografia

    Leia:

        “Falar da organização regional do espaço brasileiro é algo muito complexo, pois se trata da regionalização de um país de grandes dimensões que tem passado por um complexo e desigual processo de diferenciação que envolve o espaço e o tempo. (...) O Nordeste pode ser definido como a região das perdas”.

    (Corrêa, Roberto Lobato. Trajetórias Geográficas. Bertrand Brasil. P,197 e 204)



    Esse conjunto de perdas pode ser atribuído:
    Escolha uma alternativa para a questão 4ad0bfe7-dc
  • Ciências Humanas

    Geografia

    Leia a notícia abaixo:


    EMBRAER FABRICA PEÇAS EM PORTUGAL E TRAZ PARA O BRASIL


    “Nas duas fábricas que a empresa tem em Évora estão sendo montados componentes para a cauda e as asas dos jatos Legacy 500. As peças são mandadas por navio para o Brasil e aí entram na montagem final do avião. No início de 2014, as fábricas da União Europeia passam a fabricar também componentes para o KC 390, o avião militar que a Embraer vai produzir, segundo João Taborda, diretor de relações externas da Embraer Europa”.

    (Extraído de www.fsp.com.br em 31.08.2013)



    A empresa brasileira está produzindo peças de sua mercadoria em solo europeu, pois:
    Escolha uma alternativa para a questão 4ac8c58c-dc
  • Ciências Humanas

    História

    Analise atentamente as informações abaixo:


    Imagem da questão de História, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2013, História do Brasil

    Bandeira utilizada após a proclamação da República no Brasil, entre os dias 15 e 19 de novembro.


        O movimento republicano, como um todo, não adotara bandeira própria. Como hino, usava simplesmente a Marselhesa. Poder-se-ia perguntar: se a Marselhesa, por que também não a tricolor, a bandeira da revolução e das repúblicas francesas? É que a Marselhesa era símbolo que extrapolava as fronteiras nacionais, era símbolo universal da revolução, ao passo que a tricolor mantinha as características nacionais. A Marselhesa era a revolução, a república radical; a tricolor era a França.

    (Fonte: CARVALHO, José Murilo de. A formação das almas. SP: Cia. das Letras, 2006, p. 110.)



    O contexto da proclamação da República brasileira foi marcado por uma série de influências externas, como a bandeira dos Estados Unidos e o hino francês. Além do conteúdo expresso nas informações, podemos citar ainda o positivismo como base ideológica do movimento republicano militar. Uma explicação para esta influência externa pode ser encontrada na seguinte alternativa:

    Escolha uma alternativa para a questão 4ab979d4-dc
  • Ciências Humanas

    História

    Leia e analise o texto abaixo, bem como o contexto por ele expresso:


    Em fins do século XIX, a vida estava difícil para os trabalhadores dos campos da Itália e de outras partes da Europa. [...] Então começaram a surgir notícias de que lá, no outro lado do oceano [...] havia necessidade de gente disposta a trabalhar duro com a promessa de enriquecer em pouco tempo. E os homens começaram a partir [...]. Eram os emigrantes. E para cá eles vieram, sobretudo depois de 1888 [...].

    (Fonte: LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. SP: FTD, 2002, p. 10-11.)


    Assinale a alternativa na qual aparecem, respectivamente, fatores para a crise europeia, nele citado, e para o aumento da entrada de europeus no Brasil a partir de 1888.
    Escolha uma alternativa para a questão 4ab5a111-dc
  • Ciências Humanas

    História

    O texto abaixo faz menção a uma das guerras ocorridas entre árabes e israelenses durante a segunda metade do século XX. Leia-o para responder a questão:

        
        Preparada no mais completo segredo, a ofensiva do Egito e da Síria foi lançada a 6 de outubro de 1973, no feriado judaico do YomKippur (Dia do Perdão). Tomando Israel de surpresa e beneficiando-se das modernas armas antiaéreas e antitanque de fabricação soviética, a ofensiva foi de início bem sucedida. [...] Mas, a partir de 12 de outubro, os israelenses retomaram a iniciativa e partiram para o contra-ataque. [...] Só em 29 de outubro começaram negociações entre os beligerantes, resultando num cessar fogo assinado em 11 de novembro.
    (Fonte: TREIGNIER, Michel. Guerra e paz no Oriente Médio. SP: Ática, 1998, p. 39.)

    Assinale a alternativa na qual aparece uma das principais consequências da Guerra do Yom Kippur, ocorrida há 40 anos:
    Escolha uma alternativa para a questão 4aacb0e6-dc
  • Ciências Humanas

    História

    A canção abaixo, da banda inglesa Iron Maiden, gravada em 1982, e o texto, escrito pelo presidente queniano Jomo Kenyatta, que governou seu país entre 1964 e 1978, tratam de um mesmo tema. Leia-os para responder a questão:

    Texto 1

    Run To The Hills
    White man came across the sea,
    He brought us pain and misery,
    He killed our tribes,
    He killed our creed
    He took our game
    For his own need.

    We fough thim hard,
    We fought him well
    […]
    But many came,
    Too much for cree
    Oh will we ever be set free?
    […]
    Run to the hills,
    Run for your lives.
    […]

    Corram para as colinas
    O homem branco veio pelo mar,
    Nos trouxe dor e miséria.
    Matou nossas tribos,
    Matou nossas crenças
    Levaram nossa caça
    Para sua própria necessidade.

    Nós lutamos duramente,
    Nós lutamos bem
    […]
    Mas muitos vieram
    Demais para crer
    Oh, sera que algum dia seremos livres?
    […]
    Corram para as colinas,
    Corram por suas vidas.
    […]

    Imagem da questão de História, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2013, História Geral


    Texto 2

    “Quando os missionários chegaram, os africanos tinham a terra e os missionários tinham a Bíblia. Eles nos ensinaram a rezar de olhos fechados. Quando nós os abrimos, eles tinham a terra e nós tínhamos a Bíblia.”


    Apesar de separados por séculos, os contextos retratados nos dois textos apontam para uma semelhança, que pode ser encontrada na seguinte alternativa:

    Escolha uma alternativa para a questão 4a9e8ee7-dc
  • Matemática

    Matemática

    Na circunferência a seguir, a corda BC mede 10 cm e o ângulo BÂC mede 150º. O comprimento da circunferência, em cm, é igual a:


    Escolha uma alternativa para a questão 4a8d8ca9-dc
  • Matemática

    Matemática

    Na figura a seguir, o triângulo ABC é equilátero, o ângulo Figura 1 de 2 da questão de Matemática, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2013, Geometria Plana mede 120º, AD = 2 cm e CD = 4 cm. Nessas condições, pode-se afirmar que a área do quadrilátero ABCD é igual a:


    Figura 2 de 2 da questão de Matemática, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2013, Geometria Plana

    Escolha uma alternativa para a questão 4a893ea8-dc