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Instituição

Questões: Centro universitário FAG — com gabarito

604 questões de Centro universitário FAG, de 2013 a 2019. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 604 questões
  • 7 provas

Resultados: 207 questões

Página 8 de 11

  • Linguagens

    Português

    Texto 2


        Uma visão realista do papel da informação e do conhecimento nos atuais processos produtivos leva a crer que nem uma nem outro conduzem necessariamente à igualdade social. Isso implica considerar que as novas tecnologias da informação, embora representem avanços em diversas áreas, também conduzem a formas inéditas de exclusão social.
        Percebe-se, de um lado, o avanço da tecnologia, o desenvolvimento de recursos cada vez mais sofisticados.
        De outro lado, mais uma forma de disparidade social: a exclusão da sociedade do conhecimento, caracterizada pela distância entre os que dominam as novas tecnologias e aqueles que mal as compreendem ou até as desconhecem nas mais diferentes regiões do planeta.
        Os países também vivem de forma desigual o ingresso na sociedade do conhecimento. Exemplo mais evidente disso é a chamada rede mundial de computadores, a internet, que conseguiu interconectar, em poucos anos, milhões de pessoas nos lugares mais remotos do mundo. Contudo o acesso à rede é desigualmente distribuído: 75% dos usuários vivem nos países industrializados (14% da população mundial). Outra disparidade está no interior dos países: a maioria dos usuários da rede vive em zonas urbanas, possuem melhor escolaridade e condição socioeconômica, são jovens e a maior parte é do sexo masculino.
        No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) contou mais de 32 milhões de usuários da internet.
        A maioria desses usuários é do sexo masculino, tem média de idade de 28 anos, 10,7 de estudo e rendimento médio mensal familiar per capita de 1 milhão.
        O perfil de quem não utiliza a rede de computadores - ou seja, não navega na internet - é claramente distinto: mais de 37 anos de idade, entre 5 e 6 anos de tempo de estudo e rendimento médio mensal de R$ 300.
        Investir em educação - sobretudo no ensino de ciências desde o nível fundamental - está no ponto de partida para reverter a situação de quase letargia em que a América Latina se encontra se comparada aos países mais desenvolvidos, científica e tecnologicamente, de outras regiões do planeta.
        No âmbito da tecnologia, há, em todo o globo, iniciativas voltadas para a redução da crescente lacuna digital, como o desenvolvimento de software (programa) livre e de computadores de baixo custo.
        A revolução tecnológica, porém, não pode ser reduzida à mera incorporação ou ao acúmulo de maior número de máquinas e sistemas de informação e comunicação.
        A inovação deve ter caráter social (sustentada com políticas educativas e de desenvolvimento social).
        Somente a educação garantirá que as novas tecnologias da informação e da comunicação promovam qualidade de vida ao maior número possível de cidadãos.
    Jorge Werthdn
    O texto 2 defende a ideia de que:
    Escolha uma alternativa para a questão c81b2494-e7
  • Linguagens

    Inglês

    Text 1

    Bilingual Education for the 21st Century

    Bilingual education in the 21st century must face the complexity brought about by the freer movement of people, services, and goods that characterizes our more globalized and technological world. In the second half of the 20th century, bilingual education grew around the world as a way to educate children who didn't speak the state's language or, in some cases, to recapture the heritage language of a group. This in itself was an innovation over the use of bilingual education only to educate the children of the elite.
    In the 21st century, however, the complex and dynamic links created by technology and globalized markets, coupled with the importance of English and other “big” languages, challenge our old conceptions of bilingual education. UNESCO in 1953 declared that it was axiomatic that the child's native language be used to teach children to read, but basic literacy, even in one's own language, is insufficient to be a world citizen in the 21st century.
    It has been predicted that by 2050, English will be accompanied by Chinese, Arabic, Spanish and Urdu, as the world's big languages, ordered not only with English at the top as it has been up to now, but with an increasing role for the other four “big” languages. Countries throughout the world are providing options to their children to be schooled in two or more languages. The European Union, for example, has recently adopted a policy of “Mother Tongue + 2” encouraging schools throughout the EU to develop children's trilingual proficiency. For those purposes, a model of teaching is being promoted that encourages the use of the languages other than the child's mother tongue in subject instruction. Ofelia Garcia is Professor of Bilingual Education at Teachers College, Columbia University.
    Disponível em:< http://www.educationupdate.com/archives/2004/december/html/Spot-BilingualEducationForThe21stCentury.htm>. 
    Segundo o texto 1, a educação bilíngue no século 21 encontra diferentes desafios em relação à do século 20, entre eles
    Escolha uma alternativa para a questão a704d505-e7
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre a obra de Alvares de Azevedo, “Se eu morresse amanhã”, é CORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão a6fa3b4c-e7
  • Linguagens

    Inglês

    Text 1


    Brazilian courts tussle over unproven cancer treatment


    Patients demand access to compound despite lack of clinical testing. A court in the Brazilian state of São Paulo has cut off distribution of a compound that is hailed by some as a miracle cancer cure — even though it has never been formally tested in humans. On 11 November, to the relief of many cancer researchers, a state court overturned earlier court orders that had obliged the nation’s largest university to provide the compound to hundreds of people with terminal cancer.
    The compound, phosphoethanolamine, has been shown to kill tumor cells only in lab dishes and in mice (A. K. Ferreira et al. Anticancer Res. 32, 95–104; 2012). Drugs that seem promising in lab and animal studies have a notoriously high failure rate in human trials. Despite this, some chemists at the University of São Paulo’s campus in São Carlos have manufactured the compound for years and distributed it to people with cancer. A few of those patients have claimed remarkable recoveries, perpetuating the compound’s reputation as a miracle cure.
    The Brazilian constitution guarantees universal access to health care, and it is common in Brazil for patients to turn to the courts to access drugs that the state healthcare system does not dispense because of their cost. But phosphoethanolamine presents a different situation because it is not really a ‘drug’ at all. It is not approved by Brazil’s National Health Surveillance Agency.
    Those who argue that people who are terminally ill have a right to try experimental medicines saw a decision in favor of a patient in October 2015 as a significant victory. But to the university administration, drug regulators and cancer researchers, it showed blatant disregard for the basic scientific principle that a drug should be demonstrated to be safe and effective before being given to patients outside of a clinical trial.
    Source: Nature 527, 420–421 (adapted). http://www.nature.com/news/brazilian-courts-tussleover-unproven-cancer- treatment-1.18864. 
    According to the text 1, turning to the courts in Brazil to access drugs that the state healthcare system does not dispense is:
    Escolha uma alternativa para a questão 23bccb82-e7
  • Linguagens

    Inglês

    Text 1


    Brazilian courts tussle over unproven cancer treatment


    Patients demand access to compound despite lack of clinical testing. A court in the Brazilian state of São Paulo has cut off distribution of a compound that is hailed by some as a miracle cancer cure — even though it has never been formally tested in humans. On 11 November, to the relief of many cancer researchers, a state court overturned earlier court orders that had obliged the nation’s largest university to provide the compound to hundreds of people with terminal cancer.
    The compound, phosphoethanolamine, has been shown to kill tumor cells only in lab dishes and in mice (A. K. Ferreira et al. Anticancer Res. 32, 95–104; 2012). Drugs that seem promising in lab and animal studies have a notoriously high failure rate in human trials. Despite this, some chemists at the University of São Paulo’s campus in São Carlos have manufactured the compound for years and distributed it to people with cancer. A few of those patients have claimed remarkable recoveries, perpetuating the compound’s reputation as a miracle cure.
    The Brazilian constitution guarantees universal access to health care, and it is common in Brazil for patients to turn to the courts to access drugs that the state healthcare system does not dispense because of their cost. But phosphoethanolamine presents a different situation because it is not really a ‘drug’ at all. It is not approved by Brazil’s National Health Surveillance Agency.
    Those who argue that people who are terminally ill have a right to try experimental medicines saw a decision in favor of a patient in October 2015 as a significant victory. But to the university administration, drug regulators and cancer researchers, it showed blatant disregard for the basic scientific principle that a drug should be demonstrated to be safe and effective before being given to patients outside of a clinical trial.
    Source: Nature 527, 420–421 (adapted). http://www.nature.com/news/brazilian-courts-tussleover-unproven-cancer- treatment-1.18864. 
    According to the text 1 , drug regulators and cancer researchers in Brazil are:
    Escolha uma alternativa para a questão 23b8fda7-e7
  • Linguagens

    Inglês

    Text 1


    Brazilian courts tussle over unproven cancer treatment


    Patients demand access to compound despite lack of clinical testing. A court in the Brazilian state of São Paulo has cut off distribution of a compound that is hailed by some as a miracle cancer cure — even though it has never been formally tested in humans. On 11 November, to the relief of many cancer researchers, a state court overturned earlier court orders that had obliged the nation’s largest university to provide the compound to hundreds of people with terminal cancer.
    The compound, phosphoethanolamine, has been shown to kill tumor cells only in lab dishes and in mice (A. K. Ferreira et al. Anticancer Res. 32, 95–104; 2012). Drugs that seem promising in lab and animal studies have a notoriously high failure rate in human trials. Despite this, some chemists at the University of São Paulo’s campus in São Carlos have manufactured the compound for years and distributed it to people with cancer. A few of those patients have claimed remarkable recoveries, perpetuating the compound’s reputation as a miracle cure.
    The Brazilian constitution guarantees universal access to health care, and it is common in Brazil for patients to turn to the courts to access drugs that the state healthcare system does not dispense because of their cost. But phosphoethanolamine presents a different situation because it is not really a ‘drug’ at all. It is not approved by Brazil’s National Health Surveillance Agency.
    Those who argue that people who are terminally ill have a right to try experimental medicines saw a decision in favor of a patient in October 2015 as a significant victory. But to the university administration, drug regulators and cancer researchers, it showed blatant disregard for the basic scientific principle that a drug should be demonstrated to be safe and effective before being given to patients outside of a clinical trial.
    Source: Nature 527, 420–421 (adapted). http://www.nature.com/news/brazilian-courts-tussleover-unproven-cancer- treatment-1.18864. 
    According to the text 1, the reason why the compound phosphoethanolamine was considered as miracle cure is:
    Escolha uma alternativa para a questão 23b4d7c8-e7
  • Linguagens

    Inglês

    Text 2 - How to Tell if Your Sunscreen Protects You From the Sun - Here’s what you need to know.


        Don’t go overboard with the SPF. The American Academy of Dermatology recommends using an SPF of at least 30, but most experts agree to not go over 50. It’s not that a higher SPF doesn’t provide any more protection, but once you get above 50, that increase is negligible. Case in point: SPF 50 blocks about 97% of UVB rays, while SPF 100 blocks about 99%.
        But most sunscreen users don’t think about that; rather, they see a number that’s twice as high and assume they’ll get twice as much protection or that the protection will last twice as long, which cultivates a false sense of security that could lead to a bad burn. “SPF values above 50 are really misleading,” Lunder says. “They offer a very small increase in sunburn [UVB] protection, and they don't offer better UVA protection.” She says that the FDA is considering a rule to cap SPF values at 50, but nothing has been finalized.
        And then there’s the fact that, although the increase in SPF doesn’t add much protection, it could increase your chances of negative side effects from the ingredients. “We do not recommend SPF of 50 or higher, as the minimal added protection does not outweigh the exponentially more active ingredients required to do so,” Chris Birchby, the founder of the sun-care line Coola, tells Teen Vogue. “More active ingredients increase the chances of skin irritation.”
    http://www.teenvogue.com/story/how-to-tell-if-sunscreen-protects-you-from-the-sun
    If you use a SPF above 50 the increase is:
    Escolha uma alternativa para a questão ef3456a7-eb
  • Linguagens

    Inglês

    Text 1:


    “ Autism affects one in 45 children in the United States, almost twice the rate from a few years ago, said a survey Friday that uses a new approach to assess the frequency of the developmental disorder. The latest figures may reflect a more accurate picture of autism spectrum disorder, said the report by the Centers for Disease Control and Prevention's (CDC) National Center for Health Statistics, and so does not necessarily mean that there is a ballooning autism epidemic.
    In fact, the study found that while autism spectrum diagnoses are more frequent than in the past, the overall number of people affected by neurodevelopment problems has not risen, but has remained steady over time. Autism spectrum disorder is a developmental disability that may cause a person to have difficulty behaving, learning, communicating and interacting with people. It is believed to be influenced by genetic and environmental factors, though scientists do not fully understand all its causes.”
    According to the text 1, choose the best reason why the author wrote this article:
    Escolha uma alternativa para a questão ef318a94-eb
  • Linguagens

    Literatura

    Através da trajetória do narrador-personagem, Castelo, no conto “O homem que sabia javanês”, de Lima Barreto, revela-se uma crítica:
    Escolha uma alternativa para a questão ef28dca1-eb
  • Linguagens

    Inglês

    Text 2 - We're living faster but are we living better?

    Not Long Ago people believed that in the future we would work less, have more free time, and be more relaxed. But sadly this has not happened. Today we work harder, work longer hours, and are more stressed than ten years ago. We walk faster, talk faster, and sleep less than previous generations. And although we are obsessed with machines which save us time, we have less free time than our parents and grandparents had. But what is this doing to our health? An American journalist James Gleick in a new book, Faster: the Acceleration of just about everything, says that people who live in cities are suffering from 'hurry sickness'- we are always trying to do more things in less time. As a result, our lives are more stressful. He says that if we don't slow down, we won't live as long as our parents. For most people, faster doesn't mean better.

    No time for the news
    Newspaper articles today are shorter and the headlines are bigger. Most people don't have enough time to read the articles, they only read the headlines! On TV and the radio, newsreaders speak more quickly than ten years ago.
    No time for stories
    In the USA there is a book called One-Minute Bedtime Stories for children. These are shorter versions of traditional stories, specially written for 'busy parents' who want to save time!
    No time to listen
    Some answerphones now have 'quick playback' buttons so that we can re-play people's messages faster – we can't waste time listening to people speaking at normal speed!
    No time to relax
    Even when we relax we do everything more quickly. Ten years ago when people went to art galleries they spent ten seconds looking at each picture. Today they spend just three seconds!
    No time for slow sports
    In the USA the national sport, baseball, is not as popular as before because it is a slow game and matches take a long time. Nowadays many people prefer faster and more dynamic sports like basketball.
    …but more time in our cars
    The only thing that is slower than before is the way we drive. Our cars are faster but the traffic is worse so we drive more slowly. We spend more time sitting in our cars, feeling stressed because we are worried that we won't arrive on time. Experts predict that in ten years' time the average speed on the road in cities will be 17 km/h.
    (OXFORD. NEW ENGLISH FILE, Pre-Intermediate, Student’s Book)
    According to the text 2, mark true or false:


    ( ) Society are obsessed with machines which save us time and this is why we have less free time than our parents and grandparents had.
    ( ) In the USA, a book called One-Minute Bedtime Stories were made for 'busy parents', because they want to save time.
    ( ) Nowadays most people don't have enough time to read the articles. This is why the headlines are growing larger and the articles are ever smaller.


    The CORRECT alternative respectively is:
    Escolha uma alternativa para a questão d1d3181a-e9
  • Linguagens

    Português

    Texto 3 - Memória coletiva

        Em 1925, quando a era das comunicações começava a se acelerar, o filósofo francês Maurice Halbwachs aventou a ideia de uma “memória coletiva”: o conjunto de lembranças que um grupo de pessoas compartilha sobre um evento marcante e que, somado a fatos e imagens de domínio público, forma um tecido muito mais extenso e bem tramado do que a simples soma das recordações individuais. Esse tecido é tão forte, aliás, que pode ser compartilhado até mesmo por gerações que não assistiram aos acontecimentos. É um fenômeno presente na maneira como os judeus lembram o Holocausto ou os americanos revivem a Guerra do Vietnã. Na vida brasileira, o ano de 1970 é um desses polarizadores da memória coletiva: o ano em que o país reuniu a mais brilhante escalação da história do futebol, em que esse time derrotou de maneira quase heroica cada um dos seus adversários [...], em que a população experimentou, na Copa do Mundo, seu primeiro grande evento de mídia – e também um ano em que a ditadura militar arrancava as pessoas de suas casas e sumia com elas, em que tudo era dito aos sussurros e em que essa euforia de uma torcida nacional foi usada como cortina de fumaça para o desgoverno e se misturou a ele. [...] E está aí, em boa medida, a beleza de O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (Brasil, 2006) [...]: na maneira como ele ao mesmo tempo separa e une esses dois fios da memória.
        No começo de 1970, Mauro (Michel Joelsas), de 12 anos, é tirado às pressas de sua casa em Belo Horizonte e levado para o apartamento do avô, no bairro paulistano do Bom Retiro. Os pais, aflitos, dizem que estão saindo de férias e, quando puderem, voltarão para buscá-lo, de preferência a tempo de assistirem juntos à Copa. Vão-se embora sem conferir se o avô recebeu o menino em segurança. Mas ele não está em casa, nem vai voltar. Mauro vira então atribuição da vizinhança. Mora meio na casa vazia do avô, meio no apartamento ao lado, do velho Shlomo (Germano Haiut), zelador da sinagoga local – o Bom Retiro reunia então uma forte comunidade judaica, a que Mauro nem sabia pertencer. Janta com uma pessoa, almoça com outra, brinca com as crianças do bairro e, o tempo todo, mantém um olho grudado no futebol e o outro no telefone, à espera de uma ligação dos pais que não chega nunca.
    [...]
    (BOSCOV, Isabela. Disponível em: http://arquivoetc.blogspot.com.br/2006/10/memria-coletiva.html.)
    O excerto a seguir, extraído do primeiro parágrafo do texto 3, “É um fenômeno presente na maneira como os judeus lembram o Holocausto ou os americanos revivem a Guerra do Vietnã.” apresenta, semanticamente, tendo em vista o contexto em que está inserido:
    Escolha uma alternativa para a questão d1b952fa-e9
  • Linguagens

    Português

    Texto 3 - Memória coletiva

        Em 1925, quando a era das comunicações começava a se acelerar, o filósofo francês Maurice Halbwachs aventou a ideia de uma “memória coletiva”: o conjunto de lembranças que um grupo de pessoas compartilha sobre um evento marcante e que, somado a fatos e imagens de domínio público, forma um tecido muito mais extenso e bem tramado do que a simples soma das recordações individuais. Esse tecido é tão forte, aliás, que pode ser compartilhado até mesmo por gerações que não assistiram aos acontecimentos. É um fenômeno presente na maneira como os judeus lembram o Holocausto ou os americanos revivem a Guerra do Vietnã. Na vida brasileira, o ano de 1970 é um desses polarizadores da memória coletiva: o ano em que o país reuniu a mais brilhante escalação da história do futebol, em que esse time derrotou de maneira quase heroica cada um dos seus adversários [...], em que a população experimentou, na Copa do Mundo, seu primeiro grande evento de mídia – e também um ano em que a ditadura militar arrancava as pessoas de suas casas e sumia com elas, em que tudo era dito aos sussurros e em que essa euforia de uma torcida nacional foi usada como cortina de fumaça para o desgoverno e se misturou a ele. [...] E está aí, em boa medida, a beleza de O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (Brasil, 2006) [...]: na maneira como ele ao mesmo tempo separa e une esses dois fios da memória.
        No começo de 1970, Mauro (Michel Joelsas), de 12 anos, é tirado às pressas de sua casa em Belo Horizonte e levado para o apartamento do avô, no bairro paulistano do Bom Retiro. Os pais, aflitos, dizem que estão saindo de férias e, quando puderem, voltarão para buscá-lo, de preferência a tempo de assistirem juntos à Copa. Vão-se embora sem conferir se o avô recebeu o menino em segurança. Mas ele não está em casa, nem vai voltar. Mauro vira então atribuição da vizinhança. Mora meio na casa vazia do avô, meio no apartamento ao lado, do velho Shlomo (Germano Haiut), zelador da sinagoga local – o Bom Retiro reunia então uma forte comunidade judaica, a que Mauro nem sabia pertencer. Janta com uma pessoa, almoça com outra, brinca com as crianças do bairro e, o tempo todo, mantém um olho grudado no futebol e o outro no telefone, à espera de uma ligação dos pais que não chega nunca.
    [...]
    (BOSCOV, Isabela. Disponível em: http://arquivoetc.blogspot.com.br/2006/10/memria-coletiva.html.)
    Tendo em vista o teor do conteúdo assim como os recursos de construção linguística utilizados, pode-se afirmar que o texto 3, principalmente,
    Escolha uma alternativa para a questão d1b32840-e9
  • Linguagens

    Português

    Texto 1 - Repórter Policial

        [...] Assim como o locutor esportivo jamais chamou nada pelo nome comum, assim também o repórter policial é um entortado literário. Nessa classe, os que se prezam nunca chamariam um hospital de hospital. De jeito nenhum. É nosocômio. Nunca, em tempo algum, qualquer vítima de atropelamento, tentativa de morte, conflito, briga ou simples indisposição intestinal foi parar num hospital. Só vai para o nosocômio. E assim sucessivamente. Qualquer cidadão que vai à Polícia prestar declarações que possam ajudá-la numa diligência (apelido que eles puseram no ato de investigar), é logo apelidada de testemunha chave. Suspeito é Mister X, advogado é causídico, soldado é militar, marinheiro é naval, copeira é doméstica e, conforme esteja deitada, a vítima de um crime – de costas ou de barriga pra baixo – fica numa destas duas incômodas posições: decúbito dorsal ou decúbito ventral.
        Num crime descrito pela imprensa sangrenta, a vítima nunca se vestiu. A vítima trajava. Todo mundo se veste… mas, basta virar vítima de crime, que a rapaziada sadia ignora o verbo comum e mete lá: “A vítima traja terno azul e gravata do mesmo tom”. Eis, portanto, que é preciso estar acostumado ao “métier” para morar no noticiário policial. Como os locutores esportivos, a Delegacia do Imposto de Renda, os guardas de trânsito, as mulheres dos outros, os repórteres policiais nasceram para complicar a vida da gente. Se um porco morde a perna de um caixeiro de uma dessas casas da banha, por exemplo, é batata…a manchete no dia seguinte tá lá: “Suíno atacou comerciário”.
        Outro detalhezinho interessante: se a vítima de uma agressão morre, tá legal, mas se — ao contrário — em vez de morrer fica estendida no asfalto, está prostrada. Podia estar caída, derrubada ou mesmo derribada, mas um repórter de crime não vai trair a classe assim à toa. E castiga na página: "Naval prostrou desafeto com certeira facada." Desafeto — para os que são novos na turma — devemos explicar que é inimigo, adversário, etc. E mais: se morre na hora, tá certo; do contrário, morrerá invariavelmente ao dar entrada na sala de operações.
        De como vive a imprensa sangrenta, é fácil explicar. Vive da desgraça alheia, em fotos ampliadas. Um repórter de polícia, quando está sem notícia, fica na redação, telefonando pras delegacias distritais ou para os hospitais, perdão, para os nosocômios, onde sempre tem um cupincha de plantão. [...]
    Fonte: STANISLAW, Ponte Preta. São Paulo: Moderna, 1986.
    Ao ler atentamente o excerto da crônica, verificasse o uso da linguagem:
    Escolha uma alternativa para a questão d119845a-e9
  • Linguagens

    Português

    Texto 3


    Facebook


        Vimos que o Vale do Silício é um tecnopolo importante, com indústria avançada, de ponta, em que são feitos altos investimentos. Mas, às vezes, uma simples ideia pode valer mais do que muita tecnologia. É o caso da maior rede social do mundo, o Facebook.
        Segundo o seu criador Mark Zuckerberg, em seu segundo ano da Universidade de Harvard (2004), ele e seus amigos tinham muito a compartilhar: suas fotos, o que estudavam, de que gostavam, entre tantas outras coisas que os amigos curtem. Pensando nisso, Mark elaborou – em duas semanas e com apenas 19 anos de idade – a primeira versão do que se tornaria essa famosa rede social.
        Mas há quem diga que a história inicial não foi tão sublime, mas que tudo começou como uma brincadeira: Mark teria colocado as fotos das garotas da Universidade na internet, à revelia, para que os colegas escolhessem qual a mais bonita. Outro detalhe não menos importante seria que o desenvolvimento do Facebook contou com a colaboração de mais colegas, entre eles o brasileiro Eduardo Saverin, reconhecido como o co-fundador do site.
        De qualquer forma, e intrigas à parte, inovação e agilidade transformaram esse pequeno projeto/brincadeira em uma empresa extremamente lucrativa, com mais de 500 milhões de usuários, faturamento bilionário e um valor de 50 bilhões de dólares, estimado pelo Banco Sachs em janeiro de 2011, maior do que o da Time Warner.
    (Paulo Roberto Moraes, Urbanização e Metropolização, São Paulo, 2011)
    “Vimos que o Vale do Silício é um tecnopolo importante, com indústria avançada, de ponta, em que são feitos altos investimentos”. O comentário adequado sobre os componentes desse período inicial do texto 3 é:
    Escolha uma alternativa para a questão b2c54592-e0
  • Linguagens

    Português

    Texto 3


    Facebook


        Vimos que o Vale do Silício é um tecnopolo importante, com indústria avançada, de ponta, em que são feitos altos investimentos. Mas, às vezes, uma simples ideia pode valer mais do que muita tecnologia. É o caso da maior rede social do mundo, o Facebook.
        Segundo o seu criador Mark Zuckerberg, em seu segundo ano da Universidade de Harvard (2004), ele e seus amigos tinham muito a compartilhar: suas fotos, o que estudavam, de que gostavam, entre tantas outras coisas que os amigos curtem. Pensando nisso, Mark elaborou – em duas semanas e com apenas 19 anos de idade – a primeira versão do que se tornaria essa famosa rede social.
        Mas há quem diga que a história inicial não foi tão sublime, mas que tudo começou como uma brincadeira: Mark teria colocado as fotos das garotas da Universidade na internet, à revelia, para que os colegas escolhessem qual a mais bonita. Outro detalhe não menos importante seria que o desenvolvimento do Facebook contou com a colaboração de mais colegas, entre eles o brasileiro Eduardo Saverin, reconhecido como o co-fundador do site.
        De qualquer forma, e intrigas à parte, inovação e agilidade transformaram esse pequeno projeto/brincadeira em uma empresa extremamente lucrativa, com mais de 500 milhões de usuários, faturamento bilionário e um valor de 50 bilhões de dólares, estimado pelo Banco Sachs em janeiro de 2011, maior do que o da Time Warner.
    (Paulo Roberto Moraes, Urbanização e Metropolização, São Paulo, 2011)
    O objetivo mais importante do texto 3, segundo o que se pode depreender de sua estrutura, é:
    Escolha uma alternativa para a questão b2c172b3-e0
  • Linguagens

    Português

    Texto 2


        Muitas bebidas esportivas usam glicose na composição, um açúcar simples. Essas bebidas são importantes para exercícios de longa duração, principalmente porque previnem a queda do glicogênio no fígado, que pode resultar em hipoglicemia. Glicogênio é carboidrato armazenado. Se o estoque diminuir, haverá menos energia para quem está realizando a atividade física. A pesquisa realizada na Universidade de Bath, na Inglaterra, apontou que a ingestão de carboidratos tanto na forma de glicose como sacarose (o açúcar comum), cumpre a função de manter os níveis de glicogênio constantes. Só que a glicose pode irritar o intestino e prejudicar seu desempenho físico. As pessoas que fizeram parte do estudo disseram que o exercício ficava mais fácil depois de tomarem bebidas com sacarose. O líder do estudo, Javier Gonzales, disse: “Isso sugere que, se a sua meta é maximizar a disponibilidade de carboidratos, a sacarose provavelmente é uma melhor opção que a glicose”. A grande diferença entre os dois carboidratos é que cada molécula de sacarose é composta por uma de glicose e uma de frutose, unidas. Segundo os resultados da pesquisa, combinar diferentes fontes de açúcares aumenta a velocidade com que elas são absorvidas no intestino. A sacarose, composta por duas moléculas, sai na frente da glicose, formada por apenas uma. Se a sua intenção é otimizar a performance de um exercício que vai durar mais de duas horas e meia, os autores do estudo recomendam o consumo de 90g de açúcar por hora - cada colher de chá rasa de açúcar deve ser diluída em 100mL de água.
    http://super.abril.com.br/ciencia/bebidas-isotonicas-... - adaptado
    Sobre o texto 2, é INCORRETO afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão b2be6d2b-e0
  • Linguagens

    Inglês

    Text 3


    ACUPUNCTURE


    Acupuncture is an important component of Traditional Oriental Medicine (TOM) that involves the insertion of thin needles at specific points (acupoints), which are primarily located along meridians. The TOM theory of acupuncture is based in part on the premise that there are patterns of energy flow composed of Qi (pronounced Chee) throughout the body. This energy flow is required for good health; blockages in Qi lead to pain and ill health. (All traditional oriental medicine practices are focused on improving the flow and balance of Qi.) Thus, according to TOM practitioners, the use of acupuncture stimulates certain points in the energy channels, restoring (or maintaining) a healthy flow and balance. TOM practitioners use acupuncture to treat and prevent a range of conditions and illnesses, even colds and flu. In the U.S., one of its most common uses is to relieve pain, but it is also used for a host of other conditions ranging from ear, nose and throat disease to neurological and respiratory problems and even depression. Acupuncture may be the only intervention used, or it may be used in conjunction with other Oriental therapies such as herbs, or with more conventional therapies. Widely practiced around the world, especially in Asia (the practice originated in China) and Europe, acupuncture didn’t gain a notable following in the U.S. until the 1970s, after President Richard Nixon’s visit to the People’s Republic of China. James Reston, a member of the press corps accompanying Nixon, also piqued public interest when he wrote about how physicians in Beijing eased his postsurgery abdominal pain with needles. Acupuncture has been gaining popularity in the U.S. ever since. The World Health Organization (WHO), using different criteria, has recognized acupuncture as an appropriate treatment for more than 40 conditions, including certain digestive, respiratory, neurological, muscular, urinary, menstrual and reproductive disorders.
    According to the text 3:
    Escolha uma alternativa para a questão 9b26ad05-e0
  • Linguagens

    Inglês

    Text 1


        (…) Today, the term information has ballooned to encompass many aspects of computing and technology, and the term has become very recognizable. IT professionals perform a variety of duties that range from installing applications to designing complex computer networks and information databases. A few of the duties that IT professionals perform may include data management, networking, engineering computer hardware, database and software design, as well as the management and administration of entire systems.
        When computer and communications technologies are combined, the result is information technology, or “infotech”. Information technology is a general term that describes any technology that helps to produce, manipulate, store, communicate, and/or disseminate information. Presumably, when speaking of Information Technology (IT) as a whole, it is noted that the use of computers and information are associated.
    (http://en.wikipedia.org/wiki/Information_technology)


    Com Base no Texto 1 responda a questão.
    Podemos dizer que esse texto 1 é:
    Escolha uma alternativa para a questão 9b2102fd-e0
  • Linguagens

    Literatura

    Irene no céu

    “Irene preta

    Irene boa

    Irene sempre de bom humor.

    Imagino Irene entrando no céu:

    – Licença, meu branco!

    E São Pedro, bonachão:

    – Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.”

    “O escritor se apropria de narrativas simples e concede voz a personagens carentes de discurso próprio, que usam frases feitas, chavões, e lhes confere valor artístico. É um conto construído em verso, que busca reproduzir uma carta sentimental, cada verso é um clichê, o que revela a carência de discurso da personagem. As dificuldades discursivas aparecem na completa falta de pontuação, e são assumidas pela própria personagem nos dois últimos versos”. Assinale a alternativa que corresponde ao conto aludido.
    Escolha uma alternativa para a questão 9b14ee24-e0
  • Linguagens

    Literatura

    Irene no céu

    “Irene preta

    Irene boa

    Irene sempre de bom humor.

    Imagino Irene entrando no céu:

    – Licença, meu branco!

    E São Pedro, bonachão:

    – Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.”

    Manuel Bandeira, poeta modernista, revela no texto acima uma das suas fortes características, a tendência em:
    Escolha uma alternativa para a questão 9b1128bd-e0