Geografia
- Geografia Física
- Prova de 2017
- IF-PE
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: FA372D81-CC
Prova
25 questões da prova de 2017 de Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Pernambuco (IF-PE), em Geografia, História. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

Leia o TEXTO para responder à questão.

NAPOLITANO, Marcos. História do Brasil república: da queda da Monarquia ao fim do Estado Novo. São Paulo: Contexto, 2016. p. 159.
Durante o Estado Novo, a propaganda do governo enfatizou a relação de Vargas com os trabalhadores,
com especial atenção para o Dia do Trabalho, que era uma festa oficial pública e de massa, reunindo
milhares de operários em torno das autoridades do Estado Novo. A cada solenidade, Vargas procurava
anunciar uma nova medida, como a Consolidação das Leis do Trabalho, anunciada no Dia do Trabalho de
1943. Dentre as práticas varguistas no período em questão, as que podem ser corretamente associadas ao
TEXTO são o
TEXTO 22
Os condicionantes ambientais de uma área influenciam decisivamente na característica climática desse lugar. Para isso, é preciso analisar a dinâmica de vários fatores, embora algum possa se destacar mais que os demais. É o caso da ilustração a seguir, que apresenta um gradiente térmico com amplitude de 4,6º, resultado, principalmente, de um único fator.

LUCCI, E. A., et. al Território e Sociedade, 3. ed., São Paulo: Editora Saraiva, 2017.p 119.
TEXTO 21
A característica da população brasileira está mudando
Analisando a estrutura etária do nosso país, é possível verificar que, nessa última década, tivemos uma profunda transformação na idade dos brasileiros. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Pnad apresentou, em seu relatório de 2016, a característica de idade do nosso povo. Há uma perceptível mudança na distribuição média da idade, mesmo a população crescendo 1% ao ano entre 2005 e 2015.
Nesse período, a faixa etária de zero a 14 anos passou de 26,5% para 21%; a faixa etária de 15 a 29 anos, de 27,4% para 23,6%; já o grupo constituído dos 30 aos 59 anos, que era de 36,2%, agora é de 41%, e, finalmente, o grupo formado por pessoas com mais de 60 anos, que era de 9,8% e passou para 14,3%.
Revista Eletrônica Valor Econômico, de 02/12/2016. Disponível em:<http://www.valor.com.br/brasil/4794347/envelhecimento-da-populacao-do-brasil-deve-seacelerar-aponta-ibge> . Acesso em: 05 out 2017 (adaptado).
TEXTO 20
OS GRANDES DOMÍNIOS PAISAGÍSTICOS BRASILEIROS
O território brasileiro apresenta grande variedade de paisagem, o que Aziz Ab’Sáber chamou de um verdadeiro mostruário das principais paisagens e ecologia do Mundo Tropical. Podemos encontrar domínios como o Amazônico, com suas imensas árvores adaptadas ao regime pluviométrico intenso; ao mesmo modo que encontramos, no sul, o domínio das Pradarias composto por espécies herbáceas sujeitas a uma estiagem de fim de ano.
A diversidade pode, ainda, ser constatada a partir da comparação entre o domínio da Caatinga, que apresenta regime pluviométrico baixo e presença de depressões interplanálticas, com ocorrência de vegetação xerófila; e o domínio dos mares de morros que apresentam variação pluviométrica entre 1.100 a 1.500 mm e com vastas florestas úmidas recobrindo esses níveis de morros costeiros.
AB’SÁBER, Aziz. Os domínios de Natureza do Brasil, potencialidades paisagísticas. 7ª Ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 2012, pág. 10 - 23 (adaptado).

Considerando o mapa desenvolvido pelo autor, é possível verificar a distribuição dos domínios
morfoclimáticos em nosso país, bem como a localização dos domínios citados no TEXTO 20. No mapa,
também vemos a ocorrência do domínio declarado como faixa de transição, sendo essa área
correspondente a
TEXTO 18
O Iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutela que estes mesmos se impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direção de outrem. É-se culpado da própria tutela quando esta resulta não de uma deficiência do entendimento, mas da falta de resolução e coragem para fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem. Tem coragem para uso da própria razão! – Esse é o lema do Iluminismo (...).
KANT, I. “Resposta à pergunta: O que é o ‘Esclarecimento’?”. In: Textos seletos. Petrópolis: Vozes, 1974, p. 100-117.
TEXTO 17
Os africanos não escravizavam africanos, nem se reconheciam então como africanos. Eles se viam como membros de uma aldeia, de um conjunto de aldeias, de um reino e de um grupo que falava a mesma língua, tinha os mesmos costumes e adorava os mesmos deuses. Eram, ainda que pudessem ignorar estes nomes – que muitas vezes lhes eram dados por vizinhos ou adversários –, mandingas, fulas, bijagós, axantes daomeanos, vilis, iacas, caçanjes, lundas niamuézis, macuas, xonas – e escravizavam os inimigos e os estranhos. Quando um chefe efique de Velho Calabar vendia a um navio europeu um grupo de cativos ibos, não estava vendendo africanos nem negros, mas ibos, uma gente que, por ser considerada por ele inimiga e bárbara, podia ser escravizada. E quando negociava um efique condenado por crime, vendia quem, por força da sentença, deixara de pertencer ao grupo.
O comércio transatlântico de escravos era controlado pelos grandes da terra, pelos poderosos da Europa, da África e das Américas. Fazia parte de um processo de integração econômica do Atlântico, que envolvia a produção e a comercialização, em grande escala, de açúcar, algodão, tabaco, café e outros bens tropicais, um processo no qual a Europa entrava com o capital, as Américas com a terra e a África com o trabalho, isto é, com a mão de obra escrava.
SILVA. A. C. A África explicada aos meus filhos. Rio de Janeiro: Agir, 2012, p. 88-89.

