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Prova

Prova de 2022: Universidade de São Paulo (USP) — questões com gabarito

75 questões da prova de 2022 de Universidade de São Paulo (USP), em Português, Matemática, Física, Biologia e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 75 questões
  • 12 matérias

Resultados: 13 questões

  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, USP 2022, Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Disponível em https://incrivel.club/admiracao-fotografia/. Adaptado.

    Com base na peça publicitária da Anistia Internacional, é correto afirmar que 
    Escolha uma alternativa para a questão 9a049607-7a
  • Linguagens

    Português

    I.

    “É indispensável romper com todas as diplomacias nocivas, mandar pro diabo qualquer forma de hipocrisia, suprimir as políticas literárias e conquistar uma profunda sinceridade pra com os outros e pra consigo mesmo. A convicção dessa urgência foi pra mim a melhor conquista até hoje do movimento que chamam de ‘modernismo’. Foi ela que nos permitiu a intuição de que carecemos, sob pena de morte, de procurar uma arte de expressão nacional”.

    HOLANDA, Sérgio Buarque de. O lado oposto e outros lados, 1926.


    II.

    “Trazendo de países distantes nossas formas de convívio, nossas instituições, nossas ideias, e timbrando em manter tudo isso em ambiente muitas vezes desfavorável e hostil, somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra”.

    HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil, 1936.

    Os dois excertos do historiador e crítico literário Sérgio Buarque de Holanda salientam que a cultura brasileira somente completará a sua formação quando 
    Escolha uma alternativa para a questão 99ed2cc0-7a
  • Linguagens

    Português

    “Eu quase fui um índio sacana, como meu tio. (...) Desses índio que são índio pela metade. Ou seja, qui nem índio, nem branco, nem cholo, nem negro, nem serrano, nem costeiro, nem camponês, nem equatoriano, nem estrangeiro, nem nada. Índio sacana, claro. Índio qu’está à vista de toda gente e ninguém vê, qu’está mesminho nas ruas todos os dias, caminhando pra lá pra cá, buscando trabalho nas porta de gente rica, de jardineiro, de mensageiro, cuidador de cachorros, saloneiro, caseiro, criador de crianças, de toda classe de trabalho. Chofer. O Equador está cheinho de índio sacana assim. Desse tipo d’índio que não é nada”. 

    CARVALHO-NETO, Paulo de. Meu tio Atahualpa. Rio de Janeiro: Salamandra,
    1978.

    A expressão “índio sacana”, presente no texto, faz referência a: 
    Escolha uma alternativa para a questão 99e5c7ed-7a
  • Linguagens

    Português

    O QUINTO IMPÉRIO


    Triste de quem vive em casa,
    Contente com o seu lar,
    Sem que um sonho, no erguer de asa,
    Faça até mais rubra a brasa
    Da lareira a abandonar!

    Triste de quem é feliz!
    Vive porque a vida dura.
    Nada na alma lhe diz
    Mais que a lição da raiz —
    Ter por vida a sepultura.

    Eras sobre eras se somem
    No tempo que em eras vem.
    Ser descontente é ser homem.
    Que as forças cegas se domem
    Pela visão que a alma tem!

    E assim, passados os quatro
    Tempos do ser que sonhou,
    A terra será teatro
    Do dia claro, que no atro
    Da erma noite começou.

    Grécia, Roma, Cristandade,
    Europa — os quatro se vão
    Para onde vai toda idade.
    Quem vem viver a verdade
    Que morreu D. Sebastião?

    Fernando Pessoa. Mensagem.
    Mensagem reconduz a história de Portugal a partir de uma reinterpretação do tempo histórico. No poema, o tempo é encarado segundo uma concepção
    Escolha uma alternativa para a questão 99df4099-7a
  • Linguagens

    Português

    O QUINTO IMPÉRIO


    Triste de quem vive em casa,
    Contente com o seu lar,
    Sem que um sonho, no erguer de asa,
    Faça até mais rubra a brasa
    Da lareira a abandonar!

    Triste de quem é feliz!
    Vive porque a vida dura.
    Nada na alma lhe diz
    Mais que a lição da raiz —
    Ter por vida a sepultura.

    Eras sobre eras se somem
    No tempo que em eras vem.
    Ser descontente é ser homem.
    Que as forças cegas se domem
    Pela visão que a alma tem!

    E assim, passados os quatro
    Tempos do ser que sonhou,
    A terra será teatro
    Do dia claro, que no atro
    Da erma noite começou.

    Grécia, Roma, Cristandade,
    Europa — os quatro se vão
    Para onde vai toda idade.
    Quem vem viver a verdade
    Que morreu D. Sebastião?

    Fernando Pessoa. Mensagem.
    De acordo com o texto, a ideia de felicidade, também nuclear em outros poemas de Mensagem, 
    Escolha uma alternativa para a questão 99dbbb3e-7a
  • Linguagens

    Português

    Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte
    Porque apesar de muito moço, me sinto são e salvo e forte
    E tenho comigo pensado, Deus é brasileiro e anda do meu lado
    E assim já não posso sofrer no ano passado

    Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro
    Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro 

    Belchior. “Sujeito de sorte”.

    Leia as seguintes afirmações a respeito da letra da música:

    I - Os adjuntos adverbiais temporais remetem a um contraste entre passado e presente, o que reforça o caráter metafórico do texto.

    II - A locução “apesar de” contribui para a expressão de um sentimento inesperado em relação ao sentido de “muito moço”.

    III – As formas verbais “morri” e “morro”, embora se refiram a momentos distintos, apresentam sentido denotativo.


    Está correto o que se afirma em:
    Escolha uma alternativa para a questão 99d71d58-7a
  • Linguagens

    Português

    “Mas não medimos os tempos que passam, quando os medimos pela sensibilidade. Quem pode medir os tempos passados que já não existem ou os futuros que ainda não chegaram? Só se alguém se atrever a dizer que pode medir o que não existe! Quando está decorrendo o tempo, pode percebê-lo e medi-lo. Quando, porém, já estiver decorrido, não o pode perceber nem medir, porque esse tempo já não existe”.

    Santo Agostinho. Confissões.

    O tempo físico e o tempo psicológico se diferenciam na medida em que o primeiro se firma na objetividade e o segundo, na subjetividade. De acordo com os argumentos de Santo Agostinho, pode-se dizer que, no romance Angústia, de Graciliano Ramos, a passagem que melhor exprime a duração interior é:  
    Escolha uma alternativa para a questão 99beb9f4-7a
  • Linguagens

    Português

        Imagem da questão de Português, USP 2022, Interpretação de Textos

    Da leitura da tira, depreende-se que
    Escolha uma alternativa para a questão 99740974-7a
  • Linguagens

    Português

        Imagem da questão de Português, USP 2022, Interpretação de Textos

    Os verbos “detonar” e “avariar”, no texto, são exemplos de
    Escolha uma alternativa para a questão 99703d75-7a
  • Linguagens

    Português

       Luc Boltanski e Ève Chiapello demonstram com clareza e sagacidade a capacidade antropofágica do capitalismo financeiro que “engole” a linguagem do protesto e da libertação para transformá-la e utilizá-la para legitimar a dominação social e política a partir do próprio mercado.
        Na dimensão do mundo do trabalho, por exemplo, todo um novo vocabulário teve que ser inventado para escamotear as novas transformações e melhor oprimir o trabalhador. Com essa linguagem aparentemente libertadora, passa-se a impressão de que o ambiente de trabalho melhorou e o trabalhador se emancipou.
        Assim houve um esforço dirigido para transformar o trabalhador em "colaborador", para eufemizar e esconder a consciência de sua superexploração; tenta-se também exaltar os supostos valores de liderança para possibilitar que, a partir de agora, o próprio funcionário, não mais o patrão, passe a controlar e vigiar o colega de trabalho. Ou, ainda, há a intenção de difundir a cultura do empreendedorismo, segundo a qual todo mundo pode ser empresário de si mesmo. E, o mais importante, se ele falhar nessa empreitada, a culpa é apenas dele. É necessário sempre culpar individualmente a vítima pelo fracasso socialmente construído.

    SOUZA, Jessé. Como o racismo criou o Brasil. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2021. 
    O uso dos verbos “passar” (2º parágrafo) e “tentar” (3º parágrafo) no texto, em sua forma pronominal, revela 
    Escolha uma alternativa para a questão 996c62ea-7a
  • Linguagens

    Português

       Luc Boltanski e Ève Chiapello demonstram com clareza e sagacidade a capacidade antropofágica do capitalismo financeiro que “engole” a linguagem do protesto e da libertação para transformá-la e utilizá-la para legitimar a dominação social e política a partir do próprio mercado.
        Na dimensão do mundo do trabalho, por exemplo, todo um novo vocabulário teve que ser inventado para escamotear as novas transformações e melhor oprimir o trabalhador. Com essa linguagem aparentemente libertadora, passa-se a impressão de que o ambiente de trabalho melhorou e o trabalhador se emancipou.
        Assim houve um esforço dirigido para transformar o trabalhador em "colaborador", para eufemizar e esconder a consciência de sua superexploração; tenta-se também exaltar os supostos valores de liderança para possibilitar que, a partir de agora, o próprio funcionário, não mais o patrão, passe a controlar e vigiar o colega de trabalho. Ou, ainda, há a intenção de difundir a cultura do empreendedorismo, segundo a qual todo mundo pode ser empresário de si mesmo. E, o mais importante, se ele falhar nessa empreitada, a culpa é apenas dele. É necessário sempre culpar individualmente a vítima pelo fracasso socialmente construído.

    SOUZA, Jessé. Como o racismo criou o Brasil. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2021. 
    De acordo com o texto, o uso de "colaborador” no lugar de “trabalhador”, no campo das relações de trabalho, indica  
    Escolha uma alternativa para a questão 9968dfae-7a
  • Linguagens

    Português

    FAMÍLIA


    Três meninos e duas meninas,
    sendo uma ainda de colo.
    A cozinheira preta, a copeira mulata,
    o papagaio, o gato, o cachorro,
    as galinhas gordas no palmo de horta
    e a mulher que trata de tudo.


    A espreguiçadeira, a cama, a gangorra,
    o cigarro, o trabalho, a reza,
    a goiabada na sobremesa de domingo,
    o palito nos dentes contentes,
    o gramofone rouco toda noite
    e a mulher que trata de tudo.


    O agiota, o leiteiro, o turco,
    o médico uma vez por mês,
    o bilhete todas as semanas
    branco! mas a esperança sempre verde.
    A mulher que trata de tudo
    e a felicidade. 

    Carlos Drummond de Andrade. Alguma poesia. 

    No poema de Drummond,

    Escolha uma alternativa para a questão 996495eb-7a
  • Linguagens

    Português

         “O voto feminino no Brasil completou 90 anos. Desde que a professora Celina Guimarães se alistou para votar em Mossoró, em 1927, e Alzira Soriano, primeira mulher eleita para um cargo público no país, assumiu a Prefeitura de Lajes, em 1929, ambos municípios do Rio Grande do Norte, muita coisa mudou. Em que pesem os avanços legais, o cenário nacional segue desfavorável, e a participação das mulheres na política ainda é irrisória considerando-se o perfil demográfico brasileiro. Mulheres somam 52% dos votantes, mas representam apenas 15% dos parlamentares do Congresso. A maioria da população feminina é negra, ao contrário da parlamentar, que é majoritariamente não negra. Indígena, apenas uma. Verdade que o percentual de participação feminina na Câmara e no Senado cresceu na comparação com legislaturas anteriores. Ainda assim, é pouco. Na prática, a política no Brasil é feita por homens brancos. Dados da União Interparlamentar, que reúne países ligados à ONU, colocam o Brasil na posição 145º do ranking Mulheres nos Parlamentos Nacionais. Numa nação onde em 2021 quatro mulheres foram vítimas de feminicídio por dia, e os casos de estupro voltaram a crescer, já passou da hora de usar a via democrática para tentar mudar esse cenário. É necessário que as mulheres assumam o protagonismo nesse pleito, reivindiquem cabeças de chapas majoritárias e exijam transparência na distribuição dos recursos do fundo partidário. Claro que não há garantias de transformação, mas pode ser uma bela oportunidade de ao menos dar uma sacolejada no jogo e incluir em pauta a discussão de alguns problemas reais do Brasil”.  

    ROSA, Ana Cristina. “Com mulheres na cabeça”. Folha de S. Paulo.
    27.02.2022. Adaptado.

    É correto afirmar que o cenário nacional ao qual se refere a autora do texto 
    Escolha uma alternativa para a questão 995de431-7a