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Prova

Prova de 2011: Universidade Estadual Paulista (UNESP) — questões com gabarito

133 questões da prova de 2011 de Universidade Estadual Paulista (UNESP), em Português, Matemática, Física, Química e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 133 questões

Resultados: 133 questões

Página 5 de 7

  • Linguagens

    Português

                   A literatura em perigo


    A análise das obras feita na escola não deveria mais ter
    por objetivo ilustrar os conceitos recém-introduzidos por este
    ou aquele linguista, este ou aquele teórico da literatura, quando,
    então, os textos são apresentados como uma aplicação da
    língua e do discurso; sua tarefa deveria ser a de nos fazer ter
    acesso ao sentido dessas obras — pois postulamos que esse
    sentido, por sua vez, nos conduz a um conhecimento do humano,
    o qual importa a todos. Como já o disse, essa ideia não é
    estranha a uma boa parte do próprio mundo do ensino; mas é
    necessário passar das ideias à ação. Num relatório estabelecido
    pela Associação dos Professores de Letras, podemos ler:
    “O estudo de Letras implica o estudo do homem, sua relação
    consigo mesmo e com o mundo, e sua relação com os outros.”
    Mais exatamente, o estudo da obra remete a círculos concêntricos
    cada vez mais amplos: o dos outros escritos do mesmo
    autor, o da literatura nacional, o da literatura mundial; mas
    seu contexto final, o mais importante de todos, nos é efetivamente
    dado pela própria existência humana. Todas as grandes
    obras, qualquer que seja sua origem, demandam uma reflexão
    dessa dimensão.
    O que devemos fazer para desdobrar o sentido de uma
    obra e revelar o pensamento do artista? Todos os “métodos”
    são bons, desde que continuem a ser meios, em vez de se tornarem
    fins em si mesmos. (...)
    (...)
    (...) Sendo o objeto da literatura a própria condição humana,
    aquele que a lê e a compreende se tornará não um
    especialista em análise literária, mas um conhecedor do ser
    humano. Que melhor introdução à compreensão das paixões
    e dos comportamentos humanos do que uma imersão na obra
    dos grandes escritores que se dedicam a essa tarefa há milênios?
    E, de imediato: que melhor preparação pode haver para
    todas as profissões baseadas nas relações humanas? Se entendermos
    assim a literatura e orientarmos dessa maneira o seu
    ensino, que ajuda mais preciosa poderia encontrar o futuro
    estudante de direito ou de ciências políticas, o futuro assistente
    social ou psicoterapeuta, o historiador ou o sociólogo? Ter
    como professores Shakespeare e Sófocles, Dostoievski e Proust
    não é tirar proveito de um ensino excepcional? E não se vê que
    mesmo um futuro médico, para exercer o seu ofício, teria mais
    a aprender com esses mesmos professores do que com os manuais
    preparatórios para concurso que hoje determinam o seu
    destino? Assim, os estudos literários encontrariam o seu lugar
    no coração das humanidades, ao lado da história dos eventos
    e das ideias, todas essas disciplinas fazendo progredir o pensamento
    e se alimentando tanto de obras quanto de doutrinas,
    tanto de ações políticas quanto de mutações sociais, tanto da
    vida dos povos quanto da de seus indivíduos.
    Se aceitarmos essa finalidade para o ensino literário, o
    qual não serviria mais unicamente à reprodução dos professores
    de Letras, podemos facilmente chegar a um acordo sobre
    o espírito que o deve conduzir: é necessário incluir as obras
    no grande diálogo entre os homens, iniciado desde a noite dos

    tempos e do qual cada um de nós, por mais ínfimo que seja,
    ainda participa. “É nessa comunicação inesgotável, vitoriosa
    do espaço e do tempo, que se afirma o alcance universal da
    literatura”, escrevia Paul Bénichou. A nós, adultos, nos cabe
    transmitir às novas gerações essa herança frágil, essas palavras
    que ajudam a viver melhor.


                (Tzvetan Todorov. A literatura em perigo. 2 ed.Trad. Caio Meira. Rio de Janeiro: DIFEL, 2009, p. 89-94.)

    Observe as seguintes opiniões referentes ao ensino de literatura.


    I. O estudo de obras literárias na escola tem como objetivo fundamental ensinar os fundamentos da Linguística.
    II. A análise das obras feita na escola deve levar o estudante a ter acesso ao sentido dessas obras.
    III. O objetivo do ensino da literatura na escola não é formar teóricos da literatura.
    IV. De nada adianta a leitura das obras literárias sem a prévia fundamentação das teorias literárias.


    Das quatro opiniões, as que se enquadram na argumentação manifestada por Todorov em seu texto estão contidas apenas em:

    Escolha uma alternativa para a questão e7ce24ff-94
  • Linguagens

    Português

       Elegia na morte de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes,
    poeta e cidadão

    A morte chegou pelo interurbano em longas espirais metálicas.
    Era de madrugada. Ouvi a voz de minha mãe, viúva.
    De repente não tinha pai.
    No escuro de minha casa em Los Angeles procurei recompor
        [tua lembrança
    Depois de tanta ausência. Fragmentos da infância
    Boiaram do mar de minhas lágrimas. Vi-me eu menino
    Correndo ao teu encontro. Na ilha noturna
    Tinham-se apenas acendido os lampiões a gás, e a clarineta
    De Augusto geralmente procrastinava a tarde.
    Era belo esperar-te, cidadão. O bondinho
    Rangia nos trilhos a muitas praias de distância...
    Dizíamos: “Ê-vem meu pai!”. Quando a curva
    Se acendia de luzes semoventes*, ah, corríamos
    Corríamos ao teu encontro. A grande coisa era chegar antes
    Mas ser marraio** em teus braços, sentir por último
    Os doces espinhos da tua barba.
    Trazias de então uma expressão indizível de fidelidade e
       [paciência
    Teu rosto tinha os sulcos fundamentais da doçura
    De quem se deixou ser. Teus ombros possantes
    Se curvavam como ao peso da enorme poesia
    Que não realizaste. O barbante cortava teus dedos
    Pesados de mil embrulhos: carne, pão, utensílios
    Para o cotidiano (e frequentemente o binóculo
    Que vivias comprando e com que te deixavas horas inteiras
    Mirando o mar). Dize-me, meu pai
    Que viste tantos anos através do teu óculo de alcance
    Que nunca revelaste a ninguém?
    Vencias o percurso entre a amendoeira e a casa como o atleta
        [exausto no último lance da maratona.

    Te grimpávamos. Eras penca de filho. Jamais
    Uma palavra dura, um rosnar paterno. Entravas a casa
    humilde

    A um gesto do mar. A noite se fechava
    Sobre o grupo familial como uma grande porta espessa.
    Muitas vezes te vi desejar. Desejavas. Deixavas-te olhando
       [o mar
    Com mirada de argonauta. Teus pequenos olhos feios
    Buscavam ilhas, outras ilhas... — as imaculadas, inacessíveis
    Ilhas do Tesouro. Querias. Querias um dia aportar
    E trazer — depositar aos pés da amada as joias fulgurantes
    Do teu amor. Sim, foste descobridor, e entre eles
    Dos mais provectos***. Muitas vezes te vi, comandante
    Comandar, batido de ventos, perdido na fosforência
    De vastos e noturnos oceanos
    Sem jamais.
    Deste-nos pobreza e amor. A mim me deste
    A suprema pobreza: o dom da poesia, e a capacidade de amar
    Em silêncio. Foste um pobre. Mendigavas nosso amor
    Em silêncio. Foste um no lado esquerdo. Mas
    Teu amor inventou. Financiaste uma lancha
    Movida a água: foi reta para o fundo. Partiste um dia
    Para um brasil além, garimpeiro sem medo e sem mácula.
    Doze luas voltaste. Tua primogênita — diz-se —
    Não te reconheceu. Trazias grandes barbas e pequenas
         [águas-marinhas.
        (Vinicius de Moraes. Antologia poética. 11 ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1974, p. 180-181.)


    (*) Semovente: “Que ou o que anda ou se move por si próprio.”
    (**) Marraio: “No gude e noutros jogos, palavra que dá, a quem
    primeiro a grita, o direito de ser o último a jogar.”
    (***) Provecto: “Que conhece muito um assunto ou uma ciência,
    experiente, versado, mestre.”
                 (Dicionário Eletrônico Houaiss)

    Partiste um dia / Para um brasil além, garimpeiro sem medo e sem mácula.

    O emprego da palavra brasil com inicial minúscula, no poema de Vinicius, tem a seguinte justificativa:

    Escolha uma alternativa para a questão e7c8f87b-94
  • Linguagens

    Português

       Elegia na morte de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes,
    poeta e cidadão

    A morte chegou pelo interurbano em longas espirais metálicas.
    Era de madrugada. Ouvi a voz de minha mãe, viúva.
    De repente não tinha pai.
    No escuro de minha casa em Los Angeles procurei recompor
        [tua lembrança
    Depois de tanta ausência. Fragmentos da infância
    Boiaram do mar de minhas lágrimas. Vi-me eu menino
    Correndo ao teu encontro. Na ilha noturna
    Tinham-se apenas acendido os lampiões a gás, e a clarineta
    De Augusto geralmente procrastinava a tarde.
    Era belo esperar-te, cidadão. O bondinho
    Rangia nos trilhos a muitas praias de distância...
    Dizíamos: “Ê-vem meu pai!”. Quando a curva
    Se acendia de luzes semoventes*, ah, corríamos
    Corríamos ao teu encontro. A grande coisa era chegar antes
    Mas ser marraio** em teus braços, sentir por último
    Os doces espinhos da tua barba.
    Trazias de então uma expressão indizível de fidelidade e
       [paciência
    Teu rosto tinha os sulcos fundamentais da doçura
    De quem se deixou ser. Teus ombros possantes
    Se curvavam como ao peso da enorme poesia
    Que não realizaste. O barbante cortava teus dedos
    Pesados de mil embrulhos: carne, pão, utensílios
    Para o cotidiano (e frequentemente o binóculo
    Que vivias comprando e com que te deixavas horas inteiras
    Mirando o mar). Dize-me, meu pai
    Que viste tantos anos através do teu óculo de alcance
    Que nunca revelaste a ninguém?
    Vencias o percurso entre a amendoeira e a casa como o atleta
        [exausto no último lance da maratona.

    Te grimpávamos. Eras penca de filho. Jamais
    Uma palavra dura, um rosnar paterno. Entravas a casa
    humilde

    A um gesto do mar. A noite se fechava
    Sobre o grupo familial como uma grande porta espessa.
    Muitas vezes te vi desejar. Desejavas. Deixavas-te olhando
       [o mar
    Com mirada de argonauta. Teus pequenos olhos feios
    Buscavam ilhas, outras ilhas... — as imaculadas, inacessíveis
    Ilhas do Tesouro. Querias. Querias um dia aportar
    E trazer — depositar aos pés da amada as joias fulgurantes
    Do teu amor. Sim, foste descobridor, e entre eles
    Dos mais provectos***. Muitas vezes te vi, comandante
    Comandar, batido de ventos, perdido na fosforência
    De vastos e noturnos oceanos
    Sem jamais.
    Deste-nos pobreza e amor. A mim me deste
    A suprema pobreza: o dom da poesia, e a capacidade de amar
    Em silêncio. Foste um pobre. Mendigavas nosso amor
    Em silêncio. Foste um no lado esquerdo. Mas
    Teu amor inventou. Financiaste uma lancha
    Movida a água: foi reta para o fundo. Partiste um dia
    Para um brasil além, garimpeiro sem medo e sem mácula.
    Doze luas voltaste. Tua primogênita — diz-se —
    Não te reconheceu. Trazias grandes barbas e pequenas
         [águas-marinhas.
        (Vinicius de Moraes. Antologia poética. 11 ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1974, p. 180-181.)


    (*) Semovente: “Que ou o que anda ou se move por si próprio.”
    (**) Marraio: “No gude e noutros jogos, palavra que dá, a quem
    primeiro a grita, o direito de ser o último a jogar.”
    (***) Provecto: “Que conhece muito um assunto ou uma ciência,
    experiente, versado, mestre.”
                 (Dicionário Eletrônico Houaiss)

    Quando a curva / Se acendia de luzes semoventes,

    Esta imagem significa, nos versos em que surge,

    Escolha uma alternativa para a questão e7c3fbf5-94
  • Linguagens

    Português

       Elegia na morte de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes,
    poeta e cidadão

    A morte chegou pelo interurbano em longas espirais metálicas.
    Era de madrugada. Ouvi a voz de minha mãe, viúva.
    De repente não tinha pai.
    No escuro de minha casa em Los Angeles procurei recompor
        [tua lembrança
    Depois de tanta ausência. Fragmentos da infância
    Boiaram do mar de minhas lágrimas. Vi-me eu menino
    Correndo ao teu encontro. Na ilha noturna
    Tinham-se apenas acendido os lampiões a gás, e a clarineta
    De Augusto geralmente procrastinava a tarde.
    Era belo esperar-te, cidadão. O bondinho
    Rangia nos trilhos a muitas praias de distância...
    Dizíamos: “Ê-vem meu pai!”. Quando a curva
    Se acendia de luzes semoventes*, ah, corríamos
    Corríamos ao teu encontro. A grande coisa era chegar antes
    Mas ser marraio** em teus braços, sentir por último
    Os doces espinhos da tua barba.
    Trazias de então uma expressão indizível de fidelidade e
       [paciência
    Teu rosto tinha os sulcos fundamentais da doçura
    De quem se deixou ser. Teus ombros possantes
    Se curvavam como ao peso da enorme poesia
    Que não realizaste. O barbante cortava teus dedos
    Pesados de mil embrulhos: carne, pão, utensílios
    Para o cotidiano (e frequentemente o binóculo
    Que vivias comprando e com que te deixavas horas inteiras
    Mirando o mar). Dize-me, meu pai
    Que viste tantos anos através do teu óculo de alcance
    Que nunca revelaste a ninguém?
    Vencias o percurso entre a amendoeira e a casa como o atleta
        [exausto no último lance da maratona.

    Te grimpávamos. Eras penca de filho. Jamais
    Uma palavra dura, um rosnar paterno. Entravas a casa
    humilde

    A um gesto do mar. A noite se fechava
    Sobre o grupo familial como uma grande porta espessa.
    Muitas vezes te vi desejar. Desejavas. Deixavas-te olhando
       [o mar
    Com mirada de argonauta. Teus pequenos olhos feios
    Buscavam ilhas, outras ilhas... — as imaculadas, inacessíveis
    Ilhas do Tesouro. Querias. Querias um dia aportar
    E trazer — depositar aos pés da amada as joias fulgurantes
    Do teu amor. Sim, foste descobridor, e entre eles
    Dos mais provectos***. Muitas vezes te vi, comandante
    Comandar, batido de ventos, perdido na fosforência
    De vastos e noturnos oceanos
    Sem jamais.
    Deste-nos pobreza e amor. A mim me deste
    A suprema pobreza: o dom da poesia, e a capacidade de amar
    Em silêncio. Foste um pobre. Mendigavas nosso amor
    Em silêncio. Foste um no lado esquerdo. Mas
    Teu amor inventou. Financiaste uma lancha
    Movida a água: foi reta para o fundo. Partiste um dia
    Para um brasil além, garimpeiro sem medo e sem mácula.
    Doze luas voltaste. Tua primogênita — diz-se —
    Não te reconheceu. Trazias grandes barbas e pequenas
         [águas-marinhas.
        (Vinicius de Moraes. Antologia poética. 11 ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1974, p. 180-181.)


    (*) Semovente: “Que ou o que anda ou se move por si próprio.”
    (**) Marraio: “No gude e noutros jogos, palavra que dá, a quem
    primeiro a grita, o direito de ser o último a jogar.”
    (***) Provecto: “Que conhece muito um assunto ou uma ciência,
    experiente, versado, mestre.”
                 (Dicionário Eletrônico Houaiss)

    Compare o conteúdo das frases a seguir com o que o eu-poemático afirma no poema.

    I. A notícia da morte do pai chegou por telefone.
    II. O falecimento foi informado pela primogênita.
    III. A morte do pai provocou reminiscências da infância.
    IV. Apesar de não ter sido um bom pai, o filho perdoa e sente
    saudades.

    As frases que correspondem ao que é efetivamente expresso no poema estão contidas apenas em
    Escolha uma alternativa para a questão e7b3fb37-94
  • Linguagens

    Português

                       O fim do marketing
    A empresa vende ao consumidor
    — com a web não é mais assim


    Com a internet se tornando onipresente, os Quatro Ps do
    marketing — produto, praça, preço e promoção — não funcionam
    mais. O paradigma era simples e unidirecional: as
    empresas vendem aos consumidores. Nós criamos produtos;
    fixamos preços; definimos os locais onde vendê-los; e fazemos
    anúncios. Nós controlamos a mensagem. A internet transforma
    todas essas atividades.
    (...)
    Os produtos agora são customizados em massa, envolvem
    serviços e são marcados pelo conhecimento e os gostos dos
    consumidores. Por meio de comunidades online, os consumidores
    hoje participam do desenvolvimento do produto. Produtos
    estão se tornando experiências. Estão mortas as velhas
    concepções industriais na definição e marketing de produtos.
    (...)

    Graças às vendas online e à nova dinâmica do mercado,
    os preços fixados pelo fornecedor estão sendo cada vez mais
    desafiados. Hoje questionamos até o conceito de “preço”, à
    medida que os consumidores ganham acesso a ferramentas
    que lhes permitem determinar quanto querem pagar. Os consumidores
    vão oferecer vários preços por um produto, dependendo
    de condições específicas. Compradores e vendedores
    trocam mais informações e o preço se torna fluido. Os mercados,
    e não as empresas, decidem sobre os preços de produtos
    e serviços.
    (...)
    A empresa moderna compete em dois mundos: um físico
    (a praça, ou marketplace) e um mundo digital de informação
    (o espaço mercadológico, ou marketspace). As empresas não
    devem preocupar-se com a criação de um web site vistoso,
    mas sim de uma grande comunidade online e com o capital
    de relacionamento. Corações, e não olhos, são o que conta.
    Dentro de uma década, a maioria dos produtos será vendida
    no espaço mercadológico. Uma nova fronteira de comércio é a
    marketface — a interface entre o marketplace e o marketspace.
    (...)
    Publicidade, promoção, relações públicas etc. exploram
    “mensagens” unidirecionais, de um-para-muitos e de tamanho
    único, dirigidas a consumidores sem rosto e sem poder.
    As comunidades online perturbam drasticamente esse modelo.
    Os consumidores com frequência têm acesso a informações
    sobre os produtos, e o poder passa para o lado deles. São eles
    que controlam as regras do mercado, não você. Eles escolhem
    o meio e a mensagem. Em vez de receber mensagens enviadas
    por profissionais de relações públicas, eles criam a “opinião
    pública” online.
       Os marqueteiros estão perdendo o controle, e isso é muito bom.
    (Don Tapscott. O fim do marketing. INFO, São Paulo,Editora Abril, janeiro 2011, p. 22.)

    Publicidade, promoção, relações públicas etc. exploram “mensagens" unidirecionais, de um-para-muitos e de tamanho único, dirigidas a consumidores sem rosto e sem poder.

    Nesta passagem do quinto parágrafo, ao empregar a expressão consumidores sem rosto e sem poder, o autor sugere que:
    Escolha uma alternativa para a questão e79fb738-94
  • Linguagens

    Português

    Uma campanha alegre, IX
    Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este
    singular estado:
    Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente
    possuem o Poder, perdem o Poder, reconquistam o Poder,
    trocam o Poder... O Poder não sai duns certos grupos,
    como uma pela* que quatro crianças, aos quatro cantos de
    uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.
    Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no Poder,
    esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os
    outros que lá não estão — os corruptos, os esbanjadores da
    Fazenda, a ruína do País!
    Os outros, os que não estão no Poder, são, segundo a sua
    própria opinião e os seus jornais — os verdadeiros liberais, os
    salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses
    do País.
    Mas, coisa notável! — os cinco que estão no Poder fazem
    tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da
    Fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E
    os que não estão no Poder movem-se, conspiram, cansam-se,
    para deixar de ser o mais depressa que puderem — os verdadeiros
    liberais, e os interesses do País!
    Até que enfim caem os cinco do Poder, e os outros, os
    verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação
    herdada de esbanjadores da Fazenda e ruína do País; em tanto
    que os que caíram do Poder se resignam, cheios de fel e de tédio
    — a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.
    Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de
    doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha
    sido por seu turno esbanjador da Fazenda e ruína do País...
    Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado
    a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações
    mais hostis...
    Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de
    dirigir as coisas públicas — pela Imprensa, pela palavra dos
    oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa
    constitucional do poder moderador...
    E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que
    continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai,
    feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto**
    tão triunfante!
    (*) Pela: bola.
    (**) Chouto: trote miúdo.
                        (Eça de Queirós. Obras. Porto: Lello & Irmão-Editores, [s.d.].)
    Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações mais hostis...

    Com esta frase, o cronista afirma que
    Escolha uma alternativa para a questão e78f9654-94
  • Linguagens

    Português

    Uma campanha alegre, IX
    Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este
    singular estado:
    Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente
    possuem o Poder, perdem o Poder, reconquistam o Poder,
    trocam o Poder... O Poder não sai duns certos grupos,
    como uma pela* que quatro crianças, aos quatro cantos de
    uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.
    Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no Poder,
    esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os
    outros que lá não estão — os corruptos, os esbanjadores da
    Fazenda, a ruína do País!
    Os outros, os que não estão no Poder, são, segundo a sua
    própria opinião e os seus jornais — os verdadeiros liberais, os
    salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses
    do País.
    Mas, coisa notável! — os cinco que estão no Poder fazem
    tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da
    Fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E
    os que não estão no Poder movem-se, conspiram, cansam-se,
    para deixar de ser o mais depressa que puderem — os verdadeiros
    liberais, e os interesses do País!
    Até que enfim caem os cinco do Poder, e os outros, os
    verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação
    herdada de esbanjadores da Fazenda e ruína do País; em tanto
    que os que caíram do Poder se resignam, cheios de fel e de tédio
    — a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.
    Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de
    doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha
    sido por seu turno esbanjador da Fazenda e ruína do País...
    Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado
    a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações
    mais hostis...
    Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de
    dirigir as coisas públicas — pela Imprensa, pela palavra dos
    oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa
    constitucional do poder moderador...
    E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que
    continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai,
    feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto**
    tão triunfante!
    (*) Pela: bola.
    (**) Chouto: trote miúdo.
                        (Eça de Queirós. Obras. Porto: Lello & Irmão-Editores, [s.d.].)
    Considerando que o último parágrafo do fragmento representa uma ironia do cronista, seu significado contextual é:
    Escolha uma alternativa para a questão e78a34f8-94
  • Matemática

    Matemática

    A tabela apresenta, na coluna da esquerda, a descrição de alguns tipos de funções e, na coluna da direita, representações de alguns gráficos de funções, cujas variáveis independentes, definidas no domínio dos números reais, estão representadas nos eixos das abscissas.

                             Imagem da questão de Matemática, UNESP 2011, Função de 1º Grau ou Função Afim, Problemas com Equação e Inequações

    O conjunto de pares ordenados que relaciona cada função à sua respectiva representação gráfica é:


    Escolha uma alternativa para a questão 3db4f14c-8d
  • Matemática

    Matemática

    Em um jogo lotérico, com 40 dezenas distintas e possíveis de serem escolhidas para aposta, são sorteadas 4 dezenas e o ganhador do prêmio maior deve acertar todas elas. Se a aposta mínima, em 4 dezenas, custa R$ 2,00, uma aposta em 6 dezenas deve custar:
    Escolha uma alternativa para a questão 3da9fca8-8d
  • Ciências da Natureza

    Física

    A figura 1 mostra um quadro de Georges Seurat, grande expressão do pontilhismo.

                                       Figura 1 de 2 da questão de Física, UNESP 2011, Óptica Geométrica

    De forma grosseira podemos dizer que a pintura consiste de uma enorme quantidade de pontos de cores puras, bem próximos uns dos outros, tal que a composição adequada dos pontos causa a sensação de vibração e efeitos de luz e sombra impressionantes. Alguns pontos individuais podem ser notados se chegarmos próximo ao quadro. Isso ocorre porque a resolução angular do olho humano é θmín ≅ 3,3 × 10– 4 rad. A figura 2 indica a configuração geométrica para que uma pessoa perceba a separação d entre dois pontos vizinhos à distância L ≅ 30 cm do quadro.

                                         Figura 2 de 2 da questão de Física, UNESP 2011, Óptica Geométrica

    Considerando que para ângulos θ < 0,17 rad é válida a aproximação tg θ ≅ θ, a distância d aproximada entre esses dois pontos, representados na figura 2, é, em milímetros, igual a


    Escolha uma alternativa para a questão 3d9829b4-8d
  • Ciências da Natureza

    Física

    Na geração da voz humana, a garganta e a cavidade oral agem como um tubo, com uma extremidade aproximadamente fechada na base da laringe, onde estão as cordas vocais, e uma extremidade aberta na boca. Nessas condições, sons são emitidos com maior intensidade nas frequências e comprimentos de ondas para as quais há um nó (N) na extremidade fechada e um ventre (V) na extremidade aberta, como ilustra a figura. As frequências geradas são chamadas harmônicos ou modos normais de vibração. Em um adulto, este tubo do trato vocal tem aproximadamente 17 cm. A voz normal de um adulto ocorre em frequências situadas aproximadamente entre o primeiro e o terceiro harmônicos.

                                    Imagem da questão de Física, UNESP 2011, Movimento Harmônico

    Considerando que a velocidade do som no ar é 340 m/s, os valores aproximados, em hertz, das frequências dos três primeiros harmônicos da voz normal de um adulto são


    Escolha uma alternativa para a questão 3d93484c-8d
  • Ciências da Natureza

    Física

    Uma espécie de peixe-elétrico da Amazônia, o Poraquê, de nome científico Electrophorous electricus, pode gerar diferenças de potencial elétrico (ddp) entre suas extremidades, de tal forma que seus choques elétricos matam ou paralisam suas presas. Aproximadamente metade do corpo desse peixe consiste de células que funcionam como eletrocélulas. Um circuito elétrico de corrente contínua, como o esquematizado na figura, simularia o circuito gerador de ddp dessa espécie. Cada eletrocélula consiste em um resistor de resistência R = 7,5 Ω e de uma bateria de fem ε.

                                  Imagem da questão de Física, UNESP 2011, Circuitos Elétricos e Leis de Kirchhoff

    Sabendo-se que, com uma ddp de 750 V entre as extremidades A e B, o peixe gera uma corrente I = 1,0 A, a fem ε em cada eletrocélula, em volts, é


    Escolha uma alternativa para a questão 3d8cdd6e-8d
  • Ciências da Natureza

    Física

    A diferença de pressão máxima que o pulmão de um ser humano pode gerar por inspiração é em torno de 0,1 × 105 Pa ou 0,1 atm. Assim, mesmo com a ajuda de um snorkel (respiradouro), um mergulhador não pode ultrapassar uma profundidade máxima, já que a pressão sobre os pulmões aumenta à medida que ele mergulha mais fundo, impedindo-os de inflarem.

                                      Imagem da questão de Física, UNESP 2011, Estática e Hidrostática

    Considerando a densidade da água ρ ≅ 103 kg/m3 e a aceleração da gravidade g ≅ 10 m/s2 , a profundidade máxima estimada, representada por h, a que uma pessoa pode mergulhar respirando com a ajuda de um snorkel é igual a


    Escolha uma alternativa para a questão 3d8752e9-8d
  • Ciências da Natureza

    Física

    Um lustre está pendurado no teto de uma sala por meio de dois fios inextensíveis, de mesmo comprimento e de massas desprezíveis, como mostra a figura 1, onde o ângulo que cada fio faz com a vertical é 30° . As forças de tensão nos fios têm a mesma intensidade.

                             Imagem da questão de Física, UNESP 2011, Estática - Momento da Força/Equilíbrio e Alavancas

    Considerando cos 30º ≅ 0,87, se a posição do lustre for modificada e os fios forem presos ao teto mais distantes um do outro, de forma que o ângulo que cada um faz com a vertical passe a ser o dobro do original, como mostra a figura 2, a tensão em cada fio será igual a


    Escolha uma alternativa para a questão 3d7a56da-8d
  • Ciências da Natureza

    Química

    Incêndio é uma ocorrência de fogo não controlado, potencialmente perigosa para os seres vivos. Para cada classe de fogo existe pelo menos um tipo de extintor. Quando o fogo é gerado por líquidos inflamáveis como álcool, querosene, combustíveis e óleos, os extintores mais indicados são aqueles com carga de pó químico ou gás carbônico.

    Considerando-se a massa molar do carbono = 12 g.mol–1 , a massa molar do oxigênio = 16 g.mol–1 e R = 0,082 atm.L.mol–1 .K–1 , o volume máximo, em litros, de gás liberado a 27 ºC e 1 atm, por um extintor de gás carbônico de 8,8 kg de capacidade, é igual a:

    Escolha uma alternativa para a questão 3d54377f-8d
  • Ciências da Natureza

    Química

    A sibutramina, cuja estrutura está representada, é um fármaco indicado para o tratamento da obesidade e seu uso deve estar associado a uma dieta e exercícios físicos.

    Imagem da questão de Química, UNESP 2011, Soluções e Substâncias Inorgânicas

    Com base nessa estrutura, pode-se afirmar que a sibutramina:

    Escolha uma alternativa para a questão 3d4dd896-8d
  • Ciências da Natureza

    Química

    Diariamente podemos observar que reações químicas e fenômenos físicos implicam em variações de energia. Analise cada um dos seguintes processos, sob pressão atmosférica.

    I. A combustão completa do metano (CH4 ) produzindo CO2 e H2 O.

    II. O derretimento de um iceberg.

    III. O impacto de um tijolo no solo ao cair de uma altura h.

    Em relação aos processos analisados, pode-se afirmar que:

    Escolha uma alternativa para a questão 3d47fefa-8d
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Em geral, os cromossomos sexuais nos mamíferos são iguais nas fêmeas e diferentes nos machos. Nestes, o cromossomo do tipo Y possui genes, tamanho e morfologia diferentes daqueles do cromossomo do tipo X. Nas aves, ocorre o contrário. A fêmea apresenta cromossomos sexuais diferentes; nesse caso, chamados de tipo Z, o maior, e de tipo W, o menor. As figuras A e B representam, respectivamente, os cromossomos de um homem e de um macho de arara-azul. Em A são representados, no destaque, os cromossomos sexuais de uma mulher (XX) e, em B, no destaque, os cromossomos sexuais de uma arara-azul fêmea (ZW).

                                     Imagem da questão de Biologia, UNESP 2011, Gametogênese

    Considerando tais informações, é correto afirmar que


    Escolha uma alternativa para a questão 3d1c5114-8d
  • Ciências da Natureza

    Biologia

                                Uma novidade dos cientistas: Combate à dengue

                                   com a ajuda do próprio mosquito transmissor

          Para os animais, o ato sexual é o caminho para a perpetuação da espécie. Um objetivo primordial que está se invertendo – pelo menos para o Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue. Por meio de manipulação genética, uma população de machos criada em laboratório recebeu um gene modificado que codifica uma proteína letal à prole. Quando esses machos cruzam com fêmeas normais existentes em qualquer ambiente, transmitem o gene à prole, que morre ainda no estágio larval. A primeira liberação na natureza desses animais geneticamente modificados no Brasil foi aprovada em dezembro de 2010 pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). A linhagem deverá ser liberada no município de Juazeiro, no estado da Bahia.

                                                        (Evanildo da Silveira. Pesquisa FAPESP, fevereiro de 2011. Adaptado.)

    Sobre a notícia, pode-se afirmar corretamente que os mosquitos

    Escolha uma alternativa para a questão 3d163f8d-8d
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Para discutir ecologia, a professora citou uma das estrofes do Hino da Campanha da Fraternidade 2011, promovida pela Igreja Católica, cujo lema é Fraternidade e a Vida no Planeta:

                               (...)

                               Olha as florestas: pulmão verde e forte!

                               Sente esse ar que te entreguei tão puro...

                               Agora, gases disseminam a morte;

                               O aquecimento queima o teu futuro.

                              (...)

                            Imagem da questão de Biologia, UNESP 2011, Ecologia e ciências ambientais

    Sobre essa estrofe do hino, os alunos fizeram as seguintes afirmações:

    I. O primeiro verso é uma menção à função fotossintética das florestas, estabelecendo uma analogia entre essa função e a exercida pelo pulmão dos vertebrados, pois cada uma dessas funções retira da atmosfera e nela libera os mesmos gases.

    II. O segundo verso é uma referência à atmosfera primitiva da Terra, a qual permitiu o aparecimento das primeiras moléculas orgânicas e, posteriormente, dos primeiros organismos vivos.

    III. O terceiro verso faz referência à poluição atmosférica. Gases tóxicos são liberados pela atividade humana, comprometendo a saúde das populações e dos demais organismos.

    IV. O quarto verso é referência direta às queimadas, que têm por objetivo a formação de pastos em detrimento da conservação da mata nativa.

    É correto o que se afirma em


    Escolha uma alternativa para a questão 3d10f0b8-8d