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Prova de 2022: Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) — questões com gabarito

94 questões da prova de 2022 de Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), em Português, Inglês, Espanhol, Literatura. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 94 questões

Resultados: 94 questões

Página 3 de 5

  • Linguagens

    Português

            Seja por meio de uma conversa, uma mensagem de texto ou uma fotografia, a interação em sociedade acontece por meio da comunicação, e isso não é diferente na internet. Como colaborar para a inclusão digital de outros usuários para uma internet mais livre, aberta e, de fato, comunicativa?


            Os termos “acesso”, “usabilidade” e “inclusão digital” sempre acabam aparecendo em conjunto em discussões sobre como a sociedade se comunica pela internet. Ter um computador com acesso à internet é, como primeiro passo, essencial — mas saber utilizá-lo e conseguir, de fato, se comunicar, acessar a informação disponível na internet e usá-la é uma questão de caráter social muito mais profunda e diversa.


            Estar conectado é, acima de tudo, estabelecer comunicação com o outro — o qual pode viver em contextos sociais, econômicos e até mesmo físicos totalmente diferentes dos nossos. Ao levarmos em conta a internet como um ambiente que reflete e traz novas possibilidades à sociedade off-line — se é que podemos fazer essa distinção —, é indispensável considerar, na infraestrutura, na linguagem e nos conteúdos que circulam em rede, todas as diferenças presentes em nossa sociedade.


            Pensar em inclusão digital, como já dito, é pensar sempre no lugar do outro na interação e comunicação. Nem sempre a forma como costumamos escrever posts, criar imagens ou publicar vídeos é a mais adequada para que aquilo que elaboramos seja, de fato, acessível a todos. Reconhecer que nossa perspectiva é diferente da perspectiva do outro é imprescindível para que pensemos, incluindo todos esses outros, em novas formas de criar que levem em consideração diversas realidades de uso na internet.


    Disponível em: https://irisbh.com.br. Acesso em: 5 maio 2019 (adaptado).



    No contexto das tecnologias de informação e comunicação, o texto amplia o conceito de inclusão digital ao

    Escolha uma alternativa para a questão 2594db22-7a
  • Linguagens

    Português

            Não cobra assinatura. Não cobra para fazer o download. Não tem anúncios. Não tem compras dentro do aplicativo. Mas, então, como o WhatsApp ganha dinheiro? Ou melhor, que tipo de magia fez o Facebook decidir comprar o app por R$ 19 bilhões, em 2014?


            Quando fundado em 2009, o WhatsApp cobrava US$ 1 por instalação em alguns países. Em outros, a empresa cobrava US$ 1 por ano como forma simbólica de assinatura. E, em alguns outros, o app era completamente gratuito, caso do Brasil.

            

            Em agosto de 2014, ano da compra pelo Facebook, cerca de 600 milhões de pessoas usavam o aplicativo de mensagens. Até setembro do mesmo ano, os relatórios financeiros do Facebook apontavam que o faturamento da empresa não ultrapassava a casa do US$ 1,3 milhão, menos de um centésimo do valor da compra. Se você pensou “então o WhatsApp não dá dinheiro”, isso faz algum sentido. O que levou o Facebook a gastar tanto, então?


            Especialistas apontam o “big data” — campo da tecnologia que lida com grandes volumes de dados digitais — como impulsionador da compra. Com mais informações, a empresa pode analisar melhor o comportamento dos usuários.

        

            Em agosto de 2016, o WhatsApp começou a compartilhar dados com o Facebook. O objetivo? Fomentar relações entre as bases de Facebook, WhatsApp e Instagram — sugerir amizades em uma rede com base em contatos da outra, por exemplo — mas, principalmente, otimizar a recomendação de publicidade. Afinal, é aí que está o maior volume de faturamento do Facebook atualmente.


    Disponível em: https://noticias.uol.com.br. Acesso em: 4 jun. 2019 (adaptado).


    As estratégias descritas no texto para a obtenção de lucro de forma indireta fundamentam-se no(a) 

    Escolha uma alternativa para a questão 25912c1a-7a
  • Linguagens

    Português

    Letramento entra em cena


                Houve uma significativa mudança conceitual com a entrada em cena da ideia de letramento ou níveis de alfabetismo, a partir da década de 1980. Trocando em miúdos, deixou-se de lado a divisão entre indivíduos alfabetizados (capacitados para codificar e decodificar os elementos linguísticos) e analfabetos. O letramento implica associar escrita e leitura a práticas sociais que tenham sentido para aqueles que as utilizam, além de pressupor níveis de domínio das práticas que exigem essas habilidades.


    BARROS, R. Disponível em: http://revistaeducacao.uol.com.br.

    Acesso em: 1 ago. 2012 (adaptado). 



    A ideia de letramento compreende a alfabetização de forma processual. Pela leitura e análise do texto, para que o cidadão entre efetivamente no mundo da escrita, a escola deve dar condições a ele de

    Escolha uma alternativa para a questão 258bae6f-7a
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I

                 O usufruto de jogos eletrônicos,vinculado à psicopatologia, pode ser considerado um comportamento desadaptativo quando são apresentados sinais de excesso na utilização de tais tecnologias. Isso ocorre quando o comportamento afeta o sujeito de forma que ele se encontre incapaz de controlar a frequência e o tempo diante de um comportamento que anteriormente era considerado inofensivo.

    LEMOS, I. L.; SANTANA, S. M. Rev. Psiq. Clín., n. 1, 2012.


    TEXTO II

                    A maior parte da literatura científica relacionada aos exergames e educação se concentra no potencial do jogo para melhorar a saúde física dos alunos, envolvê-los em atividades sociais e melhorar seu desempenho acadêmico. Resultados de pesquisas recentes também têm mostrado que tais jogos podem contribuir para o treinamento de práticas esportivas e outras atividades envolvendo movimento, ou para o desenvolvimento de habilidades motoras.

    FINCO, M. D.; REATEGUI, E. B.; ZARO, M. A. Movimento, n. 3, jul.-set. 2015.


    Apesar de interpretarem de forma distinta os jogos eletrônicos, ambos os textos abordam o(a)

    Escolha uma alternativa para a questão 25859cd7-7a
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I


            Para que seja caracterizada como bullying, e não como uma agressão ocasional, a ação praticada e sofrida pela vítima deve responder a alguns critérios: a agressividade (física, verbal, social) e a intencionalidade do ato, ou seja, o desejo de causar dor e constrangimento; a frequência da agressão, uma vez que o bullying é um ato repetitivo; e a desigualdade na relação de poder, manifestada pela diferença de força física ou social entre o agressor e a vítima.


    ABDALLA, S. Bullying na escola: uma ameaça que não é brincadeira.

    Disponível em: www.gazetadopovo.com.br. Acesso em: 9 ago. 2017 (adaptado)



    TEXTO II


    Imagem da questão de Português, ENEM 2022, Interpretação de Textos




    De acordo com as características apresentadas nos textos, depreende-se que o bullying nas aulas de educação física escolar tem sido resultante das 

    Escolha uma alternativa para a questão 257d1a27-7a
  • Linguagens

    Português

    Anatomia


                Qual a matéria do poema?

                A fúria do tempo com suas unhas e algemas?


                Qual a semente do poema?

                A fornalha da alma com os seus divinos dilemas?


                Qual a paisagem do poema?

                A selva da língua com suas feras e fonemas?


                Qual o destino do poema?

                O poço da página com suas pedras e gemas?


                Qual o sentido do poema?

                O sol da semântica com suas sombras pequenas?


                Qual a pátria do poema?

                O caos da vida e a vida apenas?


    CAETANO, A. Disponível em: www.antoniomiranda.com.br.

    Acesso em: 27 set. 2013 (fragmento).



    Além da função poética, predomina no poema a função metalinguística, evidenciada

    Escolha uma alternativa para a questão 256d793e-7a
  • Linguagens

    Português

            Sou leitor da revista e, acompanhando a entrevista da juíza Kenarik Bouijikian, observo que há uma informação passível de contestação histórica. Na página 14, a meritíssima cita que “tivemos uma lei que proibia a entrada de africanos escravizados no Brasil (Lei Eusébio de Queirós), e sabemos que mais de 500 mil entraram no país mesmo após a promulgação da lei”. Sou professor de História e, apesar de, após a Lei Eusébio de Queirós, de 1850, africanos escravizados terem entrado clandestinamente no país, o número me parece exagerado. É possível que meio milhão de africanos tenham entrado ilegalmente após uma lei antitráfico de 1831, a Lei Feijó, que exatamente por seu não cumprimento passou a ser no anedotário jurídico chamada de “lei para inglês ver”. Como a afirmação está entre parênteses, me parece ter sido uma nota equivocada do entrevistador, e não da juíza entrevistada. De toda sorte, há a ilegalidade do trânsito de escravizados para o Brasil apesar da existência de uma lei restritiva. 


            J.C.C.


    Cult, n. 229, nov. 2017 (adaptado).



    A função social da carta do leitor está contemplada nesse texto porque, em relação a uma publicação em edição anterior de uma revista, ele apresenta um(a) 

    Escolha uma alternativa para a questão 256ac74c-7a
  • Linguagens

    Português

            Estresse é um termo que se vulgarizou nos últimos tempos. Queixa-se de estresse o homem que chega em casa depois de um dia de muito trabalho, de trânsito pesado e das filas do banco. Queixa-se a mulher que enfrentou uma maratona de atividades domésticas, profissionais e com os filhos. À noite, terminado o jantar, com as crianças recolhidas, os dois mal têm forças para trocar de roupa e cair na cama.

        A palavra estresse não cabe nesse contexto. O que eles sentem é cansaço, estão exaustos e uma noite de sono é um santo remédio para recompor as energias e revigorá-los para as tarefas do dia seguinte.

           A palavra estresse, na verdade, caracteriza um mecanismo fisiológico do organismo sem o qual nós, nem os outros animais, teríamos sobrevivido. Se nosso antepassado das cavernas não reagisse imediatamente, ao se deparar com uma fera faminta, não teria deixado descendentes. Nós existimos porque nossos ancestrais se estressavam, isto é, liberavam uma série de mediadores químicos (o mais popular é a adrenalina), que provocavam reações fisiológicas para que, diante do perigo, enfrentassem a fera ou fugissem.

    Disponível em: http://drauziovarella.com.br. Acesso em: 2 jun. 2015.


    Ao lançar mão do mecanismo de comparação, o autor do texto conduz os leitores a

    Escolha uma alternativa para a questão 25649b5b-7a
  • Linguagens

    Português

    A caolha


            A caolha era uma mulher magra, alta, macilenta, peito fundo, busto arqueado, braços compridos, delgados, largos nos cotovelos, grossos nos pulsos; mãos grandes, ossudas, estragadas pelo reumatismo e pelo trabalho; unhas grossas, chatas e cinzentas, cabelo crespo, de uma cor indecisa entre o branco sujo e o louro grisalho, desse cabelo cujo contato parece dever ser áspero e espinhento; boca descaída, numa expressão de desprezo, pescoço longo, engelhado, como o pescoço dos urubus; dentes falhos e cariados. O seu aspecto infundia terror às crianças e repulsão aos adultos; não tanto pela sua altura e extraordinária magreza, mas porque a desgraçada tinha um defeito horrível: haviam-lhe extraído o olho esquerdo; a pálpebra descera mirrada, deixando, contudo, junto ao lacrimal, uma fístula continuamente porejante. Era essa pinta amarela sobre o fundo denegrido da olheira, era essa destilação incessante de pus que a tornava repulsiva aos olhos de toda a gente.


    ALMEIDA, J. L. In: COSTA, F. M. (org.). Os melhores contos brasileiros

    de todos os tempos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.



    Que procedimento composicional o narrador utiliza para caracterizar a aparência da personagem?

    Escolha uma alternativa para a questão 2561b8f8-7a
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I

    A gestão da ignorância

      

          Novas tecnologiasmudaram a forma de pensar, planejar e também de se relacionar dentro das empresas. Agora, o que vale é ter flexibilidade, colaboração, segurança digital e confiança nas relações. Mas quais são as oportunidades para crescer nesse ambiente cada vez mais disruptivo?

    CAMANHO, R. Revista da ESPN, n. 4, out.-nov.-dez. 2017 (adaptado).



    TEXTO II

    A falsa sensação de segurança


            O número de usuários cresce, e, paralelo a isso, a falsa sensação de que a conexão digital é completamente segura e livre de ameaças. Profissionais de TI têm enfrentado problemascom falhasde segurança.Eisso porque, em certos cenários, apenas um antivírus e/ou firewall bem configurados não são mais suficientes para mitigar os riscos atuais.


    MOGAMI, S. Guia de produtos para infraestrutura de data centers.

    RTI Redes, Telecom e Instalações, n. 213, fev. 2018.



    Ao abordarem a temática da tecnologia, os textos I e II apresentam como ponto comum 

    Escolha uma alternativa para a questão 255ed187-7a
  • Linguagens

    Português

            As ruas de calçamento irregular feito com pedras pé de moleque e o casario colonial do centro histórico de Paraty, município ao sul do estado do Rio de Janeiro, foram palco de uma polêmica encerrada há pouco mais de dez anos: o nome da cidade deveria ser escrito com “y” ou com “i”?


            Tudo começou após mudanças nas regras ortográficas da língua portuguesa no Brasil terem determinado a substituição do “y” por “i” em palavras como “Paraty”, que então passou a figurar nos mapas como “Parati”. Revoltados com a alteração, os paratienses se mobilizaram para que o “y” retornasse ao seu devido lugar na grafia do nome da cidade, o que só ocorreu depois da aprovação de uma lei pela Câmara de Vereadores, em 2007.


            No caso de “Paraty”, uma das argumentações em favor do uso do “y” teve por base a origem indígena da palavra. “Foi percebido que existem várias tonalidades para a pronúncia do ‘i’ para os indígenas. E cada uma delas tem um significado diferente. O ‘y’ é mais próximo à pronúncia que eles usavam para significar algo no território. É como se fosse ‘Paratii’, que significa água que corre. Aí o linguista achou por bem utilizar o ‘y’ para representar essa pronúncia, o ‘i’ longo, o ‘i’ dobrado”, esclarece uma técnica da coordenação de cartografia do IBGE.


    BENEDICTO, M.; LOSCHI, M. Nomes geográficos.

    Retratos: a revista do IBGE, fev. 2019.



    A resolução da polêmica, com a permanência da grafia da palavra “Paraty”, revela que a normatização da língua portuguesa foi desconsiderada por

    Escolha uma alternativa para a questão 255bb08a-7a
  • Linguagens

    Inglês

    How On-line Gamers are Solving Science’s Biggest Problems


            On paper, gamers and scientists make a bizarre union. But in reality, their two worlds aren’t leagues apart: both involve solving problems within a given set of rules. Genetic analysis, for instance, is about finding sequences and patterns among seemingly random clusters of data. Frame the analysis as a pattern-spotting game that looks like Candy Crush, and, while aligning patterns and scoring points, players can also be hunting for mutations that cause cancer, Alzheimer’s disease or diabetes.


            “Our brains are geared up to recognise patterns”, says Erinma Ochu, a neuroscientist at the University of Manchester, explaining why scientists are turning to gamers for help, “and we do it better than computers. This is a new way of working for scientists, but as long as they learn how to trust game developers to do what they do best — make great games — then they can have thousands of people from all around the world working on their data”.


    Disponível em: www.theguardian.com. Acesso em: 8 fev. 2014 (adaptado).



    De acordo com a reportagem publicada no jornal The Guardian, os adeptos de jogos eletrônicos podem ajudar os cientistas por terem

    Escolha uma alternativa para a questão 254f78f6-7a
  • Linguagens

    Inglês

    Anyway



    You can spend your whole life building

    Something from nothin’

    One storm can come and blow it all away

    Build it anyway

    You can chase a dream that seems so out of reach

    And you know it might not ever come your way

    Dream it anyway



    […]



    This world’s gone crazy and it’s hard to believe

    That tomorrow will be better than today

    Believe it anyway

    You can love someone with all your heart

    For all the right reasons

    In a moment they can choose to walk away

    Love ’em anyway



    McBRIDE, M. Disponível em: www.elyrics.net. Acesso em: 8 fev. 2013 (fragmento).



    Com base na palavra “anyway”, que é título da canção, entende-se que o fragmento

    Escolha uma alternativa para a questão 254cc14e-7a
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, ENEM 2022, Interpretação de texto | Reading comprehension



    Tendo em vista a abrangência do inglês no contexto global, a falha na comunicação evidenciada nesse diálogo é gerada pelo fato de que os interlocutores 

    Escolha uma alternativa para a questão 25471e06-7a
  • Linguagens

    Espanhol

    En los subúbios de La Habana, Ilaman al amigo mi tierra o mi sangre. En Caracas, el amigo es mi pana o mi llave: pana, por panaderia, la fuente del buen pan para las hambres del alma; y llave por... — Llave, por llave — me dice Mario Benedetti. Y me cuenta que cuando vivia en Buenos Aires, en los tiempos del terror, él llevaba cinco llaves ajenas en su llavero: cinco llaves, de cinco casas, de cinco amigos: las llaves que lo salvaron.

    GALEANO, E. El libro de los abrezos. Madri: Siglo Veintiuno,2015.


    Nesse texto, o autor demonstra como as diferentes expressões existentes em espanhol para se referir a "amigo" variam em função

    Escolha uma alternativa para a questão 24347869-63
  • Linguagens

    Espanhol

    Pequeño hermano

            Es, no cabe duda, el instrumento más presente y más poderoso de todos los que entraron en nuestras vidas. Ni la televisión ni el ordenador, no hablemos ya del obsoleto fax o de las agendas o los libros eletrónicos, ha tenido tal influencia, tal predicamentosobre nosotros. El móvil somos nosotros mismos. Todo desactivado e inerte, inocuo, ya les digo. Y de repente, tras un viaje y tres o cuatro imprudentes fotos, salta un aviso en la pantalla.Con sonido, además, pese a que tengo también todas las alertas desactivadas. Y mi monstruo doméstico me dice: tienes un recuerdo nuevo. Lo repetiré: tienes un recuerdo nuevo. ¿ Y tú qué sabes? ¿ Y a ti, máquina demoníaca, qué te importa? ¿ Cómo te atreves a decime qué son o no son mis recurdos? ¿ Qué es esta introsión, este descaro? El pequeño hertmano lo sabe casi todo. Sólo hay una esperanza: que la obsolescencia programada mate antes al pequeño hermano y que nosotros sigamos vivos, con los recuerdos que nos dé la gana.

    FERNÁNDEZ. D. Disponível em : www.lavanguardia.com.
    Acesso em: 5 dez.2018(adaptado).


    No texto, o autor faz uma crítica ao(à)
    Escolha uma alternativa para a questão 2431f141-63
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2022, Interpretação de Textos


    TEXTO II

            O Termo ready-made foi criado por Marcel Duchamp (1887-1968) para designar um tipo de objeto, por ele inventado, que consiste em um ou mais artigos de uso cotidiano, produzidos em massa, selecionados sem critérios e expostos como obras de arte em espaços especializados (museus e galerias). Seu primeiro ready-made, de  1912, é uma roda de bicicleta montada sobre um banquinho (Roda de bicicleta). Ao transformar qualquer objeto em obra de arte, o artista realiza uma crítica radical ao sistema da arte.

    Disponível em: www.bienal.org.br. Acesso em: 1 set. 2016 (adaptado).  


    A instalação In absentia propõe um diálogo com o ready-made Roda de bicicleta, demonstrando que 

    Escolha uma alternativa para a questão 373e5496-63
  • Linguagens

    Literatura

        A senhora manifestava-se por atos, por gestos, e sobretudo por um certo silêncio, que amargava, que esfolava. Porém desmoralizar escancaradamente o marido, não era com ela.[..]

        As negras receberam ordem para meter no serviço a gente do tal compadre Silveira as cunhadas, ao fuso: os cunhados, ao campo, tratar do gado com os vaqueiros; a mulher e as irmãs, que se ocupassem da ninhada. Margarida não tivera filhos, e como os desejasse com a força de suas vontades tratava sempre bem aos pequenitos  às mães que os estava criando. Não era isso. uma sentimentalidade cristã, uma ternura, era o egoísta e cru instinto da maternidade, obrando por mera simpatia carnal. Quanto ao pai do lote (refere-se ao Antônio) esse que fosse ajudar ao vaqueiro das bestas.

        Ordens dadas, o Quinquim referendava. Cada um moralizava o outro, para moralizar-se. 

    PAIVA, M. O. Dona Guidinha do Poço. Rio de Janeiro, Tecnoprint, s/d.

    No trecho do romance naturalista, a forma como o narrador julga comportamentos e emoções das personagens femininas revele influência do pensamento. 
    Escolha uma alternativa para a questão 371530c1-63
  • Linguagens

    Português

    Esaú e Jacó

        Bárbara entrou, enquanto o pai pegou da viola e passou o patamar de pedra, à porta da esquerda. Era uma criaturinha leve e breve, saia bordada, chinelinha no pé. Não se lhe podia negar um corpo airoso. Os cabelos, apanhados no alto da cabeça por um pedaço de fita enxovalhada, faziam-lhe um solidéu natural, cuja borla era suprida por um raminho de arruda. Já vai nisto um pouco de sacerdotisa. O mistério estava nos olhos. Estes eram opacos, não sempre nem tanto que não fossem também lúcidos e agudos, e neste último estado eram igualmente compridos; tão compridos e tão agudos que entravam pela gente abaixo, revolviam o coração e tornavam cá fora, prontos para nova entrada e outro revolvimento. Não te minto dizendo que as duas sentiram tal ou qual fascinação. Bárbara interrogou-as; Natividade disse  ao que vinha e entregou-lhe os retratos dos filhos e os cabelos cortados, por lhe haverem dito que bastava.
    — Basta, confirmou Bárbara. Os meninos são seus filhos?
    — São.

    ASSIS, M, Obra completa, Rio de Janeiro: Nova Aguillar, 1994,


    No relato da visita de duas mulheres ricas a uma vidente no Morro do Castelo, a ironia — um dos traços mais representativos da narrativa machadiana — consiste no
    Escolha uma alternativa para a questão 37129be8-63
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I

    Projeto Mural Eletrônico desenvolvido no INT, semelhante
    a um totem, promete tornar o acesso à informação disponível para todos

        A inclusão de pessoas com deficiência se constituiu um dos principais desafios e preocupações para a sociedade ao longo das últimas décadas. E o uso da tecnologia tem se revelado um aliado fundamental em muitas iniciativas voltadas para essa área. Exemplo disso é uma das recentes criações do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) — unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Ali, com o objetivo de que as diferenças entre pessoas não sejam sinônimo de obstáculos no acesso à informação ou na comunicação, engenheiros e tecnólogos vêm trabalhando no desenvolvimento do projeto Mural Eletrônico. 

        O Mural Eletrônico nasceu da necessidade de promover a inclusão nas escolas. Com interface multimídia e interativa, todos têm a possibilidade de acessar o Mural Eletrônico. Por meio do equipamento, podem ser disponibilizados vídeos com Libras, leitura sonora de textos, que também estarão acessíveis em uma plataforma de braille dinâmico, ao lado do teclado.

    KIEFER, D. Inclusão ampla e irrestrita. Rio Pesquisa, n 36, set. 2016 (adaptado)

    TEXTO II

    Projeto Surdonews, desenvolvido na UFRJ, garante acesso de surdos
    à informação e contribui para sua “inclusão cientifica" 

        Para não permitir que a falta de informação seja um fator para o isolamento e a inacessibilidade da
    comunidade surda, a jornalista e pesquisadora Roberta Savedra Schiaffino criou o projeto “Surdonews: montando os quebra-cabeças das notícias para o surdo”. Trata-se de uma página no Facebook, com notícias constantemente atualizadas e apresentadas por surdos em Libras, e veiculadas por meio de vídeos.
        A ideia de criar o projeto surgiu quando Roberta, ela própria surda profunda, ainda cursava o mestrado. Para isso, ela procurou traçar um diagnóstico do conhecimento informal entre as pessoas com surdez. Ela entrevistou cinquenta alunos surdos do ensino fundamental e viu que eles tinham muita dificuldade de ler, além de não captar a notícia falada. “Isso é muito grave, pois 90% do saber de um indivíduo vem do conhecimento informal, adquirido em feiras científicas, conversas, cinema, teatro, incluindo a mídia, por todas as suas possibilidades disseminadoras”, explica a pesquisadora. “Prezamos pelo conteúdo cientifico em nossas pautas. Contudo, independentemente disso, nosso principal trabalho é, além de informar e atualizar, fazer com que os textos não sejam empobrecidos no processo de tradução e, sim, acessíveis”.

    KIFFER, D. Comunicação sem barreiras. Rio Pesquisa, n. 37 dez. 2016 (adaptado)

    Considerando-se o tema tecnologias e acessibilidade, os textos I e Il aproximam-se porque apresentam projetos que
    Escolha uma alternativa para a questão 37004d24-63