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Prova

Prova de 2023: Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) — questões com gabarito

125 questões da prova de 2023 de Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), em Inglês, Português. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 125 questões

Resultados: 125 questões

Página 5 de 7

  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, ENEM 2023, Interpretação de texto | Reading comprehension





    Por meio de recursos verbais e não verbais, esse cartaz de campanha objetiva

    Escolha uma alternativa para a questão b455f832-4c
  • Linguagens

    Inglês

          “We won’t ruin Mars. It’s too big and too good.” said the captain.


         “You think not? We Earth Men have a talent for ruining big, beautiful things. The only reason we didn’t set up hot-dog stands in the midst of the Egyptian temple of Karnak is because it was out of the way and served no large commercial purpose. And Egypt is a small part of Earth. But here, this whole thing is ancient and different, and we have to set down somewhere and start fouling it up. We’ll call the canal the Rockefeller Canal and the mountain King George Mountain and the sea the Dupont Sea, and there’ll be Roosevelt and Lincoln and Coolidge cities, and it won’t ever be right, when there are the proper names for these places.”



    BRADBURY, R. And the Moon Be Still as Bright. In: The
    Martian Chronicles. Londres: Harper Collins, 2014.



    Nesse fragmento de um conto do autor Ray Bradbury, o personagem revela ao capitão
    Escolha uma alternativa para a questão b45b84e7-4c
  • Linguagens

    Inglês

           Our physical alienation from India almost inevitably means that we will not be capable of reclaiming precisely the thing that was lost; that we will, in short, create fictions, not actual cities or villages, but invisible ones, imaginary homelands, Indias of the mind. […] It may be argued that the past is a country from which we have all emigrated […], but I suggest that the writer who is out-of-country and even out-of-language may experience this loss in an intensified form.



    RUSHDIE, S. Imaginary Homelands. Londres: Vintage Books, 2010 (adaptado).




    Nesse fragmento de texto, ao abordar a literatura anglo-indiana, o autor Salman Rushdie ressalta a relação entre criação literária e
    Escolha uma alternativa para a questão b45dd0d3-4c
  • Linguagens

    Inglês

    we gave birth to a new generation,
    AmeRícan, broader than lost gold
    never touched, hidden inside the
    puerto rican mountains.



    we gave birth to a new generation
    AmeRícan, it includes everything
    imaginable you-name-it-we-got-it
    society.



    we gave birth to a new generation,
    AmeRícan salutes all folklores,
    european, indian, black, spanish
    and anything else compatible.



    AmeRícan,
    yes, for now, for i love this, my second land,
    and i dream to take the accent from
    the altercation, and be proud to call
    myself american, in the u.s. sense of the
    word, AmeRícan, America!



    LAVIERA, T. Benedición: The Complete Poetry of Tato Laviera.
    Houston: Arte Público Press, 2014 (fragmento).




    Nos versos desse poema, o eu lírico adota um tom de 
    Escolha uma alternativa para a questão b4608233-4c
  • Linguagens

    Inglês


    Imagem da questão de Inglês, ENEM 2023, Interpretação de texto | Reading comprehension



    MCPHAIL, W. Disponível em: https://fineartamerica.com. Acesso em: 25 out. 2021.




    Ao utilizar a expressão “be a shame if something were to happen to it”, o pássaro

    Escolha uma alternativa para a questão b4633544-4c
  • Linguagens

    Português

    O fim da história



    Não creio que o tempo
    Venha comprovar
    Nem negar que a História
    Possa se acabar
    Basta ver que um povo
    Derruba um czar
    Derruba de novo
    Quem pôs no lugar
    É como se o livro dos tempos pudesse
    Ser lido trás pra frente, frente pra trás
    Vem a História, escreve um capítulo
    Cujo título pode ser “Nunca Mais”
    Vem o tempo e elege outra história, que escreve
    Outra parte, que se chama “Nunca É Demais”
    “Nunca Mais”, “Nunca É Demais”, “Nunca Mais”
    “Nunca É Demais”, e assim por diante, tanto faz
    Indiferente se o livro é lido
    De trás pra frente ou lido de frente pra trás.



    GILBERTO GIL. In: Parabolicamará. Rio de Janeiro: WEA, 1991.



    Considerando-se o jogo de oposições presente nessa letra de canção, infere-se que a narrativa histórica
    Escolha uma alternativa para a questão b4658041-4c
  • Linguagens

    Português

           Jon Lord, fundador do Deep Purple, era um caso raro na música. Depois de uma carreira bem-sucedida como tecladista de duas das maiores bandas de rock do planeta, aposentou-se em 2002 para compor peças eruditas. Para ele, clássico e popular eram apenas aspectos de uma mesma entidade, a boa música. O caminho era quase natural. Tendo aprendido a tocar os clássicos no piano, Lord apaixonou-se pelo rock ao ouvir Buddy Holly e começou a tocar em combos de jazz, rhythm’n’blues e depois rock. Em 1969, aos 27 anos, ele compôs, com a ajuda do maestro Malcolm Arnold, um Concerto para grupo e orquestra, temperando a estrutura de uma peça erudita com a eletricidade agressiva da fase mais criativa do Deep Purple, a mesma equipe que comporia Smoke on the Water em 1972.


    SOARES, M. Jon Lord foi um pioneiro na fusão entre rock e erudito.
    Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 16 nov. 2021 (adaptado).



    A circulação do tecladista Jon Lord (1941-2012) entre gêneros aparentemente distantes como o rock e a música erudita foi possível porque ele
    Escolha uma alternativa para a questão b467e1e4-4c
  • Linguagens

    Português

          A verdade é que não me preocupo muito com o outro mundo. Admito Deus, pagador celeste dos meus trabalhadores, mal remunerados cá na terra, e admito o diabo, futuro carrasco do ladrão que me furtou uma vaca de raça. Tenho, portanto, um pouco de religião, embora julgue que, em parte, ela é dispensável a um homem. Mas mulher sem religião é horrível.


           Comunista, materialista. Bonito casamento! Amizade com o Padilha, aquele imbecil. “Palestras amenas e variadas”. Que haveria nas palestras? Reformas sociais, ou coisa pior. Sei lá! Mulher sem religião é capaz de tudo.


    RAMOS, G. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 1981.


         Uma das características da prosa de Graciliano Ramos é ser bastante direta e enxuta. No romance São Bernardo, o autor faz a análise psicológica de personagens e expõe desigualdades sociais com base na relação entre patrão e empregado, além da relação conjugal. Nesse sentido, o texto revela um(a)
    Escolha uma alternativa para a questão b46a013e-4c
  • Linguagens

    Português

         É vantajoso que as crianças possam entender o funcionamento por trás da tecnologia que está presente em diversos aspectos da vida cotidiana, aproveitando a curiosidade infantil como impulso inicial. A computação ajuda a desenvolver o raciocínio, a melhorar a comunicação e a trabalhar a capacidade de resolver problemas. Os computadores executam tarefas por meio de comandos dados em uma programação. Essa, por sua vez, é feita com linguagens próprias, que funcionam como uma espécie de “idioma”, por meio do qual o programador se comunica com as máquinas.


            Porém, mais do que dominar essas linguagens, o programador precisa empregar a lógica computacional. O programador precisa expressar em seu código as condições e seus efeitos, como “se acontecer A, faça B, a não ser que haja X, então faça C”. A escrita de um algoritmo é repleta de condições interconectadas, do tipo “se”, “então”, “senão”, “ou”, “até que”, “enquanto” etc. Por isso, para programar, é necessário compreender esse tipo de raciocínio. Para as crianças, isso é tarefa fácil; afinal elas têm uma capacidade incrível de assimilar informações novas.


    Disponível em: https://catracalivre.com.br. Acesso em: 25 nov. 2021.



    Esse texto promove uma reflexão sobre o ensino de programação na infância. A defesa da proposta está ancorada na caracterização da programação com base na sua
    Escolha uma alternativa para a questão b46c06d4-4c
  • Linguagens

    Português

           Que Stendhal confessasse haver escrito um de seus livros para cem leitores, coisa é que admira e consterna. O que não admira, nem provavelmente consternará, é se este outro livro não tiver os cem leitores de Stendhal, nem cinquenta, nem vinte, e quando muito, dez. Dez? Talvez cinco. Trata-se, na verdade, de uma obra difusa, na qual eu, Brás Cubas, se adotei a forma livre de um Sterne, ou de um Xavier de Maistre, não sei se lhe meti algumas rabugens de pessimismo. Pode ser. Obra de finado. Escrevia-a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá sair desse conúbio. Acresce que a gente grave achará no livro umas aparências de puro romance, ao passo que a gente frívola não achará nele o seu romance usual; ei-lo aí fica privado da estima dos graves e do amor dos frívolos, que são as duas colunas máximas da opinião.


    ASSIS, M. Memórias póstumas de Brás Cubas. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 8 ago. 2015.



    No fragmento transcrito da dedicatória “Ao leitor”, em Memórias póstumas de Brás Cubas, o autor serve-se da figura do narrador-defunto para
    Escolha uma alternativa para a questão b46e065a-4c
  • Linguagens

    Português

          A solidão nas cidades grandes é muito mais um sinal da precariedade do sentido da comunidade e da convivência, é mais um problema sociocultural do que de escolha individual.

         Certamente ela reflete a impossibilidade de retornar às florestas, como um dia fez Henry Thoreau. As florestas estão em extinção, assim como, curiosamente, a ideia de humanidade. Resta fugir para a moderna caverna na selva de pedra — sem querer reeditar lugares-comuns — que é a casa de cada um.

           A solidão é, assim, a categoria política que expressa a nostalgia de uma vivência de si mesmo. Ela é, por isso, a tentativa de preservar a subjetividade e a intimidade consigo mesmo que não tem lugar no contexto de relações sociais transformadas em mercadorias baratas.

         A sociedade da antipolítica precisa tratar a solidão como uma pena e um mal-estar quando não consegue olhar para a miséria da vez: o fetiche da hiperconectividade, que ilude que não somos sozinhos.


    TIBURI, M. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br. Acesso em: 7 out. 2011.



    Marcia Tiburi trata de um tema relevante para a sociedade moderna: a convivência interpessoal e a hiperconectividade vivenciada no ciberespaço. O texto classifica-se, quanto ao gênero textual, como artigo de opinião, porque
    Escolha uma alternativa para a questão b4702e3c-4c
  • Linguagens

    Português

        O Esporte Adaptado ou Paradesporto é compreendido como prática que oportuniza às pessoas com deficiência (PcD) o alcance de novos horizontes e perspectivas de vida por meio de vivências motoras, psicológicas e sociais diversificadas. Esse tipo de atividade consiste na possibilidade de prática esportiva para PcD com modificações relacionadas às regras da modalidade ou à maneira como a modalidade se desenvolve. Adicionalmente, o esporte para PcD é geralmente dividido por grupos de deficiência específicos nos quais cada grupo tem história distinta, organização, programa de competição e abordagem diferentes. Registram-se atualmente movimentos esportivos específicos para pessoas surdas, para deficientes físicos, deficientes visuais e para pessoas com deficiência intelectual. Uma grande variedade de modalidades esportivas foram adaptadas para serem praticadas por pessoas com diferentes deficiências, assim como outras modalidades foram criadas exclusivamente para PcD.


    SIMIM, M. A. M. et al. O estado da arte das pesquisas em esportes
    coletivos para pessoas com deficiência: uma revisão sistemática.
    Arquivos de Ciências do Esporte, n. 1, 2018 (adaptado).



    De acordo com esse texto, as práticas esportivas para PcD são caracterizadas por

    Escolha uma alternativa para a questão b4724e26-4c
  • Linguagens

    Português

    Leão do Norte



    Sou o coração do folclore nordestino
    Eu sou Mateus e Bastião do boi-bumbá
    Sou o boneco do Mestre Vitalino
    Dançando uma ciranda em Itamaracá
    Eu sou um verso de Carlos Pena Filho
    Num frevo de Capiba
    Ao som da Orquestra Armorial
    Sou Capibaribe
    Num livro de João Cabral
    Sou mamulengo de São Bento do Una
    Vindo no baque solto de maracatu
    Eu sou um auto de Ariano Suassuna

    No meio da Feira de Caruaru
    Sou Frei Caneca do Pastoril do Faceta
    Levando a Flor da Lira
    Pra Nova Jerusalém
    Sou Luiz Gonzaga
    E eu sou mangue também


    Eu sou mameluco, sou de Casa Forte
    Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte


    LENINE; PINHEIRO, P. C. Leão do Norte. In: LENINE.
    Olho de peixe. São Paulo, 1993 (fragmento).



    A letra da canção expressa a diversidade de danças, sendo uma delas demonstrada no trecho:


    Escolha uma alternativa para a questão b4746a0c-4c
  • Linguagens

    Português

    Construindo uma irmandade da língua


           A ideia de que a língua portuguesa é pertença de todos os seus falantes é hoje quase pacífica. Só meia dúzia de ultranacionalistas portugueses insiste ainda no disparate de se julgar proprietário exclusivo do idioma. Aliás, ao contrário da Commonwealth e da francofonia, a irmandade da língua portuguesa não tem um único centro ou voz dominante, e essa é precisamente uma das suas maiores virtudes.


    AGUALUSA, J. E. O Globo, 8 maio 2021 (adaptado).



    Nesse texto, o termo “Aliás” articula dois enunciados envolvidos numa mesma relação argumentativa, construindo, para o segundo, uma ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão b4768aeb-4c
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I


    Você vai ficar obsoleto
     

          Vivemos numa época em que as coisas ficam obsoletas cada vez mais rápido. Produtos e serviços desaparecem substituídos por outros, como também indústrias inteiras, devoradas por formas mais eficientes de trabalho. O comportamento das pessoas também está mudando; hoje aceitamos a inovação muito mais rápido.

             Você sabia que a eletricidade demorou 46 anos para ser adotada por pelos menos 25% da população norte-americana? Para o telefone foram necessários 35 anos, 31 para o rádio, 26 para a televisão, 16 para o computador, 13 para o celular e apenas 7 para a internet.

             Dessa forma, tecnologia e empreendedorismo formam uma combinação explosiva que afeta os tradicionais setores econômicos, transformando modelos de negócios inteiros e acelerando o envelhecimento das coisas. Portanto, a chave para lidar com isso nos exige sair constantemente da zona de conforto. Deixar para trás o velho e abrir-se ao novo é despir-se do medo do desconhecido. É deixar-se dominar pelo entusiasmo, pela curiosidade e pela vontade de viver e fazer diferente.



    SENGER, A. Disponível em: www.cloudcoaching.com.br. Acesso em: 20 nov. 2021 (adaptado).



    TEXTO II


    A rotina obsoleta


            Ser do tempo da máquina de escrever não me assusta mais. Já é objeto de museu. De colecionador. Até seu sucessor, o computador de mesa, está com os dias contados. Tão mais prático o laptop! Mas também existe o tablet, e quem sabe o que logo mais.

         É surpreendente a velocidade com que meu cotidiano se transforma. Objetos essenciais até um tempinho atrás desapareceram.

           Inventa-se um dispositivo, todo mundo tem, e, dali a pouco, ele é trocado por outro, mais avançado. A velocidade da mudança supera as eras anteriores.

         O próprio papel está perdendo a razão de ser. Documentos on-line são aceitos. Posso assinar um contrato por e-mail. Houve um tempo em que ter xerox de RG com firma reconhecida era um avanço. Hoje…

          Quem faz xerox? Imagine, eu sou do tempo em que na escola se faziam apostilas em xerox! Hoje, a gente recebe on-line.

         Parece estável? Vai sumir. A vida se torna obsoleta a cada segundo. Mas o novo vai surgir. Isso torna a vida fascinante. A realidade é deliciosamente instável.



    CARRASCO, W. Disponível em: https://veja.abril.com.br. Acesso em: 20 nov. 2021.




    Os textos I e II abordam a temática da obsolescência e têm em comum a
    Escolha uma alternativa para a questão b478a483-4c
  • Linguagens

    Português

            Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos.

           Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como os de Entre-Douro-e-Minho, porque neste tempo d’agora assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem! Contudo, o melhor fruto que dela se pode tirar parece-me que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. E que não houvesse mais do que ter Vossa Alteza aqui esta pousada para essa navegação de Calicute bastava. Quanto mais, disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento da nossa fé!



    CAMINHA, P. V. A carta. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br.
    Acesso em: 31 out. 2021.



    Esse texto é um fragmento da carta de Pero Vaz de Caminha para o rei de Portugal, cuja importância documental reside no fato de
    Escolha uma alternativa para a questão b47ac8f8-4c
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2023, Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.



    Disponível em: https://twitter.com/emicida. Acesso em: 23 out. 2021.



    Nessa postagem dirigida aos seus seguidores de rede social, o autor utiliza uma linguagem

    Escolha uma alternativa para a questão b47ce01a-4c
  • Linguagens

    Português

            O grande hall do hotel estava repleto. [...] Os criados passavam apressados, erguendo numa azáfama os pratos de metal. Ao alto, os ventiladores faziam um rumor de colmeias. Senhoras e cavalheiros, perfeitamente felizes, as senhoras quase todas com largos boás de plumas brancas, chalravam e sorriam. Estávamos bem na bizarra sociedade de entalhe que é o escol dos hotéis. Alta, longa, comprida, com uma cintura de esmaltes translúcidos e o ar empoado de uma íntima do general Lafayette, a escritora americana cuja admiração por Gonçalves Dias chegara a fazê-la estudar e propagar o Brasil, mastigava gravemente. Logo ao lado, um grupo de engenheiros, também americanos, bebia, com gargalhadas brutais e decerto inconvenientes, champanhe Mumm. [...] De vez em quando parava à porta um novo hóspede, hesitava, percorria com o olhar a extensa fila de mesas onde o debinage se acalorava. A um canto, Mlles. Peres, filhas de um rico argentino, yatch-recorderman nas horas vagas e vendedor de gado nas outras, perlavam risadinhas de flerte para o solitário e divino Alberto Guerra, seguro dos seus bíceps, dos seus brilhantes e quiçá dos seus versos.


    JOÃO DO RIO. Dentro da noite. São Paulo: Antiqua, 2002 (fragmento).



    Nessa descrição, o narrador traça um panorama sociocultural das primeiras décadas do século XX. Sua perspectiva revela uma
    Escolha uma alternativa para a questão b47ef3de-4c
  • Linguagens

    Português

           Para começar, ele nos olha na cara. Não é como a máquina de escrever, que a gente olha de cima, com superioridade. Com ele é olho no olho ou tela no olho. Ele nos desafia. Parece estar dizendo: vamos lá, seu desprezível pré-eletrônico, mostre o que você sabe fazer. A máquina de escrever faz tudo que você manda, mesmo que seja a tapa. Com o computador é diferente. Você faz tudo que ele manda. Ou precisa fazer tudo ao modo dele, senão ele não aceita. Às vezes, quando a gente erra, ele faz “bip”. Assim, para todo mundo ouvir. Comecei a usar o computador na redação do jornal e volta e meia errava. E lá vinha ele: “Bip!” “Olha aqui, pessoal: ele errou.” “O burro errou!”.

          Outra coisa: ele é mais inteligente que você. Esse negócio de que qualquer máquina só é tão inteligente quanto quem a usa não vale com ele. Está subentendido, nas suas relações com o computador, que você jamais aproveitará metade das coisas que ele tem para oferecer. A máquina de escrever podia ter recursos que você nunca usaria, mas não tinha o mesmo ar de quem só aguentava os humanos por falta de coisa melhor, no momento. E a máquina, mesmo nos seus instantes de maior impaciência conosco, jamais faria “bip” em público.


    VERISSIMO, L. F. Pai não entende nada. Porto Alegre: L&PM, 1990.



    Ao descrever sua relação com a máquina de escrever e o computador, o cronista adota uma perspectiva que
    Escolha uma alternativa para a questão b481c75b-4c
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2023, Interpretação de Textos





    PAULINO, R. Bastidores (detalhe). Gravura sobre tecido em
    suporte de madeira para bordado, 1997.


    Disponível em: www.galeriavirgilio.com.br. Acesso em: 29 out. 2010.




    Sob a perspectiva em que o artista deve trabalhar com as coisas que o tocam profundamente, a singularidade da obra Bastidores, produzida com objetos do cotidiano e de pouco valor material, mostra a boca, que expressa uma
    Escolha uma alternativa para a questão b483d650-4c