Ser lido trás pra frente, frente pra trás

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Enunciado

O fim da história



Não creio que o tempo
Venha comprovar
Nem negar que a História
Possa se acabar
Basta ver que um povo
Derruba um czar
Derruba de novo
Quem pôs no lugar
É como se o livro dos tempos pudesse
Ser lido trás pra frente, frente pra trás
Vem a História, escreve um capítulo
Cujo título pode ser “Nunca Mais”
Vem o tempo e elege outra história, que escreve
Outra parte, que se chama “Nunca É Demais”
“Nunca Mais”, “Nunca É Demais”, “Nunca Mais”
“Nunca É Demais”, e assim por diante, tanto faz
Indiferente se o livro é lido
De trás pra frente ou lido de frente pra trás.



GILBERTO GIL. In: Parabolicamará. Rio de Janeiro: WEA, 1991.



Considerando-se o jogo de oposições presente nessa letra de canção, infere-se que a narrativa histórica

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Resposta Csucede-se em espaços de tempo cíclicos.

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