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Prova

Prova de 2023: Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) — questões com gabarito

125 questões da prova de 2023 de Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), em Inglês, Português, Literatura. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 125 questões

Resultados: 125 questões

Página 3 de 7

  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, ENEM 2023, Interpretação de texto | Reading comprehension





    Por meio de recursos verbais e não verbais, esse cartaz de campanha objetiva

    Escolha uma alternativa para a questão b455f832-4c
  • Linguagens

    Português

           Em nenhum outro tipo de literatura a fantasia desempenha papel tão importante. Sapos se transformam em príncipes, animais conversam com humanos, mesas se põem sozinhas e contratempos insolúveis se resolvem de um parágrafo para outro. Essa falta de verossimilhança não afasta o leitor. Pelo contrário, juntamente com o anonimato dos príncipes e princesas, que não têm personalidade definida e vivem em terras distantes sem localização exata, ela facilita a identificação com os personagens. O mundo da fantasia abre espaço para que coisas desagradáveis, que não seriam toleradas em outros tipos de história, passem incólumes, como bruxas comedoras de criancinha e anões cruéis que roubam bebês. Boa parte do fascínio dos contos tem origem justamente nesse mundo sombrio. Contos de fadas não constituem sempre histórias agradáveis polvilhadas com açúcar, como a casa de pão de ló de João e Maria. Pelo contrário, as tramas são recheadas de malvadezas que sobrevivem às dezenas de adaptações. Podem passar despercebidas, mas estão lá. Ou é inofensiva a história de uma menina e sua avó que são devoradas vivas por um lobo? Ou é inocente o conto da menina que é sequestrada e obrigada a passar a juventude trancada no alto de uma torre? E o que dizer do bebê condenado à morte no dia do seu batizado?


    Disponível em: https://super.abril.com.br. Acesso em: 20 jun. 2019 (adaptado).



    As perguntas ao final do texto estão relacionadas ao argumento segundo o qual contos de fadas
    Escolha uma alternativa para a questão 60e78a2d-49
  • Linguagens

    Português

            Uma polêmica relacionada à covid-19 com clara relação com a Educação Física foi a discussão sobre a reabertura ou não das academias de ginástica em plena pandemia. Entre os argumentos apresentados pelos que defendiam a abertura estava o de que o exercício teria um efeito protetor contra a covid-19, pelo fortalecimento do sistema imunológico. A realização dessas práticas pode ser importante para a saúde, inclusive com foco na melhoria/manutenção da saúde mental, mas em muitas recomendações há mais um sentido de “ter que fazer”, com caráter “obrigatório”. Outro ponto ignorado diz respeito ao aconselhamento para a realização de exercícios físicos em casa durante a pandemia, considerando aspectos como a habilidade das pessoas para realizarem essas atividades, suas preferências, as condições das residências etc. Entendemos que essas recomendações, algumas vezes de caráter persecutório e descontextualizadas da realidade de muitas pessoas, não favorecem um olhar mais ampliado sobre a saúde.


    LOCH, M. R. et al. A urgência da saúde coletiva na formação em Educação Física: lições com a covid-19. Ciência & Saúde Coletiva, n. 25, 2020 (adaptado).



    Segundo o texto, no contexto da pandemia, a relação entre exercício físico e saúde deveria considerar a
    Escolha uma alternativa para a questão 60e259f9-49
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2023, Interpretação de Textos




    As informações contidas no texto dessa campanha têm o objetivo de

    Escolha uma alternativa para a questão 60e02388-49
  • Linguagens

    Português

    Trechos do discurso de Ulysses Guimarães na
    promulgação da Constituição em 1988

    Senhoras e senhores constituintes.

          Dois de fevereiro de 1987. Ecoam nesta sala as reivindicações das ruas. A Nação quer mudar. A Nação deve mudar. A Nação vai mudar. São palavras constantes do discurso de posse como presidente da Assembleia Nacional Constituinte.

            Hoje, 5 de outubro de 1988, no que tange à Constituição, a Nação mudou. A Constituição mudou na sua elaboração, mudou na definição dos Poderes. Mudou restaurando a federação, mudou quando quer mudar o homem cidadão. E é só cidadão quem ganha justo e suficiente salário, lê e escreve, mora, tem hospital e remédio, lazer quando descansa.

              A Nação nos mandou executar um serviço. Nós o fizemos com amor, aplicação e sem medo.

            A Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa ao admitir a reforma. Quanto a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca.

            Quando, após tantos anos de lutas e sacrifícios, promulgamos o Estatuto do Homem, da Liberdade e da Democracia, bradamos por imposição de sua honra.

          Nós, os legisladores, ampliamos os nossos deveres. Teremos de honrá-los. A Nação repudia a preguiça, a negligência e a inépcia.

        O povo é o superlegislador habilitado a rejeitar pelo referendo os projetos aprovados pelo Parlamento.

             Não é a Constituição perfeita, mas será útil, pioneira, desbravadora.

             Termino com as palavras com que comecei esta fala.

             A Nação quer mudar. A Nação deve mudar. A Nação vai mudar. A Constituição pretende ser a voz, a letra, a vontade política da sociedade rumo à mudança.

             Que a promulgação seja o nosso grito.

             Mudar para vencer. Muda, Brasil!


    Disponível em: www.senadofederal.br. Acesso em: 30 out. 2021.


    O discurso de Ulysses Guimarães apresenta características de duas funções da linguagem: ora revela a subjetividade de quem vive um momento histórico, ora busca informar a população sobre a Carta Magna. Essas duas funções manifestam-se, respectivamente, nos trechos:
    Escolha uma alternativa para a questão 60d96a3b-49
  • Linguagens

    Português

    Tiranos de nós mesmos: a servidão voluntária na era da sociedade do desempenho

          Byung-Chul Han, no opúsculo Sociedade do cansaço, discute a ascensão de um novo paradigma social, em que a sociedade disciplinar de Foucault é substituída pela sociedade do desempenho. Esse novo modelo social é movido por um imperativo de maximizar a produção. Nós, sujeitos de desempenho, somos constante e sistematicamente pressionados a aperfeiçoar nossa performance e a aumentar nossa produção.

         A crença subjacente, segundo Han, é a de que nada é impossível. Nós podemos fazer tudo. Estamos constantemente pressionados por um poder fazer ilimitado. É um excesso de positividade, que se constitui em verdadeira violência neuronal.

            E por isso produzimos. Produzimos até a exaustão. E, mesmo cansados, continuamos produzindo. Uma meta é sempre substituída por outra. A tarefa nunca acaba. É frustrante e esgotante. O resultado é uma sociedade que gera fracassados e depressivos, a quem só resta recorrer a medicamentos para continuar produzindo mais eficientemente.

    Disponível em: http://justificando.cartacapital.com.br. Acesso em: 24 ago. 2017 (adaptado).


    Com base nessa reflexão acerca do livro Sociedade do cansaço, que discute o novo modelo da sociedade do desempenho, o resenhista a
    Escolha uma alternativa para a questão 60cbe0e3-49
  • Linguagens

    Português

           A historiografia do país demonstra que foi necessário considerável esforço do colonizador português em impor sua língua pátria em um território tão extenso. Trata-se de um fenômeno político e cultural relevante o fato de, na atualidade, a língua portuguesa ser a língua oficial e plenamente inteligível de norte a sul do país, apesar das especificidades e da grande diversidade dos chamados “sotaques” regionais. Esse empreendimento relacionado à imposição da língua portuguesa foi adotado como uma das estratégias de dominação, ocupação e demarcação das fronteiras do território nacional, sucessivamente, em praticamente todos os períodos e regimes políticos. Da Colônia ao Império, da República ao Estado Novo e daí em diante.

            Tomemos como exemplo o nheengatu, uma língua baseada no tupi antigo e que foi fruto do encontro, muitas vezes belicoso e violento, entre o colonizador e as populações indígenas da costa brasileira e de grande parte da Amazônia. Foi a língua geral de comunicação no período colonial até ser banida pelo Marquês de Pombal, a partir de 1758, caindo em pleno processo de desuso e decadência a partir de então. Foram falantes de nheengatu que nominaram uma infinidade de lugares, paisagens, acidentes geográficos, rios e até cidades. Atualmente, resta um pequeno contingente de falantes dessa língua no extremo norte do país. É utilizada como língua franca em regiões como o Alto Rio Negro, sendo inclusive fator de afirmação étnica de grupos indígenas que perderam sua língua original, como os Barés, Arapaços, Baniwas e Werekenas.


    Disponível em: http://desafios.ipea.gov.br. Acesso em: 20 out. 2021 (adaptado).


    Da leitura do texto, depreende-se que o patrimônio linguístico brasileiro é
    Escolha uma alternativa para a questão 60c79c2e-49
  • Linguagens

    Português

    A busca do “texto oculto” na leitura de notícias


       Os meus colegas jornalistas que me perdoem, mas não dá mais para ler uma notícia de jornal apenas pelo que está publicado. O nosso universo informativo ficou muito mais complexo depois do surgimento da avalanche informativa na internet.

       Esse fenômeno, inédito na história do jornalismo, está nos obrigando a tomar uma notícia de jornal apenas como um ponto de partida para uma análise que, necessariamente, envolve a preocupação em descobrir o contexto do que foi publicado. A notícia de jornal não é mais a verdade definitiva, mas a porta de entrada numa realidade desconhecida e inevitavelmente complexa, contraditória e diversa.

      A principal mudança que todos nós teremos que incorporar às nossas rotinas informativas é a necessidade de sermos críticos em relação às notícias que leremos, ouviremos ou assistiremos.

       A busca de um novo modelo de formatação de notícias baseado numa cultura da diversificação informativa está apenas começando. O público passou a ter uma importância estratégica na atividade profissional porque os jornalistas necessitam, cada vez mais, dos blogs pessoais, das páginas da web e das postagens em redes sociais como fonte de notícias. A histórica dependência de fontes governamentais e corporativas está rapidamente sendo substituída pela notícia oriunda de comunidades, grupos sociais organizados e influenciadores digitais. A agenda de notícias das elites perde espaço para a agenda do público.

        É essa nova forma de ver a realidade que está na base da necessidade do chamado “texto oculto”, um jargão acadêmico para uma diversificação na nossa nova forma de ler, ouvir e ver notícias.

    CASTILHO, C. Disponível em: www.observatoriodaimprensa.com.br. Acesso em: 30 out. 2021 (adaptado).



    Ao problematizar os modos de ler notícias e a necessidade de se buscar o chamado “texto oculto”, o texto defende que esse processo implicará
    Escolha uma alternativa para a questão 60c0fad9-49
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2023, Grafia e Emprego de Iniciais Maiúsculas




    Esse cartaz tem como função social conquistar clientes para um evento turístico, e, por isso, seria recomendável que fosse escrito na norma-padrão da língua portuguesa. O comentário acrescentado por um interlocutor sugere que a grafia incorreta da palavra “excursão” 
    Escolha uma alternativa para a questão 60bea129-49
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2023, Interpretação de Textos




    Nessa conversa por aplicativo, em que se evidencia uma forma de preconceito, a atendente avaliou a candidata a uma vaga de emprego pelo(a)
    Escolha uma alternativa para a questão 60bc6a4b-49
  • Linguagens

    Português

    Preconceito: do latim prae, antes, e conceptus, conceito, esse termo pode ser definido como o conjunto de crenças e valores aprendidos, que levam um indivíduo ou um grupo a nutrir opiniões a favor ou contra os membros de determinados grupos, antes de uma efetiva experiência com eles. Tecnicamente, portanto, existe um preconceito positivo e um negativo, embora, nas relações raciais e étnicas, o termo costume se referir ao aspecto negativo de um grupo herdar ou gerar visões hostis a respeito de um outro, distinguível com base em generalizações. Essas generalizações derivam invariavelmente da informação incorreta ou incompleta a respeito do outro grupo.

    CASHMORE, E. Dicionário de relações étnicas e raciais. São Paulo: Selo Negro, 2000 (adaptado).




    Nesse verbete de dicionário, a apropriação adequada do uso padrão da língua auxilia no estabelecimento
    Escolha uma alternativa para a questão 60ba4e8b-49
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I


          Há uma geração inteira sem conseguir emprego. Grande parte sonha com um concurso público. Não é novidade, multidões sempre correram atrás de emprego municipal, estadual ou federal. Espanta é a disposição para trabalhar em qualquer área, fora do que consideravam sua vocação. Em crise, vocação é ter salário. Há quem continue na casa dos pais, indefinidamente. Ou quem volte. O problema é que nem sempre dá certo. Mães e pais que têm aposentadoria ainda asseguram a sobrevivência dos filhos. É uma geração à deriva.

    CARRASCO, W. Disponível em: http://epoca.globo.com. Acesso em: 23 ago. 2017 (adaptado).



    TEXTO II


         Ah, a casa da avó! Sinônimo de comidinha gostosa, muita brincadeira, vontades feitas. O imaginário de muita gente traz da infância as melhores lembranças da casa da avó. Mas o que para muitos é apenas um local para brincadeiras e férias, para outros, nos últimos tempos, tem sido sinônimo da casa principal, onde os netos moram e são criados.

        Não só o mercado de trabalho levou as crianças para a casa das avós em tempo integral, mas também a sociedade moderna, com o divórcio e as novas constituições familiares. Com o divórcio, a correria do dia a dia no mercado de trabalho e a própria emancipação da mulher, muitas mães delegaram aos avós a tarefa de criar seus filhos.


    MAIA, K. Disponível em: www.cnte.org.br. Acesso em: 23 ago. 2017 (adaptado).



    Esses dois textos têm temáticas diferentes, na medida em que o Texto I trata da volta dos filhos à casa dos pais, e o Texto II, da permanência dos netos na casa dos avós. Entretanto, eles se aproximam no que diz respeito
    Escolha uma alternativa para a questão 60af7c97-49
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2023, Interpretação de Textos




    No cartum, o confronto entre primatas produz um efeito de humor que se vincula à função social de

    Escolha uma alternativa para a questão 60ab24fb-49
  • Linguagens

    Português

       O boato insiste em ser um gênero da comunicação. Um rumor pode nascer da má-fé, do mal-entendido ou de uma trapalhada qualquer. O primeiro impulso é acreditar, porque: 1 - confiamos em quem o transmite; 2 - é fisicamente impossível verificar a veracidade de tudo; 3 - os meios de comunicação estão sistematicamente relapsos com a verificação de seus conteúdos e, se eles fazem isso, o que nos impede?

        O boato não informa, mas ensina: mostra como uma sociedade se prepara para tomar posição. A nossa tem se aplicado na tarefa de desmantelar equipes de jornalistas que dão nome de “informação” a todo tipo de “copia e cola” difundido pela internet como se fosse um fato verídico. A comunicação atual depende, cada vez mais, do modo como vamos lidar com os rumores.

    PEREIRA JR., L. C. Língua Portuguesa, n. 93, jul. 2013 (adaptado).



    Em relação aos boatos que circulam ininterruptamente na internet, esse texto reconhece a importância da posição tomada pelo internauta leitor ao
    Escolha uma alternativa para a questão 60a90ade-49
  • Linguagens

    Português

    Reciclagem de hábitos ajuda a enfrentar a crise


    Todo início de ano as pessoas fazem uma lista de propósitos para serem perseguidos ao longo dos próximos 12 meses. Ao que tudo indica, o próximo ano será um período de extrema dificuldade. Reciclar pode ser uma alternativa.

    Esse conceito — por ser muito abrangente — nos propicia uma reflexão. No dia a dia pessoal, dentro de casa, podemos reciclar roupas, sapatos, objetos de uso pessoal etc. Ou seja, ao adotarmos tal atitude, não gastamos o escasso e suado dinheiro disponível. Vale também minimizar desperdícios. A vantagem dessa “consciência ecológica” acaba por beneficiar o meio ambiente e também o bolso.

    Reciclar hábitos é muito difícil. Quantos se lembram de apagar a luz quando deixam um ambiente? E de desligar o chuveiro quando estão se ensaboando?

    Se estou desempregado ou com pouco dinheiro, não preciso ir à academia (e me endividar ainda mais) para cuidar da saúde. Caminhar pelos parques ou jardins pode ser uma alternativa. Quantas vezes nos deparamos com pessoas andando — ou correndo — nas ruas? Isso pode ser imitado. Não tem custo algum!

    E nas finanças pessoais? Disciplina, disciplina. Reduzir o consumo desenfreado, os gastos desnecessários e pesquisar muito antes de comprar o que é realmente essencial: supermercado, farmácia etc. Na verdade, as compras passam por gestão. Se compro roupa nova (necessária), deixo para comprar sapato ou bolsa no mês que vem. Além de evitar o endividamento numa hora de emprego difícil e renda baixa, o planejamento de gastos torna-se essencial.

    Quem consegue poupar R$ 10,00 por semana terá R$ 40,00 no final do mês. Ao longo do ano, terá acumulado quase R$ 500. Sem sofrimento. Não foi uma reciclagem de hábito?


    CALIL, M. Disponível em: http://noticias.uol.com.br. Acesso em: 24 ago. 2017 (adaptado).


    Para convencer o leitor de que a reciclagem de hábitos ajuda a enfrentar a crise, o autor desse texto
    Escolha uma alternativa para a questão 60a6e0b4-49
  • Linguagens

    Literatura

    Harmonia do equilíbrio!
    Cega dinâmica embaraçada entre linhas
    De força magnética!
    Em hélices seguindo e refletindo: dança de elétrons

    [e prótons

    Matéria-máter do mundo.
    Poeira do sol, poeira do som, poeira de luz
    Poeira!
    Poeira da memória, da memória dos homens
    Que irá se perder um dia no universo
    — Cada átomo possui um número infinito de

     [partículas

    — Cada partícula um número infinito de partículas
    — Cada partícula de partícula um número...



    Imagem da questão de Literatura, ENEM 2023, Escolas Literárias



    Que são feitas as ondas e as partículas
    Num torvelinho de moídos corpos simples:
    — Farinha de energias finíssimas e raras —
    Selênio, Rubídio, Colúmbio, Germânio,
    Samário, Rutênio, Paládio, Lutécio.

    CARDOZO, J. Poemas selecionados. Recife: Bagaço, 1996 (fragmento).

    O fragmento remete a uma composição poética inspirada no Futurismo das vanguardas modernistas, pois
    Escolha uma alternativa para a questão 60a08200-49
  • Linguagens

    Português

         Bondade fazia jus ao apelido. Não tinha pouso certo. Morava em lugar algum, a não ser no coração de todos.

         — Para que ter pouso certo? — dizia ele. — Homem devia ser que nem passarinho, ter asas para voar. Já rodei. Já vivi favela e mais favela, já vivi debaixo de pontes, viadutos... Já vivi matos e cidades. Já vaguei, vaguei... Muito tempo estou por aqui nesta favela. Aqui é grande como uma cidade. Há tanto barraco para entrar, tanta gente para se gostar!

         O tempo ia passando, Bondade ficando ali. Comia em casa de um, bebia em casa de outro. Era amigo comum de dois ou mais inimigos. Não era traidor nem mediador também. Quando chegava à casa de um, por mais que indagassem, por mais que futricassem, Bondade não abria a boca. Desconversava, conversava, e a intriga morria logo. Vivia intensamente cada lugar em que chegava. Cada casa, cada pessoa, cada miséria e grandeza a seu tempo certo, no seu exato momento.


    EVARISTO, C. Becos da memória. Rio de Janeiro: Pallas, 2018.


    No texto, o apelido dado ao personagem incorpora valores humanos relativos à sua
    Escolha uma alternativa para a questão 609c1d04-49
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I

    O homem atual está sacrificando conhecimentos profundos de qualidade em prol de informações cada vez mais reduzidas, o que dá uma imagem incompleta do mundo em que cremos viver. Por isso as numerosas notícias de hoje serão esquecidas amanhã, uma vez que serão substituídas por outras numerosas notícias. Quanto mais informações tem uma sociedade, um acúmulo excessivo, menos memória guardamos, o que diminui sua profundidade histórica, e, por conseguinte, também a capacidade que se tem para conduzi-la com as nossas próprias mãos.


    Disponível em: www.revistaesfinge.com.br. Acesso em: 13 out. 2021 (adaptado).


    TEXTO II


                                  Esc (Caverna digital)
    O que Maria vê
    Seu João não vê
    Dentro de cada universo
    Cada um enxerga e sente
    Com seu cada qual


    O que Francisco diz
    Bia num entendeu
    Já tinha visto tanta coisa
    Que na sua cabeça tudo logo se perdeu


    Me faz lembrar onde estamos
    Digitalmente perdidos
    Me faz lembrar nosso rumo
    Liquidamente entretidos [...]
    Lá fora um vendaval (aqui na)
    Caverna digital
    Ficamos inventando histórias
    Uma ilusão perfeita do que era pra ser
    Olho que tudo vê
    Ela ele você

                                    SCALENE. Magnitite. São Paulo: Red Bull Studios, 2017 (fragmento).



    Na comparação entre os dois textos, constata-se que a crítica comum a ambos refere-se ao(à)
    Escolha uma alternativa para a questão 608ef7e4-49
  • Linguagens

    Inglês

    Letter to the Editor


       Michael Gerson’s Oct. 19 Tuesday Opinion column, “The state laboratory of idiocracy strikes again” did not highlight the disservice done to the Black community or any other minority group affected by White history. I wonder about how this will manipulate the perceptions of minorities in the eyes of students. The misguided stereotypes and assumptions perpetuated by these curriculum restrictions will likely prevent Black Americans from expressing themselves safely.

        It’s plausible to assume that continued miseducation over generations could create a sense of false comfort for Black Americans. Without proper access to history, minorities might begin to forget the oppression they have faced and the injustices they are currently dealing with. Lacking this vital historical education only serves to continue the longstanding issue of misinformation in modern generations.

       The problems are only the start of the issues that could begin to plague the American education system.

         Riley Kilcarr, Springfield.

    Disponível em: www.washingtonpost.com. Acesso em: 29 out. 2021.



    O autor dessa carta se reporta ao editor de um jornal para
    Escolha uma alternativa para a questão 608a88ed-49
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, ENEM 2023, Interpretação de texto | Reading comprehension




    Os recursos verbais e não verbais do cartum fazem referência a situações comuns em aeroportos, motivadas pelo fato de que os(as)

    Escolha uma alternativa para a questão 60883b1d-49