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Prova de 2019: Universidade Estadual de Londrina (UEL) — questões com gabarito

31 questões da prova de 2019 de Universidade Estadual de Londrina (UEL), em Português, Literatura. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

Matérias nesta prova

Resultados

31 questões encontradas. Mostrando a página 2 de 2.

  • 21240ACF-32

    Português

    Interpretação de Textos
    UEL · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto extraído do segundo ato de O demônio familiar e responda à questão

    EDUARDO (Rindo-se) -– Eis um corretor de casamentos, que seria um achado precioso para certos indivíduos do meu conhecimento! Vou tratar de vender-te a algum deles para que possas aproveitar teu gênio industrioso.
    PEDRO -– Oh! Não! Pedro quer servir a meu senhor! Vosmecê perdoa; foi para ver senhor rico!
    EDUARDO -– E o que lucras tu com isto?! Sou tão pobre que te falte com aquilo de que precisas? Não te trato mais como um amigo do que como um escravo?
    PEDRO — Oh! Trata muito bem, mas Pedro queria que o senhor tivesse muito dinheiro e comprasse carro bem bonito para... EDUARDO -– Para... Dize!
    PEDRO -– Para Pedro ser cocheiro de senhor!
    EDUARDO -– Então a razão única de tudo isto é o desejo que tens de ser cocheiro?
    PEDRO — Sim, senhor!
    EDUARDO — (Rindo-se) -– Muito bem! Assim, pouco te importava que eu ficasse mal com a pessoa que estimava; que me casasse com uma velha ridícula, que vivesse maçado e aborrecido, contanto que governasses dois cavalos em um carro! Tens razão!... E eu ainda devo dar-me por muito feliz, que fosse esse motivo frívolo, mas inocente, que te obrigasse a trair a minha confiança. (Eduardo sai.)

    ALENCAR, José de. O demônio familiar. 4. ed. São Paulo: Martin Claret, 2013. p. 54-55. 
    Quanto à relação entre Eduardo e Pedro, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 21240acf-32
  • 212112CE-32

    Literatura

    Escolas Literárias
    UEL · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto extraído do segundo ato de O demônio familiar e responda à questão

    EDUARDO (Rindo-se) -– Eis um corretor de casamentos, que seria um achado precioso para certos indivíduos do meu conhecimento! Vou tratar de vender-te a algum deles para que possas aproveitar teu gênio industrioso.
    PEDRO -– Oh! Não! Pedro quer servir a meu senhor! Vosmecê perdoa; foi para ver senhor rico!
    EDUARDO -– E o que lucras tu com isto?! Sou tão pobre que te falte com aquilo de que precisas? Não te trato mais como um amigo do que como um escravo?
    PEDRO — Oh! Trata muito bem, mas Pedro queria que o senhor tivesse muito dinheiro e comprasse carro bem bonito para... EDUARDO -– Para... Dize!
    PEDRO -– Para Pedro ser cocheiro de senhor!
    EDUARDO -– Então a razão única de tudo isto é o desejo que tens de ser cocheiro?
    PEDRO — Sim, senhor!
    EDUARDO — (Rindo-se) -– Muito bem! Assim, pouco te importava que eu ficasse mal com a pessoa que estimava; que me casasse com uma velha ridícula, que vivesse maçado e aborrecido, contanto que governasses dois cavalos em um carro! Tens razão!... E eu ainda devo dar-me por muito feliz, que fosse esse motivo frívolo, mas inocente, que te obrigasse a trair a minha confiança. (Eduardo sai.)

    ALENCAR, José de. O demônio familiar. 4. ed. São Paulo: Martin Claret, 2013. p. 54-55. 
    Sobre as relações entre O demônio familiar e o Romantismo, considere as afirmativas a seguir.

    I. O vínculo da peça com o Romantismo decorre do franco abolicionismo, apesar da negação da concessão de alforria a Pedro.
    II. A comicidade da peça realça a tonalidade romântica, pois expõe a fragilidade da nobreza de caráter como marca central do estilo de época.
    III. A defesa da família e o discurso moralista predominam como forma de exaltação de valores românticos.
    IV. A relevância dos relacionamentos amorosos como tópicos centrais da peça contribui para acentuar as conexões com o Romantismo.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 212112ce-32
  • 211DB66B-32

    Literatura

    Escolas Literárias
    UEL · 2019Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto extraído do segundo ato de O demônio familiar e responda à questão

    EDUARDO (Rindo-se) -– Eis um corretor de casamentos, que seria um achado precioso para certos indivíduos do meu conhecimento! Vou tratar de vender-te a algum deles para que possas aproveitar teu gênio industrioso.
    PEDRO -– Oh! Não! Pedro quer servir a meu senhor! Vosmecê perdoa; foi para ver senhor rico!
    EDUARDO -– E o que lucras tu com isto?! Sou tão pobre que te falte com aquilo de que precisas? Não te trato mais como um amigo do que como um escravo?
    PEDRO — Oh! Trata muito bem, mas Pedro queria que o senhor tivesse muito dinheiro e comprasse carro bem bonito para... EDUARDO -– Para... Dize!
    PEDRO -– Para Pedro ser cocheiro de senhor!
    EDUARDO -– Então a razão única de tudo isto é o desejo que tens de ser cocheiro?
    PEDRO — Sim, senhor!
    EDUARDO — (Rindo-se) -– Muito bem! Assim, pouco te importava que eu ficasse mal com a pessoa que estimava; que me casasse com uma velha ridícula, que vivesse maçado e aborrecido, contanto que governasses dois cavalos em um carro! Tens razão!... E eu ainda devo dar-me por muito feliz, que fosse esse motivo frívolo, mas inocente, que te obrigasse a trair a minha confiança. (Eduardo sai.)

    ALENCAR, José de. O demônio familiar. 4. ed. São Paulo: Martin Claret, 2013. p. 54-55. 
    A fala de Eduardo a respeito de ser pobre em O demônio familiar levanta a questão da representação dos pobres em textos literários. Assinale a alternativa que contém a correta correlação entre a obra referida e a temática da pobreza.
    Escolha uma alternativa para a questão 211db66b-32
  • 211A7CFD-32

    Português

    Interpretação de Textos
    UEL · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre as trajetórias de personagens femininas nas obras, considere as afirmativas a seguir.

    I. Teresa, de Amor de perdição, é uma típica personagem romântica, perseguida por sofrimentos, enquanto Henriqueta, de O demônio familiar, prepara várias artimanhas para ludibriar seus pretendentes, sem portar- -se de modo honrado.
    II. Clara, em Clara dos Anjos, resolve tornar-se prostituta após ter sido abandonada grávida pelo namorado, enquanto Madama Carlota, a cartomante de A hora da estrela, relata ter vivido muitos infortúnios, incluindo a prostituição.
    III. Carlotinha, de O demônio familiar, é uma jovem espevitada que ousa rejeitar um pretendente indesejado, enquanto Alice, de Quarenta dias, assume o encargo de localizar o jovem desaparecido, a despeito de estar numa cidade pouco conhecida.
    IV. Glória, colega de trabalho de Macabéa, em A hora da estrela, põe seus desejos e sensualidade acima do senso de amizade, enquanto Norinha, a filha de Alice, em Quarenta dias, tem um percurso individualista ao submeter a mãe a grandes alterações de hábitos.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 211a7cfd-32
  • 2115B3F2-32

    Português

    Interpretação de Textos
    UEL · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
    O livro A hora da estrela apresenta, em seu início, uma relação com mais de dez títulos alternativos. Assinale a alternativa em que o título alternativo é explicado corretamente.
    Escolha uma alternativa para a questão 2115b3f2-32
  • 2112491A-32

    Português

    Interpretação de Textos
    UEL · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho a seguir.

    “Não se arrependeu um só instante de ter rompido com Macabéa pois seu destino era o de subir para um dia entrar no mundo dos outros. Ele tinha fome de ser outro.”
    LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. 10. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 75.

    Com base no trecho, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 2112491a-32
  • 210DD7B3-32

    Português

    Interpretação de Textos
    UEL · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia os trechos a seguir, extraídos de A hora da estrela, de Clarice Lispector, e responda à questão

    (Há os que têm. E há os que não têm. É muito simples: a moça não tinha. Não tinha o quê? É apenas isso mesmo: não tinha. Se der para me entenderem, está bem. Se não, também está bem. Mas por que trato dessa moça quando o que mais desejo é trigo puramente maduro e ouro no estio?)
    [...]
    (Ela me incomoda tanto que fiquei oco. Estou oco desta moça. E ela tanto mais me incomoda quanto menos reclama. Estou com raiva. Uma cólera de derrubar copos e pratos e quebrar vidraças. Como me vingar? Ou melhor, como me compensar? Já sei: amando meu cão que tem mais comida do que a moça. Por que ela não reage? Cadê um pouco de fibra? Não, ela é doce e obediente.)
    LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. 10. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 32-33.
    Sobre os trechos, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 210dd7b3-32
  • 2109ED79-32

    Português

    Interpretação de Textos
    UEL · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia os trechos a seguir, extraídos de A hora da estrela, de Clarice Lispector, e responda à questão

    (Há os que têm. E há os que não têm. É muito simples: a moça não tinha. Não tinha o quê? É apenas isso mesmo: não tinha. Se der para me entenderem, está bem. Se não, também está bem. Mas por que trato dessa moça quando o que mais desejo é trigo puramente maduro e ouro no estio?)
    [...]
    (Ela me incomoda tanto que fiquei oco. Estou oco desta moça. E ela tanto mais me incomoda quanto menos reclama. Estou com raiva. Uma cólera de derrubar copos e pratos e quebrar vidraças. Como me vingar? Ou melhor, como me compensar? Já sei: amando meu cão que tem mais comida do que a moça. Por que ela não reage? Cadê um pouco de fibra? Não, ela é doce e obediente.)
    LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. 10. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 32-33.
    Com base nos trechos e na leitura do romance, considere as afirmativas a seguir.

    I. O uso da primeira pessoa explica-se por se tratar de uma fala do narrador-personagem dirigida à outra personagem da história.
    II. A referência à intransitividade deliberada do verbo “ter” no trecho corresponde tanto a um uso peculiar da linguagem em outras passagens do livro quanto à insignificância da protagonista.
    III. O fato de haver referência à personagem como “a moça” deve-se ao recurso de retardar o momento de informar seu nome, o que ocorre apenas quando ela encontra Olímpico.
    IV. O “trigo puramente maduro” constitui uma imagem de esplendor que se caracteriza como o contrário do perfil da personagem da moça.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 2109ed79-32
  • 210653C5-32

    Português

    Interpretação de Textos
    UEL · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir, que contém o início do conto “A menina do futuro torcido”, incluído em Vozes anoitecidas, de Mia Couto, e responda à questão:

    Joseldo Bastante, mecânico da pequena vila, punha nos ouvidos a solução da sua vida. Viajante que passava, carro que parava, ele aproximava e capturava as conversas. Foi assim que chegou de ouvir um destino para sua filha mais velha, Filomeninha. Durante toda uma semana, chegavam da cidade notícias de um jovem que fazia sucesso virando e revirando o corpo, igual uma cobra. O rapaz tinha sido contratado por um empresário para exibir suas habilidades, confundir o trás para a frente. Percorria as terras e o povo corria para lhe ver. Assim, o jovem ganhou dinheiro até encher caixas, malas e panelas. Só devido das dobragens e enrolamentos da espinha e seus anexos. O contorcionista era citado e recitado pelos camionistas e cada um aumentava uma volta nas vantagens elásticas do rapaz. Chegaram mesmo a dizer que, numa exibição, ele se amarrou no próprio corpo como se fosse um cinto. Foi preciso o empresário ajudar para desatar o nó; não fosse isso, ainda hoje o rapaz estaria cintado.

    COUTO, Mia. Vozes anoitecidas. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 127.
    Assinale a alternativa que explica corretamente a frase: “O contorcionista era citado e recitado pelos camionistas e cada um aumentava uma volta nas vantagens elásticas do rapaz.”
    Escolha uma alternativa para a questão 210653c5-32
  • 210196A4-32

    Português

    Interpretação de Textos
    UEL · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir, que contém o início do conto “A menina do futuro torcido”, incluído em Vozes anoitecidas, de Mia Couto, e responda à questão:

    Joseldo Bastante, mecânico da pequena vila, punha nos ouvidos a solução da sua vida. Viajante que passava, carro que parava, ele aproximava e capturava as conversas. Foi assim que chegou de ouvir um destino para sua filha mais velha, Filomeninha. Durante toda uma semana, chegavam da cidade notícias de um jovem que fazia sucesso virando e revirando o corpo, igual uma cobra. O rapaz tinha sido contratado por um empresário para exibir suas habilidades, confundir o trás para a frente. Percorria as terras e o povo corria para lhe ver. Assim, o jovem ganhou dinheiro até encher caixas, malas e panelas. Só devido das dobragens e enrolamentos da espinha e seus anexos. O contorcionista era citado e recitado pelos camionistas e cada um aumentava uma volta nas vantagens elásticas do rapaz. Chegaram mesmo a dizer que, numa exibição, ele se amarrou no próprio corpo como se fosse um cinto. Foi preciso o empresário ajudar para desatar o nó; não fosse isso, ainda hoje o rapaz estaria cintado.

    COUTO, Mia. Vozes anoitecidas. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 127.
    O trecho contém uma frase significativa tanto para este conto quanto para outros contos do livro: “O rapaz tinha sido contratado por um empresário para exibir suas habilidades, confundir o trás para a frente.”. Sobre a relação desse trecho com os outros contos do livro, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 210196a4-32
  • 20F7F0D9-32

    Português

    Interpretação de Textos
    UEL · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir, que contém o início do conto “A menina do futuro torcido”, incluído em Vozes anoitecidas, de Mia Couto, e responda à questão:

    Joseldo Bastante, mecânico da pequena vila, punha nos ouvidos a solução da sua vida. Viajante que passava, carro que parava, ele aproximava e capturava as conversas. Foi assim que chegou de ouvir um destino para sua filha mais velha, Filomeninha. Durante toda uma semana, chegavam da cidade notícias de um jovem que fazia sucesso virando e revirando o corpo, igual uma cobra. O rapaz tinha sido contratado por um empresário para exibir suas habilidades, confundir o trás para a frente. Percorria as terras e o povo corria para lhe ver. Assim, o jovem ganhou dinheiro até encher caixas, malas e panelas. Só devido das dobragens e enrolamentos da espinha e seus anexos. O contorcionista era citado e recitado pelos camionistas e cada um aumentava uma volta nas vantagens elásticas do rapaz. Chegaram mesmo a dizer que, numa exibição, ele se amarrou no próprio corpo como se fosse um cinto. Foi preciso o empresário ajudar para desatar o nó; não fosse isso, ainda hoje o rapaz estaria cintado.

    COUTO, Mia. Vozes anoitecidas. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 127.
    Quanto ao destino de Filomeninha, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 20f7f0d9-32