Geografia
- Globalização
- Prova de 2019
- UEMG
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: CEA2033D-00
Prova
438 questões da prova de 2019 de Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), em Biologia, Português, Química, Geografia e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.
Quem anda pelas ruas de Mumbai, a capital econômica da Índia, não imagina que, por trás de tanta miséria, caos social e analfabetismo extremo, exista tanta tecnologia de ponta e coleções de Prêmio Nobel. A sede do IV Fórum Social Mundial foi, por si só, uma aula sobre os contrastes sociais do mundo moderno.
Lixo na rua, trânsito caótico, ausência de saneamento básico, desemprego em alta, enorme déficit habitacional, mais de 300 milhões de analfabetos... E ao mesmo tempo, como podem ter tecnologia de ponta em softwares, pesquisas avançadas na área de saúde, uma elite científica.
(Disponível em: http://www.confea.org.br/revista/materias/edicao_17/materia_11/materia.asp. Acesso em: 05/05/2007. Adaptado.)
Milton Santos, importante geógrafo brasileiro, dizia que um conjunto de técnicas baseadas na ciência e uma determinada forma política de utilizar essas técnicas resultam na globalização perversa. É característica da indústria de alta tecnologia e contradição na vida social da Índia:

Nesta hierarquia urbana da era da globalização, as funções e centralidades das redes estão
relacionadas aos graus mais altos de integração dos fluxos de
Fragmento de textos sobre a transferência da Corte portuguesa para o Brasil.
Se muita coisa mudou, não devemos exagerar o alcance das transformações. A presença da Corte implicava uma alteração do acanhado cenário urbano da Colônia, mas a marca do absolutismo acompanharia a alteração.
(FAUSTO, B. História do Brasil. SP: EDUSP, 2000. p. 127. Adaptado.)
Obviamente, era uma aparência enganadora. Apesar do esforço e da velocidade das mudanças empreendidas por D. João, transformar o Brasil seria uma tarefa muito mais árdua do que se imaginava ao observar as lojas e a pompa das famílias nas ruas da nova sede da Corte portuguesa.
(GOMES, L. 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil. SP: Planeta do Brasil, 2007. p. 227. Adaptado.)
Apesar do grande impulso transformador, o desenvolvimento da América portuguesa,
durante a presença de D. João (1808-1821), foi limitado porque
Cidadania Brasileira
Foi convivendo com todas essas limitações à cidadania política que demandas da classe trabalhadora, articuladas durante a Primeira República, transformaram-se em leis, passando a fazer parte da vida do trabalhador e a integrar seu sentimento de cidadania, que desde então passa pelo exercício de direitos sociais. Para se dimensionar a mudança ocorrida, vale citar algumas das mais importantes medidas implementadas nesse período, entre as quais a carteira de trabalho, o salário mínimo, a Consolidação das Leis do Trabalho, os Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs) e a Justiça do Trabalho.
(GOMES, A. C. Economia e trabalho no Brasil Republicano. In: GOMES, A. C.; PANDOLFI, D. C.; ALBERTI, V. (Org.). A República no Brasil. RJ: FGV, 2010. p. 246.)
O longo processo de construção da cidadania brasileira no século XX foi marcado por inúmeros conflitos, avanços e recuos. Na década de 1930, constata-se que os direitos sociais resultaram
Os empreendimentos culturais se concentram preferencialmente nas áreas das cidades onde vivem as classes sociais A e B. As regiões consideradas pouco atrativas para eventos de grande porte geralmente não recebem tais investimentos. Isso revela que existe um processo de seletividade dos empreendimentos culturais, públicos ou privados, no âmbito das cidades.
Um dos critérios que contribuem para a exclusão de uma região na instalação de um empreendimento cultural é a
O Brasil pode abrigar mais nove fábricas de automóveis, caso os projetos anunciados na edição de 2012 do Salão do Automóvel de São Paulo se confirmem. A lista é composta, em sua maioria, por tradicionais marcas europeias e asiáticas que estão de olho no crescente mercado brasileiro que, de acordo com analistas, poderá tornar-se o terceiro maior do mundo. Muitas delas tinham intenção de chegar apenas via importação, mas o programa anunciado pelo governo em outubro de 2012 coloca o carro estrangeiro em desvantagem competitiva. “Com o novo decreto do governo, quem quiser vender carro no Brasil terá de produzir aqui ou se limitar a uma cota de até 4800 carros ao ano”, diz um fabricante. Para os importados fora da cota, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) será 30 pontos percentuais maior, o que torna muito difícil a concorrência.
(http://goo.gl/jzzUV. Acesso: 25/10/2012. Adaptado.)
As novas fábricas de automóveis a se instalarem no Brasil foram atraídas por uma combinação entre
Governo publica regras do novo regime automotivo
O Brasil dará incentivos fiscais para montadoras com fábricas no país que invistam em inovação e produzam modelos de carros mais baratos, eficientes e ecológicos, segundo o novo regime automotivo anunciado em outubro de 2012. As novas regras estarão em vigor de janeiro de 2013 a dezembro de 2017, e preveem que o governo cobrará um imposto menor sobre os veículos com um mínimo de 65% de peças nacionais, que consumam menos combustível, que emitam menos gases poluentes, que sejam fruto de projetos de inovação no Brasil e que sejam mais baratos para o consumidor. As empresas que não atenderem os requisitos terão que pagar um imposto de pelo menos 30%, o mesmo cobrado das que importam automóveis de países que não fazem parte do Mercosul.
(http://goo.gl/SWbHc. Acesso: 05/10/2012. Adaptado.)
O novo regime automotivo reflete uma mudança na relação entre os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e as empresas privadas após a crise global de 2008, uma vez que
Em 1831, a abdicação de D. Pedro I ao trono significou uma vitória das forças descentralizadoras, e houve o que se convencionou chamar de “experiência republicana”, tendo em vista a eleição direta de regentes, uma espécie de presidente da época, como foi o caso de Diogo de Feijó. No entanto, a abdicação não diminuiu o ímpeto separatista. Ao contrário, o período que se estendeu até 1848 foi caracterizado pelo avanço desse segmento. A elite imperial não só ordenou o massacre dos rebeldes das províncias como, também, procurou criar instituições que viabilizassem o projeto monárquico. Os intelectuais vinculados a esse projeto investiram, por sua vez, no combate aos movimentos separatistas, mostrando que os brasileiros constituíram uma nacionalidade com características próprias.
(DEL PRIORE, M.; VENÂNCIO, R. Uma breve história do Brasil. SP: Planeta do Brasil, 2010. p. 172. Adaptado.)
No contexto político, que se seguiu à abdicação de D. Pedro I (1831), verifica-se que as elites políticas brasileiras buscaram
O crescimento rápido de algumas cidades culmina no fenômeno da metropolização e, nos países pobres, caracteriza-se pela incapacidade de criação de empregos, seja na zona rural, seja em cidades pequenas e médias. Isso que força o deslocamento de milhões de pessoas para as cidades que polarizam a economia de cada país. Acrescente-se a isso o fato desses países, com raras exceções, apresentarem altas taxas de natalidade e, portanto, alto crescimento demográfico, formando o quadro que explica o rápido crescimento das metrópoles no mundo subdesenvolvido.
(http://goo.gl/c979T. Acesso: 09/04/2011. Adaptado.)
O fenômeno da metropolização nos países pobres é uma consequência da
Os tecnopolos (...) constituem os pontos de interconexão dos fluxos mundiais de conhecimento e informações, sendo interligados por uma densa rede de telecomunicações e computadores. São também os centros irradiadores das inovações tecnológicas.
Geralmente, situam-se em cidades pequenas e médias, longe dos antigos centros de industrialização, porém próximo das cidades mais importantes do mundo. Muitos localizamse na região metropolitana das cidades globais, como Tóquio, Londres, Paris, Los Angeles, São Francisco, etc. Dependem da infra-estrutura de transportes e telecomunicações dessas cidades, além de sua estrutura administrativa e financeira.
Neles encontram-se as indústrias da economia informacional, fortemente baseadas na microeletrônica: semicondutores (chips para computadores), informática (equipamentos e sistemas), robótica, telecomunicações e biotecnologia. Esses setores compõem a nova economia.
(MOREIRA, J.C. e SENE, E. Geografia para o Ensino Médio. São Paulo: Scipione, 2002, p 311 e 312 . Adaptado.)
Os tecnopolos se constituem em novas regiões industriais de tecnologia de ponta e exigem reordenamentos espaciais nas áreas onde se localizam, pois
No início de 2008, o governo do Reino Unido, finalmente, anunciou um programa para a construção de novas centrais energéticas nucleares. (...) Energia nuclear é, de longe, o meio mais efetivo de reduzir a emissão de dióxido de carbono (...). O importante é que as cidades exigem um fornecimento constante e econômico de eletricidade que até recentemente veio do carvão e do gás, mas esses recursos estão agora em declínio e não deixam nenhuma alternativa, além da energia nuclear. As megacidades que estão começando a emergir demandarão enormes fluxos de eletricidade e somente uma vigorosa e rápida expansão da energia nuclear poderá satisfazê-los num futuro próximo.
(LOVELOCK, J. Gaia: alerta final. S. P: Intrínseca.)
Para James Lovelock, uma alternativa para frear o aquecimento global é:
No estudo sobre energia solar, três estudantes fizeram as seguintes afirmativas.
Aline: “O Sol é nossa principal fonte de energia, e a origem dessa energia vem das reações nucleares que ocorrem em seu interior”.
Bárbara: “A energia emitida pelo Sol tem origem na ação gravitacional à qual os átomos que compõem o Sol estão submetidos”.
Júlia: “A energia emitida pelo Sol se manifesta de diversas formas, e ele pode ser considerado uma fonte de energia renovável”.
Estão corretas as afirmativas feitas por:
Em uma visita ao Brasil em 1869, Joseph Arthur Gobineau, responsável pela criação das teorias raciais, fez o seguinte depoimento: Nem um só brasileiro tem sangue puro porque os exemplos de casamentos entre brancos e negros são tão disseminados que as nuances de cor são infinitas, causando uma degeneração do tipo mais deprimente tanto nas classes baixas como nas superiores.
(CARONE, I.; BENTO, M. A. S. (Org.). Psicologia social do racismo: Estudos sobre branquitude e branqueamento no Brasil. RJ: Vozes, 2002. p. 14.)
O pensamento de Gobineau, que influenciou setores da elite brasileira no final do século XIX, alimentou um imaginário
Os historiadores passaram a analisar o funcionamento da colônia. A realidade se revelava complexa. No lugar da imagem de colonos engessados pela metrópole, vem à tona um grande dinamismo nas relações comerciais dos principais portos do Brasil com o rio da Prata no sul da América, com Angola, Costa da Mina e Moçambique na África e Índia, e com Goa e Macau na Ásia. O que salta à vista é que muitas dessas áreas não eram de domínio português. Colonos do Brasil, portanto, comercializavam diretamente com outras regiões. Os comerciantes residentes no Brasil, no auge do Sistema Colonial, detinham o monopólio do lucrativo tráfico negreiro – e não a metrópole.
(www.revistadehistoria.com.br/secao/educacao/a-colonia-e-mais-embaixo. Acesso: 02/03/2014. Adaptado.)
As comparações entre a colonização inglesa e a colonização ibérica na América contribuíram para a atribuição de sentidos distintos a essas colonizações, povoamento e exploração, respectivamente. No entanto, a análise do texto revela que as recentes revisões historiográficas ampliaram as interpretações sobre as relações coloniais no clássico modelo de exploração, isso porque na prática a