Pular para o conteúdo

Prova

Prova de 2019: Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) — questões com gabarito

438 questões da prova de 2019 de Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), em Biologia, Português, Química, Geografia e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 438 questões
  • 11 matérias

Resultados: 65 questões

Página 4 de 4

  • Linguagens

    Português

    Apaga o fogo, Mané

    (Adoniran Barbosa)

    Inês saiu dizendo

    que ia comprar um pavio

    pro lampião


    Anoiteceu e ela não voltou

    Fui pra rua feito louco

    Pra saber o que aconteceu

    Procurei na Central

    Procurei no Hospital e no xadrez

    Andei a cidade inteira

    E não encontrei Inês


    Voltei pra casa triste demais

    O que Inês me fez não se faz

    E no chão bem perto do fogão

    encontrei um papel

    escrito assim:

    “Pode apagar o fogo, Mané, que eu não volto mais”.

    (http://goo.gl/BYWps. Acesso: 24/12/2012. Adaptado.)


    Tendo-se em vista a linguagem usada, o bilhete reproduzido no texto está inserido em

    Escolha uma alternativa para a questão fa436fa5-00
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UEMG 2019, Interpretação de Textos


    Nessa tirinha, o contexto retratado tem a intenção de evidenciar que

    Escolha uma alternativa para a questão fa46566a-00
  • Linguagens

    Português

    UM CÃO, APENAS

    Subidos, de ânimo leve e descansado passo, os quarenta degraus do jardim — plantas em flor, de cada lado; borboletas incertas; salpicos de luz no granito —, eis-me no patamar. E a meus pés, no áspero capacho de coco, à frescura da cal do pórtico, um cãozinho triste interrompe o seu sono, levanta a cabeça e fita-me. É um triste cãozinho doente, com todo o corpo ferido; gastas, as mechas brancas do pêlo; o olhar dorido e profundo, com esse lustro de lágrima que há nos olhos das pessoas muito idosas. Com um grande esforço acaba de levantar-se. Eu não lhe digo nada; não faço nenhum gesto. Envergonha-me haver interrompido o seu sono. Se ele estava feliz ali, eu não devia ter chegado. Já que lhe faltavam tantas coisas, que ao menos dormisse: também os animais devem esquecer, enquanto dormem... Ele, porém, levantava-se e olhava-me. Levantava-se com a dificuldade dos enfermos graves: acomodando as patas da frente, o resto do corpo, sempre com os olhos em mim, como à espera de uma palavra ou de um gesto. Mas eu não o queria vexar nem oprimir. Gostaria de ocupar-me dele: chamar alguém, pedir-lhe que o examinasse, que receitasse, encaminhá-lo para um tratamento... Mas tudo é longe, meu Deus, tudo é tão longe. E era preciso passar. E ele estava na minha frente inábil, como envergonhado de se achar tão sujo e doente, com o envelhecido olhar numa espécie de súplica. Até o fim da vida guardarei seu olhar no meu coração. Até o fim da vida sentirei esta humana infelicidade de nem sempre poder socorrer, neste complexo mundo dos homens. Então, o triste cãozinho reuniu todas as suas forças, atravessou o patamar, sem nenhuma dúvida sobre o caminho, como se fosse um visitante habitual, e começou a descer as escadas e as suas rampas, com as plantas em flor de cada lado, as borboletas incertas, salpicos de luz no granito, até o limiar da entrada. Passou por entre as grades do portão, prosseguiu para o lado esquerdo, desapareceu. Ele ia descendo como um velhinho andrajoso, esfarrapado, de cabeça baixa, sem firmeza e sem destino. Era, no entanto, uma forma de vida. Uma criatura deste mundo de criaturas inumeráveis. Esteve ao meu alcance; talvez tivesse fome e sede: e eu nada fiz por ele; ameio, apenas, com uma caridade inútil, sem qualquer expressão concreta. Deixei-o partir, assim humilhado, e tão digno, no entanto: como alguém que respeitosamente pede desculpas de ter ocupado um lugar que não era seu. Depois pensei que todos nós somos, um dia, esse cãozinho triste, à sombra de uma porta. E há o dono da casa, e a escada que descemos, e a dignidade final da solidão.

    (Cecília Meireles. Janela mágica. São Paulo: Moderna, 1988.)


    Entre as palavras e expressões destacadas no texto, estão listadas abaixo aquelas que se referem ao cãozinho:

    I. “Eu não lhe digo nada (...)”.

    II. “Deixei-o partir, assim humilhado (...)”

    III. “(...) um cãozinho triste interrompe seu sono (...)”.

    IV. “Até o fim da vida sentirei esta humana infelicidade (...)”.

    V. “Gostaria de ocupar-me dele: chamar alguém, pedir-lhe que o examinasse (...)”.


    Os trechos em que as expressões negritadas referem-se apenas ao cãozinho são

    Escolha uma alternativa para a questão fa49154a-00
  • Linguagens

    Português

    Considere a concordância nas seguintes frases:


    I. A moça usava uma saia verde-clara.

    II. Muito-obrigada, disse ela, meia confusa.

    III. Eles mesmo foram enganados pela espertinha.

    IV. Fomos nós quem pintamos a casa, mas fui quem pintou o muro.


    São corretas apenas as frases:

    Escolha uma alternativa para a questão fa4c7c28-00
  • Linguagens

    Português

    Observe a reprodução de 4 diferentes textos.


    Imagem da questão de Português, UEMG 2019, Gêneros Textuais


    Esses gêneros textuais, segundo a ordem numérica acima, podem ser encontrados nos seguintes suportes:

    Escolha uma alternativa para a questão fa4f5bbc-00