História
- História do Brasil
- Prova de 2019
- UEMG
- Dificuldade: Muito fácil
- Código da questão: 0A49A0A4-00
Prova
438 questões da prova de 2019 de Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), em Biologia, Português, Química, Geografia e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.
Associe as duas colunas, relacionando os dois momentos de ditadura no Brasil com suas respectivas características.
Momentos da ditadura no Brasil
1. Ditadura do Estado Novo.
2. Ditadura Civil-Militar de 1964.
Características
( ) Repressão aos trabalhadores.
( ) Populismo.
( ) Consolidação das leis trabalhistas.
( ) Economia aberta ao capital estrangeiro.
( ) Criação da indústria de base.
A sequência correta dessa associação é:
Fragmento de textos sobre a transferência da Corte portuguesa para o Brasil.
Se muita coisa mudou, não devemos exagerar o alcance das transformações. A presença da Corte implicava uma alteração do acanhado cenário urbano da Colônia, mas a marca do absolutismo acompanharia a alteração.
(FAUSTO, B. História do Brasil. SP: EDUSP, 2000. p. 127. Adaptado.)
Obviamente, era uma aparência enganadora. Apesar do esforço e da velocidade das mudanças empreendidas por D. João, transformar o Brasil seria uma tarefa muito mais árdua do que se imaginava ao observar as lojas e a pompa das famílias nas ruas da nova sede da Corte portuguesa.
(GOMES, L. 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil. SP: Planeta do Brasil, 2007. p. 227. Adaptado.)
Apesar do grande impulso transformador, o desenvolvimento da América portuguesa,
durante a presença de D. João (1808-1821), foi limitado porque

“E agora, fanfarrão, agora falo contigo,
e só contigo. Por que causa
ordena que se faça uma cobrança
tão rápida e tão forte contra aqueles
que ao Erário só devem tênues somas?”
(GONZAGA, T. A. Cartas Chilenas. Apud: SANTIAGO, P. Por dentro da História: ensino médio. SP: Escala Educacional. 2007. p.408.)
Os versos referem-se à
Os historiadores passaram a analisar o funcionamento da colônia. A realidade se revelava complexa. No lugar da imagem de colonos engessados pela metrópole, vem à tona um grande dinamismo nas relações comerciais dos principais portos do Brasil com o rio da Prata no sul da América, com Angola, Costa da Mina e Moçambique na África e Índia, e com Goa e Macau na Ásia. O que salta à vista é que muitas dessas áreas não eram de domínio português. Colonos do Brasil, portanto, comercializavam diretamente com outras regiões. Os comerciantes residentes no Brasil, no auge do Sistema Colonial, detinham o monopólio do lucrativo tráfico negreiro – e não a metrópole.
(www.revistadehistoria.com.br/secao/educacao/a-colonia-e-mais-embaixo. Acesso: 02/03/2014. Adaptado.)
As comparações entre a colonização inglesa e a colonização ibérica na América contribuíram para a atribuição de sentidos distintos a essas colonizações, povoamento e exploração, respectivamente. No entanto, a análise do texto revela que as recentes revisões historiográficas ampliaram as interpretações sobre as relações coloniais no clássico modelo de exploração, isso porque na prática a
Em uma visita ao Brasil em 1869, Joseph Arthur Gobineau, responsável pela criação das teorias raciais, fez o seguinte depoimento: Nem um só brasileiro tem sangue puro porque os exemplos de casamentos entre brancos e negros são tão disseminados que as nuances de cor são infinitas, causando uma degeneração do tipo mais deprimente tanto nas classes baixas como nas superiores.
(CARONE, I.; BENTO, M. A. S. (Org.). Psicologia social do racismo: Estudos sobre branquitude e branqueamento no Brasil. RJ: Vozes, 2002. p. 14.)
O pensamento de Gobineau, que influenciou setores da elite brasileira no final do século XIX, alimentou um imaginário
Por hoje, devem os abolicionistas, que viam nele o chefe, cuja perda foi desgraça irreparável, procurar, nos radiosos exemplos que ele deixou, a luz que os guie nessa conflagração que agita o país inteiro. Se vivo, Luis Gama foi uma legião vitoriosa, morto a sua memória bem pode ser o santelmo da redenção do povo.
(Gazeta do Povo, SP, 24 ago. 1884. apud AZEVEDO, E. O direito dos escravos: lutas jurídicas e abolicionistas na Província de São Paulo na segunda metade do século XIX. Tese (Doutorado) Unicamp, Campinas, 2003. p. 201. Adaptado.)
A trajetória política do abolicionista Luis Gama (1830-1882) está relacionada também ao movimento

A cultura africana no Brasil está presente na nossa alimentação, na música, na dança e na religião.

(http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://bp0.blogger.com/_pb00HrJrIxA/R-fvoMeXYSI/AAAAAAAAAJo/-aGt7BjBY-8/s400/Rugendas&imgrefurl. Acesso em 21/08/2008.)
A manifestação representada nessa imagem é conhecida como
Leia o fragmento a seguir:
“Desde o início de 1964, em torno das propostas de reformas de base, intensificavam-se as manifestações de apoio e de repulsa ao governo de João Goulart. Em 31 de março, um alto escalão de oficiais do Exército, com o apoio de vários governantes, como Magalhães Pinto, de Minas Gerais, Carlos Lacerda, da Guanabara, e Adhemar de Barros, de São Paulo, rebelou-se contra o governo de Jango. O golpe teve um desfecho rápido e bem-sucedido. Culminou com a deposição do presidente João Goulart, que deixou Brasília e se dirigiu para o Rio Grande do Sul. Era o início da ditadura comandada pelos militares também chamada de ‘Anos de Chumbo’”.
FONTE: Vicentino, Cláudio. Projeto Radix: História. 2ª ed. – São Paulo: Scipione, 2012. [Fragmento: Adaptado]
Sobre o período a que se refere o fragmento apresentado, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Na área econômica, os governos militares promoveram a abertura do mercado ao capital e às empresas estrangeiras, ampliando a internacionalização da economia.
( ) A ditadura militar formou um eficiente serviço de propaganda, que buscava despertar o sentido de patriotismo na população com slogans como “Este é um país que vai pra frente”; “Ninguém segura esse país”; “Brasil, ame-o ou deixe-o”.
( ) A junta formada após a deposição de Jango teve como primeira medida a decretação do Ato Institucional nº 1 (AI-1) que estabeleceu eleições indiretas para Presidência da República.
( ) Ainda no governo de Castelo Branco foi decretado o Ato Institucional nº 4 (AI-4) que definiu as orientações que nortearam a elaboração da nova Constituição, outorgada em janeiro de 1967.
( ) No governo Costa e Silva, políticos cassados pela ditadura, estudantes e trabalhadores de diversas categorias aliaram-se para formar a “Frente Ampla”.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
Com o fim do governo de Floriano Peixoto, em 1894, o Brasil passou a ser governado por uma Oligarquia. Durante a República Oligárquica, o Partido Republicano Mineiro (PRM) e o Partido Republicano Paulista (PRP) indicavam e sustentavam o presidente de acordo com seus interesses, afora algumas exceções.
Sobre essas exceções, relacione a COLUNA I que apresenta o nome do presidente com a descrição de sua atuação da COLUNA II.
COLUNA I
1- Afonso Pena (1906 – 1909).
2- Nilo Peçanha (1909- 1910).
3- Venceslau Brás (1914 – 1918).
4- Artur Bernardes (1922 – 1926).
5- Washington Luís (1926 – 1930).
COLUNA II
( ) Último presidente da oligarquia, fluminense, conhecido como “paulista de Macaé”, seu lema foi “governar é abrir estradas”.
( ) Esse mineiro sucedeu Hermes da Fonseca, restabelecendo a política do “café com leite”, seu governo foi marcado por uma grande guerra.
( ) O governo desse mineiro foi marcado pela oposição dos militares de baixa patente, o que o levou a decretar estado de sítio inúmeras vezes.
( ) Presidente mineiro que pôs em prática a política de valorização do café estabelecida no Convênio de Taubaté. Não concluiu seu governo devido à morte súbita.
( ) Afiliado ao Partido Republicano Fluminense, assumiu a
presidência após disputa acirrada entre candidato gaúcho e
baiano.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: