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Prova

Prova de 2010: Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR) — questões com gabarito

93 questões da prova de 2010 de Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), em Português, Geografia, História, Física e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 93 questões
  • 12 matérias
  • Linguagens

    Literatura

    No verdô da minha idade

    mode acalentá meu choro

    minha vovó de bondade

    falava em grandes tesôro

    era história de reinado

    prencesa, prinspe incantado

    com feiticêra e condão

    essas história ingraçada

    tá selada e carimbada

    dentro do meu coração

    Mas porém eu sinto e vejo

    que a grande sodade minha

    não é só de história e bejo

    da querida vovozinha

    demanhazinha bem cedo

    sodade dos meu brinquedo

    meu bodoque e meu bornó

    o meu cavalo de pau

    meu pinhão, meu berimbau

    e a minha carça cotó.


    (Digo e não peço perdão. São Paulo: Escrituras Ed., 2002.)

    Além da sonoridade (ritmo, rimas), a métrica desse poema (o número de sílabas poéticas dos versos) é traço da poesia popular oral. A métrica desses versos classifica-os como
    Escolha uma alternativa para a questão a3276d71-ea
  • Linguagens

    Literatura

    Vila Rica


    O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;

    Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição

    Na torturada entranha abriu da terra nobre:

    E cada cicatriz brilha como um brasão.


    O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,

    O último ouro de sol morre na cerração.

    E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,

    O crepúsculo cai como uma extrema-unção.


    Agora, para além do cerro, o céu parece

    Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...

    A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,


    Como uma procissão espectral que se move...

    Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...

    Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.



    (BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)


    Cerro – monte, serra

    Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,

    louro Laivo – mancha

    Urbe – cidade



    Cancioneiro da Inconfidência

    (Excerto Canto XXXI)


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    que reformava este mundo

    de cima da montaria.


    Tinha um machinho rosilho.

    Tinha um machinho castanho.

    Dizia: „Não se conhece

    país tamanho!‟ „


    Do Caeté a Vila Rica,

    tudo ouro e cobre!

    O que é nosso, vão levando...

    E o povo aqui sempre pobre!‟


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    que não passava de Alferes

    de cavalaria!


    „Quando eu voltar – afirmava –

    outro haverá que comande.

    Tudo isto vai levar volta,

    e eu serei grande!‟


    „Faremos a mesma coisa

    que fez a América Inglesa!‟

    E bradava: "Há de ser nossa

    tanta riqueza!"


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    „Liberdade ainda que tarde‟

    nos prometia.


    (MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)

    Da leitura dos textos, pode-se depreender que
    Escolha uma alternativa para a questão a32aa445-ea
  • Linguagens

    Literatura

    Vila Rica


    O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;

    Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição

    Na torturada entranha abriu da terra nobre:

    E cada cicatriz brilha como um brasão.


    O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,

    O último ouro de sol morre na cerração.

    E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,

    O crepúsculo cai como uma extrema-unção.


    Agora, para além do cerro, o céu parece

    Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...

    A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,


    Como uma procissão espectral que se move...

    Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...

    Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.



    (BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)


    Cerro – monte, serra

    Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,

    louro Laivo – mancha

    Urbe – cidade



    Cancioneiro da Inconfidência

    (Excerto Canto XXXI)


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    que reformava este mundo

    de cima da montaria.


    Tinha um machinho rosilho.

    Tinha um machinho castanho.

    Dizia: „Não se conhece

    país tamanho!‟ „


    Do Caeté a Vila Rica,

    tudo ouro e cobre!

    O que é nosso, vão levando...

    E o povo aqui sempre pobre!‟


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    que não passava de Alferes

    de cavalaria!


    „Quando eu voltar – afirmava –

    outro haverá que comande.

    Tudo isto vai levar volta,

    e eu serei grande!‟


    „Faremos a mesma coisa

    que fez a América Inglesa!‟

    E bradava: "Há de ser nossa

    tanta riqueza!"


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    „Liberdade ainda que tarde‟

    nos prometia.


    (MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)

    Sobre a linguagem do poema Vila Rica, assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a32d9287-ea
  • Linguagens

    Literatura

    Vila Rica


    O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;

    Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição

    Na torturada entranha abriu da terra nobre:

    E cada cicatriz brilha como um brasão.


    O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,

    O último ouro de sol morre na cerração.

    E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,

    O crepúsculo cai como uma extrema-unção.


    Agora, para além do cerro, o céu parece

    Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...

    A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,


    Como uma procissão espectral que se move...

    Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...

    Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.



    (BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)


    Cerro – monte, serra

    Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,

    louro Laivo – mancha

    Urbe – cidade



    Cancioneiro da Inconfidência

    (Excerto Canto XXXI)


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    que reformava este mundo

    de cima da montaria.


    Tinha um machinho rosilho.

    Tinha um machinho castanho.

    Dizia: „Não se conhece

    país tamanho!‟ „


    Do Caeté a Vila Rica,

    tudo ouro e cobre!

    O que é nosso, vão levando...

    E o povo aqui sempre pobre!‟


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    que não passava de Alferes

    de cavalaria!


    „Quando eu voltar – afirmava –

    outro haverá que comande.

    Tudo isto vai levar volta,

    e eu serei grande!‟


    „Faremos a mesma coisa

    que fez a América Inglesa!‟

    E bradava: "Há de ser nossa

    tanta riqueza!"


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    „Liberdade ainda que tarde‟

    nos prometia.


    (MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)

    Sobre o poema Cancioneiro da Inconfidência, analise as afirmativas a seguir.

    I - O poema mescla dois tempos: o dos eventos relatados e o do presente do sujeito lírico, conforme comprovam os tempos verbais em Por aqui passava um homem / - e como o povo se ria! -
    II - O sujeito poético se identifica aos recebedores da promessa da personagem, Liberdade ainda que tarde / nos prometia.
    III - Cancioneiro da Inconfidência é fruto da veia simbolista de Cecília Meireles, marcada pelo vago e impreciso, pela busca de transcendência.
    IV - A descrição de Tiradentes é interrompida pelo comentário: - e como o povo se ria! - que mostra a ambiguidade no processo de torná-lo herói.

    Estão corretas as afirmativas
    Escolha uma alternativa para a questão a3348fa8-ea
  • Linguagens

    Literatura

    INSTRUÇÃO: A partir da leitura de Galvez, imperador do Acre, de Márcio de Souza, responda:
    Em relação à construção do romance, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

    ( ) A narrativa é organizada em quatro capítulos nomeados de acordo com o espaço em que se passa a história.
    ( ) Tópicos curtos apresentam as peripécias de Galvez no Brasil, intercaladas por relatos de suas aventuras anteriores e descrições do contexto histórico.
    ( ) O tom cômico da obra é abandonado nas passagens que trazem eventos de morte, doença, ou loucura.
    ( ) Revela uma vertente metatextual: volta-se para sua feitura e comenta a literatura, de modo geral.
    ( ) O narrador é interrompido por uma segunda voz que coloca em questão a veracidade de alguns fatos.
    ( ) As personagens femininas são sedutoras, mas submissas, sua atuação não contribui para o desenrolar da ação.

    Assinale a sequência correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a33c3f05-ea
  • Linguagens

    Literatura

    INSTRUÇÃO: A partir da leitura de O rio comanda a vida, de Leandro Tocantins, responda:
    A respeito da obra, seu gênero e estilo, assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a33f91d8-ea