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Prova

Prova de 2022: Universidade Estadual do Ceará (UECE) — questões com gabarito

65 questões da prova de 2022 de Universidade Estadual do Ceará (UECE), em Filosofia. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 65 questões

Resultados: 65 questões

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  • Ciências Humanas

    Filosofia

    Durante os séculos XVII e XVIII, na Europa, se constituiu um tipo de poder e controle social que o filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) chama de “poder disciplinar”. Ele assim o descreve.

    “Esses métodos que permitem o controle minucioso das operações do corpo, que realizam a sujeição constante de suas forças e lhes impõem uma relação de docilidade-utilidade, são o que podemos chamar as ‘disciplinas’. Muitos processos disciplinares existiam há muito tempo [...]. Mas as disciplinas se tornaram no decorrer dos séculos XVII e XVIII fórmulas gerais de dominação. [...] A disciplina fabrica assim corpos submissos e exercitados, corpos ‘dóceis’. A disciplina aumenta as forças do corpo (em termos econômicos de utilidade) e diminui essas mesmas forças (em termos políticos de obediência).”

    FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: história da violência nas prisões.
    Petrópolis: Vozes, 1987, p. 126-127.

    Segundo essa passagem, é correto afirmar que as disciplinas
    Escolha uma alternativa para a questão a62b7be6-a2
  • Ciências Humanas

    Filosofia

    “[...] desde Aristóteles, o ideal da lógica tem sido encontrar as condições necessárias para que, de proposições verdadeiras, se obtenham conclusões verdadeiras. E é apenas o método dedutivo que oferece essa possibilidade e garantia. [...] a dedução é um modo de raciocinar, argumentar e demonstrar em que a conclusão é uma consequência lógica das premissas [...]”.

    COTRIM, Gilberto; FERNANDES, Mirna. Fundamentos de filosofia. – 4ª ed.
    São Paulo: Saraiva, 2016, p. 109.

    Sobre a dedução, é correto afirmar que parte de 
    Escolha uma alternativa para a questão a6295076-a2
  • Ciências Humanas

    Filosofia

    O filósofo, teólogo e padre cearense Manfredo Ramos, um grande estudioso do pensamento de Agostinho de Hipona (354-450), afirma o seguinte sobre a relação entre liberdade humana e graça divina.

    “Deus não salva ninguém obrigado. Ele nos criou sem pedir licença, mas não nos salva sem a nossa vontade. [...] Ele nos fez à sua imagem e semelhança, dotados de inteligência, por isso nos dá a liberdade. Toda a natureza criada é determinada para Deus. [...] Deus criador põe, em tudo o que faz, a sua marca, que é uma marca de bondade. Tudo é dirigido para o bem, porque Deus é bom. Mas o homem é chamado por Deus de uma maneira diferente, com liberdade. [...] o pobre do homem, ferido pelo pecado, ele quer o bem, quer fazer aquilo que está na marca dele, e não consegue. Por isso que essa perspectiva de salvação deve ser abraçada, deve ser querida, mas não sem a graça de Deus. Aqui é que está o mistério.”

    RAMOS, Manfredo. A ressurreição de Cristo e a perspectiva da Salvação.
    Entrevista ao site da Paróquia Nossa Senhora da Glória em 04-04-2018.
    Disponível em https://www.paroquiagloria.org.br/confira-entrevista-com-monsenhor-manfredo-ramos-a-ressurreicao-de-cristo-e-a-perspectiva-da-salvacao/. Acessado em 05-11-2022.

    Com base na passagem anterior, é correto afirmar, sobre a teoria agostiniana da liberdade e da graça, que
    Escolha uma alternativa para a questão a6271e05-a2
  • Ciências Humanas

    Filosofia

    No diálogo Eutífron, Platão apresenta uma conversa entre Sócrates e o jovem Eutífron acerca da piedade. Sócrates pergunta-lhe sobre o que é a piedade, e Eutífron que é piedoso denunciar e procurar castigo para quem comete homicídios. Sócrates, então, argumenta:

    “[...] não te pedi para demonstrar-me uma ou duas dessas coisas que são piedosas, mas que me explicasses a natureza de todas as coisas piedosas. Porque disseste que existe algo característico que faz com que todas as coisas ímpias sejam ímpias, e todas as coisas piedosas, piedosas. Pois bem, esse caráter distintivo é o que desejo que me esclareças, a fim de que, analisando-o com atenção e servindo-me dele como parâmetro, possa afirmar que tudo o que fazes, ou um outro, de igual maneira é piedoso, enquanto aquilo que se distingue disso não o é”.

    (PLATÃO. Eutífron, 6 d-e. Lisboa: Casa da Moeda, 2007 (Texto adaptado).

    O que Sócrates solicita a Eutífron é que este 
    Escolha uma alternativa para a questão a624d5fa-a2
  • Ciências Humanas

    Filosofia

    No Discurso do método (1637), o filósofo racionalista René Descartes (1596-1650) estabelece para si o seguinte critério.

    “[...] jamais acolher alguma coisa como verdadeira que eu não conhecesse evidentemente como tal; isto é, de evitar cuidadosamente a precipitação e a prevenção, e de nada incluir em meus juízos que não se apresentasse tão clara e tão distintamente a meu espírito, que eu não tivesse nenhuma ocasião de pô-lo em dúvida”.

    DESCARTES, René. Discurso do método, II, 7. São Paulo: Abril Cultural, 1973.

    Em se tratando de um filósofo racionalista, podemos entender que os critérios de evidência, clareza e distinção
    Escolha uma alternativa para a questão a61ea420-a2