A concepção de uma “nacionalidade mestiça”
brasileira, de modo geral, considera que o povo aqui surgiu
historicamente do cruzamento de três raças (o europeu, o
índio e o africano), mas, depois desse momento inicial, os
brasileiros já não são mais portugueses/europeus, nem
africanos e nem índios, mas um “povo novo”, resultado
desse cadinho de raças diferentes do passado colonial.
Porém, esta concepção de que o povo brasileiro é mestiço
carrega consigo, por outro lado, um discurso ideológico que
estabelece a ideia de unidade nacional e esconde o racismo
e as contradições étnico-raciais historicamente constituídas
e ainda presentes na sociedade atual, além de amenizar a
pauta pública nacional sobre as reivindicações dos povos e
populações tradicionais no país.
Considerando o enunciado acima, atente para o que se afirma
a seguir e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que
for falso.
( ) Pensar que no Brasil de hoje todos somos
mestiços resulta em um pensamento que exclui
da história as matrizes étnico-raciais indígena e
negra na formação da nação, considerando
apenas os portugueses.
( ) A principal consequência da ideia da
mestiçagem é a de comprovar que, no Brasil, há
de fato uma democracia racial que promove
uma sociedade sem falsas contradições uma vez
que todos são brasileiros.
( ) A concepção de uma “mestiçagem brasileira”
pode esconder as lutas políticas por direitos e
ações afirmativas das pessoas negras, das
comunidades quilombolas e dos povos
tradicionais indígenas.
( ) Imaginar que o brasileiro é mestiço e não mais
branco, negro ou índio prejudica o
reconhecimento de que a sociedade brasileira é composta pela diversidade étnico-racial e pelo
multiculturalismo.
A sequência correta, de cima para baixo, é: