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Prova

Prova de 2015: Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) — questões com gabarito

144 questões da prova de 2015 de Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), em Português, Biologia, Inglês, Física e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 144 questões
  • 10 matérias

Resultados: 14 questões

  • Ciências Humanas

    Geografia

    TEXTO 8

          Aos 60 anos, Rossmarc foi confinado na cadeia Raimundo Pessoa em Manaus, dividindo uma cela com 80 detentos. Dormia no chão junto de uma fossa sanitária. Para manter-se vivo usava toda a sua inteligência para fazer acordos com os detentos. Lá havia de tudo: drogados, jagunços, pseudomissionários, contrabandistas etc. Fora vítima do advogado. Com toda a lábia, nunca fora a Brasília defender Rossmarc. Por não ter apresentado a defesa, foi condenado a 13 anos de prisão. O advogado sumira, Rossmarc perdera o prazo para recorrer. Como era estrangeiro, os juízes temiam que fugisse do Brasil. O juiz ordenou sua prisão imediata. A cela, com oitenta detentos, fervilhava, era mais do que o inferno. Depressivo, mantinha-se tartamudo num canto, remoendo sua história, recordando-se dos bons tempos em que navegava pelos rios da Amazônia com seus amigos primatas.

          Visitas? Só a de Pássaro Azul. Mudara-se também para Manaus e, sem nada dizer a Rossmarc, para obter dinheiro, prostituía-se num cabaré. Estava mais magra e algumas rugas se mostravam em seu rosto antes reluzente, agora de cor negra desgastada. Com o intuito de obter dinheiro, tanto para Rossmarc pagar as contas de dois viciados em crack no presídio, como para as custas de um advogado inexperiente, pouco se alimentava e ao redor dos olhos manchas entumecidas apareciam, deixando-a como alguém que consumia droga em exagero. As noitadas no cabaré enfumaçado e fedorento deixavam-na enfraquecida. Mas não deixara de amar o biólogo holandês. Quando fugira do quilombola, naquela noite, jurara amor eterno e não estava disposta a quebrar o juramento.

          Enquanto Pássaro Azul se prostituía para obter os escassos recursos, Rossmarc, espremido entre os oitenta detentos, procurava desesperadamente uma luz no fim do túnel. Lembrava-se dos amigos influentes, de jornalistas, de políticos, e cada vez que Pássaro Azul o visitava, ele implorava que procurasse essas pessoas. Pássaro Azul corria atrás, mas sequer era recebida. Quem daria ouvidos a uma negra que se dizia íntima de Rossmarc, o biólogo que cometera crimes de biopirataria? Na visita seguinte, Rossmarc indagava:

          — E dai, procurou aquela pessoa?

          Para não magoar o amado, ela respondia que todos estavam muito interessados em sua causa. Dizia, entretanto, sem entusiasmo, com os olhos acuados e baixos, para não ver o rosto magro e chupado de Rossmarc. Entregava-lhe o pouco dinheiro que economizava, fruto da prostituição, e saia de lá com os olhos rasos d’água, tolhendo os soluços.

          Numa noite no cabaré, Pássaro Azul conheceu um homem gordo e vesgo, que usava correntões de ouro. Dizia-se dono de um garimpo no meio da selva. Bebia e fumava muito, ria alto, com gargalhadas por vezes irritantes. Entre todas as raparigas, escolheu Pássaro Azul, que lhe fez todas as vontades, pervertendo-se de forma baixa e vil. Foram três noitadas intermináveis, mas Pássaro Azul aprendera a administrar a bebida. Não era tola, como as demais, que se embebedavam a ponto de caírem e serem arrastadas. Era carinhosa com o fazendeiro e saciava-lhe todos os caprichos. Não o abandonava, sentava em seu colo gordo e fazia-lhe agrados fingidos. Dava-lhe mais bebida e um composto de viagra, e o rosto gordo se avermelhava como de um leão enraivecido. Então, ela o puxava para o quarto sórdido. Na cama, enfrentava como guerreira o monte de carne e ossos, trepando sobre suas grandes papadas balofas e cavalgando, como uma guerreira. O homem resfolegava, gritava, gemia, uivava, mas Pássaro Azul não parava aquela louca cavalgada.

          [...]

    (GONÇALVES, David. Sangue verde. Joinville: Sucesso Pocket, 2014. p. 217-218.)

    A história narrada no Texto 8 se passa na região amazônica que, mesmo próxima à Cordilheira dos Andes, pode ser considerada tectonicamente estável. No dia 30 de setembro de 2014, um abalo sísmico de magnitude 7,1 graus atingiu a porção sudoeste da Colômbia, causando expectativa nas regiões vizinhas. No que se refere às causas, locais de ocorrência desses fenômenos e suas consequências, analise os itens a seguir:

    I-A ocorrência de terremotos é um fenômeno inerente à própria dinâmica interna da Terra, tendo em vista a manifestação de energia do interior do nosso planeta.

    II-Os abalos sísmicos de grande abrangência e magnitude decorrem do acúmulo de energia térmica no limite entre duas placas tectônicas.

    III-O lineamento de montanhas conhecido como Cordilheira dos Andes fica no limite entre as placas tectônicas do Pacífico e Sul-Americana.

    IV-A Terra é um corpo em processo de resfriamento, cuja principal implicação é a formação de imensos volumes rochosos conhecidos como placas tectônicas.

    Considerando os itens propostos, marque a alternativa que contém apenas proposições corretas:

    Escolha uma alternativa para a questão 6c6b5f99-24
  • Ciências Humanas

    Geografia

    TEXTO 7

          A gota que fez transbordar a caixa da paciência de vovó foi um casalzinho folgado. Cansada da algazarra, do som da sanfona, que por três dias e três noites vinha balançando os alicerces da Casa, vovó foi procurar refúgio na paz de seu quarto. Que paz que nada, ali também a festa rolava solta. Abismada, ela viu um casalzinho iniciando sua lua de mel, imaginem onde? Na cama de vovó! Pena que o urinol estivesse vazio. Furiosa, Ana Vitória pensou em apelar para o chicote. Depois seu pensamento voltou para os primeiros dias de seu casamento, lembrou-se da urgência que a fazia deixar tudo por fazer e ir atrás do marido no roçado. Viu a si mesma, viu os dois, ela e o marido, um casal corado e feliz se deitando debaixo de qualquer árvore. Dez meses após o casamento nasceu o primeiro filho, seguido de outros, um por ano. A leveza daquele início parecia tão distante, tão irreal. Uma lagrimazinha de saudade marejou seus olhos abatidos, rolou pela face cansada e foi morrer no peito murcho. Desanimada, ela pensou que nunca mais ia parar de ter filhos, de lavar bundinhas melecadas de cocô. Acabou deixando os pombinhos em paz, eles que aproveitassem a vida enquanto era possível. Mas avisou aos interessados que preferia perder um bom quinhão de suas terras a continuar convivendo com tamanha barafunda. Assim, a ideia remota da criação de um arraial foi posta em prática. Doações foram feitas e o terreno demarcado.

          As construções começaram a nascer com a rapidez dos cogumelos. Primeiro a igreja com a torre central, beiral duplo em madeira recortada em bicos. Paredes azuis, janelas brancas. Feinha a pobre igreja, mas nem por isso desprezada. Talvez sua maior virtude estivesse na singeleza, no aconchego. A igrejinha era o orgulho do povoado. Sobre o altar feito por um carpinteiro caprichoso, a imagem de um Cristo cansado, a cabeça pensa, o olhar vazio. Descascado, ensanguentado, provocava nos fieis uma piedade quase dolorosa. Foi nessa igreja que meus pais me apresentaram ao Nosso Criador.

    (BARROS, Adelice da Silveira. Mesa dos inocentes. Goiânia: Kelps, 2010. p. 74-75.)

    A história narrada no Texto 7 versa sobre a doação e demarcação de terras na intenção de se construir um arraial. Nesse sentido, no processo de representação do terreno por meio de um mapa, carta ou planta, é necessário o uso da escala cartográfica, que consiste na relação entre as dimensões lineares do objeto ou fenômeno representado e suas correspondentes no terreno. Acerca da escala cartográfica, seu significado, bem como outros desdobramentos, marque a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão 6c4b5548-24
  • Ciências Humanas

    Geografia

    TEXTO 5

                                 Raios de sol ao meio

          Mais uma vez ele aparecia na minha frente como se tivesse vindo do nada. Seus olhos eram grandes e negros e pareciam ter nascido bem antes dele. Suas espinhas se agigantavam conforme o ângulo de que eram vistas. Sua orelha era algo indescritível. Além de orelha ela era disforme, meio redonda e meio achatada nas pontas. Ela era meio várias coisas. Uma orelha monstro. A boca era alguma coisa que só estava ali para cumprir seu espaço no rosto. Era boca porque estava exatamente no lugar da boca. E era a segunda vez que ele me mobilizava. Mas no conjunto de elementos díspares reinava uma sensualidade ímpar que me tirava de mim sem que eu soubesse navegar no outro que em mim surgia. De mim não sabia entender o que emanava para ele em toda a sua estranha vastidão de patologia visual. No meio sol da meia-noite as coisas se anunciaram e antes que a madrugada avançasse a lua em sua metade escondida ardeu com um olhar malicioso e sorriu.

        (GONÇALVES, Aguinaldo. Das estampas. São Paulo: Nankin, 2013. p. 177.)

    A expressão “sol da meia-noite”, empregada no Texto 5, indica um aparente contraste, já que, para a maior parte do planeta Terra, a meia-noite, ou o momento da mudança de data, ocorre no período escuro do dia. Embora pareça estranho, em algumas regiões, ocorrem dias com duração de 24 horas para o período claro. Acerca das condições para tal ocorrência e de seus desdobramentos, analise as assertivas a seguir:

    I-A situação conhecida como sol da meia-noite é observável para além da latitude de 66° 33’, tanto no Hemisfério Norte quanto no Hemisfério Sul.

    II-Contrariamente à situação de sol da meia-noite, para além dos trópicos de Câncer e Capricórnio, é observável a situação de período escuro em pleno meio-dia.

    III-Os círculos polares Ártico e Antártico marcam a latitude mínima em que os raios solares incidem 24 horas por dia no solstício de verão.

    IV-A latitude de 23° 27’ marca o limite de incidência dos raios solares no solstício de inverno para cada um dos hemisférios.

    Em relação às proposições analisadas, assinale a alternativa cujos itens estão todos corretos:

    Escolha uma alternativa para a questão 6bf8feb6-24
  • Ciências Humanas

    Geografia

    TEXTO 3

                               O acendedor de lampiões

    Lá vem o acendedor de lampiões da rua!

    Este mesmo que vem infatigavelmente,

    Parodiar o sol e associar-se à lua

    Quando a sombra da noite enegrece o poente!


    Um, dois, três lampiões, acende e continua

    Outros mais a acender imperturbavelmente,

    À medida que a noite aos poucos se acentua

    E a palidez da lua apenas se pressente.


    Triste ironia atroz que o senso humano irrita: —

    Ele que doura a noite e ilumina a cidade,

    Talvez não tenha luz na choupana em que habita.


    Tanta gente também nos outros insinua

    Crenças, religiões, amor, felicidade,

    Como este acendedor de lampiões da rua!


    (LIMA, Jorge de. Melhores poemas. 3. ed. São Paulo: Global, 2006. p. 25)

    O Texto 3 relata uma situação que frequentemente ocorre no mundo contemporâneo, que é a exploração da mão de obra trabalhadora, e faz referência ao Sol e à Lua, que nos remete à temática dos movimentos da Terra. Acerca das características e dos efeitos dos dois movimentos mais importantes de nosso planeta, rotação e translação, são feitas as assertivas a seguir. Analise-as:

    I-Têm por efeito a sucessão dos dias e das noites, que influencia na organização da vida, e o solstício, em que os dias e as noites são iguais e determina o começo da primavera e do outono.

    II-Têm por efeito a sucessão dos dias e das noites, que influencia na organização da vida, e o solstício, em que os dias e as noites são desiguais e determina o começo do verão e do inverno.

    III-Ambos movimentos acontecem no sentido anti-horário, e equinócio significa que os dias e as noites têm igual duração e determina o começo do verão e do inverno.

    IV-Ambos movimentos ocorrem de oeste para leste, e equinócio significa que os dias e as noites têm igual duração e determina o começo do outono e da primavera.

    De acordo com os itens analisados, marque a alternativa que contém apenas proposições corretas:

    Escolha uma alternativa para a questão 6bc0c26e-24
  • Ciências Humanas

    Geografia

    TEXTO 1

                                  Queimada

    À fúria da rubra língua

    do fogo

    na queimada

    envolve e lambe

    o campinzal

    estiolado em focos

    enos

    sinal.

    É um correr desesperado

    de animais silvestres

    o que vai, ali, pelo mundo

    incendiado e fundo,

    talvez,


    como o canto da araponga

    nos vãos da brisa!


    Tambores na tempestade


    [...]

    E os tambores

      e os tambores

        e os tambores

    soando na tempestade,

    ao efêmero de sua eterna idade.


    [...]

              Onde?

    Eu vos contemplo

         à inércia do que me leva

         ao movimento


    de naufragar-me

         eternamente

    na secura de suas águas

       mais à frente!


    Ó tambores

       ruflai

    sacudi suas dores!


    Eu

    que não me sei

    não me venho

       por ser

    busco apenas ser somenos

    no viver,

    nada mais que isso!

    (VIEIRA, Delermando. Os tambores da tempestade. Goiânia: Poligráfica, 2010. p. 164, 544, 552.)

    O Texto 1 faz referência a queimadas, que, quando realizadas de maneira não controlada são maléficas ao ambiente florístico e faunístico de qualquer bioma. Levando-se em conta o clima, o relevo e a vegetação, o território brasileiro é constituído de diferentes e diversificados mosaicos paisagísticos. Assinale, dentre as alternativas a seguir, a que melhor correlaciona as regiões brasileiras e os biomas nelas predominantes:

    Marque a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 6b691968-24
  • Ciências Humanas

    Geografia

    TEXTO 6

    […]

    Amado (na sua euforia profissional) – Cunha,

    escuta. Vi um caso agora. Ali, na praça da Bandeira. Um caso que. Cunha, ouve. Esse caso pode ser a tua salvação!

    Cunha (num lamento) – Estou mais sujo do que pau de galinheiro!

    Amado (incisivo e jocundo) – Porque você é uma besta, Cunha. Você é o delegado mais burro do Rio de Janeiro.

    (Cunha ergue-se.)

    Cunha (entre ameaçador e suplicante) – Não pense que. Você não se ofende, mas eu me ofendo.

    Amado (jocundo) – Senta!

    (Cunha obedece novamente.)

    Cunha (com um esgar de choro) – Te dou um tiro!

    Amado – Você não é de nada. Então, dá. Dá!

    Quedê?

    Cunha – Qual é o caso?

    Amado – Olha. Agorinha, na praça da Bandeira. Um rapaz foi atropelado. Estava juntinho de mim. Nessa distância. O fato é que caiu. Vinha um lotação raspando. Rente ao meio-fio. Apanha o cara. Em cheio. Joga longe. Há aquele bafafá. Corre pra cá, pra lá. O sujeito estava lá, estendido, morrendo.

    Cunha (que parece beber as palavras do repórter) – E daí?

    Amado (valorizando o efeito culminante) – De repente, um outro cara aparece, ajoelha-se no asfalto, ajoelha-se. Apanha a cabeça do atropelado e dá-lhe um beijo na boca.

    CUNHA (confuso e insatisfeito) – Que mais?

    Amado (rindo) – Só.

    Cunha (desorientado) – Quer dizer que. Um sujeito beija outro na boca e. Não houve mais nada. Só isso?

    (Amado ergue-se. Anda de um lado para outro. Estaca, alarga o peito.)

    Amado – Só isso!

    Cunha – Não entendo.

    Amado (abrindo os braços para o teto) – Sujeito burro! (para o delegado) Escuta, escuta! Você não quer se limpar? Hein? Não quer se limpar?

    Cunha – Quero!

    Amado – Pois esse caso.

    Cunha – Mas ...

    Amado – Não interrompe! Ou você não percebe?

    Escuta […]

    (RODRIGUES,  Nelson. O beijo no asfalto. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. p. 12/13.)

    O Texto 6 tematiza a vida urbana, com carro, lotação, trânsito, atropelamento. A cidade de Goiânia foi planejada para que a movimentação urbana fosse prática e não houvesse tantos problemas de trânsito. Tal ideal de cidade moderna se contrapunha ao estilo de vida da antiga capital. Assinale a alternativa que caracteriza corretamente o projeto liderado pelo interventor Pedro Ludovico Teixeira:
    Escolha uma alternativa para a questão c207726f-9a
  • Ciências Humanas

    Geografia

    TEXTO 6

    […]

    Amado (na sua euforia profissional) – Cunha,

    escuta. Vi um caso agora. Ali, na praça da Bandeira. Um caso que. Cunha, ouve. Esse caso pode ser a tua salvação!

    Cunha (num lamento) – Estou mais sujo do que pau de galinheiro!

    Amado (incisivo e jocundo) – Porque você é uma besta, Cunha. Você é o delegado mais burro do Rio de Janeiro.

    (Cunha ergue-se.)

    Cunha (entre ameaçador e suplicante) – Não pense que. Você não se ofende, mas eu me ofendo.

    Amado (jocundo) – Senta!

    (Cunha obedece novamente.)

    Cunha (com um esgar de choro) – Te dou um tiro!

    Amado – Você não é de nada. Então, dá. Dá!

    Quedê?

    Cunha – Qual é o caso?

    Amado – Olha. Agorinha, na praça da Bandeira. Um rapaz foi atropelado. Estava juntinho de mim. Nessa distância. O fato é que caiu. Vinha um lotação raspando. Rente ao meio-fio. Apanha o cara. Em cheio. Joga longe. Há aquele bafafá. Corre pra cá, pra lá. O sujeito estava lá, estendido, morrendo.

    Cunha (que parece beber as palavras do repórter) – E daí?

    Amado (valorizando o efeito culminante) – De repente, um outro cara aparece, ajoelha-se no asfalto, ajoelha-se. Apanha a cabeça do atropelado e dá-lhe um beijo na boca.

    CUNHA (confuso e insatisfeito) – Que mais?

    Amado (rindo) – Só.

    Cunha (desorientado) – Quer dizer que. Um sujeito beija outro na boca e. Não houve mais nada. Só isso?

    (Amado ergue-se. Anda de um lado para outro. Estaca, alarga o peito.)

    Amado – Só isso!

    Cunha – Não entendo.

    Amado (abrindo os braços para o teto) – Sujeito burro! (para o delegado) Escuta, escuta! Você não quer se limpar? Hein? Não quer se limpar?

    Cunha – Quero!

    Amado – Pois esse caso.

    Cunha – Mas ...

    Amado – Não interrompe! Ou você não percebe?

    Escuta […]

    (RODRIGUES,  Nelson. O beijo no asfalto. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. p. 12/13.)

    O Texto 6 apresenta uma situação do cotidiano da cidade do Rio de Janeiro. Além dos acontecimentos diários, outro aspecto nos chama atenção na paisagem carioca: os morros, que por vezes formam notáveis monólitos, que caracterizam a paisagem não só da capital fluminense, mas de todo o estado. Acerca dessa paisagem, das manifestações humanas e seus desdobramentos, avalie os itens apresentados a seguir:

     I-O estado do Rio de Janeiro está inserido no domínio geomorfológico de Mares de Morros, os quais são formados por grandes volumes rochosos expostos pelo processo de soerguimento.

    II-As ocupações, por vezes irregulares, nos sopés de vertentes íngremes estão entre as principais causas de acidentes gerados pelo desmoronamento de terra em algumas áreas do Rio de Janeiro.

    III-Em grande parte do domínio de Mares de Morros, como na conhecida Região Serrana do Rio de Janeiro, em anos de excepcionais elevados índices pluviométricos, são recorrentes os desmoronamentos de terra, que provocam prejuízos socioambientais diversos.

    IV-Os acidentes envolvendo os deslizamentos de terra em encostas íngremes é um fenômeno tipicamente urbano, praticamente inexistindo nas áreas rurais do Rio de Janeiro.

    Marque a alternativa que contém apenas afirmações corretas:


    Escolha uma alternativa para a questão c2027976-9a
  • Ciências Humanas

    Geografia

    TEXTO 3

                                  A dor do mundo

          Eu não queria sair do meu brinquedo. Eu escrevia versos na areia na clara areia sob a paineira frondosa ou pensava mundos com a mão enquanto mexia com a terra. Eram formas de nada que acabavam compondo seres estranhos, animais de outro mundo, fantasmas, tudo o que a areia podia fornecer às minhas mãos de oito anos. Mas mãos de oito anos já suportam a alça de um balde com água, ou um feixe de gravetos para ajudar a fazer fogo no fogão a lenha. Mãos de oito anos já podem fazer coisas concretas, como tirar água da cisterna se o balde não for muito grande. Elas não servem apenas para criar mundos com terra molhada ou escrever poemas na areia seca. Não se pode dizer que é feio ser pobre, mas não há como negar que a pobreza dói. E essa dor sentida pelo adulto é intuída pela criança das mais variadas formas. Todas elas repousam na intrincada natureza do não. Era tão simples o meu modo de brincar. Do que vivenciei na infância, ficaram os mais puros fios de tristeza. As alegrias ficaram nas intenções de ser. As mais puras veias de dor. As sensações de não compreensão por estar ali, fazendo o quê? O que fazia ali, um menino com dor de ter de ficar ali, no canto do mundo, mirando e mirando as coisas em si? Todas elas ali, do mesmo jeito do monte de lenha, ou das galinhas no terreiro que aprendi desde cedo a entender sua forma enigmática de olhar o mundo. Elas olhavam ao ar como se vissem algo que pudesse anunciar um estranhamento qualquer com que se devesse ter cuidado. O universo das galinhas é uma espécie de síntese crucial da humanidade. Uma de minhas obrigações era colher os ovos nos ninhos esparramados pelo quintal. Eu gostava e não gostava de fazer esse trabalho. De procurar eu gostava. Os ninhos ficavam bem escondidos e arquitetonicamente perfeitos. Eram construídos em espaços difíceis. Ao construírem seus ninhos, as galinhas optam pelo difícil, como os bons poetas. Suas escolhas se apresentam desde a topologia do lugar onde constroem até o detalhamento, a perfeição na elaboração do ninho. Havia ninhos que ficavam suspensos em filetes secos, ramos complexos, espaços abertos. Havia ninhos que ficavam suspensos e presos por poucos ramos. Mas ficavam muito bem protegidos. Encontrá-los era uma emoção, era uma quase de felicidade. Sempre era nova a sensação. Se acontecesse da galinha estar no ninho, eu me afastava rapidamente e da maneira mais delicada possível. Ela poderia se assustar e aquele era um momento mágico. Eu só me aproximava do ninho, na ausência da galinha. Daí, ao ver aquilo, como se fosse a primeira vez que eu via um ninho e ainda mais precioso, como se fosse a primeira vez que eu visse um ninho de galinha com ovos, então eu ficava a contemplar por um tempo, sem saber o que fazer a não ser olhar pro ninho e olhar pros ovos e olhar pro ninho com ovos e ficar olhando. A forma de composição era tão perfeita e tão bonita que minhas mãos não conseguiam tocar os ovos. Era a profunda sensação do proibido que me invadia. Na verdade, era uma espécie de crime o que a gente cometia. Imaginemos como a galinha se sentia ao ver o seu belo ninho quase completamente esvaziado. Eu deixava só um, o endez, para ela não abandonar o ninho. Era bom, por outro lado, encher de ovos o cestinho de vime e ir correndo mostrar pra minha mãe o meu grande feito. Algumas vezes, e isso era raro, surgia entre os ovos, uns dois ou três azuis. Era muito bonito e a gente mostrava pra todo o mundo. Esse universo de aves e ninhos é muito rico e muito próximo do processo de composição artístico. Guimarães Rosa mostrou isso de forma maravilhosa na sua narrativa Uns inhos engenheiros, criando uma analogia entre o processo de criação do ninho do pássaro e o poema lírico. Para mim, a relação era totalmente lúdica.

                                           (GONÇALVES, Aguinaldo. Das estampas. São Paulo: Nankin, 2013. p. 64-65.)

    No Texto 3, o trecho “Mas mãos de oito anos já suportam a alça de um balde com água, ou um feixe de gravetos para ajudar a fazer fogo no fogão a lenha” nos remete ao trabalho infantil, que, embora seja proibido e por vezes combatido, ainda ocorre em algumas partes do mundo e principalmente do Brasil. Acerca desse fenômeno, seus condicionantes e suas áreas de ocorrência, marque a resposta correta:
    Escolha uma alternativa para a questão c1653005-9a
  • Ciências Humanas

    Geografia

    TEXTO 2

                                                       XX

                                            Os Homens

                                             nesta manhã de sangrenta primavera

                                             parecem não mais saber

                                             o que nunca souberam,

                                             que a Vida é para sempre

                                             sã ou demente

                                              tão de repente

                                              tão de repente! 


                            (VIEIRA, Delermando.  Os tambores da tempestade. Goiânia: Poligráfica, 2010. p. 108.)

    O Texto 2 nos conduz a pensar em mudanças que podem ser muito rápidas e profundas, como as que a humanidade tem experenciado nas ultimas décadas. O advento das novas tecnologias tem proporcionado não apenas mudanças nas formas de produção, distribuição e comunicação mediadas pelas mídias digitais, mas também uma revolução cultural profunda na vida individual e coletiva das sociedades, que têm reinventado novos meios de comunicação, formas de socialização e de ativismo político online. De acordo com essas afirmações, analise as seguintes proposições:

    I-Nas sociedades ocidentais contemporâneas, as novas mídias promoveram, para todas as categorias sociais, a democratização do acesso à cultura e ao lazer.

    II-A “Primavera Árabe" foi um movimento social pautado na mobilização política da sociedade mediada pelas mídias sociais, para a derrubada inesperada de um governante autoritário. Esse movimento contribuiu para o aprofundamento democrático.

    III-Ações terroristas ancoradas em tecnologias avançadas têm demonstrado que a força armada já não é monopólio dos Estados e seus agentes.

    IV-As mídias, devido ao isolacionismo que proporcionam, são indeterminantes na construção da opinião pública, nos valores, nas crenças e nos gostos das pessoas receptoras.

    Em relação às proposições analisadas, assinale a única alternativa cujos itens estão todos corretos:

    Escolha uma alternativa para a questão c13c611d-9a
  • Ciências Humanas

    Geografia

    TEXTO 2

                                                       XX

                                            Os Homens

                                             nesta manhã de sangrenta primavera

                                             parecem não mais saber

                                             o que nunca souberam,

                                             que a Vida é para sempre

                                             sã ou demente

                                              tão de repente

                                              tão de repente! 


                            (VIEIRA, Delermando.  Os tambores da tempestade. Goiânia: Poligráfica, 2010. p. 108.)

    Uma referência a uma das estações do ano é feita no seguinte trecho do Texto 2: “nesta manhã de sangrenta primavera". Além da percepção mencionada no texto, as estações do ano são responsáveis por outros reflexos na organização e produção das atividades humanas. A respeito desses outros reflexos, avalie os itens a seguir:

    I-Alteração do horário de alguns estados brasileiros no período específico da estação do verão, feita com o intuito de economizar energia elétrica.    

     II-Maior incidência de doenças respiratórias e circulatórias nas estações secas, sobretudo em crianças e idosos.

    III- Sazonalidade na produção agropecuária pela ocorrência de longas estiagens ou temperaturas extremas.

    IV-Maior ocorrência de inundações e alagamentos nos centros urbanos, principalmente nos períodos de estiagem, quando ocorrem chuvas em vários dias consecutivos.

    Em relação às proposições analisadas, assinale a única alternativa cujos itens estão todos corretos:

    Escolha uma alternativa para a questão c12b139f-9a
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    Geografia

    TEXTO 1

                                         O mundo do menino impossível

    Fim de tarde, boquinha da noite

    com as primeiras estrelas e os derradeiros sinos.

    Entre as estrelas e lá detrás da igreja,

    surge a lua cheia

    para chorar com os poetas.

    E vão dormir as duas coisas novas desse mundo:

    o sol e os meninos.

    Mas ainda vela

    o menino impossível,

    aí do lado,

    enquanto todas as crianças mansas

    dormem

               acalentadas

    por Mãe-negra da Noite.

    O menino impossível

    que destruiu

    os brinquedos perfeitos

    que os vovós lhe deram:

    o urso de Nurnberg,

    o velho barbado jugoslavo,

    as poupées de Paris aux

    cheveux crêpés,

    o carrinho português

    feito de folha de flandres a

    caixa de música checoslovaca,

    o polichinelo italiano

    made in England,

    o trem de ferro de U. S. A.

    e o macaco brasileiro

    de Buenos Aires,

    moviendo la cola y la cabeza.

     O menino impossível

    que destruiu até

    os soldados de chumbo de Moscou

    e furou os olhos de um Papá Noel,

    brinca com sabugos de milho,

    caixas vazias,

    tacos de pau,

    pedrinhas brancas do rio...

    “Faz de conta que os sabugos

    são bois...”

    “Faz de conta...”

    “Faz de conta...”

    [...]

    O menino pousa a testa

    e sonha dentro da noite quieta

    da lâmpada apagada,

    com o mundo maravilhoso

    que ele tirou do nada...

    [...] 

    (LIMA, Jorge de. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2006. p. 27-30. Adaptado.)

    No Texto 1, aborda-se o “Fim de tarde, boquinha da noite / com as primeiras estrelas". Sabe-se que desde os primórdios da civilização, estrelas foram utilizadas como referenciais de orientação ou localização. Sobre os diferentes referenciais astronômicos de localização e orientação, marque o item correto dentre os apresentados a seguir:
    Escolha uma alternativa para a questão c107b8c4-9a
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    Geografia

    TEXTO 5

        TODO PIONEIRO É UM FORTE, pensava Bambico. Acredita nos sonhos. Se não fosse por ele, o mundo ainda estaria no tempo das cavernas... Quanto mais pensava nisso, mais se fortalecia. 

         Bambico chegara à Amazônia com as mãos vazias, vindo do Sul. Mas tinha na cabeça projetos grandiosos. Queria extrair da natureza toda a riqueza intacta, como o garimpeiro faz. Não desejava, entretanto, cavar rio e terra para achar pepitas de ouro. Não tinha vocação para tatu. Não faria como os garimpeiros: quando não havia mais nada, eles se mudavam, atrás de outros garimpos.

        — Garimpeiro vive de ilusões. Eu gosto de projetos! 

        Que projetos grandiosos eram? Cortar árvores, exportar madeiras preciosas para a casa e a mobília dos ricos. Em seguida, semear capim, povoando os campos com as boiadas de nelore brilhando de tanta saúde. A riqueza estava acima do chão. A imensidão verde desaparecia no horizonte. Só de olhar para uma árvore, sabia quantos dólares cairia em seus bolsos. Quando ouvia os roncos das motosserras, costumava dizer, orgulhoso: 

        — Eis o barulho da fortuna! 

        Montes de serragem eram avistados de longe quando o visitante chegava às pequenas comunidades. Os caminhões de toras gemiam nas estradas esburacadas. Índios e caboclos eram afugentados à bala. A floresta se transformava num pó fino, que logo apodrecia. Quando os montes de serragem não apodreciam, eram queimados, sempre apressadamente. Por dias, os canudos negros de fumaça subindo pesadamente ao céu. Havia o medo dos fiscais. Quando apareciam, quase nunca eram vistos, era conveniente que houvesse pouca serragem...

        Que história, a de Bambico! Teria muita coisa a contar para os netos que haveriam de chegar. 

        Em seu escritório, fumando um Havana, que um importador americano lhe presenteara, estufou o peito, vaidoso. 

        — Sim, muitas coisas! Quem te viu, quem te vê!

        [...]

        Sentia prazer com seus projetos grandiosos. Toda manhã se levantava para conquistar o mundo. Vereança era merreca. Não se rastejava em pequenos projetos. Muito menos desejava ser deputado... Ambicionava altos voos. Todo deputado era pau-mandado dos ricos. O Senado, sim, era o grande alvo. Lá, ele poderia afrontar esses “falsos profetas protetores da natureza". Essas ONGs de fachada... Lá, o seu cajado cairia sem dó, como um verdugo, sobre o costado dessa gente tola. Enquanto isso, ele poderia continuar seus projetos grandiosos. Cortar árvores, exportar madeiras preciosas para a casa e a mobília dos ricos, e semear capim. 

        Sonhara em ter uma dúzia de filhos, mas o destino lhe dera apenas dois. Sua mulher, após o segundo parto, ficara impossibilitada de procriar. Não queria fêmea entre os seus descendentes, mas logo no primeiro parto veio a decepção. Uma menina. Decepcionado, nada comentou com a esposa. No segundo, depois de uma gravidez tumultuada, veio o varão. Encheu-se de alegria. Com certeza, mais varões estavam para vir... [...]

                                   (GONÇALVES, David. Sangue verde. São Paulo: Sucesso Pocket, 2014. p. 114-115.)


    O Texto 5 tematiza a exploração e a ocupação da Amazônia. Uma experiência importante na colonização da Amazônia, envolvendo sonhos e projetos, foi a exploração do látex extraído do seringal. O chamado “Ciclo da Borracha”, no final do século XIX e início do século XX, atraiu muitos trabalhadores para aquela região, gerando enriquecimento rápido. Marque a alternativa que apresenta corretamente uma consequência dessa atividade econômica:
    Escolha uma alternativa para a questão 6ea660b0-34
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    Geografia

    TEXTO 2 

        I 
    Corre em mim 
    (devastado) 
    um rio de revolta 
    e 
    cicio. 
    Por nada deste mundo 
    há de saber-se afogado, 
    senão por sua sede 
    e seu desvio! 

       II 
    Tudo que edifico 
    na origem milenar da espera 
    é poder 
    do que não pode 
    e se revela 

    ad mensuram. 

                         (VIEIRA, Delermando. Os tambores da tempestade. Goiânia: Poligráfica, 2010. p. 23-24.)


         Os movimentos juvenis da década de 1960 espalharam-se como um “rio de revolta" (Texto 2). De modo semelhante, em diversos países, ocorreram grandes manifestações buscando edificar uma contracultura  afastada dos padrões capitalistas. Acerca desses movimentos, avalie as afirmações abaixo:


    I- Nos Estados Unidos da América, ganhou destaque social a questão dos direitos humanos, especialmente da população afrodescendente.

    II- Na França, a rebelião estudantil da Sorbonne, em maio de 1968, se irradiou para os operários, ocorrendo uma grande greve no país.

    III- No Brasil, as manifestações foram poucas, apesar de incisivas, porque, com a instalação da Ditadura Militar em 1964, a repressão atuou eficazmente.

    IV- No mundo soviético, a Primavera de Praga renuiu jovens do mundo inteiro que, acampados naquela cidade, lançaram a campanha de “combater canhões com flores".


    Em relação às proposições, assinale a única alternativa que apresenta todos os itens corretos:


    Escolha uma alternativa para a questão 6e2965fa-34
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    Geografia

    TEXTO 1

                   As vozes do homem 

    Naquele momento de angústia,

    o homem não sabia se era o mau ou o bom ladrão.

    E quando a mais amarga das estrelas o oprimia demais,

    eis que a sua boca ia dizendo:

    eu sou anjo.

    E os pés do homem: nós somos asas.

    E as mãos: nós somos asas.

    E a testa do homem: eu sou a lei.

    E os braços: nós somos cetros.

    E o peito: eu sou o escudo.

    E as pernas: nós somos as colunas.

    E a palavra do homem: eu sou o Verbo.

    E o espírito do homem: eu sou o Verbo.

    E o cérebro: eu sou o guia.

    E o estômago: eu sou o alimento.

    E se repetiram depois as acusações milenárias.

    E todas as alianças se desfizeram de súbito.

    E todas as maldições ressoaram tremendas.

    E as espadas de fogo interceptaram o caminho da

    [árvore da vida.

    E as mãos abarcaram o pescoço do homem:

    nós te abarcaremos.



    [...]

                                                               (LIMA, Jorge de. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2006. p. 94.)

          O Texto 1 faz menção, ainda que de forma figurada, à “mais amarga das estrelas", fazendo relações entre esses astros luminosos e situações adversas. Entretanto, no que se refere a nossa estrela, o Sol, sabemos que a existência da vida, tal como a conhecemos, bem como boa parte dos costumes das sociedades, são diretamente condicionadas às relações do Sol com o planeta Terra. Uma dessas condições refere-se ao horário de verão, que no Brasil é adotado como medida para economizar energia. Acerca do horário de verão e seus desdobramentos, analise as alternativas a seguir:


    I-A adoção do horário de verão no Brasil se deve à distribuição predominante do seu território em altas latitudes.


    II-As diferenças entre o período claro e o período escuro no final da primavera e durante o verão se devem à inclinação do eixo de rotação da Terra.


    III-Embora tenha sua eficiência comprovada, o horário de verão teria sua eficácia aumentada se a população fosse melhor informada acerca da sua condição e seus benefícios.


    IV-Nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, se no período primavera-verão o Sol nasce mais cedo, no outono-inverno o Sol se põe mais cedo também.


    Das assertivas apresentadas assinale o item em que todas estão corretas:


    Escolha uma alternativa para a questão 6e165973-34