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Prova

Prova de 2019: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC - RS) — questões com gabarito

69 questões da prova de 2019 de Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC - RS), em Português, Inglês, Matemática, Física e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 69 questões
  • 10 matérias

Resultados: 6 questões

  • Linguagens

    Literatura

    Tendo surgido na Europa ainda no final do século XVIII, o movimento romântico tornou-se conhecido no Brasil após o processo de independência, em 1822, e vigorou durante boa parte do século XIX, mesclando características do movimento europeu a aspectos específicos da realidade nacional.


    Sobre a literatura romântica produzida no Brasil, considere as seguintes afirmações:

    I. Gonçalves Dias e Castro Alves, ao abordarem aspectos da natureza e da sociedade brasileira em seus poemas, dão provas do nacionalismo ufanista que caracteriza a produção do período.

    II. Casimiro de Abreu e Álvares de Azevedo, com as obras Primaveras e Lira dos Vinte Anos, respectivamente, apresentam produções poéticas voltadas à subjetividade, com marcas de melancolia e saudosismo.

    III. Com uma vasta produção romanesca, José de Alencar transita por cenários e temas históricos, regionais, indianistas e urbanos.

    IV. Ao colocar em cena as camadas medianas da sociedade brasileira, Manuel Antônio de Almeida faz, em Memórias de um sargento de milícias, um romance de denúncia das diferenças sociais do país, prenunciando, assim, obras como O Cortiço, de Aluísio Azevedo.


    Estão corretas apenas as afirmativas
    Escolha uma alternativa para a questão 0905145f-33
  • Linguagens

    Literatura

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base nos textos 1 e 2.

    TEXTO 1

    QUINCAS BORBA

    Machado de Assis

       Rubião fitava a enseada, – eram oito horas da manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no cordão do chambre, à janela de uma grande casa de Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava em outra coisa. Cotejava o passado com o presente. Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capitalista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade.

       – Vejam como Deus escreve direito por linhas tortas, pensa ele. Se mana Piedade tem casado com Quincas Borba, apenas me daria uma esperança colateral. Não casou; ambos morreram, e aqui está tudo comigo; de modo que o que parecia uma desgraça...

    ASSIS, Machado de. Quincas Borba. Rio de Janeiro: Record, 2007. p. 11.


    TEXTO 2

    TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA

    Lima Barreto

       Como de hábito, Policarpo Quaresma, mais conhecido por Major Quaresma, bateu em casa às quatro e quinze da tarde. Havia mais de vinte anos que isso acontecia. Saindo do Arsenal de Guerra, onde era subsecretário, bongava pelas confeitarias algumas frutas, comprava um queijo, às vezes, e sempre o pão de padaria francesa.

       Não gastava nesses passos nem mesmo uma hora, de forma que, às três e quarenta, por aí assim, tomava o bonde, sem erro de um minuto, ia pisar a soleira da porta de sua casa, numa rua afastada de São Januário, bem exatamente às quatro e quinze, como se fosse a aparição de um astro, um eclipse, enfim um fenômeno matematicamente determinado, previsto e predito.

      A vizinhança já lhe conhecia os hábitos e tanto que, na casa do Capitão Cláudio, onde era costume jantar-se aí pelas quatro e meia, logo que o viam passar, a dona gritava à criada: “Alice, olha que são horas; o Major Quaresma já passou”.

       E era assim todos os dias, há quase trinta anos. Vivendo em casa própria e tendo outros rendimentos além do seu ordenado, o Major Quaresma podia levar um trem de vida superior aos seus recursos burocráticos, gozando, por parte da vizinhança, da consideração e respeito de homem abastado.

    LIMA BARRETO, Afonso Henriques de. Triste fim de Policarpo Quaresma. Porto Alegre: L&PM, 1998. p. 13-14.
    Em ambos os textos, as cenas são narradas na 3ª pessoa. No primeiro, contudo, a visão do narrador é mais _________ do protagonista, que vive uma situação recente de _________, enquanto, no segundo, a visão é mais _________ do protagonista, cuja vida é marcada pela _________.
    Escolha uma alternativa para a questão 09083dcc-33
  • Linguagens

    Literatura

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base nos textos 1 e 2.

    TEXTO 1

    QUINCAS BORBA

    Machado de Assis

       Rubião fitava a enseada, – eram oito horas da manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no cordão do chambre, à janela de uma grande casa de Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava em outra coisa. Cotejava o passado com o presente. Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capitalista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade.

       – Vejam como Deus escreve direito por linhas tortas, pensa ele. Se mana Piedade tem casado com Quincas Borba, apenas me daria uma esperança colateral. Não casou; ambos morreram, e aqui está tudo comigo; de modo que o que parecia uma desgraça...

    ASSIS, Machado de. Quincas Borba. Rio de Janeiro: Record, 2007. p. 11.


    TEXTO 2

    TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA

    Lima Barreto

       Como de hábito, Policarpo Quaresma, mais conhecido por Major Quaresma, bateu em casa às quatro e quinze da tarde. Havia mais de vinte anos que isso acontecia. Saindo do Arsenal de Guerra, onde era subsecretário, bongava pelas confeitarias algumas frutas, comprava um queijo, às vezes, e sempre o pão de padaria francesa.

       Não gastava nesses passos nem mesmo uma hora, de forma que, às três e quarenta, por aí assim, tomava o bonde, sem erro de um minuto, ia pisar a soleira da porta de sua casa, numa rua afastada de São Januário, bem exatamente às quatro e quinze, como se fosse a aparição de um astro, um eclipse, enfim um fenômeno matematicamente determinado, previsto e predito.

      A vizinhança já lhe conhecia os hábitos e tanto que, na casa do Capitão Cláudio, onde era costume jantar-se aí pelas quatro e meia, logo que o viam passar, a dona gritava à criada: “Alice, olha que são horas; o Major Quaresma já passou”.

       E era assim todos os dias, há quase trinta anos. Vivendo em casa própria e tendo outros rendimentos além do seu ordenado, o Major Quaresma podia levar um trem de vida superior aos seus recursos burocráticos, gozando, por parte da vizinhança, da consideração e respeito de homem abastado.

    LIMA BARRETO, Afonso Henriques de. Triste fim de Policarpo Quaresma. Porto Alegre: L&PM, 1998. p. 13-14.
    A respeito dos romances citados, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 090c0366-33
  • Linguagens

    Literatura

    INSTRUÇÃO: Responder à questão 54 com base nos textos 3 e 4.

    TEXTO 3

    CONSTRUÇÃO

    Carlos Drummond de Andrade

    Um grito pula no ar como foguete.

    Vem da paisagem de barro úmido, caliça e andaimes [hirtos.

    O sol cai sobre as coisas em placa fervendo.

    O sorveteiro corta a rua.

    E o vento brinca nos bigodes do construtor.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia completa. Rio de
    Janeiro: Nova Aguilar, 2002. p. 8.


    TEXTO 4

    CONSTRUÇÃO

    Chico Buarque

    Amou daquela vez como se fosse a última

    Beijou sua mulher como se fosse a última

    E cada filho seu como se fosse o único

    E atravessou a rua com seu passo tímido

    Subiu a construção como se fosse máquina

    Ergueu no patamar quatro paredes sólidas

    Tijolo com tijolo num desenho mágico

    Seus olhos embotados de cimento e lágrima

    Sentou pra descansar como se fosse sábado

    Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe

    Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago

    Dançou e gargalhou como se ouvisse música

    E tropeçou no céu como se fosse um bêbado

    E flutuou no ar como se fosse um pássaro

    E se acabou no chão feito um pacote flácido

    Agonizou no meio do passeio público

    Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

    [...]

    Fragmento retirado de: http://www.chicobuarque.com.br/ construcao/mestre.asp? pg=construc_71.htm. Acesso em 17 maio 2019
    Considerando os textos 3 e 4, assinale a alternativa INCORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão 090f440b-33
  • Linguagens

    Literatura

    Considere as seguintes afirmações sobre o gênero conto na literatura sul-rio-grandense:


    I. Nos contos de O carnaval dos animais, de Moacyr Scliar, o cotidiano é frequentemente atravessado por acontecimentos e personagens insólitos.

    II. O experimentalismo linguístico, o tom intimista e as referências à cultura pop são características das narrativas de Caio Fernando Abreu em O cego e a dançarina.

    III. O universo fronteiriço, os dramas da infância e da adolescência e a inadaptação ao mundo urbano são os temas predominantes de Dançar tango em Porto Alegre, de Sergio Faraco.


    Estão corretas as afirmativas
    Escolha uma alternativa para a questão 0912ebae-33
  • Linguagens

    Literatura

    TEXTO 5

    HARRY POTTER

    Adélia Prado

    Imagem da questão de Literatura, PUC - RS 2019, Classificação dos Gêneros Literários

    PRADO, Adélia. A duração do dia. Rio de Janeiro: Record, 2010. p. 41.


    Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações sobre o texto 5.

    ( ) Na relação do poema com seu título, observase a aproximação de universos distanciados: o provinciano, de um lado, e o da cultura de massas, de outro.

    ( ) A memória e o cotidiano, temas recorrentes na poesia de Adélia Prado, são impregnados, no poema, de uma atmosfera mágica, sobrenatural.

    ( ) Ao tematizar a própria criação poética, o poema adquire um caráter metalinguístico.

    ( ) A presença de um eu-lírico feminino e a menção às “galinhas tontas” (verso 15) inscreve o poema numa tendência da literatura contemporânea: a denúncia da violência, concreta ou simbólica, contra a mulher.


    O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão 09162b2c-33