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Prova

Prova de 2017: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC - SP) — questões com gabarito

132 questões da prova de 2017 de Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC - SP), em Português, Inglês, Física, Biologia e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 132 questões
  • 11 matérias

Resultados: 27 questões

Página 1 de 2

  • Linguagens

    Português

    AUTOR: Valdevino Soares de Oliveira.

    Mas, infelizmente para a quietação do Silvério, Jacinto lançara raízes, e rijas, e amorosas raízes na sua rude serra. Era realmente como se o tivessem plantado de estaca naquele antiquíssimo chão, donde brotara a sua raça, e o antiquíssimo húmus refluísse e o penetrasse todo, e o andasse transformando num Jacinto rural, quase vegetal, tão do chão, e preso ao chão, como as árvores que ele tanto amava.


    • O trecho acima é do romance A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós. Do personagem Jacinto, aí referido e do conhecimento que se possa ter dele ao longo da obra, não é correto afirmar que

    Escolha uma alternativa para a questão f20f1f32-f9
  • Linguagens

    Português

    O camucim, que recebeu o corpo de Iracema, embebido de resinas odoríferas, foi enterrado ao pé do coqueiro, à borda do rio. Martim quebrou um ramo de murta, a folha da tristeza, e deitou-o no jazigo de sua esposa.

    A jandaia pousada no olho da palmeira repetia tristemente:

    - Iracema!


    • O trecho acima, do romance Iracema, refere a morte da personagem, cuja causa deu-se

    Escolha uma alternativa para a questão f213c7de-f9
  • Linguagens

    Português

    • Segundo o crítico Araripe Jr., referindo-se à produção de Alencar no romance Iracema, “os assuntos pouco interessavam à sua musa fértil; a linguagem era tudo”. Ou seja, o como se diz é mais importante do que aquilo que se diz. Assim, é correto afirmar que, na linguagem da obra,
    Escolha uma alternativa para a questão f2181568-f9
  • Linguagens

    Português

    O Almocreve

    Vai então, empacou o jumento em que eu vinha montado; fustiguei-o, ele deu dois corcovos, depois mais três, enfim mais um, que me sacudiu fora da sela, com tal desastre, que o pé esquerdo me ficou preso no estribo; tento agarrar-me ao ventre do animal, mas já então, espantado, disparou pela estrada fora. Digo mal: tentou disparar, e efetivamente deu dois saltos, mas um almocreve, que ali estava, acudiu a tempo de lhe pegar na rêdea e detê-lo, não sem esforço nem perigo. Dominado o bruto, desvencilhei-me do estribo e pus-me de pé.

    - Olhe do que vosmecê escapou, disse o almocreve.

    ( ...) Resolvi dar-lhe (...) uma recompensa digna da dedicação com que ele me salvou.


    • Este trecho é retirado do capítulo que exemplifica bem a personalidade e o caráter do narrador. Assim, considerando o episódio como um todo, no ato final da recompensa, Brás Cubas

    Escolha uma alternativa para a questão f21bf026-f9
  • Linguagens

    Português

    • O romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, faz significativo uso da linguagem figurada, o que dá ao texto uma fina dimensão estética. Assim, indique a alternativa em que o fragmento não está corretamente classificado, de acordo com a figura que nele ocorre.
    Escolha uma alternativa para a questão f21f1668-f9
  • Linguagens

    Português

    Entre o Ser e as Coisas


    Onda e amor, onde amor, ando indagando

    ao largo vento e à rocha imperativa,

    e a tudo me arremesso, nesse quando

    amanhece frescor de coisa viva.


    Às almas, não, as almas vão pairando,

    e, esquecendo a lição que já se esquiva,

    tornam amor humor, e vago e brando

    o que é de natureza corrosiva.


    N’água e na pedra amor deixa gravados

    seus hieróglifos e mensagens, suas

    verdades mais secretas e mais nuas.


    E nem os elementos encantados

    sabem do amor que os punge e que é, pungindo,

    uma fogueira a arder no dia findo. 

    • O poema acima é de Carlos Drummond de Andrade e integra a obra Claro Enigma. Da leitura dele não se pode concluir que

    Escolha uma alternativa para a questão f222dc0f-f9
  • Linguagens

    Português

    • Carlos Drummond de Andrade escreveu a obra Claro Enigma. Sobre ela é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão f227cb71-f9
  • Linguagens

    Português

    • Do conto “A Volta do Marido Pródigo”, que integra a obra Sagarana, de João Guimarães Rosa, não é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão f22d05ba-f9
  • Linguagens

    Português

    O sol cresce, amadurece. Mas eles estão esperando é a febre, mais o tremor. Primo Ribeiro parece um defunto – sarro de amarelo na cara chupada, olhos sujos, desbrilhados, e as mãos pendulando, compondo o equilíbrio, sempre a escorar dos lados a bambeza do corpo. Mãos moles, sem firmeza, que deixam cair tudo quanto ele queira pegar. Baba, baba, cospe, cospe, vai fincando o queixo no peito; e trouxe cá para fora a caixinha de remédio, a cornicha de pó e mais o cobertor.


    • O trecho acima integra o conto Sarapalha e faz parte da obra Sagarana de João Guimarães Rosa. Dessa narrativa como um todo, é errado afirmar que

    Escolha uma alternativa para a questão f23052ff-f9
  • Linguagens

    Português

    • Cumprindo sua função de ombudsman, Paula Cesarino Costa
    Escolha uma alternativa para a questão f234157b-f9
  • Linguagens

    Português

    • Nos segundo, décimo e último parágrafos, a ombudsman se vale de aspectos quantitativos como argumento de que,
    Escolha uma alternativa para a questão f23c25d8-f9
  • Linguagens

    Português

    • Indique em qual passagem as aspas são empregadas para assinalar o pronunciamento do jornal:
    Escolha uma alternativa para a questão f2403565-f9
  • Linguagens

    Português

    “É dever das titulares de um blog feminino e feminista trazer a público, sabendo ser verdadeira, uma denúncia de prática machista.”


    • Nesse trecho do antepenúltimo parágrafo, a intercalação da oração demarcada por vírgulas implica

    Escolha uma alternativa para a questão f24431b6-f9
  • Linguagens

    Português

    • No sétimo parágrafo da coluna, um leitor faz referência à “operação abafa”, a fim de
    Escolha uma alternativa para a questão f2491e37-f9
  • Linguagens

    Português

    “Tropeçou ao resumir o episódio como ‘brincadeira’ e tentar dividir sua culpa com a geração de homens acima de 60 anos, como se fossem vítimas de uma catequese única e perversa”. [sexto parágrafo]


    • Ao empregar o verbo tropeçar, a ombudsman

    Escolha uma alternativa para a questão f24cdaef-f9
  • Linguagens

    Português

    • Ainda em relação ao trecho mencionado na questão anterior, feminino e feminista remetem-se, respectivamente, a um blog
    Escolha uma alternativa para a questão f2513809-f9
  • Linguagens

    Português

    • Estão destacados, no próprio texto, elementos coesivos com os quais há a interconexão entre ideias. Assinale a alternativa que contempla a relação de sentido que eles estabelecem, de acordo com a ordem em que aparecem.
    Escolha uma alternativa para a questão f2559174-f9
  • Linguagens

    Português

    Desafio da nossa época é lidar com a abundância
    Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06

    A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

    Imagem da questão de Português, PUC - SP 2017, Interpretação de TextosTemos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas. É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos. A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 

    Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.

    É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.

    A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.

    Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.

    As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.

    Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.

    O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

    Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.

    Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtm> Acesso em: 25 abr. 2018.

    Qual o efeito de sentido da oração intercalada “quem diria”, no primeiro parágrafo do texto 1?
    Escolha uma alternativa para a questão f359fb17-b0
  • Linguagens

    Português

    Desafio da nossa época é lidar com a abundância
    Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06

    A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

    Imagem da questão de Português, PUC - SP 2017, Interpretação de TextosTemos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas. É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos. A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 

    Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.

    É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.

    A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.

    Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.

    As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.

    Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.

    O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

    Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.

    Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtm> Acesso em: 25 abr. 2018.

    No terceiro parágrafo do texto 1, o autor alega que a teoria malthusiana fazia sentido até o século XVIII com base na ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão f35e9efc-b0