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Prova

Prova de 2020: Fundação Getulio Vargas (FGV) — questões com gabarito

159 questões da prova de 2020 de Fundação Getulio Vargas (FGV), em Matemática, Português, Inglês, Biologia e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 159 questões
  • 9 matérias

Resultados: 30 questões

Página 1 de 2

  • Linguagens

    Português


    Imagem da questão de Português, FGV 2020, Interpretação de Textos
    (www.fotografia.folha.uol.com.br)

    O efeito de humor da charge decorre
    Escolha uma alternativa para a questão 6634348b-05
  • Linguagens

    Português

    Leia a fábula "O gato e a barata", de Millôr Fernandes, para responder à questão.

         A baratinha velha subiu pelo pé do copo que, ainda com um pouco de vinho, tinha sido largado a um canto da cozinha, desceu pela parte de dentro e começou a lambiscar o vinho. Dada a pequena distância que nas baratas vai da boca ao cérebro, o álcool lhe subiu logo a este. Bêbada, a baratinha caiu dentro do copo. Debateu-se, bebeu mais vinho, ficou mais tonta, debateu-se mais, bebeu mais, tonteou mais e já quase morria quando deparou com o carão do gato doméstico que sorria de sua aflição, do alto do copo.
         – Gatinho, meu gatinho –, pediu ela – me salva, me salva. Me salva que assim que eu sair daqui eu deixo você me engolir inteirinha, como você gosta. Me salva.
         – Você deixa mesmo eu engolir você? – disse o gato.
         – Me saaaalva! – implorou a baratinha. – Eu prometo. 
        O gato então virou o copo com uma pata, o líquido escorreu e com ele a baratinha que, assim que se viu no chão, saiu correndo para o buraco mais perto, onde caiu na gargalhada. 
         – Que é isso? – perguntou o gato. – Você não vai sair daí e cumprir sua promessa? Você disse que deixaria eu comer você inteira.
         – Ah, ah, ah – riu então a barata, sem poder se conter. – E você é tão imbecil a ponto de acreditar na promessa de uma barata velha e bêbada?
        Moral: Às vezes a autodepreciação nos livra do pelotão.

    (Diana Luz Pessoa de Barros. Teoria semiótica do texto, 2005.)
    Quando um sujeito pratica uma ação sobre si mesmo, dizemos que essa ação tem caráter reflexivo.

    Assinale a alternativa em que o pronome sublinhado atribui caráter reflexivo a uma ação.
    Escolha uma alternativa para a questão 66314cee-05
  • Linguagens

    Português

    Leia a fábula "O gato e a barata", de Millôr Fernandes, para responder à questão.

         A baratinha velha subiu pelo pé do copo que, ainda com um pouco de vinho, tinha sido largado a um canto da cozinha, desceu pela parte de dentro e começou a lambiscar o vinho. Dada a pequena distância que nas baratas vai da boca ao cérebro, o álcool lhe subiu logo a este. Bêbada, a baratinha caiu dentro do copo. Debateu-se, bebeu mais vinho, ficou mais tonta, debateu-se mais, bebeu mais, tonteou mais e já quase morria quando deparou com o carão do gato doméstico que sorria de sua aflição, do alto do copo.
         – Gatinho, meu gatinho –, pediu ela – me salva, me salva. Me salva que assim que eu sair daqui eu deixo você me engolir inteirinha, como você gosta. Me salva.
         – Você deixa mesmo eu engolir você? – disse o gato.
         – Me saaaalva! – implorou a baratinha. – Eu prometo. 
        O gato então virou o copo com uma pata, o líquido escorreu e com ele a baratinha que, assim que se viu no chão, saiu correndo para o buraco mais perto, onde caiu na gargalhada. 
         – Que é isso? – perguntou o gato. – Você não vai sair daí e cumprir sua promessa? Você disse que deixaria eu comer você inteira.
         – Ah, ah, ah – riu então a barata, sem poder se conter. – E você é tão imbecil a ponto de acreditar na promessa de uma barata velha e bêbada?
        Moral: Às vezes a autodepreciação nos livra do pelotão.

    (Diana Luz Pessoa de Barros. Teoria semiótica do texto, 2005.)
    Assinale a alternativa que ilustra um momento em que, em situação de evidente desigualdade, um personagem zomba (tem uma atitude sarcástica) da situação do outro.
    Escolha uma alternativa para a questão 662e5d30-05
  • Linguagens

    Português

    Leia a fábula "O gato e a barata", de Millôr Fernandes, para responder à questão.

         A baratinha velha subiu pelo pé do copo que, ainda com um pouco de vinho, tinha sido largado a um canto da cozinha, desceu pela parte de dentro e começou a lambiscar o vinho. Dada a pequena distância que nas baratas vai da boca ao cérebro, o álcool lhe subiu logo a este. Bêbada, a baratinha caiu dentro do copo. Debateu-se, bebeu mais vinho, ficou mais tonta, debateu-se mais, bebeu mais, tonteou mais e já quase morria quando deparou com o carão do gato doméstico que sorria de sua aflição, do alto do copo.
         – Gatinho, meu gatinho –, pediu ela – me salva, me salva. Me salva que assim que eu sair daqui eu deixo você me engolir inteirinha, como você gosta. Me salva.
         – Você deixa mesmo eu engolir você? – disse o gato.
         – Me saaaalva! – implorou a baratinha. – Eu prometo. 
        O gato então virou o copo com uma pata, o líquido escorreu e com ele a baratinha que, assim que se viu no chão, saiu correndo para o buraco mais perto, onde caiu na gargalhada. 
         – Que é isso? – perguntou o gato. – Você não vai sair daí e cumprir sua promessa? Você disse que deixaria eu comer você inteira.
         – Ah, ah, ah – riu então a barata, sem poder se conter. – E você é tão imbecil a ponto de acreditar na promessa de uma barata velha e bêbada?
        Moral: Às vezes a autodepreciação nos livra do pelotão.

    (Diana Luz Pessoa de Barros. Teoria semiótica do texto, 2005.)
    A função do texto, considerado o gênero a que pertence, é sobretudo
    Escolha uma alternativa para a questão 662accf6-05
  • Linguagens

    Português

    Considere o trecho inicial do conto "Uns sábados, uns agostos", de Caio Fernando Abreu, para responder à questão.

          Eles vinham aos sábados, sem telefonar. Não lembro desde quando criou-se o hábito de virem aos sábados, sem telefonar – e de vez em quando isso me irritava, pensando que se quisesse sair para, por exemplo, passear pelo parque ou tomar uma dessas lanchas de turismo que fazem excursões pelas ilhas, não poderia porque eles bateriam com as caras na porta fechada e ficariam ofendidos (eles eram sensíveis) e talvez não voltassem nunca mais. E como, aos sábados, eu jamais faria coisas como ir ao parque ou andar nessas tais lanchas que fazem excursões pelas ilhas, era obrigado a esperá-los, trancado em casa. Certamente os odiava um pouco enquanto não chegavam: um ódio de ter meus sábados totalmente dependentes deles, que não eram eu, e que não viveriam a minha vida por mim – embora eu nunca tivesse conseguido aprender como se vive aos sábados, se é que existe uma maneira específica de atravessá-los.  
    [...]
         E afinal, chovesse ou fizesse sol, sagradamente lá estavam eles, aos sábados. Naturalmente chovesse-ou-fizesse-sol é apenas isso que se convencionou chamar força de expressão, já que há muito tempo não fazia sol, talvez por ser agosto − mas de certa forma é sempre agosto nesta cidade, principalmente aos sábados.
          Não é que fossem chatos. Na verdade, eu nunca soube que critérios de julgamento se pode usar para julgar alguém definitivamente chato, irremediavelmente burro ou irrecuperavelmente desinteressante. Sempre tive uma dificuldade absurda para arrumar prateleiras. Acontece que não tínhamos nada em comum, não que isso tenha importância, mas nossas famílias não se conheciam, então não podíamos falar sobre os meus pais ou os avós deles, sobre os meus tios ou os seus sobrinhos ou qualquer outra dessas combinações genealógicas. Também não sabia que tipo de trabalho faziam, se é que faziam alguma coisa, nem sequer se liam, se estudavam, iam ao cinema, assistiam à televisão ou com que se ocupavam, enfim, além de me visitar aos sábados.

    (Caio Fernando Abreu. Mel e girassóis, 1988. Adaptado.) 
    "[...] para julgar alguém definitivamente chato, irremediavelmente burro ou irrecuperavelmente desinteressante. Sempre tive uma dificuldade absurda para arrumar prateleiras. Acontece que não tínhamos nada em comum, não que [...]" (3° parágrafo).

    Considerado o contexto, a expressão sublinhada pode ser entendida como:
    Escolha uma alternativa para a questão 66272ee8-05
  • Linguagens

    Português

    Considere o trecho inicial do conto "Uns sábados, uns agostos", de Caio Fernando Abreu, para responder à questão.

          Eles vinham aos sábados, sem telefonar. Não lembro desde quando criou-se o hábito de virem aos sábados, sem telefonar – e de vez em quando isso me irritava, pensando que se quisesse sair para, por exemplo, passear pelo parque ou tomar uma dessas lanchas de turismo que fazem excursões pelas ilhas, não poderia porque eles bateriam com as caras na porta fechada e ficariam ofendidos (eles eram sensíveis) e talvez não voltassem nunca mais. E como, aos sábados, eu jamais faria coisas como ir ao parque ou andar nessas tais lanchas que fazem excursões pelas ilhas, era obrigado a esperá-los, trancado em casa. Certamente os odiava um pouco enquanto não chegavam: um ódio de ter meus sábados totalmente dependentes deles, que não eram eu, e que não viveriam a minha vida por mim – embora eu nunca tivesse conseguido aprender como se vive aos sábados, se é que existe uma maneira específica de atravessá-los.  
    [...]
         E afinal, chovesse ou fizesse sol, sagradamente lá estavam eles, aos sábados. Naturalmente chovesse-ou-fizesse-sol é apenas isso que se convencionou chamar força de expressão, já que há muito tempo não fazia sol, talvez por ser agosto − mas de certa forma é sempre agosto nesta cidade, principalmente aos sábados.
          Não é que fossem chatos. Na verdade, eu nunca soube que critérios de julgamento se pode usar para julgar alguém definitivamente chato, irremediavelmente burro ou irrecuperavelmente desinteressante. Sempre tive uma dificuldade absurda para arrumar prateleiras. Acontece que não tínhamos nada em comum, não que isso tenha importância, mas nossas famílias não se conheciam, então não podíamos falar sobre os meus pais ou os avós deles, sobre os meus tios ou os seus sobrinhos ou qualquer outra dessas combinações genealógicas. Também não sabia que tipo de trabalho faziam, se é que faziam alguma coisa, nem sequer se liam, se estudavam, iam ao cinema, assistiam à televisão ou com que se ocupavam, enfim, além de me visitar aos sábados.

    (Caio Fernando Abreu. Mel e girassóis, 1988. Adaptado.) 
    "E como, aos sábados, eu jamais faria coisas como ir ao parque ou andar nessas tais lanchas que fazem excursões pelas ilhas, era obrigado a esperá-los, trancado em casa" (1° parágrafo).

    No contexto em que está inserida, a conjunção sublinhada introduz uma oração com sentido de
    Escolha uma alternativa para a questão 662350d5-05
  • Linguagens

    Português

    Considere o trecho inicial do conto "Uns sábados, uns agostos", de Caio Fernando Abreu, para responder à questão.

          Eles vinham aos sábados, sem telefonar. Não lembro desde quando criou-se o hábito de virem aos sábados, sem telefonar – e de vez em quando isso me irritava, pensando que se quisesse sair para, por exemplo, passear pelo parque ou tomar uma dessas lanchas de turismo que fazem excursões pelas ilhas, não poderia porque eles bateriam com as caras na porta fechada e ficariam ofendidos (eles eram sensíveis) e talvez não voltassem nunca mais. E como, aos sábados, eu jamais faria coisas como ir ao parque ou andar nessas tais lanchas que fazem excursões pelas ilhas, era obrigado a esperá-los, trancado em casa. Certamente os odiava um pouco enquanto não chegavam: um ódio de ter meus sábados totalmente dependentes deles, que não eram eu, e que não viveriam a minha vida por mim – embora eu nunca tivesse conseguido aprender como se vive aos sábados, se é que existe uma maneira específica de atravessá-los.  
    [...]
         E afinal, chovesse ou fizesse sol, sagradamente lá estavam eles, aos sábados. Naturalmente chovesse-ou-fizesse-sol é apenas isso que se convencionou chamar força de expressão, já que há muito tempo não fazia sol, talvez por ser agosto − mas de certa forma é sempre agosto nesta cidade, principalmente aos sábados.
          Não é que fossem chatos. Na verdade, eu nunca soube que critérios de julgamento se pode usar para julgar alguém definitivamente chato, irremediavelmente burro ou irrecuperavelmente desinteressante. Sempre tive uma dificuldade absurda para arrumar prateleiras. Acontece que não tínhamos nada em comum, não que isso tenha importância, mas nossas famílias não se conheciam, então não podíamos falar sobre os meus pais ou os avós deles, sobre os meus tios ou os seus sobrinhos ou qualquer outra dessas combinações genealógicas. Também não sabia que tipo de trabalho faziam, se é que faziam alguma coisa, nem sequer se liam, se estudavam, iam ao cinema, assistiam à televisão ou com que se ocupavam, enfim, além de me visitar aos sábados.

    (Caio Fernando Abreu. Mel e girassóis, 1988. Adaptado.) 
    Considerado o contexto do primeiro parágrafo, o verbo sublinhado indica um acontecimento habitual, frequente, no passado, na frase:
    Escolha uma alternativa para a questão 661ffbd9-05
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    Português

    Considere o trecho inicial do conto "Uns sábados, uns agostos", de Caio Fernando Abreu, para responder à questão.

          Eles vinham aos sábados, sem telefonar. Não lembro desde quando criou-se o hábito de virem aos sábados, sem telefonar – e de vez em quando isso me irritava, pensando que se quisesse sair para, por exemplo, passear pelo parque ou tomar uma dessas lanchas de turismo que fazem excursões pelas ilhas, não poderia porque eles bateriam com as caras na porta fechada e ficariam ofendidos (eles eram sensíveis) e talvez não voltassem nunca mais. E como, aos sábados, eu jamais faria coisas como ir ao parque ou andar nessas tais lanchas que fazem excursões pelas ilhas, era obrigado a esperá-los, trancado em casa. Certamente os odiava um pouco enquanto não chegavam: um ódio de ter meus sábados totalmente dependentes deles, que não eram eu, e que não viveriam a minha vida por mim – embora eu nunca tivesse conseguido aprender como se vive aos sábados, se é que existe uma maneira específica de atravessá-los.  
    [...]
         E afinal, chovesse ou fizesse sol, sagradamente lá estavam eles, aos sábados. Naturalmente chovesse-ou-fizesse-sol é apenas isso que se convencionou chamar força de expressão, já que há muito tempo não fazia sol, talvez por ser agosto − mas de certa forma é sempre agosto nesta cidade, principalmente aos sábados.
          Não é que fossem chatos. Na verdade, eu nunca soube que critérios de julgamento se pode usar para julgar alguém definitivamente chato, irremediavelmente burro ou irrecuperavelmente desinteressante. Sempre tive uma dificuldade absurda para arrumar prateleiras. Acontece que não tínhamos nada em comum, não que isso tenha importância, mas nossas famílias não se conheciam, então não podíamos falar sobre os meus pais ou os avós deles, sobre os meus tios ou os seus sobrinhos ou qualquer outra dessas combinações genealógicas. Também não sabia que tipo de trabalho faziam, se é que faziam alguma coisa, nem sequer se liam, se estudavam, iam ao cinema, assistiam à televisão ou com que se ocupavam, enfim, além de me visitar aos sábados.

    (Caio Fernando Abreu. Mel e girassóis, 1988. Adaptado.) 
    Ao dizer "força de expressão" (2° parágrafo), o narrador informa que não se devem tomar as palavras em seu sentido
    Escolha uma alternativa para a questão 661ceb9f-05
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    Português

    Leia o texto de Teresinha Costa para responder à questão.

         Em História social da criança e da família, Philippe Ariès faz um estudo na Europa, no período compreendido entre a Idade Média e o século XX, para demonstrar como a definição de criança se modificou no decorrer do tempo de acordo com parâmetros ideológicos. Pela análise de pinturas, diários, esculturas e vitrais produzidos na Europa no período anterior aos ideais da Revolução Francesa, Ariès forja a expressão "sentimento da infância" para designar "a consciência da particularidade infantil, essa particularidade que distingue essencialmente a criança do adulto". Esse sentimento vai aparecer a partir apenas do século XVII.
    Na Idade Média, a criança era vista como um pequeno adulto, sem características que a diferenciassem, e desconsiderada como alguém merecedor de cuidados especiais. Isso não significava que as crianças fossem até então desprezadas ou negligenciadas, mas sim que não se tinha consciência de uma série de particularidades intelectuais, comportamentais e emocionais que passaram, então, a ser consideradas como inerentes ou até mesmo naturais às crianças. Ariès comenta, inclusive, que os pintores ocidentais reproduziam crianças vestidas como pequenos adultos, e que somente percebemos se tratar de uma criança devido ao seu tamanho reduzido. Nas sociedades agrárias, a infância era um período rapidamente superado e, tão logo a criança adquiria alguma independência, passava a participar da vida dos adultos e de seus trabalhos, jogos e festas.

    (Psicanálise com crianças, 2010.)
    "Isso não significava que as crianças fossem até então desprezadas" (2° parágrafo)

    Se esta frase for transposta para a voz ativa, a locução verbal sublinhada muda para:
    Escolha uma alternativa para a questão 6619d0e9-05
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto de Teresinha Costa para responder à questão.

         Em História social da criança e da família, Philippe Ariès faz um estudo na Europa, no período compreendido entre a Idade Média e o século XX, para demonstrar como a definição de criança se modificou no decorrer do tempo de acordo com parâmetros ideológicos. Pela análise de pinturas, diários, esculturas e vitrais produzidos na Europa no período anterior aos ideais da Revolução Francesa, Ariès forja a expressão "sentimento da infância" para designar "a consciência da particularidade infantil, essa particularidade que distingue essencialmente a criança do adulto". Esse sentimento vai aparecer a partir apenas do século XVII.
    Na Idade Média, a criança era vista como um pequeno adulto, sem características que a diferenciassem, e desconsiderada como alguém merecedor de cuidados especiais. Isso não significava que as crianças fossem até então desprezadas ou negligenciadas, mas sim que não se tinha consciência de uma série de particularidades intelectuais, comportamentais e emocionais que passaram, então, a ser consideradas como inerentes ou até mesmo naturais às crianças. Ariès comenta, inclusive, que os pintores ocidentais reproduziam crianças vestidas como pequenos adultos, e que somente percebemos se tratar de uma criança devido ao seu tamanho reduzido. Nas sociedades agrárias, a infância era um período rapidamente superado e, tão logo a criança adquiria alguma independência, passava a participar da vida dos adultos e de seus trabalhos, jogos e festas.

    (Psicanálise com crianças, 2010.)
    "entre a Idade Média e o século XX" (1º parágrafo)
    "Ariès forja a expressão 'sentimento da infância'" (1º parágrafo)
    "sem características que a diferenciassem" (2º parágrafo)

    As três ocorrências do vocábulo "a" sublinhadas correspondem, respectivamente, a:
    Escolha uma alternativa para a questão 66168106-05
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto de Teresinha Costa para responder à questão.

         Em História social da criança e da família, Philippe Ariès faz um estudo na Europa, no período compreendido entre a Idade Média e o século XX, para demonstrar como a definição de criança se modificou no decorrer do tempo de acordo com parâmetros ideológicos. Pela análise de pinturas, diários, esculturas e vitrais produzidos na Europa no período anterior aos ideais da Revolução Francesa, Ariès forja a expressão "sentimento da infância" para designar "a consciência da particularidade infantil, essa particularidade que distingue essencialmente a criança do adulto". Esse sentimento vai aparecer a partir apenas do século XVII.
    Na Idade Média, a criança era vista como um pequeno adulto, sem características que a diferenciassem, e desconsiderada como alguém merecedor de cuidados especiais. Isso não significava que as crianças fossem até então desprezadas ou negligenciadas, mas sim que não se tinha consciência de uma série de particularidades intelectuais, comportamentais e emocionais que passaram, então, a ser consideradas como inerentes ou até mesmo naturais às crianças. Ariès comenta, inclusive, que os pintores ocidentais reproduziam crianças vestidas como pequenos adultos, e que somente percebemos se tratar de uma criança devido ao seu tamanho reduzido. Nas sociedades agrárias, a infância era um período rapidamente superado e, tão logo a criança adquiria alguma independência, passava a participar da vida dos adultos e de seus trabalhos, jogos e festas.

    (Psicanálise com crianças, 2010.)
    De acordo com o texto, a pesquisa de Philippe Ariès
    Escolha uma alternativa para a questão 6612c01b-05
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    Português

    Leia o poema de Alberto Caeiro para responder à questão.

    Não basta abrir a janela
    Para ver os campos e o rio.
    Não é bastante não ser cego
    Para ver as árvores e as flores.
    É preciso também não ter filosofia nenhuma.
    Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
    Há só cada um de nós, como uma cave1 .
    Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
    E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
    Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.

    (Obra poética, 1992.)

    1cave: pavimento de uma construção que fica abaixo do nível do solo.
    Considere os versos:

    "Não basta abrir a janela
    Para ver os campos e o rio."
    "E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse"

    No contexto, os termos sublinhados podem ser corretamente substituídos por:
    Escolha uma alternativa para a questão 660f606c-05
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    Português

    Leia o poema de Alberto Caeiro para responder à questão.

    Não basta abrir a janela
    Para ver os campos e o rio.
    Não é bastante não ser cego
    Para ver as árvores e as flores.
    É preciso também não ter filosofia nenhuma.
    Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
    Há só cada um de nós, como uma cave1 .
    Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
    E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
    Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.

    (Obra poética, 1992.)

    1cave: pavimento de uma construção que fica abaixo do nível do solo.
    No verso "Não basta abrir a janela", a oração sublinhada funciona como sujeito do verbo "basta". Um sujeito oracional ocorre também no verso:
    Escolha uma alternativa para a questão 660c35fe-05
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema de Alberto Caeiro para responder à questão.

    Não basta abrir a janela
    Para ver os campos e o rio.
    Não é bastante não ser cego
    Para ver as árvores e as flores.
    É preciso também não ter filosofia nenhuma.
    Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
    Há só cada um de nós, como uma cave1 .
    Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
    E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
    Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.

    (Obra poética, 1992.)

    1cave: pavimento de uma construção que fica abaixo do nível do solo.
    De acordo com o poema,
    Escolha uma alternativa para a questão 6607d3f4-05
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    Português

    Texto para a pergunta

    UMA MULHER, DA PORTA DE ONDE SAIU O HOMEM,

    ANUNCIA-LHE O QUE SE VERÁ


    – Compadre José, compadre,

    que na relva estais deitado:

    conversais e não sabeis

    que vosso filho é chegado?

    Estais aí conversando

    em vossa prosa entretida:

    não sabeis que vosso filho

    saltou para dentro da vida?

    Saltou para dentro da vida

    ao dar o primeiro grito;

    e estais aí conversando;

    pois sabei que ele é nascido.

    João Cabral de Melo Neto, Morte e vida severina.


    Se, no texto, em lugar de “vosso”, fosse usado o pronome “teu” ou “seu”, a concordância nos quatro primeiros versos estaria correta apenas em:
    Escolha uma alternativa para a questão 3ea4d08e-fc
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    Português

    Texto para a pergunta

    UMA MULHER, DA PORTA DE ONDE SAIU O HOMEM,

    ANUNCIA-LHE O QUE SE VERÁ


    – Compadre José, compadre,

    que na relva estais deitado:

    conversais e não sabeis

    que vosso filho é chegado?

    Estais aí conversando

    em vossa prosa entretida:

    não sabeis que vosso filho

    saltou para dentro da vida?

    Saltou para dentro da vida

    ao dar o primeiro grito;

    e estais aí conversando;

    pois sabei que ele é nascido.

    João Cabral de Melo Neto, Morte e vida severina.


    O nascimento do filho do retirante, anunciado nesse trecho de Morte e vida severina , forma contraste com a seguinte marca da obra a que pertence:
    Escolha uma alternativa para a questão 3ea12fa2-fc
  • Linguagens

    Português

    Texto para a pergunta

    Imagem da questão de Português, FGV 2020, Análise sintática

    Aluísio Azevedo, O cortiço. 

    Tendo em vista as relações de sentido estabelecidas no texto, as orações “ao retirar-se o patrão para a terra” (L. 4) e “que afrontava resignado as mais duras privações” (L. 9) exprimem, respectivamente, ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão 3e9e6653-fc
  • Linguagens

    Português

    Texto para a pergunta

    Imagem da questão de Português, FGV 2020, Interpretação de Textos

    Aluísio Azevedo, O cortiço. 

    João Romão e Bertoleza, tais como caracterizados no excerto, distinguem-se de Leonardo pai e de Leonardo filho, de Memórias de um sargento de milícias, principalmente na medida em que essas personagens de O cortiço, diferentemente do que ocorre com os dois Leonardos, apresentam, como traço marcante, o fato de que
    Escolha uma alternativa para a questão 3e9b72fa-fc
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    Português

    Texto para a pergunta

    Imagem da questão de Português, FGV 2020, Interpretação de Textos

    Aluísio Azevedo, O cortiço. 

    A maneira como é caracterizada, no excerto, a morte do companheiro de Bertoleza – que “caiu morto na rua, ao lado da carroça, estrompado como uma besta” (Linha 20) – inaugurou, no início de O cortiço, um procedimento que será uma constante no desenvolvimento da narrativa, ou seja
    Escolha uma alternativa para a questão 3e98aed1-fc