- Movimentos Sociais, Discriminação e Desigualdade: Raça, classe e gênero
- Prova de 2022
- Universidade Estadual do Maranhão
- Dificuldade: Difícil
- Com imagem
- Código da questão: FB203AEF-B0
Em 2016, uma pesquisa do Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostrou
que mais de um terço dos brasileiros acredita que “mulheres que se dão ao respeito não são estupradas”.
No mesmo estudo, 30% disseram que “mulher que usa roupas provocativas não pode reclamar se for
estuprada”.
Uma exposição de roupas de vítimas de estupro na Bélgica, porém, contradiz essa lógica. Exibida em
Bruxelas, a mostra traz trajes que mulheres e meninas usavam no dia em que sofreram a violência sexual
e reúne calças e blusas discretas, pijamas e até camisetas largas. A exposição demonstra o fato de que a
violência do estupro independe da vestimenta, da idade, do corpo, das atitudes da vítima, assim a falsa ideia
de que as mulheres incitam de alguma forma essa violência, na verdade, esconde uma estrutura e uma
cultura socialmente enraizadas, que invertem o processo da violência, culpabilizando a vítima e vitimizando
o agressor.

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/exposicao-apresenta-os-trajes-de-mulheres-estupradas-roupas-discretas/
Pode-se afirmar que a culpabilização da vítima é parte do processo, sociologicamente, conhecido como
