Estou preso à vida e olho meus companheiros.
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Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não catarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
Não direi os suspiros ao anoitecer (...),
não fugirei para as ilhas, nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens
presentes, a vida presente.
(Carlos Drummond de Andrade)
No fragmento do poema transcrito acima, podemos
identificar algumas características do Modernismo
brasileiro, tais como:
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