Leia o poema As mortes sucessivas, de Adélia Prado, e analise as afirmativas.

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Enunciado

Leia o poema As mortes sucessivas, de Adélia Prado, e analise as afirmativas.

Quando minha irmã morreu eu chorei muito
e me consolei depressa. Tinha um vestido novo
e moitas no quintal onde eu ia existir.
Quando minha mãe morreu
Me consolei mais lento.
Tinha uma perturbação recém-achada:
meus seios conformavam dois montículos
e eu fiquei muito nua,
cruzando os braços sobre eles é que eu chorava.
Quando meu pai morreu
Nunca mais me consolei.
Busquei retratos antigos, procurei conhecidos,
parentes, que me lembrassem sua fala,
seu modo de apertar os lábios e ter certeza.
Reproduzi o encolhido do seu corpo
em seu último sono e repeti as palavras
que ele disse quando toquei seus pés:
´deixa, tá bom assim´.
Quem me consolará desta lembrança?
Meus seios se cumpriram
e as moitas onde existo
são pura sarça ardente de memória.
I. O poema apresenta um eu lírico que busca uma aprendizagem frente à morte.
II. As transformações do corpo do eu lírico evidenciam uma sucessão de perdas, enfrentadas desde a juventude.
III. A lembrança do pai é representada como ferida dolorosa que não tranquiliza o sentimento de falta.
A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são

Alternativas

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Resposta EI, II, III.

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