Leia o poema do grande poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade:

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Enunciado

Leia o poema do grande poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade:


Infância
Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
Lia a história de Robinson Crusoé
Comprida história que não acaba mais.

No meio-dia brando de luz uma voz que aprendeu
A ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu
Chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
Café gostoso Café bom.
Minha mãe ficava sentada cosendo
Olhando para mim.
- Psiu... Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro... que fundo!
Lá longe meu pai campeava
No mato sem fim da fazenda.

E eu não sabia que minha história
Era mais bonita que a de Robinson Crusoé.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. 12. Ed. Rio de Janeiro, J. Olympio, 1978. P.57.


No poema, poeta e sujeito poético tem uma só voz, pois Drummond relata recordações de sua infância. O tempo e modo verbal que viabiliza tal registro, logo, predomina no texto em questão é:

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Resposta CPretérito imperfeito do indicativo – indicando que os fatos expressos eram habituais, ocorriam todos os dias da infância do sujeito-poético;

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