Tupã, ó Deus grande! cobriste o teu rosto

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Enunciado

Deprecação


Tupã, ó Deus grande! cobriste o teu rosto

Com denso velâmen de penas gentis;

E jazem teus filhos clamando vingança

Dos bens que lhes deste da perda infeliz!


Tupã, ó Deus grande! teu rosto descobre:

Bastante sofremos com tua vingança!

Já lágrimas tristes choraram teus filhos

Teus filhos que choram tão grande mudança.


Anhangá impiedoso nos trouxe de longe

Os homens que o raio manejam cruentos,

Que vivem sem pátria, que vagam sem tino

Trás do ouro correndo, vorazes, sedentos.


E a terra em que pisam, e os campos e os rios

Que assaltam, são nossos; tu és nosso Deus:

Por que lhes concedes tão alta pujança,

Se os raios de morte, que vibram, são teus?

[...]


DIAS, Gonçalves. Cantos. Introdução, organização e fixação do texto: Cilaine Alves. São Paulo: Martins Fontes, 2000, pp. 16-17.


De acordo com os versos do poeta Gonçalves Dias, assinale a alternativa correta.  

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Resposta CO autor pertence ao Romantismo brasileiro, que se situa no século XIX. Sua obra pertence ao início desse movimento, período marcado pelo indianismo.

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