No dia 12 de Janeiro de 1616, o capitão Francisco Caldeira Castelo Branco aportou na Baía do Guajará, onde fundou o forte do…
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Leia o trecho a seguir.
No dia 12 de Janeiro de 1616, o capitão Francisco Caldeira Castelo Branco aportou na Baía do
Guajará, onde fundou o forte do presépio – núcleo original do que mais tarde se tornaria Belém.
Tendo assegurada essa região, restou confrontar os holandeses e, no ano de 1623, Pedro Texeira
parte do forte para expulsar os inimigos batavos, cujo último ataque e derrota final ocorreu em
1639 na fortaleza portuguesa de Gurupá. Ainda no século XVII, com a chamada revolta de Cumã
(1617), houve um repentino e eficaz levante dos grupos Tupinambás desde a capitania de Cumã,
passando por São Luís e chegando até Belém. Nesta ocasião, os nativos se posicionaram contra
a recém-instaurada administração colonial lusa no Estado do Maranhão e Grão-Pará, respondendo
de forma armada e articulada às tentativas de colonização. Dado o caráter da presença francesa
e holandesa baseada em uma economia de trocas e que ao máximo estabelecia feitorias, tanto
francos quanto batavos construíram uma relação de escambo cuja demanda por produtos não
afetava tão profundamente a dinâmica das populações autóctones. Dessa maneira, havia uma
política de aliança e comércio que era na medida do possível harmoniosa entre Tupinambás,
franceses, holandeses e ingleses. Estes Tupinambás ainda mantinham em sua memória coletiva
a lembrança da exploradora e conflituosa relação com os portugueses. A revolta de Cumã,
enquanto uma revolta colonial, se insere justamente nesse contexto: os Tupinambás, que já
conheciam os portugueses, passaram a usar ferramentas adquiridas no contato com os
colonizadores e se impuseram como o verdadeiro inimigo na empreitada de consolidação do
território luso na Amazônia. O início do conflito foi o ataque feito por um grupo de indígenas
Tupinambás da região de Cumã que levou a óbito 30 soldados portugueses. A suposta causa do
ataque teria sido a descoberta, por parte daqueles indígenas, dos interesses portugueses em
escravizar os povos da região que não se submetessem à vassalagem imposta pelos colonizadores
ibéricos.
RAMALHO, J. P. G.; RENDEIRO NETO, M.; MALULY, V. S.; e GIL, T. L. Os grupos nativos e a morfologia da
conquista na América Portuguesa. Nuevo Mundo Mundos Nuevos. Disponível em:
<http://journals.openedition.org/nuevomundo/80168>. Acesso em: 29 jul. 2023.
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
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