Questões do ENEM: Ciências Humanas e História do Brasil
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82FD1202-73 Em 1815, as tropas napoleônicas foram definitivamente derrotadas na Europa. Esse fato criou condições políticas para o retorno da família real à metrópole. No entanto, D. João não tomou qualquer iniciativa nesse sentido. Ao contrário, tratou de reforçar a presença da Corte na América, elevando a colônia a Reino Unido a Portugal e Algarves. Tal medida não somente colocou a até então colônia em um outro patamar de importância político-administrativa, como reforçou a posição dos grupos que defendiam junto ao príncipe a transferência definitiva da sede do Império para o Rio de Janeiro.História em curso: o Brasil e suas relações com o mundo ocidental. São Paulo: Editora do Brasil; Rio de Janeiro: FGV, 2004A respeito do governo joanino e da independência brasileira, analise as afirmativas a seguir.I. O maior desafio enfrentado por D. João em sua estada na América foi a rebelião de Pernambuco (1817), um movimento de reação à política joanina que se espalhou pelas capitanias vizinhas, reativas ao aumento de impostos para a manutenção da Corte no Rio de Janeiro.II. Em 1820, uma série de revoltas contra o absolutismo monárquico eclodiram em Portugal, sendo vitoriosas na cidade do Porto, onde exigiu-se a extinção da monarquia dos Bragança e a elaboração de uma Constituição republicana.III. A reação de D. João à revolução do Porto foi permanecer em terras americanas e assegurar a continuação de sua dinastia e de seu governo para o herdeiro, o príncipe D. Pedro, que assumiria o processo formal de independência a partir do Rio de Janeiro.Está correto o que se afirma emAFD87330-16 História
História do BrasilUNICENTRO · 2023Muito fácilEntre para guardar nos favoritosA chamada Revolução de 1930 é um importante momento de transição da história do Brasil. Com base nos conhecimentos sobre Brasil contemporâneo, assinale a alternativa correta.AFD5D51C-16 História
História GeralUNICENTRO · 2023Muito fácilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir.No dia 19 de março de 1942, 10 mil pessoas se reuniram em Curitiba para “verberarem os golpes do nazismo contra a integridade nacional”. Em seguida, saíram pelas ruas invadindo e depredando estabelecimentos comerciais, bancos, indústrias e clubes pertencentes a imigrantes alemães, italianos e japoneses. Um dos piores quebra-quebras da ocasião ocorreu em uma loja de um alemão próxima a Prefeitura, onde botaram fogo em tudo. Os vândalos corriam pelas ruas da cidade arrastando metros e metros de tecido em chamas, gritando “morte aos quinta-colunas” e o povo se deliciava assistindo aquelas cenas horripilantes.(Adaptado de: SETO, C.; UYEDA, M. H. Ayumi: caminhos percorridos. Curitiba: Imprensa Oficial do Paraná, 2002. p.230-231.)Com base no texto e nos conhecimentos sobre história do Paraná, assinale a alternativa correta.85270C71-DF História
História do BrasilCEDERJ · 2023FácilEntre para guardar nos favoritosO Brasil, no final da década de 1990, vivia os primeiros anos de desenvolvimento da democracia após a Constituição de 1988. A crise vivida pelo governo do presidente Fernando Collor de Mello acaba em renúncia e abre caminho para a presidência de Itamar Franco. Durante o governo do presidente Itamar Franco, destacou-se, como ministro, Fernando Henrique Cardoso, que acumulou as pastas das Relações Exteriores e da Fazenda e foi quem elaborou91F6E933-DF História
História do BrasilCEDERJ · 2023FácilEntre para guardar nos favoritosAs letras das canções abaixo, comemorativas das vitórias brasileiras nas Copas do Mundo de Futebol, assinalam as diferenças entre os anos 1950 e 1960 e os anos 1970. São elas:1958“A taça do mundo é nossaCom brasileiro, não há quem possaEh, eta, esquadrão de ouroÉ bom no samba, é bom no couro!O brasileiro lá no estrangeiroMostrou futebol como é que éGanhou a taça do mundoSambando com a bola no péGol!”(Victor D'agostino / Antonio Maugeri Sobrinho / Joao Carlos Muller / Wagner Maugeri)1962“Vocês vão ver como éDidi, Garrincha e PeléDando baile de bolaQuando eles pegam no couroO nosso escrete de ouroMostra o que é uma escolaQuando a partida esquentarE Vavá de calcanharEntregar a pelota a ManéE Mané Garrincha a DidiDidi diz que é por aquiAí vem o gol de Pelé!”(Frevo do Bi de Silvério Pessoa)1970“90 milhões em açãoPra frente Brasil, no meu coraçãoTodos juntos, vamos pra frente BrasilSalve a seleção!!!De repente é aquela corrente pra frente, parece que todo o Brasil deu a mão!Todos ligados na mesma emoção, tudo é um só coração!”(Miguel Gustavo)A respeito das letras, leia as afirmativas a seguir:I As letras das Copas de 1958 e de 1962 enfatizavam a união dos brasileiros em torno de um projeto de futuro, em que são afirmadas as figuras individuais do brasileiro e o plano desenvolvimentista de JK.II A letra da Copa de 1970 é um hino de celebração da unidade de 90 milhões de brasileiros e refere-se ao período posterior ao Ato Institucional Número 5, com a marca do “Brasil Grande” e da integração nacional, em torno de projetos como a Transamazônica.III As letras das Copas de 1958 e 1962 referem-se aos resultados do projeto nacional-populista de Getúlio Vargas, reforçando o ideal da industrialização, e demarcam a qualidade dos trabalhadores brasileiros, representados pelos jogadores da seleção.IV A letra da Copa de 1970 refere-se ao período do governo Collor, que abriu caminho para a renovação da política econômica brasileira, com ênfase na automobilística, no arrocho salarial e no sequestro das cadernetas de poupança.São corretas as afirmativas:91EBEB9A-DF História
História do BrasilCEDERJ · 2023FácilEntre para guardar nos favoritosA capital federal brasileira, nos anos 1940, foi objeto de situações complexas decorrentes do processo de redemocratização, especialmente a partir da presidência do general Eurico Gaspar Dutra e de ações diretamente ligadas à proibição dos jogos de azar.As consequências do Decreto-lei 9214, de 30 de abril de 1946, para a cidade do Rio de janeiro foram:BCE8F601-C4 História
História do BrasilUniversidade do Estado da Bahia · 2023FácilEntre para guardar nos favoritosFernando Collor de Mello fez o discurso mais longo de posse da história republicana: a leitura ocupou 55 minutos. Depois de trinta anos, era o primeiro presidente da República eleito diretamente pelo voto popular. Havia muita expectativa, especialmente sobre as medidas econômicas – a inflação dos dois primeiros meses do ano chegou a 169,7%. A conjuntura internacional estava passando por uma transformação radical, após a queda do muro de Berlim, em 1989, e a desestruturação do que era conhecido como mundo socialista, com a dissolução da União Soviética, em 1991. (FERNANDO COLLOR DE MELLO, 2022)Com uma plataforma política baseada numa suposta “modernização” do país e com a promessa de lutar contra a corrupção e os “marajás”, além de proteger os “descamisados”, Collor procurou encarnar a modernidade e a esperança de justiça social.Em março de 1990, surpreendeu a todos com a implementação do chamado Plano Collor I, que estabelecia medidas drásticas, comoBCE0EF15-C4 História
História do BrasilUniversidade do Estado da Bahia · 2023FácilEntre para guardar nos favoritosCom o avanço do sistema capitalista no final do século XIX, houve uma desestruturação das formas tradicionais de organização social, fundamentadas nos laços de fidelidade pessoal, levando a uma reação das sociedades rurais em vários locais do mundo. No Brasil, esse fenômeno se manifestou nos primeiros anos da jovem República. Essas rebeliões foram o resultado de tensões sociais e políticas causadas pela extrema miséria e exploração do homem do campo como mão de obra barata e massa agregada aos “coronéis” locais, misturando valores religiosos, populares e revolta política. (COM O AVANÇO DO SISTEMA CAPITALISTA, 2022).A alternativa que identifica esses conflitos é aBCD8E879-C4 História
História do BrasilUniversidade do Estado da Bahia · 2023FácilEntre para guardar nos favoritosOs quilombos não foram um fenômeno isolado; proliferaram por toda a América escravista. Na América espanhola, receberam o nome de palenques; na inglesa, maroons; na francesa, grand marronage; na América portuguesa, quilombos ou mocambos. Situados, geralmente, em lugares de difícil acesso, os quilombos mantinham relações ambíguas com a sociedade envolvente: às vezes faziam comércio com ela; outras vezes, negavam-se a realizar qualquer tipo de contato. (OS QUILOMBOS, 2022).Sobre os quilombos no Brasil, analise as afirmações a seguir.I. A partir do momento que a escravidão negra se transformou na relação de produção hegemônica na colônia, foram se formando as primeiras comunidades quilombolas como símbolo de resistência e preservação identitária.II. Ao longo do domínio holandês, em que se fortaleceram as formas de controle do trabalho escravo, o quilombo foi ampliando em extensão e população.III. A organização social dos quilombos estabelecia-se a partir de uma pequena elite de guerreiros, líderes da comunidade, que promoviam sua defesa e os ataques armados às povoações portuguesas.IV. Era frequente a manutenção de relações de escravidão doméstica no interior de comunidades quilombolas, durante todo o período colonial.V. A preservação das comunidades quilombolas constitui uma forma de resgatar a dívida histórica que o Brasil tem com sua população afrodescendente.A alternativa que apresenta todas as afirmativas corretas é aD1F22F3C-C4 História
História do BrasilUniversidade Estadual do Maranhão · 2023MédioEntre para guardar nos favoritosO poeta maranhense Gonçalves Dias, da geração do romantismo brasileiro, no século XIX, é o símbolo máximo do Indianismo pela centralidade da temática indígena em suas poesias, a exemplo de O Canto do Piaga, poema no qual idealiza o indígena como representante da identidade nacional.Veja o indígena nas palavras de Gonçalves Dias.O primeiro tópico de que havemos de tratar na história do Brasil é o dos Índios. [...] Eles são instrumento do quanto aqui se praticou de útil ou de glorioso; são o princípio de todas as nossas cousas; são os que deram a base para o nosso caráter nacional; ainda mal desenvolvido, e será a coroa da nossa prosperidade o dia da sua inteira reabilitação (sic) (Gonçalves Dias, 1850, p. 28-29).A idealização do poeta não escondia a situação vivida pelas populações indígenas no Pós-Independência, ao longo da construção do Estado nacional brasileiro, caracterizada porD1EF9022-C4 História
História do BrasilUniversidade Estadual do Maranhão · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritosVeja em imagem e no cordel uma figura poderosa maranhense.
CordelTodo mundo quer saberQuando vem ao MaranhãoA história de Ana JansenE a sua maldiçãoVou contar neste livrinhoQue o prezado tem na mãoMas adianto ao leitorPra tomar certo cuidadoSe o sujeito é medrosoCom tudo fica alteradoÉ melhor ler Walt Disney Pra não sair borradoMARQUES, Wilson. A verdadeira história de Ana Jansen e sua carruagem encantada. São Luís, Casa do autor maranhense, s/d.Ana Jansen, a “Rainha do Maranhão”, é uma personagem histórica da sociedade maranhense do século XIX, retratada como uma mulher autoritária, maquiavélica e cruel, com sua imagem sendo mais temida do que respeitada, tendo, por isso, se tornado enredo de uma lenda de assombração. Esse imaginário sobre Ana Jansen se deve a suaD1EA440F-C4 História
História da América LatinaUniversidade Estadual do Maranhão · 2023Muito fácilEntre para guardar nos favoritosAnalise as imagens e leia os trechos abaixo sobre o período ditatorial na Argentina (1976-1983) e no Brasil (1964-1985).
A Associação das Avós (e Mães) da Praça de Maio foi criada em 1977, quando mulheres argentinas passaram a ocupar a Praça de Maio, no centro de Buenos Aires, exigindo descobrir o paradeiro dos seus filhos e netos. Cada caso solucionado recebe um número - como o 132 de José Morales (filho de pais mortos na ditadura) - e se calcula que ainda existam centenas deles a serem finalizados.No Brasil, a Lei da Anistia foi aprovada em 1979, no governo do general Figueiredo. Seu lema era “ampla, geral e irrestrita”, cunhado pelo jurista Aloysio Picanço.O relatório da Comissão da Verdade no Brasil foi divulgado em 10 de dezembro de 2014, no Palácio do Planalto. Esta comissão foi criada para apurar as violações contra os direitos humanos, especialmente durante a ditadura civil-militar (1964-1985) no Brasil.https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/comissao-da-verdade-criada-para-apurar-crimes-da-ditadura-militar-faz-10-anos/ (Adaptado)Em relação às ações tomadas, após o fim da ditadura civil-militar na Argentina e no Brasil, pode-se afirmar que06D5030E-B2 História
História do BrasilIFN-MG · 2023MédioEntre para guardar nos favoritosNo trecho a seguir, a escritora Raquel de Queiroz, no livro “O quinze”, narra as intempéries acometidas aos chamados “flagelados da seca” no Ceará e a criação dos campos de concentração:“CONCEIÇÃO passava agora quase o dia inteiro no Campo de Concentração, ajudando a tratar, vendo morrer às centenas as criancinhas lazarentas e trôpegas que as retirantes atiravam no chão, entre montes de trapos, como um lixo humano que aos poucos se integrava de todo no imundo ambiente onde jazia.”Fonte: QUEIROZ, Raquel de. O quinze. 82. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006. p. 51.No início do século XX, algumas capitais brasileiras como o Rio de Janeiro foram objeto de projetos de modernização que tinham como consequência a tentativa de limpeza, de higienização das cidades. Considerando a criação dos campos de concentração no Ceará e a tentativa de higienização, assinale a alternativa CORRETA.AAA1399B-B1 História
História do BrasilIFN-MG · 2023Muito fácilEntre para guardar nos favoritosNo trecho do livro “Quarto de despejo” a seguir, a escritora Carolina Maria de Jesus rememora uma data importante para a história do Brasil, o dia da Abolição:“13 de maio de 1958.Hoje amanheceu chovendo. É um dia simpático para mim. É o dia da Abolição. Dia que comemoramos a libertação dos escravos.Continua chovendo. Eu tenho só feijão e sal. A chuva está forte. Mesmo assim mandei os meninos para a escola. Estou escrevendo até passar a chuva, para eu ir lá no senhor Manuel vender os ferros. Com o dinheiro dos ferros vou comprar arroz e linguiça. A chuva passou um pouco. Vou sair.Eu tenho tanto dó dos meus filhos. Quando eles veem as coisas de comer eles bradam: Viva a mamãe. A manifestação me agrada. Mas eu já perdi o hábito de sorrir. Dez minutos depois eles querem mais comida. Eu mandei o João pedir um pouquinho de gordura pra Dona Ida. Ela não tinha. Mandei-lhe um bilhete assim: Dona Ida peço-te se pode me arranjar um pouco de gordura, para eu fazer uma sopa para os meninos. Hoje choveu e eu não pude ir catar papel. Agradeço. Carolina.Choveu, esfriou. É o inverno que chega. E no inverno a gente come mais. A minha filha Vera começou pedir comida. E eu não tinha. Era a reprise do espetáculo. Eu estava com dois cruzeiros. Pretendia comprar um pouco de farinha para fazer um virado. Fui pedir um pouco de banha a dona Alice. Ela me deu a banha e arroz. Era 9 horas da noite quando comemos.E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava contra a escravatura atual, a fome!”JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Francisco Alves, 2004. p. 29.A partir do texto e sobre a abolição da escravidão no Brasil, é possível afirmar:AA9E78C3-B1 História
História do BrasilIFN-MG · 2023MédioEntre para guardar nos favoritosO Grupo BaianaSystem, na música “Corneteiro Luís”, faz referência às lutas travadas no processo de Independência do Brasil:Corneteiro LuísO corneteiro Luís tocouO corneteiro Luís trocouNa batalha de PirajáQuando o corneteiro tocouO comandante mandou recuarMas o corneteiro trocouPode avançar, pode avançarO corneteiro trocouBaianaSystemEm 2 de julho de 1823, as tropas lusitanas que ainda permaneciam em terras brasileiras foram expulsas. O 2 de julho e o processo de Independência do Brasil foram marcados por/pelaAA96EE02-B1 História
História do BrasilIFN-MG · 2023FácilEntre para guardar nos favoritosLeia, atentamente, a transcrição de trechos do documento enviado à Comissão de Anistia:
“Várzea da Palma, 21 de agosto de 2002.
Excelentíssimo Senhor:
Presidente da Comissão de Anistia
Vimos, respeitosamente, à presença desta Comissão requerer os direitos de anistiado político, em favor de Flávio Ferreira da Silva.
Flávio Ferreira da Silva era natural da cidade de Pirapora (MG), de nacionalidade brasileira, nascido aos 07-12- 1934. [...]
Esclareço, portanto, que Flávio Ferreira da Silva foi preso e torturado, durante o período militar, que vigorou no país a partir de março de 1964. Foi punido com a cassação de seu mandato eletivo, na cidade de Três Marias (MG), onde acabara de ocupar o cargo de Prefeito Municipal; vale ressaltar que foi o primeiro prefeito eleito daquela cidade. [...]
Fomos condenados a viver sem um pai amoroso, responsável, que nos ensinou a ler e nos fazia valorizar acima de tudo os estudos. Para piorar ainda mais a situação, perdemos no mesmo dia a nossa mãe, nosso amparo e toda nossa fonte de segurança e formação Estamos requerendo os seguintes direitos do Artigo 1° da Medida Provisória n.° 2.151-3, de 24 de agosto de 2001:
Inciso I – Declaração da condição de anistiado político;
Inciso II – Reparação econômica, de caráter indenizatório, em prestação mensal, permanente e continuada.
Desde já, agradecemos a atenção.”
Fonte: ARQUIVO NACIONAL. DOSSIÊ. Fundo: Comissão especial sobre mortos e desaparecidos políticos. Adaptado.
O documento faz referência ao processo de prisão e tortura do prefeito da cidade de Três Marias pela ditadura civilmilitar (1964-1985) e foi enviado pelos seus filhos, radicados em Várzea da Palma, município da região do Alto São Francisco.
A repressão, na ditadura civil-militar no Brasil,
57BC430C-9B História
História do BrasilUFPR · 2023Muito fácilEntre para guardar nos favoritosSobre o bandeirantismo na formação de São Paulo, o historiador John Monteiro afirma que:
Mais do que em qualquer outra instância da história do Brasil, as campanhas do Norte mostraram o lado cruelmente destrutivo da política indigenista em zonas de franca expansão econômica. Não recebendo a esperada recompensa em cativos – como ocorrera nas campanhas do sertão da Bahia –, os paulistas tiveram que medir seu êxito em outros termos. Com o fim de ressarcir-se dos prejuízos, as expedições de apresamento dos paulistas nestes sertões logo assumiram o triste caráter de massacres impiedosos.
MONTEIRO, John. Negros da Terra. Índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. p.95.
Sobre o contexto da exploração indígena no século XVII, é correto afirmar que:
57B7284E-9B História
História do BrasilUFPR · 2023MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho a seguir:
De um modo ou de outro, o certo é que o visitador Heitor Furtado de Mendonça aqui chegou em 1591, instaurando uma atmosfera de medo e insegurança com a leitura de monitórios, sermões, procissões e autos-de-fé. Quando não eram vigiadas e delatadas pelos temíveis familiares e comissários do Santo Ofício, a rede de medo e terror fazia com que pessoas fossem denunciadas por vizinhos, conhecidos e parentes ou tomassem elas próprias a iniciativa de se confessar. O medo, entretanto, não foi a única razão das delações. Denunciava-se também por zelo moral e por retaliações pessoais movidas por ciúme, vingança, inimizade e até cobrança de dívidas.
BELLINI, Lígia. A coisa obscura. Mulher, sodomia e Inquisição no Brasil colonial. Salvador: Editora da Universidade Federal da Bahia, 2014, p. 15.
Com relação ao texto acima e aos conhecimentos sobre o tema da Inquisição no Brasil colônia, assinale a alternativa correta.
57B4A46A-9B História
História do BrasilUFPR · 2023FácilEntre para guardar nos favoritosSobre o pensamento desenvolvimentista no Brasil, assinale a alternativa correta.57B22168-9B História
História do BrasilUFPR · 2023MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o fragmento a seguir:
Os elementos constitutivos do fascismo eram discrepantes. Encontramos a princípio um impulso romântico, isto é, uma mística nacional que idealiza tradições antigas, frequentemente inventando um passado mítico. A cultura fascista glorificava a ação, a virilidade, a juventude e a luta, traduzindo-as em uma imagem particular do corpo, em gestos, emblemas, e símbolos que visavam redefinir a identidade nacional. Todos esses valores exigiam uma antítese, correspondente a diferentes figuras externas: os gêneros excluídos, como gays e mulheres que não aceitavam sua posição subalterna; os excluídos sociais, como criminosos e ladrões; os excluídos políticos, como anarquistas, bolcheviques e subversivos; os excluídos raciais, como judeus e povos colonizados. Eles carregavam em suas mentes e corpos as marcas da ‘degeneração’, simbolizando a antítese da normalidade burguesa (que é física, como também estética e moral).
TRAVERSO, Enzo. As novas faces do fascismo. Populismo e a Extrema Direita. Belo Horizonte: Editora Âyiné, 2021, p. 142.
Em relação ao ingresso e às influências da ideologia fascista no Brasil, é correto afirmar: