Questões do ENEM: Ciências Humanas e História do Brasil
Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.
Resultados
2.321 questões encontradas. Mostrando a página 67 de 117.
60BFA546-97 Eu por vezes tenho dito a V. A. aquilo que me parecia acerca dos negócios da França, e isto por ver por conjecturas e aparências grandes aquilo que podia suceder dos pontos mais aparentes, que consigo traziam muito prejuízo ao estado e aumento dos senhorios de V. A. E tudo se encerrava em vós, Senhor, trabalhardes com modos honestos de fazer que esta gente não houvesse de entrar nem possuir coisa de vossas navegações, pelo grandíssimo dano que daí se podia seguir.Serafim Leite. Cartas dos primeiros jesuítas, 1954.O trecho acima foi extraído de uma carta dirigida pelo padre jesuíta Diogo de Gouveia ao Rei de Portugal D. João III, escrita em Paris, em 17/02/1538. Seu conteúdo mostraE437201C-96 História
História do BrasilCEDERJ · 2015Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
h t t p s : / / w w w . g o o g l e . c o m . b r /search?q=diretas+j%C3%A1+collor
O Movimento conhecido como Caras Pintadas teve entre seus principais objetivos:E4280065-96 História
Brasil Monárquico – Segundo Reinado 1831- 1889CEDERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
A Revolta da Cabanagem é um tema recorrente nos estudos amazônicos sobre a História do Brasil. Este conflito,E422F57D-96 História
História do BrasilCEDERJ · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos“É certo, senhor, que as comarcas nesses estados e jurisdições se conservam indivisas e, por isso, derivado da boa razão que o costume introduziu, havendo um descoberto, fica este pertencendo àquela jurisdição que primeiro nele exerceu atos possessórios." (Ouvidor daComarca do Rio das Mortes, 1749, apud: Claudia Fonseca. Arraias e Vilas D`el Rei. Belo Horizonte, UFMG, 2011, p. 287).O processo de regularização da ocupação de terras na América Portuguesa,941D257D-7F História
História do BrasilENEM · 2015FácilEntre para guardar nos favoritosNão nos resta a menor dúvida de que a principal contribuição dos diferentes tipos de movimentos sociais brasileiros nos últimos vinte anos foi no plano da reconstrução do processo de democratização do país. E não se trata apenas da reconstrução do regime político, da retomada da democracia e do fim do Regime Militar. Trata-se da reconstrução ou construção de novos rumos para a cultura do país, do preenchimento de vazios na condução da luta pela redemocratização, constituindo-se como agentes interlocutores que dialogam diretamente com a população e com o Estado.
GOHN, M. G. M. Os sem-terras, ONGs e cidadania. São Paulo: Cortez, 2003 (adaptado).
No processo da redemocratização brasileira, os novos movimentos sociais contribuíram para
9412AB8C-7F História
Brasil Monárquico – Segundo Reinado 1831- 1889ENEM · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO I
Em todo o país a lei de 13 de maio de 1888 libertou poucos negros em relação à população de cor. A maioria já havia conquistado a alforria antes de 1888, por meio de estratégias possíveis. No entanto, a importância histórica da lei de 1888 não pode ser mensurada apenas em termos numéricos. O impacto que a extinção da escravidão causou numa sociedade constituída a partir da legitimidade da propriedade sobre a pessoa não cabe em cifras.
ALBUQUERQUE, W. O jogo da dissimulação: Abolição e cidadania negra no Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 2009 (adaptado).
TEXTO II
Nos anos imediatamente anteriores à Abolição, a população livre do Rio de Janeiro se tornou mais numerosa e diversificada. Os escravos, bem menos numerosos que antes, e com os africanos mais aculturados, certamente não se distinguiam muito facilmente dos libertos e dos pretos e pardos livres habitantes da cidade. Também já não é razoável presumir que uma pessoa de cor seja provavelmente cativa, pois os negros libertos e livres poderiam ser encontrados em toda parte.
CHALHOUB, S. Visões da liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na Corte. São Paulo: Cia. das Letras, 1990 (adaptado).
Sobre o fim da escravidão no Brasil, o elemento destacado no Texto I que complementa os argumentos apresentados no Texto II é o(a)940CAFA2-7F História
História do BrasilENEM · 2015FácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO I
Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até o esgotamento completo. Vencido palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados. CUNHA, E. Os sertões. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1987.
TEXTO II
Na trincheira, no centro do reduto, permaneciam quatro fanáticos sobreviventes do extermínio. Era um velho, coxo por ferimento e usando uniforme da Guarda Católica, um rapaz de 16 a 18 anos, um preto alto e magro, e um caboclo. Ao serem intimados para deporem as armas, investiram com enorme fúria. Assim estava terminada e de maneira tão trágica a sanguinosa guerra, que o banditismo e o fanatismo traziam acesa por longos meses, naquele recanto do território nacional.
SOARES, H. M. A Guerra de Canudos. Rio de Janeiro: Altina, 1902.
Os relatos do último ato da Guerra de Canudos fazem uso de representações que se perpetuariam na memória construída sobre o conflito. Nesse sentido, cada autor caracterizou a atitude dos sertanejos, respectivamente, como fruto da9402EA8E-7F História
Era Vargas – 1930-1954ENEM · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosBandeira do Brasil, és hoje a única. Hasteada a esta hora em todo o território nacional, única e só, não há lugar no coração do Brasil para outras flâmulas, outras bandeiras, outros símbolos. Os brasileiros se reuniram em torno do Brasil e decretaram desta vez com determinação de não consentir que a discórdia volte novamente a dividi-lo!
Discurso do Ministro da Justiça Francisco Campos na cerimônia da festa da bandeira, em novembro de 1937. Apud OLIVEN, G. R. A parte e o todo: a diversidade cultural do Brasil Nação. Petrópolis: Vozes, 1992.
O discurso proferido em uma celebração em que as bandeiras estaduais eram queimadas diante da bandeira nacional revela o pacto nacional proposto pelo Estado Novo, que se associa à93FCCEBD-7F História
História do BrasilENEM · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
No período de 1964 a 1985, a estratégia do Regime Militar abordada na charge foi caracterizada pela93E3CB13-7F História
História do BrasilENEM · 2015FácilEntre para guardar nos favoritosEm sociedade de origens tão nitidamente personalistas como a nossa, é compreensível que os simples vínculos de pessoa a pessoa, independentes e até exclusivos de qualquer tendência para a cooperação autêntica entre os indivíduos, tenham sido quase sempre os mais decisivos. As agregações e relações pessoais,embora por vezes precárias, e, de outro lado, as lutas entre facções, entre famílias, entre regionalismos, faziam dela um todo incoerente e amorfo. O peculiar da vida brasileira parece ter sido, por essa época, uma acentuação singularmente enérgica do afetivo, do irracional, do passional e uma estagnação ou antes uma atrofia correspondente das qualidades ordenadoras,disciplinadoras, racionalizadoras.
HOLANDA, S. B. Raízes do Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 1995.
Um traço formador da vida pública brasileira expressa-se, segundo a análise do historiador, na93D0214E-7F História
História do BrasilENEM · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosIniciou-se em 1903 a introdução de obras de arte com representações de bandeirantes no acervo do Museu Paulista, mediante a aquisição de uma tela que homenageava o sertanista que comandara a destruição do Quilombo de Palmares. Essa aquisição, viabilizada por verba estadual, foi simultânea à emergência de uma interpretação histórica que apontava o fenômeno do sertanismo paulista como o elo decisivo entre a trajetória territorial do Brasil e de São Paulo, concepção essa que se consolidaria entre os historiadores ligados ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo ao longo das três primeiras décadas do século XX.
MARINS, P. C. G. Nas matas com pose de reis: a representação de bandeirantes e a tradição da retratística monárquica europeia. Revista do LEB, n. 44, fev. 2007.
A prática governamental descrita no texto, com a escolha dos temas das obras, tinha como propósito a construção de uma memória que93BA1839-7F História
História do BrasilENEM · 2015FácilEntre para guardar nos favoritosA língua de que usam, por toda a costa, carece de três letras; convém a saber, não se acha nela F, nem L, nem R, coisa digna de espanto, porque assim não têm Fé, nem Lei, nem Rei, e dessa maneira vivem desordenadamente, sem terem além disto conta, nem peso, nem medida.GÂNDAVO, P. M. A primeira história do Brasil: história da província de Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 2004 (adaptado).
A observação do cronista português Pero de Magalhães de Gândavo, em 1576, sobre a ausência das letras F, L e R na língua mencionada, demonstra a74ACF9A7-4C História
Brasil Monárquico – Primeiro Reinado 1822- 1831PUC - Campinas · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
Sobre o imperador brasileiro a que o texto de Adalberto Cruz e Silva faz referência, é correto afirmar que a monarquia consolidou-se como
2A5B48EE-36 História
História do BrasilPUC - RS · 2015FácilEntre para guardar nos favoritosINSTRUÇÃO: Para responder à questão, associe os nomes dos presidentes brasileiros do período da Nova República (coluna A) às características de sua Presidência (coluna B).Coluna A1. José Sarney2. Fernando Collor de Mello3. Fernando Henrique Cardoso4. Luís Inácio “Lula” da SilvaColuna B( ) Seu mandato foi marcado pela busca da estabilidade monetária, pelo controle da emissão de moedas e pelo baixo crescimento industrial, devido aos efeitos negativos sobre a indústria, decorrentes da abertura da economia brasileira ao mercado internacional.( ) Sua presidência foi marcada pela estabilidade monetária, pelo crescimento da economia, impulsionado pela exportação de commodities, e pelo incremento do consumo interno, através de políticas de ampliação de renda e crédito, e de redistribuição de renda.( ) Seu governo enfrentou uma forte inflação através de planos econômicos como o Plano Cruzado, o Plano Cruzado II e o Plano Verão, que acabaram fracassando e gerando grande impopularidade ao presidente no fim de seu mandato.A numeração correta, de cima para baixo, é:( ) Em seu mandato, procurou combater a inflação através do confisco da poupança, tentou modernizar a economia brasileira, iniciando a sua abertura para o mercado internacional, e enfrentou grande instabilidade política, perdendo o apoio do Congresso.( ) Tentou marcar o seu governo pelo slogan “Tudo Pelo Social”, promovendo a criação da “farmácia básica” e do seguro desemprego, a extensão dos benefícios da previdência ao trabalhador rural e a aplicação do Programa do Leite.2A563140-36 História
Era Vargas – 1930-1954PUC - RS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosSobre as políticas e medidas adotadas por Getúlio Vargas, durante o Estado Novo, é correto afirmar:2A5165A3-36 História
História do BrasilPUC - RS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosINSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere as afirmações abaixo sobre a economia durante a República Velha (1889-1930).I. A monocultura de produtos agrícolas destinados à exportação continuou na base da economia brasileira, sendo o café o principal produto, o qual atingiu o seu auge e, ainda nesse período, a sua decadência.II. O primeiro ministro da Fazenda do novo governo Republicano foi Rui Barbosa (1889-1891). Preocupado com o déficit público e com a alta inflação deixados pela monarquia, Barbosa levou adiante uma política de controle das emissões monetárias e do crédito bancário, que ficou conhecida como “encilhamento".Estão corretas apenas as afirmativas:III. Para garantir um alto preço nas exportações do café, o Brasil adotou uma política de intervenção econômica,através do Convênio de Taubaté (1906), cuja principal medida era proibir o aumento da produção para não desvalorizar o produto.IV. O Brasil passou por um pequeno processo de industrialização durante a Primeira Guerra Mundial,denominado “industrialização por substituição de importações", na medida em que, estando impedido de comprar produtos europeus devido à guerra, o país passou a substituir os importados por produtos nacionais.2A4D22EF-36 História
História do BrasilPUC - RS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosO período que antecedeu à Independência do Brasil foi marcado pela presença da Coroa Portuguesa em sua colônia americana. Sobre esse processo, é INCORRETO afirmar:6F3C7D55-34 História
Brasil Monárquico – Segundo Reinado 1831- 1889PUC-GO · 2015FácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO 8
CAPÍTULO XVIII
Rubião e o cachorro, entrando em casa, sentiram, ouviram a pessoa e as vozes do finado amigo. Enquanto o cachorro farejava por toda a parte, Rubião foi sentar-se na cadeira, onde estivera quando Quincas Borba referiu a morte da avó com explicações científicas. A memória dele recompôs, ainda que de embrulho e esgarçadamente, os argumentos do filósofo. Pela primeira vez, atentou bem na alegoria das tribos famintas e compreendeu a conclusão: “Ao vencedor, as batatas!”. Ouviu distintamente a voz roufenha do finado expor a situação das tribos, a luta e a razão da luta, o extermínio de uma e a vitória da outra, e murmurou baixinho:
— Ao vencedor, as batatas!
Tão simples! tão claro! Olhou para as calças de brim surrado e o rodaque cerzido, e notou que até há pouco fora, por assim dizer, um exterminado, uma bolha; mas que ora não, era um vencedor. Não havia dúvida; as batatas fizeram-se para a tribo que elimina a outra a fim de transpor a montanha e ir às batatas do outro lado. Justamente o seu caso. Ia descer de Barbacena para arrancar e comer as batatas da capital. Cumpria-lhe ser duro e implacável, era poderoso e forte. E levantando-se de golpe, alvoroçado, ergueu os braços exclamando:
— Ao vencedor, as batatas!
Gostava da fórmula, achava-a engenhosa, compendiosa e eloquente, além de verdadeira e profunda. Ideou as batatas em suas várias formas, classificou-as pelo sabor, pelo aspecto, pelo poder nutritivo, fartou- -se antemão do banquete da vida. Era tempo de acabar com as raízes pobres e secas, que apenas enganavam o estômago, triste comida de longos anos; agora o farto, o sólido, o perpétuo, comer até morrer, e morrer em colchas de seda, que é melhor que trapos. E voltava à afirmação de ser duro e implacável, e à fórmula da alegoria. Chegou a compor de cabeça um sinete para seu uso, com este lema: AO VENCEDOR AS BATATAS.
Esqueceu o projeto do sinete; mas a fórmula viveu no espírito de Rubião, por alguns dias: — Ao vencedor as batatas! Não a compreenderia antes do testamento; ao contrário, vimos que a achou obscura e sem explicação. Tão certo é que a paisagem depende do ponto de vista, e que o melhor modo de apreciar o chicote é ter-lhe o cabo na mão.
(ASSIS, Machado de. Quincas Borba. São Paulo: Ática, 2011. p. 38-39.)
O fragmento do Texto 8, alegoricamente, fala-nos de luta e disputa de tribos famintas, do “extermínio de uma e a vitória de outra”. Considerando-se o momento de vida do autor e o seu envolvimento com as questões políticas do País, pode-se entender sua narrativa como uma análise crítica da sociedade brasileira, pois (assinale a alternativa correta):6ECE4A1E-34 História
Brasil Monárquico – Segundo Reinado 1831- 1889PUC-GO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO 5
TODO PIONEIRO É UM FORTE, pensava Bambico. Acredita nos sonhos. Se não fosse por ele, o mundo ainda estaria no tempo das cavernas... Quanto mais pensava nisso, mais se fortalecia.
Bambico chegara à Amazônia com as mãos vazias, vindo do Sul. Mas tinha na cabeça projetos grandiosos. Queria extrair da natureza toda a riqueza intacta, como o garimpeiro faz. Não desejava, entretanto, cavar rio e terra para achar pepitas de ouro. Não tinha vocação para tatu. Não faria como os garimpeiros: quando não havia mais nada, eles se mudavam, atrás de outros garimpos.
— Garimpeiro vive de ilusões. Eu gosto de projetos!
Que projetos grandiosos eram? Cortar árvores, exportar madeiras preciosas para a casa e a mobília dos ricos. Em seguida, semear capim, povoando os campos com as boiadas de nelore brilhando de tanta saúde. A riqueza estava acima do chão. A imensidão verde desaparecia no horizonte. Só de olhar para uma árvore, sabia quantos dólares cairia em seus bolsos. Quando ouvia os roncos das motosserras, costumava dizer, orgulhoso:
— Eis o barulho da fortuna!
Montes de serragem eram avistados de longe quando o visitante chegava às pequenas comunidades. Os caminhões de toras gemiam nas estradas esburacadas. Índios e caboclos eram afugentados à bala. A floresta se transformava num pó fino, que logo apodrecia. Quando os montes de serragem não apodreciam, eram queimados, sempre apressadamente. Por dias, os canudos negros de fumaça subindo pesadamente ao céu. Havia o medo dos fiscais. Quando apareciam, quase nunca eram vistos, era conveniente que houvesse pouca serragem...
Que história, a de Bambico! Teria muita coisa a contar para os netos que haveriam de chegar.
Em seu escritório, fumando um Havana, que um importador americano lhe presenteara, estufou o peito, vaidoso.
— Sim, muitas coisas! Quem te viu, quem te vê!
[...]
Sentia prazer com seus projetos grandiosos. Toda manhã se levantava para conquistar o mundo. Vereança era merreca. Não se rastejava em pequenos projetos. Muito menos desejava ser deputado... Ambicionava altos voos. Todo deputado era pau-mandado dos ricos. O Senado, sim, era o grande alvo. Lá, ele poderia afrontar esses “falsos profetas protetores da natureza". Essas ONGs de fachada... Lá, o seu cajado cairia sem dó, como um verdugo, sobre o costado dessa gente tola. Enquanto isso, ele poderia continuar seus projetos grandiosos. Cortar árvores, exportar madeiras preciosas para a casa e a mobília dos ricos, e semear capim.
Sonhara em ter uma dúzia de filhos, mas o destino lhe dera apenas dois. Sua mulher, após o segundo parto, ficara impossibilitada de procriar. Não queria fêmea entre os seus descendentes, mas logo no primeiro parto veio a decepção. Uma menina. Decepcionado, nada comentou com a esposa. No segundo, depois de uma gravidez tumultuada, veio o varão. Encheu-se de alegria. Com certeza, mais varões estavam para vir... [...]
(GONÇALVES, David. Sangue verde. São Paulo: Sucesso Pocket, 2014. p. 114-115.)
Pioneirismo, empreendedorismo e busca de fortunas fizeram parte do projeto de vida de alguns homens de negócio no Brasil imperial. Em meados do século XIX, com a proibição do tráfico de escravos, configurou- se um novo cenário para a economia do Império brasileiro. Vislumbrou-se a uma elite mercantil capitalizada a possiblidade de grandes negócios e lucros fáceis que, além de multiplicar suas riquezas, permitia-lhe ascender na restrita escala social brasileira. Assinale a alternativa correta sobre os projetos econômicos desse momento histórico:6EC4BE2A-34 História
Brasil Monárquico – Segundo Reinado 1831- 1889PUC-GO · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritosTEXTO 5
TODO PIONEIRO É UM FORTE, pensava Bambico. Acredita nos sonhos. Se não fosse por ele, o mundo ainda estaria no tempo das cavernas... Quanto mais pensava nisso, mais se fortalecia.
Bambico chegara à Amazônia com as mãos vazias, vindo do Sul. Mas tinha na cabeça projetos grandiosos. Queria extrair da natureza toda a riqueza intacta, como o garimpeiro faz. Não desejava, entretanto, cavar rio e terra para achar pepitas de ouro. Não tinha vocação para tatu. Não faria como os garimpeiros: quando não havia mais nada, eles se mudavam, atrás de outros garimpos.
— Garimpeiro vive de ilusões. Eu gosto de projetos!
Que projetos grandiosos eram? Cortar árvores, exportar madeiras preciosas para a casa e a mobília dos ricos. Em seguida, semear capim, povoando os campos com as boiadas de nelore brilhando de tanta saúde. A riqueza estava acima do chão. A imensidão verde desaparecia no horizonte. Só de olhar para uma árvore, sabia quantos dólares cairia em seus bolsos. Quando ouvia os roncos das motosserras, costumava dizer, orgulhoso:
— Eis o barulho da fortuna!
Montes de serragem eram avistados de longe quando o visitante chegava às pequenas comunidades. Os caminhões de toras gemiam nas estradas esburacadas. Índios e caboclos eram afugentados à bala. A floresta se transformava num pó fino, que logo apodrecia. Quando os montes de serragem não apodreciam, eram queimados, sempre apressadamente. Por dias, os canudos negros de fumaça subindo pesadamente ao céu. Havia o medo dos fiscais. Quando apareciam, quase nunca eram vistos, era conveniente que houvesse pouca serragem...
Que história, a de Bambico! Teria muita coisa a contar para os netos que haveriam de chegar.
Em seu escritório, fumando um Havana, que um importador americano lhe presenteara, estufou o peito, vaidoso.
— Sim, muitas coisas! Quem te viu, quem te vê!
[...]
Sentia prazer com seus projetos grandiosos. Toda manhã se levantava para conquistar o mundo. Vereança era merreca. Não se rastejava em pequenos projetos. Muito menos desejava ser deputado... Ambicionava altos voos. Todo deputado era pau-mandado dos ricos. O Senado, sim, era o grande alvo. Lá, ele poderia afrontar esses “falsos profetas protetores da natureza". Essas ONGs de fachada... Lá, o seu cajado cairia sem dó, como um verdugo, sobre o costado dessa gente tola. Enquanto isso, ele poderia continuar seus projetos grandiosos. Cortar árvores, exportar madeiras preciosas para a casa e a mobília dos ricos, e semear capim.
Sonhara em ter uma dúzia de filhos, mas o destino lhe dera apenas dois. Sua mulher, após o segundo parto, ficara impossibilitada de procriar. Não queria fêmea entre os seus descendentes, mas logo no primeiro parto veio a decepção. Uma menina. Decepcionado, nada comentou com a esposa. No segundo, depois de uma gravidez tumultuada, veio o varão. Encheu-se de alegria. Com certeza, mais varões estavam para vir... [...]
(GONÇALVES, David. Sangue verde. São Paulo: Sucesso Pocket, 2014. p. 114-115.)
No trecho do Texto 5 “Não faria como os garimpeiros: quando não havia mais nada, eles se mudavam, atrás de outros garimpos." é feita menção de uma prática corriqueira na história da ocupação e do povoamento do estado de Goiás: o esgotamento de jazidas de minérios e a procura por alternativas que pudessem garantir a sobrevivência da comunidade local. Com base nesse contexto histórico, avalie os itens a seguir:
I-Por conta da elevada disponibilidade de ouro em ambientes tais como topos de chapadas e vertentes, bem como faixas aluviais, houve a vinda de pessoas em busca de fácil enriquecimento, que acabaram por ocupar áreas inóspitas.
II-Pelo isolamento geográfico com relação aos centros de abastecimento no período colonial, as práticas agrícola e pecuária foram desenvolvidas paralelamente à mineração, com o intuito de abastecer as minas.
III-Com o esgotamento das jazidas auríferas, houve um período de estagnação e regresso socioeconômico, devido à substituição da atividade mineradora por uma economia de subsistência.
IV-A atividade agropecuária substituiu a mineração como principal atividade econômica e fator de povoamento do território goiano após o esgotamento das jazidas.
Em relação às proposições analisadas, assinale a única alternativa cujos itens estão todos corretos: