Questões do ENEM: Ciências Humanas e Período Colonial: produção de riqueza e escravismo
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489 questões encontradas. Mostrando a página 4 de 25.
2223FE53-8B O luxo e a corrupção nasceram entre nós antes da civilização e da indústria. E qual será a causa principal de um fenômeno tão espantoso? A escravidão, senhores, a escravidão. Porque o homem que conta com os trabalhos diários de seus escravos vive na indolência, e a indolência traz todos os vícios após si.(José Bonifácio de Andrada e Silva, 1825. Apud: Ynaê Lopes dos Santos. História da África e do Brasil afrodescendente, 2017. Adaptado.)A manifestação de uma das principais lideranças do país, logo após a independência política, revela a221F28FD-8B História
História do BrasilUNESP · 2021Entre para guardar nos favoritos[...] as irmandades de negros eram espaços permitidos dentro da legalidade, nos quais o escravo podia manifestar- -se fora de suas relações de trabalho. [...] Em certo sentido, era através da religião católica que o escravo encontrava algum lenitivo para sua situação. Tudo indica que a permissão para a criação das irmandades de negros tenha sido dada com o intuito de obter melhores resultados na cristianização dos escravos [...].Paradoxalmente, os negros utilizaram as irmandades para resguardar valores culturais, em especial suas crenças religiosas. [...] Tudo leva a crer que, a partir da realidade vivida naquela época, bem como considerando as dificuldades, o negro recriou e reinterpretou a cultura dominante, adequando-a à sua maneira de ser.(Ana Lúcia Valente. “As irmandades de negros: resistência e repressão”. In: Horizonte, v. 9, no 21, 2011.)Segundo o excerto, as irmandades religiosas de negros, no Brasil colonial, eramBD18D033-04 História
História do BrasilUFGD · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritosA questão dos quilombos é um elemento importante na história do Brasil. Os quilombos se constituíram/ constituem em espaços de resistência ante a escravidão; contemporaneamente, como espaços de resistência cultural[…].Os quilombos foram muitos e não eram unidades homogêneas, ou seja, variavam quanto a lugar, tamanho, população, forma de organização, integrantes e “desempenharam um importante papel no complexo tecido social que era o sistema brasileiro da escravidão.DA SILVA, Giselda Shirley; DA SIILVA, Vandeir José. Quilombos brasileiros: alguns aspectos da trajetória do negro no Brasil. Revista Mosaico, v. 7, n. 2, p. 191-200, jul./dez. 2014. p. 192-193.Os quilombos foram a mais destacada forma de reação coletiva de negros escravizados durante o período colonial brasileiro. Sobre os quilombos, assinale a alternativa correta.0433BEB3-B3 História
História do BrasilUniversidade Estadual do Maranhão · 2021FácilEntre para guardar nos favoritosSabeis quem traz as pragas à terra? Cativeiros injustos. Quem trouxe ao Maranhão a praga dos Holandeses? Quem trouxe a praga das bexigas? Quem trouxe a fome e a esterilidade? Estes cativeiros. [...] Todo o homem que deve serviço ou liberdade alheia, e podendo-a restituir, não restitui, é certo que se condena: todos, ou quase todos os homens do Maranhão devem serviços e liberdades alheias, e podendo restituir, não restituem; logo, todos os quase todos se condenam.Cleonice Berardinellí. Pretos, Índios e Judeus nos Sermões de Vieira. In. João Adolfo Hansen, Adma Muhana, Hélder Garm (Orgs). Estudos sobre Vieira - São Paulo: AteliêEditorial. 2011.Este Sermão do Pe. Antônio Vieira (1608-1697) faz uma crítica à escravização dos indígenas e expõe a grande demanda por essa mão de obra no Estado Colonial do Maranhão até meados do século XVIII. A assertiva que explica o cativeiro dos indígenas no Maranhão colonial é a seguinte:
7A71429E-B2 História
História do BrasilUniversidade Estadual do Maranhão · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritosA colonização do Maranhão deu-se por meio de duas frentes distintas de povoamento e de ocupação territorial, propiciando especificidades nas bases socioeconômicas do norte e do centro-sul maranhense, ou seja, do litoral e do sertão.A frente interiorana responsável pela ocupação do sertão maranhense teve como características o caráter
629123D0-7A História
História do BrasilENEM · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
Escravo fugido. Jornal Correio Paulistano, 13 de abril de 1879. Disponível em:
http://bndigital.bn.gov.br. Acesso em: 2 ago. 2019 (adaptado).
No anúncio publicado na segunda metade do século XIX, qual a estratégia de resistência escrava apresentada?6BD82E3C-75 História
História do BrasilUECE · 2021MédioEntre para guardar nos favoritosDiferentemente da monocultura açucareira desenvolvida próximo ao litoral e da exploração mineral no interior do Brasil, a atividade pecuarista colonial se caracterizou por manter6BD13E5C-75 História
História do BrasilUECE · 2021Muito fácilEntre para guardar nos favoritosAtente para o trecho a seguir: “[...] o tráfico negreiro se tornou uma considerável fonte de renda para a Coroa, por meio de um amplo sistema de taxação. [...] por volta de 1630, um escravo africano entrava no Brasil com uma taxação equivalente a 20% do seu preço no porto de embarque. Na segunda metade do século XVII, as taxas de exportação de africanos subiram para 28%, tornando-os ‘a mercadoria’ mais tributada de todo o império lusitano”.
FARIA, R.M.; MIRANDA, M.L.; CAMPOS, H.G. Estudos de
História. 1.ed. São Paulo: FTD, 2010, p. 257.
Coleção estudos de história; v.1.
Baseado nas informações do excerto e no que se sabe sobre o tráfico negreiro, é correto afirmar que
D8FE8011-73 História
História do BrasilUSP · 2021Muito fácilEntre para guardar nos favoritosSe vamos à essência da nossa formação, veremos que na realidade nos constituímos para fornecer açúcar, tabaco, alguns outros gêneros; mais tarde ouro e diamantes; depois, algodão, e em seguida café, para o comércio europeu.
Caio Prado Jr. Formação do Brasil Contemporâneo. São Paulo:
Companhia das Letras, 2011, p. 29.
Sobre o sentido da colonização do Brasil, é correto afirmar:
FFD30B4C-58 História
História do BrasilUECE · 2021Muito fácilEntre para guardar nos favoritos“Derrama” e “Capitação” eram denominações de312CCC81-57 História
História do BrasilENEM · 2021FácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO I

EIGENHEER, E. M. Lixo: a limpeza urbana através dos tempos. Porto Alegre: Gráfica Palloti, 2009.
TEXTO II
A repugnante tarefa de carregar lixo e os dejetos da casa para as praças e praias era geralmente destinada ao único escravo da família ou ao de menor status ou valor. Todas as noites, depois das dez horas, os escravos conhecidos popularmente como “tigres” levavam tubos ou barris de excremento e lixo sobre a cabeça pelas ruas do Rio.
KARASCH, M. C. A vida dos escravos no Rio de Janeiro, 1808-1850. Rio de Janeiro: Cia. das Letras, 2000.
A ação representada na imagem e descrita no texto evidencia uma prática do cotidiano nas cidades no Brasil nos séculos XVIII e XIX caracterizada pela
311E49AB-57 História
História do BrasilENEM · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos
Escravo fugido. Jornal Correio Paulistano, 13 de abril de 1879. Disponível em:
http://bndigital.bn.gov.br. Acesso em: 2 ago. 2019 (adaptado).
No anúncio publicado na segunda metade do século XIX, qual a estratégia de resistência escrava apresentada?
30FEB57C-57 História
História do BrasilENEM · 2021FácilEntre para guardar nos favoritosDe um lado, ancorados pela prática médica europeia, por outro, pela terapêutica indígena, com seu amplo uso da flora nativa, os jesuítas foram os reais iniciadores do exercício de uma medicina híbrida que se tornou marca do Brasil colonial. Alguns religiosos vinham de Portugal já versados nas artes de curar, mas a maioria aprendeu na prática diária as funções que deveriam ser atribuídas a um físico, cirurgião, barbeiro ou boticário.GURGEL, C. Doenças e curas: o Brasil nos primeiros séculos. São Paulo: Contexto, 2010 (adaptado).Conforme o texto, o que caracteriza a construção da prática medicinal descrita é aACD8EB45-57 História
História da América LatinaENEM · 2021FácilEntre para guardar nos favoritosPor que o Brasil continuou um só enquanto aAmérica espanhola se dividiu em vários países?Para o historiador brasileiro José Murilo de Carvalho, no Brasil, parte da sociedade era muito mais coesa ideologicamente do que a espanhola. Carvalho argumenta que isso se deveu à tradição burocrática portuguesa. “Portugal nunca permitiu a criação de universidades em sua colônia”. Por outro lado, na América espanhola, entre 1772 e 1872, 150 mil estudantes se formaram em universidades locais. Para o historiador mexicano Alfredo Ávila Rueda, as universidades na América espanhola eram, em sua maioria, reacionárias. Nesse sentido, o historiador mexicano diz acreditar que a livre circulação de impressos (jornais, livros e panfletos) na América espanhola, que não era permitida na América portuguesa (a proibição só foi revertida em 1808), teve função muito mais importante na construção de regionalismos do que propriamente as universidades.BARRUCHO, L. Disponível em: www.bbc.com. Acesso em: 8 set. 2019 (adaptado).Os pontos de vista dos historiadores referidos no texto são divergentes em relação aoE4A8FF27-0B História
História do BrasilUECE · 2021MédioEntre para guardar nos favoritosA chegada dos lusitanos no território que hoje é o Brasil está inserida no contexto da expansão marítima e comercial portuguesa. Sobre esse empreendimento da nação europeia, é correto afirmar queD2D25270-8C História
História da América LatinaUNICAMP · 2021FácilEntre para guardar nos favoritosA questão da consciência ou autopercepção nacional nas colônias da América tem sido frequentemente tratada de forma desligada do seu contexto político e social. Podemos, todavia, pensar em um sentimento de distinção e diferença, uma falta de identificação com a Europa e uma consciência da realidade colonial que teria existido entre populações mestiças.(Adaptado de Stuart B Schwartz, “A formação de uma identidade colonial no Brasil”, em Da América Portuguesa ao Brasil. Lisboa: Difel, 2003, p. 218.)Com base no texto acima sobre a formação da identidade colonial, assinale a alternativa correta.67D67495-7C História
História do BrasilENEM · 2021MédioEntre para guardar nos favoritosAo longo de uma evolução iniciada nos meados do século XIV, o tráfico lusitano se desenvolve na periferia da economia metropolitana e das trocas africanas. Em seguida, o negócio se apresenta como uma fonte de receita para a Coroa e responde à demanda escravista de outras regiões europeias. Por fim, os africanos são usados para consolidar a produção ultramarina.ALENCASTRO, L. F. O trato dos viventes. São Paulo: Cia. das Letras, 2000 (adaptado).A atividade econômica destacada no texto é um dos elementos do processo que levou o reino português a
67BDD5B9-7C História
História do BrasilENEM · 2021MédioEntre para guardar nos favoritosA originalidade do Absolutismo português talvez esteja no fato de ter sido o regime político europeu que melhor sintetizou a ideia do patrimonialismo estatal: os recursos materiais da nação se confundindo com os bens pessoais do monarca.
LOPES, M. A. O Absolutismo: política e sociedade na Europa moderna.
São Paulo: Brasiliense, 1996 (adaptado).
Na colonização do Brasil, o patrimonialismo da Coroa portuguesa ficou evidente
67BAF23F-7C História
História do BrasilENEM · 2021MédioEntre para guardar nos favoritosUma sombra pairava sobre as tão esperadas descobertas auríferas: a multidão de aventureiros que se espalhara por serras e grotões mostrava-se criminosa e desobediente aos ditames da Coroa ou da Igreja. Carregavam consigo tantos escravos que o preço da mão de obra começara a aumentar na Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro. Ao fim de dez anos, a tensão entre paulistas e forasteiros, entre autoridades e mineradores, só fazia aumentar.DEL PRIORE, M.; VENÂNCIO, R. Uma breve história do Brasil.São Paulo: Planeta, 2010.No contexto abordado, do início do século XVIII, a medida tomada pela Coroa lusitana visando garantir a ordem na região foi a
DEEF7184-7B História
História do BrasilUSP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos[No Brasil], a transição da predominância indígena para a africana na composição da força de trabalho escrava ocorreu aos poucos ao longo de aproximadamente meio século. Quando os senhores de engenho, individualmente, acumulavam recursos financeiros suficientes, compravam alguns cativos africanos, e iam acrescentando outros à medida que capital e crédito tornavam-se disponíveis. Em fins do século XVI, a mão de obra dos engenhos era mista do ponto de vista racial, e a proporção foi mudando crescentemente em favor dos africanos importados e sua prole.
Stuart Schwartz, Segredos internos. São Paulo: Companhia das Letras, 1988, p.68.
Com base na leitura do trecho e em seus conhecimentos, pode-se afirmar corretamente que, no Brasil,