Questões do ENEM: Ciências Humanas e Mundo do trabalho
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92 questões encontradas. Mostrando a página 1 de 5.
2072BB4F-89 A acumulação primitiva de capital é uma noção relevante na teoria marxista, servindo como ferramenta para a análise do surgimento do capitalismo. Esse conceitoC2419FA1-6F Sociologia
Globalização, reestruturação produtiva e mudanças recentes do trabalhoUECE · 2026MédioEntre para guardar nos favoritosUma das consequências contemporâneas proporcionadas pela globalização do capitalismo financeiro é, para Bauman (1999), uma desconexão sem precedentes do poder econômico face a obrigações com os territórios onde fazem negócios, com empregados, com países periféricos, com as futuras gerações e com a autorreprodução das condições gerais de vida. O poder econômico-financista mundial agora, cada vez mais desarraigado de fronteiras e de legislações nacionais que o constranja, é capaz de se mudar de repente ou sem aviso, é livre para explorar e abandonar às consequências dessa desconexão radical.BAUMAN, Zygmunt. Globalização: as consequências humanas. Rio de Janeiro: Zahar, 1999.Com base no exposto, é correto afirmar que, segundo Bauman,1446282D-69 Sociologia
Desigualdade social no BrasilEnsino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritosAnalise a charge do cartunista Tjeerd Royaards, publicada na conta “Cartoon Movement”, no Instagram.
(www.instagram.com, 05.03.2025. Adaptado.)A crítica presente na charge remete93226218-23 Sociologia
Estratificação e desigualdade socialFUVEST · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosEm março de 2025, postagens em redes sociais digitais discutiram uma tendência verificada entre crianças e adolescentes de utilizar o termo “CLT” como uma ofensa. Na matéria “'Crianças demonizam CLT': carteira assinada vira ofensa entre os jovens”, de Camila Corsini para o UOL, há vários depoimentos em que crianças associam o emprego com CLT a menores rendimentos, à pobreza e ao fracasso profissional, em oposição a ocupações autônomas ou por conta própria, que seriam caminhos para a riqueza. Veja os gráficos com as estimativas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) do IBGE para a distribuição da ocupação por categoria e o rendimento médio mensal real habitual das pessoas para o trimestre compreendido entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025:
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD-C). Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), maio de 2025. Adaptado.A partir dos dados apresentados no gráfico, é correto afirmar que as associações realizadas por crianças e adolescentes com diferentes formas ocupacionais são fundadas em uma visão de que93170EB3-23 Sociologia
Estratificação e desigualdade socialFUVEST · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosNa obra Caminho de pedras, de 1937, a autora Rachel de Queiroz aborda os desafios da personagem Noemi em busca de sua liberdade política, social e sexual, em uma sociedade conservadora. O papel da mulher na sociedade e sua inserção no mercado de trabalho são temas atuais. Em março de 2025, o governo federal lançou um boletim que tem como objetivo analisar a inserção das mulheres no mercado de trabalho brasileiro. Um dos gráficos apresentados pelo boletim trata da taxa de participação na força de trabalho no Brasil, no 3º trimestre de cada ano, no período de 2012 a 2024.
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) Contínua. Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Em relação ao gráfico apresentado, é correto afirmar:B01E24F7-00 Sociologia
Mundo do trabalhoUNESP · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritosExamine a charge do cartunista Adão Iturrusgarai.

A charge ironiza
B013BCCF-00 Sociologia
Estratificação e desigualdade socialUNESP · 2025MédioEntre para guardar nos favoritosA norma oficial ditava que a mulher devia ser resguarda da em casa, ocupando-se dos afazeres domésticos, enquanto os homens asseguravam o sustento da família trabalhando no espaço da rua. Longe de retratar a realidade, tratava-se de um estereótipo calcado nos valores da elite colonial [...]. Com a industrialização, [as mulheres] chegaram, junto com as crianças, a compor mais da metade da força de trabalho em certas indústrias, notadamente nas de tecidos. As estatísticas sobre o Rio Grande do Sul em 1900 mostram que cerca de 42% da população economicamente ativa era feminina [...]. No censo de 1920 [...], ainda 49,4% da população economicamente ativa (PEA) do estado e 50,8% da PEA em Porto Alegre constavam como feminina. Na indústria, as mulheres ocupavam 28,4% das vagas no estado, e 29,95% na capital.(Cláudia Fonseca. “Ser mulher, mãe e pobre”. In: Mary Del Priore (org.). História das mulheres no Brasil, 2015.)Os dados apresentados no excerto mostram que43EB08EF-68 Sociologia
Estratificação e desigualdade socialUEG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosLeia a matéria a seguir para responder à questão.Proletários de plataformaComo a indústria de inteligência artificial lucra criando uma nova classe trabalhadora sem direitos no BrasilA baiana Lílian largou um emprego CLT no ano passado. Por causa da filha pequena, trabalhar fora de casa era um pesadelo. Foi em um vídeo no TikTok que ficou sabendo da possibilidade de trabalhar online treinando inteligência artificial.[...]Hoje, trabalha em horários flexíveis, seis dias por semana, para “melhorar a inteligência artificial com dados”, como propagandeia a Appen. No fim do mês, se tudo der certo, tira R$ 1.400, sem nenhum outro benefício. Lílian faz parte de uma classe de trabalhadores muitas vezes definidos como fantasmas, escondidos ou microtrabalhadores. Por meio de plataformas multinacionais como Tellus, OneForma e a própria Appen, grandes empresas de tecnologia contratam mão de obra barata, em larga escala e em diversos países, para executar pequenas tarefas.Na outra ponta da cadeia, gigantes como Meta, Google e TikTok lucram com a facilidade de comprar bases de dados já preparadas por trabalhadores que custam infinitamente menos do que os profissionais do mercado de tecnologia. As big tech também se beneficiam de uma cadeia que opera à margem da lei, opaca e blindada por contratos de confidencialidade, em que as pessoas sequer sabem para quem ou para quê estão trabalhando. Além dos salários baixos, esses trabalhadores terceirizados não recebem treinamento e trabalham com prazos apertados. Há inúmeros relatos de calotes, contratos rompidos unilateralmente sem explicação e desassistência das plataformas.[...]Os sistemas de aprendizado de máquina são um tipo de inteligência artificial, um conjunto de algoritmos que, a partir de determinado input – dados ou informações disponíveis – gera um output, ou seja, o resultado desejado. Isso pode ser feito com uma árvore de decisão, por exemplo. Mas, no caso da IA generativa, o próprio sistema aprende a decidir sozinho, no chamado ‘deep learning’, ou aprendizado profundo. O programador não cria a regra – só mostra o resultado desejado.Os dados produzidos por essa legião de trabalhadores são a matéria prima e o refinamento dessa automatização. É a partir deles que os sistemas de computação ditos inteligentes aprendem os padrões que vão imitar depois.Sem uma montanha de conteúdo produzido por veículos de comunicação e pessoas reais, o ChatGPT seria incapaz de oferecer respostas qualificadas. Sem pessoas reais interpretando erros de digitação em resultados de busca, o Google não adivinharia o que você realmente quis dizer com aquela palavra que escreveu errado. Sem trabalhadores interpretando fotos para treinar algoritmos de visão computacional, câmeras inteligentes não conseguiriam identificar objetos em uma imagem.Para executar o enorme número de tarefas humanas necessárias para o desenvolvimento de sistemas de IA, é preciso contratar também milhões de trabalhadores. O jeito mais barato que a indústria encontrou para fazer isso foi por meio de multinacionais intermediárias.[...]DIAS, Tatiana; SCHURIG, Sofia. Proletários de plataforma: como a indústria de inteligência artificial lucra criando uma nova classe trabalhadora sem direitos no Brasil. 2024. Disponível em: https://www.intercept.com.br/2024/07/22/inteligencia-artificial-classe-trabalhadora-sem-direitos-no-brasil/. Acesso em: 24 mar. 2025.O desenvolvimento das inteligências artificiais (IA) tem suscitado muitos debates a respeito da ética na produção de materiais originais; da sustentabilidade, com a proliferação de enormes centros de dados; da substituição da força de trabalho por máquinas ou programas de computador; além disso, o uso de IA toca na questão do recrudescimento cognitivo. Levando em consideração os problemas sociais advindos das inteligências artificiais, verifica-se que seu desenvolvimento impacta43E88C48-68 Sociologia
Mundo do trabalhoUEG · 2025MédioEntre para guardar nos favoritosLeia a matéria a seguir para responder à questão.Proletários de plataformaComo a indústria de inteligência artificial lucra criando uma nova classe trabalhadora sem direitos no BrasilA baiana Lílian largou um emprego CLT no ano passado. Por causa da filha pequena, trabalhar fora de casa era um pesadelo. Foi em um vídeo no TikTok que ficou sabendo da possibilidade de trabalhar online treinando inteligência artificial.[...]Hoje, trabalha em horários flexíveis, seis dias por semana, para “melhorar a inteligência artificial com dados”, como propagandeia a Appen. No fim do mês, se tudo der certo, tira R$ 1.400, sem nenhum outro benefício. Lílian faz parte de uma classe de trabalhadores muitas vezes definidos como fantasmas, escondidos ou microtrabalhadores. Por meio de plataformas multinacionais como Tellus, OneForma e a própria Appen, grandes empresas de tecnologia contratam mão de obra barata, em larga escala e em diversos países, para executar pequenas tarefas.Na outra ponta da cadeia, gigantes como Meta, Google e TikTok lucram com a facilidade de comprar bases de dados já preparadas por trabalhadores que custam infinitamente menos do que os profissionais do mercado de tecnologia. As big tech também se beneficiam de uma cadeia que opera à margem da lei, opaca e blindada por contratos de confidencialidade, em que as pessoas sequer sabem para quem ou para quê estão trabalhando. Além dos salários baixos, esses trabalhadores terceirizados não recebem treinamento e trabalham com prazos apertados. Há inúmeros relatos de calotes, contratos rompidos unilateralmente sem explicação e desassistência das plataformas.[...]Os sistemas de aprendizado de máquina são um tipo de inteligência artificial, um conjunto de algoritmos que, a partir de determinado input – dados ou informações disponíveis – gera um output, ou seja, o resultado desejado. Isso pode ser feito com uma árvore de decisão, por exemplo. Mas, no caso da IA generativa, o próprio sistema aprende a decidir sozinho, no chamado ‘deep learning’, ou aprendizado profundo. O programador não cria a regra – só mostra o resultado desejado.Os dados produzidos por essa legião de trabalhadores são a matéria prima e o refinamento dessa automatização. É a partir deles que os sistemas de computação ditos inteligentes aprendem os padrões que vão imitar depois.Sem uma montanha de conteúdo produzido por veículos de comunicação e pessoas reais, o ChatGPT seria incapaz de oferecer respostas qualificadas. Sem pessoas reais interpretando erros de digitação em resultados de busca, o Google não adivinharia o que você realmente quis dizer com aquela palavra que escreveu errado. Sem trabalhadores interpretando fotos para treinar algoritmos de visão computacional, câmeras inteligentes não conseguiriam identificar objetos em uma imagem.Para executar o enorme número de tarefas humanas necessárias para o desenvolvimento de sistemas de IA, é preciso contratar também milhões de trabalhadores. O jeito mais barato que a indústria encontrou para fazer isso foi por meio de multinacionais intermediárias.[...]DIAS, Tatiana; SCHURIG, Sofia. Proletários de plataforma: como a indústria de inteligência artificial lucra criando uma nova classe trabalhadora sem direitos no Brasil. 2024. Disponível em: https://www.intercept.com.br/2024/07/22/inteligencia-artificial-classe-trabalhadora-sem-direitos-no-brasil/. Acesso em: 24 mar. 2025.Levando em consideração o fenômeno da reestruturação produtiva e o conceito sociológico de trabalho alienado, o trabalho descrito na matéria expressaC138BF9D-8D Sociologia
Globalização, reestruturação produtiva e mudanças recentes do trabalhoUSP · 2024Entre para guardar nos favoritos“O que torna possível o surgimento de uma ‘cultura do cancelamento’ é um cenário em que os detentores de poder econômico e/ou político vislumbram a utilização de valores morais como valores de mercado, seja no campo da publicidade, seja no campo da responsabilidade social da empresa.O conjunto de valores defendidos pelos movimentos sociais que lutam por reconhecimento e respeito à diversidade tornam-se atributos exigidos por diversas empresas como elemento fundamental nas suas escolhas de investimento.Sendo assim, a sanção específica realizada pelos agentes do ‘cancelamento’ procura atingir não a liberdade do sujeito que supostamente ofende valores morais relevantes, que seria o instrumento coercitivo tradicionalmente previsto no direito penal, ou mesmo buscar reparações indenizatórias, instrumento de resposta a atos ilícitos no direito civil, mas sim impedir, restringir ou infligir danos na trajetória econômica e/ou profissional do sujeito ‘cancelado’.Nesse contexto, a ‘cultura do cancelamento’ representa um mecanismo de eliminação do mercado, em casos considerados graves, ou, em outros casos, de mera diminuição relativa do capital, de sujeitos ineficientes em fator competitivo específico, como inadequação de valores morais ostentados, por atos e/ou palavras, em determinados ambientes sociais.”MARTINS, Tamires de Assis Lima; CORDEIRO, Ana Paula. A cultura do cancelamento: contribuições de um olhar sociológico. Extraprensa, v.15, n. esp., p.39, mai.2022 (Adaptado).Segundo o texto, a cultura do “cancelamento”D4022A66-75 Sociologia
Globalização, reestruturação produtiva e mudanças recentes do trabalhoFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritosNo entender do historiador Eric Hobsbawm, a tecnologia informática7DD0E7AA-68 Sociologia
Globalização, reestruturação produtiva e mudanças recentes do trabalhoUEG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir.
A acumulação flexível, como vou chamá-la, é marcada por um confronto direto com a rigidez do fordismo. Caracteriza-se pelo surgimento de setores de produção inteiramente novos, novas maneiras de fornecimento de serviços financeiros, novos mercados e, sobretudo, taxas altamente intensificadas de inovação comercial, tecnológica e organizacional. A acumulação flexível envolve rápidas mudanças de padrões do desenvolvimento desigual, tanto entre setores como no chamado ‘setor de serviços’, bem como conjuntos industriais completamente novos em regiões até então subdesenvolvidas. A acumulação flexível foi acompanhada na ponta do consumo, portanto, por uma atenção muito maior às modas fugazes e pela mobilidade de todos os artifícios de indução de necessidades e de transformação cultural que isso implica. A estética relativamente estável do modernismo fordista cedeu lugar a todo o fermento, instabilidade e qualidades fugidias de uma estética pósmoderna que celebra a diferença, a efemeridade, o espetáculo, a moda e a mercadificação de formas culturais.
HAVEY, David. Condição pós-moderna. 3. ed. São Paulo: Loyola, 1993. p. 140-148. [Adaptado].
Analisando a sociedade de forma panorâmica, verifica-se que a “acumulação flexível” é um processo ladeado por múltiplas determinações sociais, alcançando um âmbito para além do trabalho e da produção industrial. Nesse sentido, a sociedade, na qual a “acumulação flexível” é implementada, compreende também os seguintes aspectos:
B450EBDC-46 Sociologia
Mundo do trabalhoUEA · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosO Amazonas ficou entre os oito estados brasileiros com a maior taxa de desocupação em 2023 com 9,9%. A taxa anual ficou 2,1 pontos percentuais acima do resultado nacional (7,8%). A taxa de desocupação representa o percentual de pessoas desocupadas em relação às pessoas na força de trabalho. Entre as pessoas, de 14 anos ou mais, e que estão em idade de trabalhar, em 2023, no Amazonas, 54% atuavam na informalidade. A taxa ficou maior 1,7 ponto percentual do que a da região Norte e 14,8 pontos percentuais maior que a do país. Com um rendimento médio real de R$ 2.367,00, o Amazonas ficou na 17a posição entre as Unidades da Federação. O rendimento ficou menor em R$ 612,00 que o rendimento médio do país (R$ 2.979,00).(https://g1.globo.com, 16.02.2024. Adaptado.)As características do mercado de trabalho retratado no excerto têm como consequência socioeconômica aos trabalhadores o aumento39A79A3B-03 Sociologia
A divisão social do trabalhoUECE · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos“O Taylorismo e o Fordismo foram sistemas de organização da produção do trabalho, voltados para as indústrias, pensados e implementados entre os finais do século XIX e meados do século XX na Europa e nos EUA. Para Giddens (2012), o Taylorismo, também chamado de “administração científica” do trabalho, projetava maximizar a produção industrial e separar o trabalho administrativo do trabalho de “chão de fábrica”; já o Fordismo, por sua vez, com técnicas como a segmentação das atividades numa linha de montagem e a supervisão no controle de qualidade buscava alta produtividade para atender mercados de grandes massas de consumidores. Contudo, esses sistemas, ao passar do tempo, conforme Giddens, foram analisados como de “baixa confiança” para os trabalhadores, pois a execução de tarefas isoladas e a vigilância constante acarretaram insatisfação, absenteísmo e conflitos nos ambientes de trabalho.”GIDDENS, Anthony. “Capítulo 20 – Trabalho e Vida Econômica” In: GIDDENS, Anthony. Sociologia. 6ª ed. Porto Alegre: Penso, 2012.Partindo do exposto, assinale a afirmação verdadeira.082B58A6-D9 Sociologia
A divisão social do trabalhoENEM · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritosA realização de inúmeras tarefas por máquinas é apresentada como garantia de um futuro no qual ninguém mais precisaria trabalhar (transformar a natureza), pois tudo seria produzido por tecnologias (muito ou pouco “inteligentes”), liberando os seres sociais do trabalho, a começar pelas tarefas rudes ou repetitivas. A perda de trabalho que a introdução capitalista de máquinas promove para intensificar a extração de valor é metamorfoseada em liberação do trabalho. A necessidade de trabalhar, porém, subsiste entre os seres sociais da sociedade capitalista, pois, sem vender força de trabalho, tais expropriados não subsistem no mercado. Entre ameaça e promessa, desaparecem as possibilidades concretas trazidas por processos de trabalho cada dia mais socializados, como redução das jornadas sem redução da remuneração, por exemplo.FONTES, V. Capitalismo em tempo de uberização: do empregoao trabalho. Marx e Marxismo, n. 8, 2017 (adaptado).De acordo com o texto, o efeito da relação entre trabalho e tecnologia sobre a realidade social é o(a)EE942821-7B Sociologia
A divisão social do trabalhoUFRGS · 2023Entre para guardar nos favoritosLeia o texto abaixo, de Gilberto Gil.A MÃO DA LIMPEZAO branco inventou que o negroQuando não suja na entradaVai sujar na saída, êImagina sóVai sujar na saída, êImagina sóQue mentira danada, êNa verdade a mão escravaPassava a vida limpandoO que o branco sujava, êImagina sóO que o branco sujava, êImagina sóO que o negro penava, êMesmo depois de abolida a escravidãoNegra é a mãoDe quem faz a limpezaLavando a roupa encardida, esfregando o chãoNegra é a mãoÉ a mão da purezaNegra é a vida consumida ao pé do fogãoNegra é a mãoNos preparando a mesaLimpando as manchas do mundo com água esabãoNegra é a mãoDe imaculada nobrezaNa verdade a mão escravaPassava a vida limpandoO que o branco sujava, êImagina sóO que o branco sujava, êImagina sóEta branco sujãoA canção A mão da limpeza foi lançada em 1984, por Gilberto Gil, no álbum Raça Humana. A canção aborda a questão da presença da população negra brasileira no emprego doméstico, realidade cujas raízes estão relacionadas ao contexto histórico da escravidão.Com relação ao tema, considere as afirmações abaixo.I - Em 2013, foi aprovada a Emenda Constitucional 72, conhecida como PEC das domésticas, que, pela primeira vez na história do Brasil, equiparou os direitos das trabalhadoras domésticas aos demais trabalhadores urbanos e rurais.II - Na atualidade, a prevalência da população negra brasileira nos empregos domésticos, especialmente das mulheres negras, evidencia a persistência de hierarquias sociais, raciais e de gênero como fatores que incidem na limitação de oportunidades de estudo, trabalho e mobilidade social.III- Ao longo da história do século XX, a defesa dos direitos das trabalhadoras domésticas foi uma pauta que mobilizou a categoria, com destaque para Laudelina de Campos Melo, mulher negra, que, na década de 1930, fundou a primeira Associação de Empregadas Domésticas do país.Quais estão corretas?D35E7B1B-74 Sociologia
Globalização, reestruturação produtiva e mudanças recentes do trabalhoFaculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2023Entre para guardar nos favoritosNo programa Roda Viva, o cientista Silvio Meira falou sobre o impacto da inteligência artificial nos empregos, principalmente em trabalhos com salários mais baixos. “Estudos mostram que cerca de 70% do trabalho em 60% dos municípios brasileiros pode ser redesenhado por uma combinação de automação, robotização e inteligência artificial [...]”, afirma.(https://cultura.uol.com.br, 24.07.2023.)O contexto apresentado pelo cientista indica que a inteligência artificial produzirá830C8D55-73 Sociologia
Globalização, reestruturação produtiva e mudanças recentes do trabalhoFaculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2023Entre para guardar nos favoritosAs últimas décadas testemunharam mudanças importantes nas facilidades de transporte, nas comunicações e no processamento de dados, com efeitos sobre os processos produtivos, os fluxos comerciais e a movimentação internacional de capitais.BAUMANN, Renato. Globalização, Desglobalização e o Brasil. IPEA. Abril 2021.Sobre essas mudanças, analise as afirmativas a seguir.I. As economias de diversos países passaram a se interligar em formato e em intensidade sem precedentes, processo que foi facilitado pela redução das barreiras ao fluxo internacional de bens e serviços.II. As economias desenvolvidas adotaram a produção offshoring (em outros países), o que possibilitou ganhos de competitividade, maior controle das cadeias produtivas e a exploração de vantagens comparativas.III. A maior interação econômica aumentou a demanda por trabalhadores qualificados e a crescente automação impactou o mercado de trabalho, ao ampliar o número de vagas nas cadeias produtivas.Está correto o que se afirma em75CF3ADC-9C Sociologia
Estratificação e desigualdade socialUFPR · 2023FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho a seguir: A história de todas as sociedades até hoje existentes é a história das lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor feudal e servo, mestre de corporação e companheiro, em resumo, opressores e oprimidos, em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada; uma guerra que terminou sempre ou por uma transformação revolucionária da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em conflito. Nas mais remotas épocas da história, verificamos, quase por toda parte, uma completa estruturação da sociedade em classes distintas, uma múltipla gradação das posições sociais. […] Entretanto, a nossa época [...] caracteriza-se por ter simplificado os antagonismos de classe. A sociedade divide-se, cada vez mais, em dois campos opostos, em duas grandes classes em confronto direto: a burguesia e o proletariado.
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto comunista. São Paulo: Boitempo, 1998. pp. 40-41. A luta de classes opõe contrários numa relação dialética.
O que isso significa? Assinale a alternativa correta.
34A76F3C-0F Sociologia
Estratificação e desigualdade socialUFGD · 2023FácilEntre para guardar nos favoritosErrantes no fim do século é o resultado de várias pesquisas, levadas a cabo no período entre 1987 e 1990, acerca dos(as) trabalhadores(as) rurais na região de Ribeirão Preto-SP, considerada uma das regiões agrícolas mais ricas do país [...]. Trata-se de um estudo visando à apreensão dos processos de expropriação, exploração dominação e exclusão de milhares de homens e mulheres, produzidos no bojo da modernização trágica, implantada na década de 1960, cujos efeitos, além do maciço êxodo rural, foram traduzidos por um violento processo de proletarização.
SILVA, Maria Aparecida de Moraes. Errantes no fim do século. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1999, p. 15 (fragmento).
O meio rural brasileiro se constituiu pela presença de duas categorias sociais distintas – pequenos agricultores e fazendeiros –, por profundas contradições na produção e pela desigualdade de acesso à terra. Nesse sentido, depreende-se do fragmento apresentado que