Questões do ENEM: Linguagens e Uso da Vírgula

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Resultados

157 questões encontradas. Mostrando a página 7 de 8.

  • 3DAE34D2-B8

    Português

    Advérbios
    UECE · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 
    A garagem de casa 
    Imagem da questão de Português, da prova de 2015
    (Chico Buarque. O irmão alemão. 1 ed. São Paulo. Companhia das letras. 2014. p. 60-61. Texto adaptado com o acréscimo do título.)

    A obra O irmão alemão, último livro de Chico Buarque de Holanda, tem como móvel da narrativa a existência de um desconhecido irmão alemão, fruto de uma aventura amorosa que o pai dele, Sérgio Buarque de Holanda, tivera com uma alemã, lá pelo final da década de 30 do século passado. Exatamente quando Hitler ascende ao poder na Alemanha. Esse fato é real: o jornalista, historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, na época, solteiro, deixou esse filho na Alemanha. Na família, no entanto, não se falava no assunto. Chico teve, por acaso, conhecimento dessa aventura do pai em uma reunião na casa de Manuel Bandeira, por comentário feito pelo próprio Bandeira.
    Foi em torno da pretensa busca desse pretenso irmão que Chico Buarque desenvolveu sua narrativa ficcional, o seu romance.
    Sobre a obra, diz Fernando de Barros e Silva: “o que o leitor tem em mãos [...] não é um relato histórico. Realidade e ficção estão aqui entranhadas numa narrativa que embaralha sem cessar memória biográfica e ficção”. 
    “Ou by serendipity, como dizem os ingleses quando na caça a um tesouro se tem a felicidade de deparar com outro bem, mais precioso ainda.” (linhas 19-22) Leia o que se diz sobre o enunciado acima.

    I. Estaria de acordo com os ensinamentos da gramática normativa o acréscimo de duas vírgulas ao enunciado: Ou by serendipity, como dizem os ingleses quando, na caça a um tesouro, se tem a felicidade de deparar com outro bem, mais precioso ainda.
    II. A regra que ampara o emprego das vírgulas acrescentadas é a seguinte: Separa-se com vírgulas o adjunto adverbial deslocado ou intercalado.
    III. Haveria diferença de sentido e de classe gramatical se mudássemos a posição da vírgula em “a felicidade de deparar com outro bem, mais precioso ainda”, que passaria a “felicidade de deparar com outro, bem mais precioso ainda”. Na estrutura do texto, bem é um substantivo, e a expressão tem o seguinte sentido: deparar com outra coisa que não é um tesouro, porém é mais precioso do que um tesouro. Na estrutura modificada – com outro, bem mais precioso ainda”, bem seria um advérbio, e a expressão teria o seguinte sentido: deparar com outro tesouro bem mais precioso do que aquele que se procurava.

    Está correto o que se diz em
    Escolha uma alternativa para a questão 3dae34d2-b8
  • 355424CA-B2

    Português

    Análise sintática
    FATEC · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos

    Nova geração

    Ivan Angelo


          O rapaz chegou para a entrevista. O executivo de vendas on-line da grande empresa levantou-se para apertar sua mão (...) e aproveitou para dar uma geral no rapaz.

          Arrumado, mas nada formal, de sapato novo, jeans, camisa de manga comprida enrolada até a metade do antebraço. O detalhe que o incomodou um pouco foi um brinquinho prateado de argola mínima na orelha esquerda. “Nisso dá-se um jeito depois, se valer a pena”, pensou o executivo.

          Ele sabia que não estava fácil atrair novos talentos e reter os melhores. Empresas aparelhavam-se para o crescimento projetado do país, contratavam jovens promissores, mesmo os muito jovens, como era o caso do rapaz à sua frente, 21 anos. (...)

          Havia mais de duas horas que o rapaz estava em avaliação na empresa. Passara pela entrevista inicial com o chefe do setor, resolvera os probleminhas técnicos de internet e programação visual que lhe apresentaram, com rapidez e certa superioridade irônica, lera os princípios, valores e perfil da empresa (...). Alguns itens, como “comprometimento”, foram apresentados como pré-requisitos. Afinal o encaminharam para o diretor da área de e-comerce, vendas pela internet. O executivo tinha em mãos a avaliação do candidato: excelente.

          Descreveu o trabalho de que a empresa necessitava: desenvolvimento de um site interativo no qual o cliente internauta pudesse fazer simulações de medidas, cores, ajustes, acessórios, preços, formas de pagamento e programação de entrega de cerca de 200 produtos. Durante sua fala, o rapaz mexeu as pernas, levantou um pé, depois o outro, incomodado. O executivo perguntou se ele se sentia apto.

          — Dá para fazer — respondeu o rapaz, movendo a perna, como se buscasse alívio. 

          — Posso te ajudar em alguma coisa?

          — Vou te falar a verdade. Eu comprei este sapato para vir aqui e ele está me apertando e incomodando. Eu só uso tênis.

          O executivo sorriu e pensou: “Esses meninos...”.

          — Quem falou para eu vir fazer esta entrevista, e vir de sapato, foi minha namorada. Porque eu não vinha. Ela falou para eu comprar sapato, e o sapato está me apertando aqui, me atrapalhando.

          Nos últimos anos, o executivo vinha percebendo que os desafios pessoais para a novíssima geração eram diferentes, e que havia limites para o que eles estavam dispostos a ceder antes de se comprometer com um trabalho formal.

          — Não tem problema. Pode vir de tênis. O emprego é seu. 

          — Não, obrigado. Eu não quero emprego.

          O executivo parou estupefato. O menino continuou:

          — Todo mundo foi muito gentil, mas não vai dar. Esta camisa é do meu pai, eu tenho tatuagem, trabalho ouvindo música.

          — Então por que se candidatou, se não queria trabalhar?

          — Desculpe, eu não falei que não queria trabalhar.

          Novo espanto do executivo. Sentia nas falas dele e do rapaz uma dissintonia curiosa. Como ficou calado, esperando, o rapaz prosseguiu:

          — É muito arrumado aqui. E eu não quero ficar ouvindo falar de identidade corporativa, marco regulatório, desenvolvimento organizacional, demanda de mercado, sinergia, estratégia, parâmetros, metas, foco, valores... Desculpe, eu não sabia que era assim. Achava que era só fazer o trabalho direito e ver funcionar legal.

          O executivo ficou olhando a figura, contando até dez, olhos fixados naquele brinco. O garoto queria ter a liberdade dele, a camiseta colorida dele, o tênis furado dele, ouvir a música dele nos fones de ouvido, talvez trabalhar de madrugada e dormir de manhã. Não queria aquele mundo em que ele mesmo estava metido havia vinte anos. Conferiu de novo as qualificações do rapaz, aquele “excelente”. Ousou:

          — Trabalhar em casa você aceita?

          — Aceito.

          Queria o trabalho, não o emprego. Acertaram os detalhes. Assim caminha a humanidade.

    <http://tinyurl.com/n66pnvs>Acesso em: 15.03.2015. Adaptado.

    “E eu não quero ficar ouvindo falar de identidade corporativa, marco regulatório, desenvolvimento organizacional, demanda de mercado, sinergia, estratégia, parâmetros, metas, foco, valores...”


    A organização sintática, na construção desse período, foi possível porque as vírgulas empregadas separam

    Escolha uma alternativa para a questão 355424ca-b2
  • 4B941234-30

    Português

    Pontuação
    PUC - RS · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto 4.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere as afirmativas sobre a pontuação do texto 4.

    I. As vírgulas da linha 02 poderiam ser substituídas por travessões sem prejuízos ao sentido e à correção do texto.

    II. A utilização de uma vírgula depois de “em especial” (linha 02) e antes de “sobretudo” (linha 09) provocaria ambiguidade nos períodos.

    III. A inserção de vírgulas antes e depois de “e decisivo para essas mudanças” (linhas 05 e 06) tornaria mais clara a relação de ênfase estabelecida com o segmento anterior.

    IV. As vírgulas das linhas 06 e 08 poderiam ser retiradas sem prejuízo ao significado e à estrutura do período.

    Estão corretas apenas as afirmativas

    Escolha uma alternativa para a questão 4b941234-30
  • 76BE6BDD-AD

    Português

    Análise sintática
    FGV · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
                       
              O velho Lima

          O velho Lima, que era empregado – empregado antigo – numa das nossas repartições públicas, e morava no Engenho de Dentro, caiu de cama, seriamente enfermo, no dia 14 de novembro de 1889, isto é, na véspera da Proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil.
          O doente não considerou a moléstia coisa de cuidado, e tanto assim foi que não quis médico. Entretanto, o velho Lima esteve de molho oito dias.
          O nosso homem tinha o hábito de não ler jornais e, como em casa nada lhe dissessem (porque nada sabiam), ele ignorava completamente que o Império se transformara em República.
          No dia 23, restabelecido e pronto para outra, comprou um bilhete, segundo o seu costume, e tomou lugar no trem, ao lado do comendador Vidal, que o recebeu com estas palavras:
          – Bom dia, cidadão.
          O velho Lima estranhou o cidadão, mas de si para si pensou que o comendador dissera aquilo como poderia ter dito ilustre, e não deu maior importância ao cumprimento, limitando-se a responder:
          – Bom dia, comendador.
          – Qual comendador! Chama-me Vidal! Já não há mais comendadores!
          – Ora essa! Então por quê?
          – A República deu cabo de todas as comendas! Acabaram-se!
          O velho Lima encarou o comendador e calou-se, receoso de não ter compreendido a pilhéria.
          Ao entrar na sua seção, o velho Lima sentou-se e viu que tinham tirado da parede uma velha litografia representando D. Pedro de Alcântara. Como na ocasião passasse um contínuo, perguntou-lhe:
          – Por que tiraram da parede o retrato de Sua Majestade?
          O contínuo respondeu num tom lentamente desdenhoso:
          – Ora, cidadão, que fazia ali a figura do Pedro Banana?
          – Pedro Banana! – repetiu raivoso o velho Lima.
          – Não dou três anos para que isso seja República!

                                                      (Arthur Azevedo. Seleção de contos, 2014)

    Observe os trechos do texto:

    •  ... no dia 14 de novembro de 1889, isto é, na véspera da Proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil. (1° parágrafo);

    •  – Ora, cidadão, que fazia ali a figura do Pedro Banana? (15° parágrafo)

    Usam-se as vírgulas nos dois trechos para separar, respectivamente:

    Escolha uma alternativa para a questão 76be6bdd-ad
  • 7419A155-4C

    Português

    Morfologia - Verbos
    PUC - Campinas · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    Concorrendo com ela, ou contra ela, há as vozes poderosas do "mercado", essa entidade que acaba por reger tantas vidas.

    Sobre o que se tem acima (linhas 73 a 75), é correto afirmar:

    Escolha uma alternativa para a questão 7419a155-4c
  • EF6B3172-EF

    Português

    Pontuação
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    O prazer e o risco de emprestar um livro 


        “Empresto até dinheiro, mas não me peça meus livros.” Perdi a conta de quantas vezes ouvi amigos repetirem essa frase e muitas de suas variações. Alguns diziam o mesmo sobre os CDs, quando o CD ainda existia. O mundo mudou. As coleções de CDs acumulam poeira e, hoje em dia, é difícil achar alguém que queira pegar um deles emprestado. Para os leitores, a vida mudou pouco. Nunca vi alguém pedir um Kindle emprestado. Mas enquanto tivermos livros impressos - e os temos aos montes -, nos veremos frequentemente diante dessa questão: emprestar ou não emprestar? A decisão de emprestar um livro é em sua natureza um gesto de amor à leitura. O prazer de ler é tão grande que precisamos compartilhá-lo. Nada mais frustrante do que terminar uma história incrível e não ter com quem conversar sobre ela. Emprestar um livro é buscar companhia num mundo em que os leitores infelizmente ainda são minoria.

         Quem é contra o empréstimo de livros costuma ter um argumento forte para justificar sua postura: por mais que confiemos em quem pediu o livro emprestado, há uma enorme chance de que o livro não seja devolvido. O mundo fora da estante é perigoso. Mesmo ambientes aparentemente seguros escondem armadilhas. Já fui vítima de uma delas. Pouco depois do lançamento de A visita cruel do tempo, de Jennifer Egan, deixei meu exemplar com um colega de trabalho. Ele gostou tanto do romance quanto eu. Animados com a nossa conversa, outros colegas se interessaram pela obra. O livro passou de mão em mãos e o perdi de vista. Não posso dizer que o revés foi inesperado. Outros livros tiveram um destino parecido. Continuo a emprestar livros, mesmo correndo o risco de perdê-los. Gosto de saber que meu exemplar de A visita cruel dotempo foi parar nas mãos de um leitor misterioso, em vez de acumular poeira em minha estante. [...] (adaptado).


    VENTICINQUE, Danilo. Disponível em: <http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/danilo-venticinque/noticia/2014/04/o-prazer-e-o-risco-debemprestar-um-livrob.html>.

    Acesso em: 5 abr. 2014



    As vírgulas do segundo parágrafo foram propositalmente suprimidas. Assinale a única alternativa correta quanto ao uso das vírgulas.
    Escolha uma alternativa para a questão ef6b3172-ef
  • FE20BAF2-E7

    Português

    Pontuação
    Faculdade Cásper Líbero · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir e responda à questão:

    Desiguais até na crise
    O abismo entre ricos e pobres continua a crescer, aponta estudo
    Em um mundo angustiado pela crise econômica, aprendemos que de março de 2009 a março de 2014, exatamente o período considerado mais crítico, depois da bancarrota do Lehman Brothers, o número de bilionários do planeta dobrou: eram 793 no começo do furacão e agora somam 1.645. Os 85 mais ricos entre eles, no mesmo período, incrementaram seus capitais em 668 milhões de dólares a cada dia e sua renda equivale àquela de metade da população mundial, 3,5 bilhões de outros seres humanos. Os dados constam, entre outras “pérolas”, do recente estudo sobre a desigualdade no mundo, publicado pela Oxfam, rede internacional de 19 ONGs que combatem a pobreza. Na sequência da divulgação do relatório, originalmente chamado Even it up: time to end extreme inequality (“Equilibrando o jogo: é hora de acabar com a desigualdade extrema”, em tradução livre) foi lançada a campanha mundial de sensibilização “Equilibre o jogo”.
    Crise é um termo utilizado no mundo inteiro para descrever situações diferentes, mas com um denominador comum, a desaceleração do crescimento das economias, que em média superava os 4% anuais na década passada e hoje sofre para chegar perto dos 3,5%. Para resolver os problemas provocados por esse recuo e retomar o ritmo anterior, os defensores do atual sistema econômico-financeiro indicam caminho único, a ampliação do espaço da iniciativa privada em detrimento do setor público, com corolário de cortes nos gastos sociais e intensificação da produtividade no trabalho. Em outras palavras, salários mais baixos para criar produtos mais baratos. Essa receita, baseada numa visão brutalmente quantitativa do bem-estar da humanidade e sem nenhuma atenção à equilibrada convivência social, é rotundamente recusada pela Oxfam. Com riqueza de informações e análises, a desigualdade é descrita sob diversos aspectos, e o estudo chega à conclusão de que essa praga contemporânea não só é contrária a uma ética humanista, mas também a causa fundamental da crise econômica em curso. O primeiro mito que o relatório se encarrega de derrubar é aquele que considera natural a desigualdade entre os seres humanos. Melhor se concentrar na redução da pobreza, afirmaram os liberais a partir da Revolução Industrial, pois a compaixão é a única maneira de mitigar a lei natural que inevitavelmente produz as diferenças. Mas a desigualdade excessiva tem comprometido o combate à pobreza, apesar dos bons resultados conseguidos nesse campo até o início dos anos 80 do século passado. O abismo entre ricos e pobres nas últimas três décadas, demonstra a pesquisa, tem clara correlação com a baixa mobilidade social. Em outros termos, nos países em que o fenômeno é mais acentuado, quem nasce rico fica rico, quem nasce pobre não tem outra alternativa além de permanecer pobre. A esperança de uma vida melhor, na evolução entre pais e filhos, é banida do horizonte de bilhões de seres humanos. Com raras exceções, a desigualdade tem aumentado em todos os países do mundo. Caso particularmente emblemático, a Oxfam calcula que até na África do Sul a desigualdade é hoje maior do que no período do Apartheid. Com base em dados de 2013, 7 de cada 10 habitantes do mundo vivem em países em que a desigualdade econômica é maior do que há 30 anos.
    O enriquecimento desmedido de um número restrito de indivíduos, a depender dos países, encolheu ou limitou o crescimento da classe média, comprometendo a sua capacidade de gasto e, em última análise, o motor do crescimento mundial. Desde 1990, a participação do trabalho na composição do PIB mundial é constantemente decrescente. O ataque ao valor e à dignidade do trabalho é particularmente acentuado nos países mais pobres, mas também ocorre nas nações ricas. Por consequência, o PIB mundial é composto por uma porcentagem crescente do capital, que se autoalimenta cada vez mais da especulação financeira. As 150 páginas da pesquisa, com amplíssima bibliografia, demonstram que a desigualdade extrema também está associada à violência. A América Latina, a região mais desigual do mundo do ponto de vista econômico, reúne 41 das cidades mais violentas do planeta e registrou 1 milhão de assassinatos entre 2000 e 2010. Países desiguais são lugares perigosos para viver, e a insegurança afeta tanto ricos quanto pobres. (...) (Claudio Bernabucci, Carta Capital n. 825, ano XX, 12 de novembro de 2014, p. 46-47).  
    A vírgula em “Países desiguais são lugares perigosos para viver, e a insegurança afeta tanto ricos quanto pobres” foi usada para separar
    Escolha uma alternativa para a questão fe20baf2-e7
  • 4F022A0D-E5

    Português

    Pontuação
    FMP · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 1

        No filme Precisamos Falar sobre o Kevin, os pais ignoram por anos os sinais de sérios distúrbios psicológicos que o filho apresenta. Até o dia em que o monstrinho em gestação se encorpa ...... ponto de destroçar vidas inocentes e a própria família. O silêncio é cúmplice da desgraça. Os gastos sociais do governo são o nosso Kevin.

         Em um país com tanta pobreza, deixar o governo gastar ...... vontade parece ser a coisa certa a fazer – e, no campo das boas intenções, é mesmo. Como condenar um modelo de bem-estar social quando tantas crianças ainda passam fome? Como criticar maiores gastos com saúde e educação em um país com população tão carente?

         O problema é que as leis econômicas não distinguem ...... boas das más intenções. O resultado é que criamos um monstrengo estatal, inchado, corrupto e incompetente, incapaz de resolver ...... questões sociais apesar de já arrecadar quase 40% do PIB em impostos.


    (Extraído do artigo “Precisamos Falar sobre Kevin”, de Rodrigo Constantino, publicado na revista Veja de 19.3.2014, p.29.)
    Considere as afirmativas a seguir relativamente à pontuação do texto 1:


    I – Caracterizaria erro utilizar vírgula após “questões sociais”, na última frase do último parágrafo.

    II – A primeira vírgula do texto se justifica por deslocamento de adjunto adverbial.

    III – Seria correto usar vírgula após “vontade”, na primeira frase do segundo parágrafo.


    Está(ão) correta(s):
    Escolha uma alternativa para a questão 4f022a0d-e5
  • BC315FBF-E0

    Português

    Pontuação
    Centro universitário FAG · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO III


    Os problemas de escrita nas empresas que podem tornar a comunicação profissional um inferno


        A comunicação é um ato diário e constante, que faz a diferença entre o sucesso e o fracasso de relações profissionais, pessoais e familiares. No entanto, muitas pessoas preferem transferir o problema ao leitor ou interlocutor, afirmando que ele não é capaz de entender a sua mensagem. Nunca param para analisar que a limitação pode estar na maneira como se expressam.
        Para eliminar essa barreira comportamental rumo ao sucesso na comunicação, temos de deixar de lado a postura egoísta que registramos na infância. Ainda bebês, mesmo com muita dificuldade, limitações e erros, nossos pais e familiares conseguem nos entender, passando a falsa imagem de que é fácil sermos entendidos e não há necessidade de nos esforçarmos.
        No mundo corporativo, há anos já não existe mais a figura da secretária de departamento responsável pela elaboração e revisão de comunicados, apresentações e relatórios. Na era do conhecimento e da internet, em que qualquer funcionário escreve e-mails para toda a empresa, fornecedores e clientes, e não raro escreve em nome da empresa, a exigência da comunicação eficiente em português tornou-se fundamental.
        O e-mail se consolidou como uma ferramenta de comunicação corporativa, mas também é um documento que, na maioria das empresas, ficará arquivado por muito tempo, um registro de erros. Por isso, é preciso que as pessoas dediquem uma especial atenção a essa modalidade de interação.
    (Lígia Velozo Crispino)  
    Em qual das opções abaixo, a retirada da(s) vírgula(s) não acarretaria alteração semântica:
    Escolha uma alternativa para a questão bc315fbf-e0
  • 5B4A2FA5-3C

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

       Leia o texto para responder às questões de números 122 a 125.

        Nuvens contêm uma quantidade impressionante de água. Mesmo as pequenas podem reter um volume de 750 km³ de água e, se calcularmos meio grama de água por metro cúbico, essas minúsculas gotas flutuantes podem formar verdadeiros lagos voadores.

       Imagine a situação de um agricultor que observa, planando sobre os campos ressecados, nuvens contendo água mais que suficiente para salvar sua lavoura e deixar um bom saldo, mas que, em vez disso, produzem apenas algumas gotas antes de desaparecer no horizonte. É essa situação desesperadora que leva o mundo todo a gastar milhões de dólares todos os anos tentando controlar a chuva.

        Nos Estados Unidos, a tendência de extrair mais umidade do ar vem aumentando em mais um ano de secas severas. Em boa parte das planícies centrais e do sudoeste do país, os níveis de chuva, desde 2010, têm diminuído entre um e dois terços, com impacto direto nos preços do milho, trigo e soja. A Califórnia, fonte de boa parte das frutas e legumes que abastecem o país, ainda deve recuperar-se de uma seca que deixou seus reservatórios com metade da capacidade e áreas sem gelo perigosamente reduzidas. Em fevereiro, o Serviço Nacional do Clima divulgou que o estado tem uma chance em mil de se recuperar logo. Produtores de amêndoas estão preocupados com suas plantações por falta de umidade, e até a água potável está ameaçada.

    (Scientific American Brasil, julho de 2014. Adaptado)

    Assinale a alternativa em que o período, reescrito com base nas informações do texto, está correto quanto ao emprego da vírgula.
    Escolha uma alternativa para a questão 5b4a2fa5-3c
  • F2E144A1-08

    Português

    Pontuação
    UniCEUB · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa em que a pontuação é empregada corretamente.
    Escolha uma alternativa para a questão f2e144a1-08
  • 91C2D381-AF

    Português

    Coesão e coerência
    UNESP · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão toma por base uma passagem de um livro de José Ribeiro sobre o folclore nacional.



    Curupira


           Na teogonia* tupi, o anhangá, gênio andante, espírito andejo ou vagabundo, destinava-se a proteger a caça do campo. Era imaginado, segundo a tradição colhida pelo Dr. Couto de Magalhães, sob a figura de um veado branco, com olhos de fogo.
          Todo aquele que perseguisse um animal que estivesse amamentando corria o risco de ver Anhangá e a visão determinava logo a febre e, às vezes, a loucura. O caapora é o mesmo tipo mítico encontrado nas regiões central e meridional e aí representado por um homem enorme coberto de pelos negros por todo o rosto e por todo o corpo, ao qual se confiou a proteção da caça do mato. Tristonho e taciturno, anda sempre montado em um porco de grandes dimensões, dando de quando em vez um grito para impelir a vara. Quem o encontra adquire logo a certeza de ficar infeliz e de ser mal sucedido em tudo que intentar. Dele se originaram as expressões portuguesas caipora e caiporismo, como sinônimo de má sorte, infelicidade, desdita nos negócios. Bilac assim o descreve: “Companheiro do curupira, ou sua duplicata, é o Caapora, ora gigante, ora anão, montado num caititu, e cavalgando à frente de varas de porcos do mato, fumando cachimbo ou cigarro, pedindo fogo aos viajores; à frente dele voam os vaga-lumes, seus batedores, alumiando o caminho”.
         Ambos representam um só mito com diferente configuração e a mesma identidade com o curupira e o jurupari, numes que guardam a floresta. Todos convergem mais ou menos para o mesmo fim, sendo que o curupira é representado na região setentrional por um “pequeno tapuio” com os pés voltados para trás e sem os orifícios necessários para as secreções indispensáveis à vida, pelo que a gente do Pará diz que ele é músico. O Curupira ou Currupira, como é chamado no sul, aliás erroneamente, figura em uma infinidade de lendas tanto no norte como no sul do Brasil. No Pará, quando se viaja pelos rios e se ouve alguma pancada longínqua no meio dos bosques, “os romeiros dizem que é o Curupira que está batendo nas sapupemas, a ver se as árvores estão suficientemente fortes para sofrerem a ação de alguma tempestade que está próxima. A função do Curupira é proteger as florestas. Todo aquele que derriba, ou por qualquer modo estraga inutilmente as árvores, é punido por ele com a pena de errar tempos imensos pelos bosques, sem poder atinar com o caminho de casa, ou meio algum de chegar até os seus”. Como se vê, qualquer desses tipos é a manifestação de um só mito em regiões e circunstâncias diferentes.

    (O Brasil no folclore, 1970.)



    (*) Teogonia, s.f.: 1. Filos. Doutrina mística relativa ao nascimento dos deuses, e que frequentemente se relaciona com a formação do mundo. 2. Conjunto de divindades cujo culto forma o sistema religioso dum povo politeísta. (Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI.)
    [...] à frente dele voam os vaga-lumes, seus batedores, alumiando o caminho.



    Eliminando-se o aposto, a frase em destaque apresentará, de acordo com a norma-padrão, a seguinte forma:
    Escolha uma alternativa para a questão 91c2d381-af
  • 2CD47309-F4

    Português

    Pontuação
    IF-BA · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, da prova de 2013

    Quanto à função da vírgula no trecho a seguir, marque a alternativa correta :

    [...] o espaço virtual, diferentemente de um texto de jornal ou revista em papel , está constantemente em movimento (l. 39-42).
    Escolha uma alternativa para a questão 2cd47309-f4
  • 4C918EAD-2B

    Português

    Colocação Pronominal
    Universidade do Contestado - Santa Catarina · 2012FácilEntre para guardar nos favoritos
    A alternativa que apresenta redação mais adequada às normas da língua padrão escrita é:
    Escolha uma alternativa para a questão 4c918ead-2b
  • 41F82A33-EA

    Português

    Análise sintática
    Universidade Luterana do Brasil · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    A questão refere-se ao fragmento da reportagem Aids: tendência de aumento entre jovens, de Flavia Bemfica, disponível no site: http://www.sinprors.org.br/extraclasse/set12/ imprimir.asp?id_conteudo=436.  


    Imagem da questão de Português, da prova de 2012

    Leia o fragmento a seguir, as afirmações abaixo e marque a resposta correta.


    “O título do manifesto, a propósito, é uma alusão à participação do Brasil na XIX Conferência Internacional de Aids, realizada em Washington, nos Estados Unidos, no final de julho”. (l. 16-17)


    I – “Uma alusão” consiste no complemento nominal de manifesto.

    II – “À participação do Brasil...” constitui-se em complemento nominal ao termo alusão.

    III – Em “À participação” o acento indicativo de crase justifica-se simplesmente pela presença da palavra feminina “alusão”.

    IV – Em “Realizada em Washington, nos Estados Unidos, no final de julho.” todos os elementos sublinhados são adjuntos adnominais, por isso separados por vírgulas.


    Está (ão) correta (s):

    Escolha uma alternativa para a questão 41f82a33-ea
  • 41F4D77C-EA

    Português

    Pontuação
    Universidade Luterana do Brasil · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    A questão refere-se ao fragmento da reportagem Aids: tendência de aumento entre jovens, de Flavia Bemfica, disponível no site: http://www.sinprors.org.br/extraclasse/set12/ imprimir.asp?id_conteudo=436.  


    Imagem da questão de Português, da prova de 2012

    Marque a alternativa que justifica corretamente o emprego da vírgula no seguinte período:


    “No final de agosto, um manifesto de instituições e pesquisadores passou quase despercebido do grande público e teve pouca repercussão na imprensa”. (l. 1-2)
    Escolha uma alternativa para a questão 41f4d77c-ea
  • EF2A9947-36

    Português

    Pontuação
    UNESP · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

     As questões de números 01 a 05 tomam por base uma passagem do livro A vírgula, do filólogo Celso Pedro Luft (1921-1995).

    A vírgula no vestibular de português


    Mas, esta, não é suficiente.”

    “Porque, as respostas, não satisfazem.”

    “E por isso, surgem as guerras.”

    “E muitas vezes, ele não se adapta ao meio em que vive.”

    “Pois, o homem é um ser social.”

    “Muitos porém, se esquecem que...”

    “A sociedade deve pois, lutar pela justiça social.”

    Que é que você acha de quem virgula assim? Você vai dizer que não aprendeu nada de pontuação quem semeia assim as vírgulas. Nem poderá dizer outra coisa.

        Ou não lhe ensinaram, ou ensinaram e ele não aprendeu. O certo é que ele se formou no curso secundário. Lepidamente, sem maiores dificuldades. Mas a vírgula é um “objeto não identificado”, para ele.

        Para ele? Para eles. Para muitos eles, uma legião. Amanhã serão doutores, e a vírgula continuará sendo um objeto não identificado. Sim, porque os três ou quatro mil menos fracos ultrapassam o vestíbulo... Com vírgula ou sem vírgula. Que a vírgula, convenhamos, até que é um obstáculo meio frágil, um risquinho. Objeto não identificado? Não, objeto invisível a olho nu. Pode passar despercebido até a muito olho de lince de examinador.

    — A vírgula, ora, direis, a vírgula...

        Mas é justamente essa miúda coisa, esse risquinho, que maior informação nos dá sobre as qualidades do ensino da língua escrita. Sobre o ensino do cerne mesmo da língua: a frase, sua estrutura, composição e decomposição.

        Da virgulação é que se pode depreender a consciência, o grau de consciência que tem, quem escreve, do pensamento e de sua expressão, do ir-e-vir do raciocínio, das hesitações, das interpenetrações de ideias, das sequências e interdependências, e, linguisticamente, da frase e sua constituição.

         As vírgulas erradas, ao contrário, retratam a confusão mental, a indisciplina do espírito, o mau domínio das ideias e do fraseado.

        Na minha carreira de professor, fiz muitos testes de pontuação. E sempre ficou clara a relação entre a maneira de pontuar e o grau de cociente intelectual.

        Conclusão que tirei: os exercícios de pontuação constituem um excelente treino para desenvolver a capacidade de raciocinar e construir frases lógicas e equilibradas.

        Quem ensina ou estuda a sintaxe — que é a teoria da frase (ou o “tratado da construção”, como diziam os gramáticos antigos) — forçosamente acaba na importância das pausas, cortes, incidências, nexos, etc., elementos que vão se espelhar na pontuação, quando a mensagem é escrita.

       Pontuar bem é ter visão clara da estrutura do pensamento e da frase. Pontuar bem é governar as rédeas da frase. Pontuar bem é ter ordem, no pensar e na expressão.

    As frases abaixo correspondem a tentativas de corrigir o erro de virgulação apontado por Celso Pedro Luft na série de exemplos que apresenta.

    I. “Porque as respostas não satisfazem.”

    II. “E, muitas vezes, ele não se adapta ao meio em que vive.”

    III. “Pois o homem é, um ser social.”

    IV. “A sociedade deve, pois, lutar pela justiça social.”

    As frases em que o problema de virgulação foi resolvido adequadamente estão contidas apenas em:

    Escolha uma alternativa para a questão ef2a9947-36
  • 423501CE-E4

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos
                A essência da teoria democrática é a supressão de qualquer imposição de classe, fundada no postulado ou na crença de que os conflitos e problemas humanos n econômicos, políticos, ou sociais n são solucionáveis pela educação, isto é, pela cooperação voluntária, mobilizada pela opinião pública esclarecida. Está claro que essa opinião pública terá de ser formada à luz dos melhores conhecimentos existentes e, assim, a pesquisa científica nos campos das ciências naturais e das chamadas ciências sociais deverá se fazer a mais ampla, a mais vigorosa, a mais livre, e a difusão desses conhecimentos, a mais completa, a mais imparcial e em termos que os tornem acessíveis a todos.

                                        Anísio Teixeira, Educação é um direito. Adaptado.


    Dos seguintes comentários linguísticos sobre diferentes trechos do texto, o único correto é:
    Escolha uma alternativa para a questão 423501ce-e4
  • 948EF20C-3F

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2012DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem 033.jpg
    INSTRUÇÃO: Responder à questão 29 com base nas afirmativas sobre a pontuação do texto.

    1. Não há diferenças significativas entre o uso dos sinais de pontuação no texto de 1928 e o que fazemos hoje.

    2. Os dois pontos da linha 04 introduzem alternativas que completam a ideia iniciada por “O que” (linha 03).

    3. Para os padrões atuais, ficaria correto colocar uma vírgula entre “e” e “sendo”, na linha 07.

    4. A colocação de uma vírgula após “assim” (linha 20) tornaria a frase mais clara e correta.

    As afirmativas corretas são
    Escolha uma alternativa para a questão 948ef20c-3f